Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

26
Ago 13

O falecimento de qualquer pessoa, independentemente das circunstâncias ou do que marcou a sua vida, merece-me duas reacções: respeito e de pesar, sendo alguém (mesmo que não conhecido pessoalmente ou próximo) que, em vida, me mereceu consideração, apreço e deferência; ou indiferença (mas não regozijo ou censura) se caso de alguém que condenei, critiquei ou em nada se aproxima dos meus princípios e valores.

E são inúmeros os casos que sustentam esta dualidade de reacção em relação à morte de alguém.

Vem a propósito o falecimento do Dr. António Borges, economista, ex secretário-geral do PSD, ex director do FMI e consultor político do Governo de Passos Coelho.

Em relação a António Borges nunca nutri qualquer simpatia pela sua acção pública, aliás extremamente carregada de controvérsia e contradição. Não tenho, em relação ao seu falecimento, qualquer reacção de condenação, regozijo ou lamento (a não ser a perda da vida, que essa me merece todo o respeito).

Têm sido diversas (para o bem e para o mal) e muitas as reacções e análises nas redes sociais ao falecimento de António Borges. Quer em relação à sua pessoa, quer em relação à tomada de posição pública do PSD, do Governo e do Presidente da República.

Não tenho que criticar essas reacções do partido do qual António Borges foi secretário-geral (no tempo de Manuela Ferreira Leite), nem do Governo do qual foi consultor (em muitos casos com mais peso que qualquer ministro) ou do Presidente da República. Para além da afinidade política acresce a perda de uma vida humana.
Mas lamento profundamente que em relação a essa vida humana o Governo e, nomeadamente, o Presidente da República (que deveria ser presidente de todos os portugueses) não tenham tomado uma única posição de respeito pelo falecimento, este ano, de três bombeiros no combate aos incêndios, das inúmeras crianças que faleceram nessa chacina que tem sido a guerra na Síria ou em relação às mortes nas cheias na China ou nas manifestações no Egipto.

O respeito pela vida não é apenas em relação àqueles que nos são mais próximos. A vida, como o bem mais precioso e o direito inalienável de qualquer ser humano deve merecer o respeito (seja de que forma for) sempre e em qualquer circunstância.

E há circunstâncias mais que óbvias: os indefesos e os que dão a vida pelas causas dos outros.

Lamenta-se o silêncio…

publicado por mparaujo às 10:42

29
Set 12

 

(imagem Paulo Araújo - dinheiro vivo)

António Borges, o dito conselheiro de Passos Coelho (agora se percebe mais facilmente porque é que o Governo tem falhado e porque é que o país, em vez de recuperar, mergulha cada vez mais fundo) já tinha criado um grave problema ao Governo quando, numa entrevista a Judite de Sousa, na TVI, quando se referiu ao eventual processo de privatização e concessão da RTP.

Agora, o mesmo António Borges acaba de criar mais um embaraço “diplomático” (político) a Pedro Passos Coelho.

No 1º Forum Empresarial do Algarve, realizado hoje em Vilamoura, o conselheiro de Pedro Passos Coelho para as privatizações, António Borges (sobre quem recaem críticas sobre o seu desempenho profissional no FMI) ao defender com unhas e dentes o que mais ninguém defende (políticos, sociedade, trabalhadores, empresários, entidades representativas, economistas, nem mesmo os verdadeiros especialistas, ou até a própria Troika que não exigiu a aplicação da medida da TSU) acusou os empresários portugueses que criticaram as alterações à Taxa Social Única de “ignorantes”. Chegando mesmo ao ponto de afirmar “que os empresários (os tais ignorantes) não passariam no primeiro ano do meu curso da faculdade, isso não tenham dúvida”. Acresce ainda que a ausência de bom senso, de inteligência política e, também, económica, levaram a que António Borges considerasse que a “baixa da TSU é uma medida extraordinariamente inteligente”.

Há duas ou três coisas que me assolam o espírito ao ouvir este senhor mercenário da política e da economia, um verdadeiro espinho cravado na governação deste país (apesar de nem ter sido sujeito a sufrágio eleitoral): está pois identificado o “cancro” das políticas e da acção deste Governo (volta Relvas, estás perdoado); duvido que algum empresário, dos inteligentes que ainda temos, alguma vez desse emprego a alguém como António Borges; sempre que abre a boca António Borges cria um embaraço governativo. Ou ainda, se por ventura alguma tivesse António Borges como professor universitário no 1º ano do meu curso a primeira medida que tomaria, após a primeira aula, seria a apresentação de uma queixa no Conselho Científico e no Pedagógico por incompetência.

Sempre ouvi dizer que há silêncios que valem ouro. E no caso de António Borges é pena terem acabado com a censura.

Obviamente que as reacções dos “ignorantes” deste país não tardaram a surgir:

- António Borges não tem "perfil para o lugar público que ocupa" - Vieira Lopes (presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal)

- António Borges "nunca trabalhou na vida" - Filipe de Botton (presidente da Logoplaste)

- Patrão da Fly London "ofendido" com afirmações de António Borges - Fortunato Frederico

- "Maioria dos empresários portugueses também não contrataria António Borges" - António Saraiva (presidente da CIP)

- PS desafia Passos a dizer se também acha empresários "ignorantes"

publicado por mparaujo às 20:02

26
Ago 12

Antes de entrar propriamente numa análise/opinião sobre o processo anunciado (embora ainda não confirmado ou desmentido) de concessão da RTP e encerramento da RTP2: a vertente comunicacional e a vertente política.

No entanto, há um aspecto, aparentemente, simples mas que me provoca uma angustiante dúvida e dificuldade de percepção.

O director-geral da RTP, Luís Marinho apresentou ontem os seguintes valores orçamentais da televisão pública, afirmando que quem ganhar o processo de concessão anunciado lucra, por ano, 20 milhões de euros.

Os valores eram: receitas de 150 milhões de euros da taxa (paga pelos cidadãos e cemitérios) e 50 milhões em publicidade; despesas operacionais de 180 milhões de euros (pornograficamente excessivo para uma empresa pública). Fazendo as contas, de facto, entre 200 milhões de euros de receitas contra 180 milhões de euros de despesas, resta um lucro de 20 milhões de euros.

É algo que não percebo.

Alguém está enganado ou anda a enganar o país. Sempre se ouviu dizer que a RTP era um desperdício de dinheiro para o Estado, mas afinal o Estado, eventualmente, vai entregar a alguém uma receita de 20 milhões de euros.

Se dá lucro de 20 milhões de euros para quê e porquê privatizar/concessionar?

publicado por mparaujo às 17:22

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