Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

15
Jun 14

publicado na edição de hoje, 15 de junho, do Diário de Aveiro.

Debaixo dos Arcos

Reflexão com a mão no barro

É do conhecimento público que este ano não haverá lugar à tradicional Feira do Artesanato de Aveiro – FARAV. Por decisão da autarquia aveirense haverá lugar à reflexão sobre o futuro deste evento. Além disso, iniciou-se ontem um novo projecto e conceito de animação do espaço público com o “Artes no Canal” que, entre outros, tem como objectivo fundir um conjunto de iniciativas avulsas e esporádicas que iam ocorrendo na cidade. Por outro lado, a Feira do Livro de 2014 foi transferida do Rossio para o Mercado Manuel Firmino. O que é que há de comum nesta mistura de factos e realidades ocorridas na vida cultural aveirense? Muita coisa.

Referi aqui, e disse-o a quem de direito, em 2010, quando foi transferida a FARAV do Parque de Exposições de Aveiro para o Rossio que era importante repensar a estratégia e a estrutura da feira de artesanato e que a mesma se deveria manter no Parque de Exposições de Aveiro, razão pelo qual foi construído e custou muito dinheiro ao erário público. Também na altura, como proposta de reflexão, sugeri que à FARAV fosse aglutinada um conjunto de outras iniciativas que, edição em edição, iam perdendo o seu impacto. Como, por exemplo, a Feira do Livro.

Recordo ainda, a propósito da falta de afluência de público/visitantes, que a FARAV precisava de atractividade complementar ao evento, já que, por outros exemplos como a Feira de Março, a Automobilia, etc., a localização do Parque de Exposições, só por si, não reflecte a ausência de visitantes no certame. Aliás, em 2009, quando fiz para o Boletim Municipal uma peça sobre a FARAV/2009 recordo-me de entrevistar um casal de visitantes que se tinham deslocado de Oliveira de Azeméis para visitar a feira.

E tal como a Câmara Municipal de Aveiro lançou o “Artes no Canal” como projecto aglutinador de eventos avulsos, projectando, num único momento (mesmo que repetido no tempo), cultura para o espaço público, assim me parece que se deva repensar a FARAV e outros eventos similares.

A questão da FARAV, como eventualmente a Feira do Livro, passa por dimensioná-la, estruturá-la, conceder-lhe centralidade regional, quem sabe repensar a sua duração, e principalmente torná-la mais atractiva, promovendo, a par do artesanato, outros momentos e motivos de interesse para os aveirenses e para quem nos visita. Não me parece descabido que exista uma Feira do Artesanato, da Gastronomia e do Livro simultaneamente e no mesmo espaço físico. Ou ainda acrescentando o Festival de Folclore. O que Aveiro não pode continuar a ter é um conjunto enorme de pequenos eventos, com a sua importância, mas sem grande impacto, e, muitas vezes, repetitivos nos seus objectivos.

Continuarmos a ter eventos que vão perdendo dinâmica, impacto e importância, será transformá-los naquilo que cabe, legitimamente e por uma questão de cidadania, ao empenho e intervenção dos aveirenses no seu espaço e na sua cidade, que são eventos pontuais, com escala reduzida e centralizados na rua, no bairro, na freguesia. Com todo o valor e respeito.

No que toca à FARAV, à Feira do Livro (muito polarizada entre o Porto – que aliás nem se realizou este ano - e Lisboa, com uma falha enorme na zona centro), e a outros eventos, não os promovendo como referência regional é ir limitando a sua importância e condenando-os à extinção.

O que, obviamente, não é bom para Aveiro, para os aveirenses e, acima de tudo, para os artesãos e agentes culturais.

Que se faça uma boa reflexão… com a mão no barro.

publicado por mparaujo às 12:55

04
Ago 13

Publicado na edição de hoje, 4 de agosto, do Diário de Aveiro.

Cagaréus e Ceboleiros

Farav 2013: de novo o Rossio?!

A Feira de Artesanato, que hoje termina, voltou a ocupar o espaço do Rossio, na sua 34ª edição. Entendo que a repetição da realização no Rossio da principal Feira de Artesanato de Aveiro se deva ao facto das entidades organizadoras acharem que esta localização é bastante positiva para o sucesso da FARAV.

Duas notas prévias. Por motivos de férias coincidentes com a realização do evento não pude visitar a feira. Por outro lado, desconhecendo o balanço que possa ser feito pelas entidades promotoras do evento (AveiroExpo, Câmara Municipal, “A Barrica” e o Instituto de Emprego e Formação Profissional), por uma questão de coerência com tudo o que defendi desde 2009, atrevo-me a repetir a minha convicção e opinião sobre a realização da FARAV no Rossio.

As razões que levaram à sua transferência do Parque de Exposições de Aveiro para uma das zonas centrais da cidade, em 2010, prenderam-se com a pouca afluência de público e fraca visibilidade do certame. Realidades que são um facto e que os dados estatísticos vinham confirmando, ano após ano. Acrescia a esta conjuntura alguma insatisfação dos artesãos e expositores.

No final da edição de 2009, numa entrevista que efectuei para o Boletim Municipal, foi-me transmitido que aquela edição tinha sido a melhor dos anteriores cinco anos (com cerca de 150 expositores). Recordo ter inquirido alguns dos visitantes e ter encontrado, por exemplo, quem tenha vindo, propositadamente, de Oliveira de Azeméis até Aveiro para visitar a feira. A par do artesanato havia ainda a vertente gastronómica que era uma excelente atractividade. Mas lembro, igualmente, as palavras do presidente da Associação dos Artesãos (A Barrica), Evaristo Silva que focou a necessidade de se repensar a feira, de cativar os artesãos, e, fundamentalmente, da importância que existe na necessidade dos aveirenses se sentirem mais ligados à FARAV (a par de uma maior atracção de público à exposição). Daí que insista na minha (modesta) perspectiva. Como sempre defendi, entendo que a FARAV deveria manter-se no Parque de Exposições. Apesar da centralidade não acho que seja por se realizar no Rossio que a FARAV se vá aproximar dos aveirenses, nem que aquele espaço seja o mais adequado para o certame (seja pelas infra-estruturas reduzidas, seja pelas acessibilidades, pelo trânsito, pelas escassez de estacionamento – no fundo, a centralidade situa-se no meio de muito caos urbano). E não colhe, por comparação, por exemplo, o argumento da distância ou da localização do Parque de Exposições. A Feira de Março sobe o seu número de visitas ano após ano, a Automobilia tem sempre “lotação” esgotada, a Expofacic em Cantanhede tem já uma mega dimensão e o Festival do Bacalhau, no Jardim Oudinot – Ílhavo, para onde se deslocam milhares de aveirenses, ou até as simples(?) “feiras dos 28”. Daí que a questão da distância ou localização seja secundária (se não teríamos de fazer regressar a Feira de Março ao seu local de origem: o mesmo Rossio).

A questão da FARAV, como eventualmente a Feira do Livro, passa por dimensioná-la, estruturá-la, quem sabe repensar a sua duração, mas principalmente torná-la mais atractiva, promovendo, a par do artesanato, outros momentos e motivos de interesse para os cidadãos.

Porque não repensar alguns dos acontecimentos que, isoladamente, vão proliferando no calendário e refundir?! Não me parece descabido existir uma Feira do Artesanato, da Gastronomia e do Livro simultaneamente e no mesmo espaço físico. Ou ainda acrescentando o Festival de Folclore.

Reconhece-se, hoje, que o sucesso de adesão do público à tradicional e histórica Feira de Março, em parte, se deve também ao cartaz musical que a complementa (tal como noutras feiras, noutros locais). Seria interessante que a Feira de Artesanato pudesse ter a mesma complementaridade cultural com qualidade e que cativasse a população e os turistas que acorrem a Aveiro, nesta altura do ano.

Por último, tal como um congresso se deve realizar no espaço próprio – o Centro de Congressos; o teatro e a dança devem ocupar a sua “casa” natural e por excelência – o Teatro Aveirense; o futebol deve encher as bancadas do Estádio Municipal de Aveiro; as exposições devem abrir portas no Museu da Cidade ou nas Galerias Municipais; do mesmo modo, as feiras por excelência devem merecer o seu destaque e a sua valorização no seu espaço próprio – o Parque de Exposições de Aveiro, sem querer menosprezar a realização de eventos no espaço público.

Há que valorizar uma feira que merece um destaque e um lugar privilegiado em Aveiro: a FARAV, pelos seus 34 anos de existência.

publicado por mparaujo às 14:51

29
Ago 12

Publicado na edição de hoje, 29 de agosto, do Diário de Aveiro.

Debaixo dos Arcos

O valor da identidade…

Não está em discussão o valor da cultura. Esse é, e será sempre, uma questão cheia de controvérsia e cheia de lugares comuns: a cultura não gera receitas; a cultura só traz encargos (e muitas vezes elevados); é pouco perceptível e quantificável o retorno do investimento cultural e da produção cultural; a cultura não coloca “pão” na mesa em tempos de crise; etc.; etc.; etc. E há ainda quem acrescente a dúvida sobre o que é cultura, a quem se destina, a sua qualidade, … Não caberia neste espaço tamanha dimensão opinativa.

Falo de um outro valor: a identidade cultural e social de uma comunidade, de um povo, reforçando a interrogação: que preço, quanto vale, uma identidade cultural, histórica e social de uma comunidade? A pergunta surge após várias notícias que dão conta do estado de degradação e da venda de palheiros de sal no Canal de S. Roque, bem como a venda da histórica e antiga fábrica de higienização do sal – Vitasal.

Aveiro já tem enormes e conhecidas dificuldades em preservar e promover um dos patrimónios naturais mais valiosos: a Ria e toda a zona lagunar (incluindo a região concelhia do Baixo Vouga). Navegar nos canais exteriores da ria é uma aventura e uma desilusão provocado pelo estão de degradação das margens e das salinas, ao ponto de haver quem defenda, como referiu há dias o Dr. Domingos Maia, a urgência de uma campanha “limpar a Ria”, tal é a dimensão do atentado ambiental que se verifica. Isto, para não falar do estado de limpeza dos canais urbanos, nomeadamente o central. Além disso, por diversas e inúmeras razões, umas por intervenção humana, outras por factores naturais, Aveiro perdeu uma das suas imagens de marca, uma das suas referências históricas: as salinas e o salgado aveirense. A custo, a Universidade de Aveiro mantém uma marinha para investigação, a Câmara Municipal mantém uma marinha (a Marinha da Troncalhada) como ecomuseu, e restam duas ou três em exploração particular. O sal deixou de ser sustentável e o preço da tal preservação da identidade de uma comunidade afigura-se demasiado alto, apesar do seu valor histórico e social.

Tal como a azujelaria, a cerâmica e o barro.

Aproximam-se dias em que Aveiro muito pouco ou nada terá para mostrar do que é a sua verdadeira identidade, mesmo que se qualifiquem os palheiros como imóveis de interesse público (desde 2003). A verdade é que não há capacidade de investir na identidade aveirense. E o discurso futuro a bordo dos moliceiros nos passeios (entenda-se, corridas) nos canais urbanos será algo: “aqui resta imaginar a existência de uns armazéns em madeira onde se recolhia o sal e que diziam chamar-se palheiros e uma antiga fábrica. Agora temos lindas casas e um colossal prédio”. Mudam-se os tempos… muda-se e afunda-se Aveiro, numa responsabilidade colectiva. Sim… de todos!

Por último, regressando à premissa inicial, a cultura tem de facto um preço que ninguém, nem nada, pode pagar. O preço de vermos desaparecer alguém que é uma marca indiscutível, uma imagem inquestionável do barro, da cerâmica, da escultura, do azulejo, da cultura aveirense, é impagável.

O artista José Augusto, mais conhecido por Zé Augusto, faleceu esta segunda-feira. Sendo certo que o seu legado patrimonial e artístico permanecerá, assim se espera, na identidade cultural aveirense (porque todo ele ligado a uma das referências patrimoniais do concelho: o barro, o azulejo e a cerâmica), também não deixa de ser verdade que, independentemente da razão natural da vida, Aveiro fica muito mais vazia, insubstituivelmente vazia, porque “partiu” uma das expressões vivas da identidade artística aveirense, com referências directas e intrínsecas ao valor patrimonial da identidade histórica, cultural e social da região: o sal, a ria, o barro, a cerâmica e o azulejo.

Aveiro só tem uma palavra: Obrigado, Zé Augusto.

Ao menos que se preserve na memória colectiva os verdadeiros “palheiros culturais” da vida e da história de Aveiro.

publicado por mparaujo às 10:16

11
Ago 12

(fonte da foto: eduardo pina / diário de aveiro)

Alguma coisa não bate certo na avaliação da 33ª edição da Farav. A começar pelos números. A empresa municipal AveiroExpo aponta a passagem pela FARAV 2012 de cerca de 62 mil visitantes. Números que alguns artesãos acham estranhos e não confirmados pela associação dos artesãos “A Barrica”. Além disso, num espaço aberto, sem cobrança de acessos/entradas, sem qualquer mecanismo de contagem, qualquer número que se indique é, obviamente, possível (foram indicados 62 mil, como seriam válidos 10 mil ou 100 mil). Mas a verdade é que aqueles que estiveram na feira, e fizeram a feira de artesanato mais importante de Aveiro, não gostaram do espaço, não valorizaram a troca de local, e queixaram-se do menor volume de vendas, que a crise, por si só, não justifica.

Foram várias as minhas reservas em relação à saída da FARAV do Parque de Exposições de Aveiro, pelas razões que já apontei (aqui, aqui, aqui).

Face às contingências que o Rossio vive, nos dias de hoje, achei que seria importante fazer regressar a FARAV ao Parque de Exposições (juntamente com outros eventos) ou encontrar outras soluções de espaço público, juntando (algum) Rossio, Praça Melo Freitas, Rua Direita, Praça da República, Praça Marquês de Pombal… o Parque D. Pedro ou, ainda, o Canal de S. Roque. Mas a opção recaiu sobre um local que, apesar de ser aprazível, não tem as condições, nem as características para um evento com as dimensões que se pretendem para transformar a FARAV numa grande feira. Para além dos inconvenientes de degradação de um espaço e equipamentos públicos.

Nunca deixei de pensar nas palavras que me foram transmitidas pelo presidente da “A Barrica”, Evaristo Silva, numa entrevista em 2009, no final da 30ª edição da FARAV: este espaço (Parque de Exposições) tem todas as condições de excelência, esta foi uma das melhores edições (número de artesãos, diversidade, qualidade), mas havia que repensar a feira, de cativar os artesãos, e, fundamentalmente, da importância que existe na necessidade dos aveirenses se sentirem mais ligados à FARAV. Infelizmente, continuo a achar que não se foi pelo caminho mais adequado para a valorização do artesanato e de Aveiro. Não se repensou… apenas se deslocou o evento com, evidente, perda de condições. Ainda não perdi a esperança que o presidente Evaristo Silva me dê razão e promova o regresso da FARAV ao Parque de Exposições de Aveiro.

O problema não está no espaço. Veja-se o caso de Ílhavo e o local onde se realiza a Feira do Bacalhau (onde se esperam mais de 100 mil visitantes no Jardim Oudinot), a feira de Cantanhede com milhares de visitantes.

A questão está na escala e redimensionamento da FARAV, na capacidade de agregar outros eventos como a gastronomia, a feira do livro e da música (em vez de se andar a realizar feirinhas sem impacto), adicionando motivos de atractividade (diversão, lazer e espectáculos).

De outra forma, aquela que é uma das mais antigas feiras de artesanato do país não vai passar disso mesmo… uma simples feira de artesanato como as que se fazem por esse país fora em qualquer altura e espaço.

A FARAV, e consequentemente a Barrica e os aveirenses, merecem uma Feira de Artesanato com dignidade e com relevo.

publicado por mparaujo às 17:57

03
Jun 12

Começou na quinta-feira (dia 31 de maio) e prolonga-se até domingo, dia 10 de junho.

A Feira do Livro e da Música de Aveiro 2012 celebra quarenta edições... apesar do espaço e das condições, é ponto de paragem obrigatório.

15 livreiros/editores que representam e apresentam mais de 180 editoras.

 

Apesar de reiterar o que já, por muitas vezes, o afirmei...

Aveiro precisa de criar, para além da feira de Março, um outro grande evento cultural que marque e que se distinga.

Aveiro precisa de juntar a Feira do Livro com a Farav e a Gastronomia. Criar dimensão, atractividade, um espaço digno que promova o trabalho e os produtos, bem como possibilite uma acessibilidade melhor para os visitantes.

Altura, por exemplo, para deixar bairrismo "balofos e fúteis" e reconhcer o que se faz "bem feito" à nossa volta: "Município de Estarreja inaugura Feira do Livro e Artesanato - até ao dia 12 de junho".

publicado por mparaujo às 23:05

11
Abr 12
Publicado na edição de hoje, 11.04.2012, do Diário de Aveiro

Debaixo dos Arcos
Farav2012: um alerta…

A Associação “A Barrica” aproveitou, e bem, o período da Páscoa e o respectivo fluxo de turistas espanhóis que visitam Aveiro (apesar de em menor quantidade este ano) para promover a Feira de Artesanato da Primavera.
Até aqui tudo normal, não fora três pormenores que merecem destaque.
O primeiro tem a ver com a escassez de espaço disponível apara a realização do evento, devido à necessidade de implantação do estaleiro de suporte à construção da futura ponte pedonal sobre o canal central.
O segundo está relacionado com a insistência na realização de eventos (este e outros de várias vertentes) apenas no espaço do Rossio, deixando “despido” e cada vez mais desertificado contínuo Praça Melo Freitas, Rua Direita e Praça Marquês de Pombal.
O terceiro com o facto de não se conseguir, em Aveiro, interligar actividades e interesses em objectivos comuns. Ou seja, as acções continuam a existir de forma isolada, sectorizada, perdendo escala e dimensão.
E estes três aspectos, que do meu modesto ponto de vista, marcaram de forma menos positiva a Feira da Primavera, podem condicionar a realização da próxima FARAV que deveria ser o maior cartaz de artesanato de Aveiro e da região.
Tal como aqui expressei no ano passado (edição de 27 de Julho de 2011), entendo que a FARAV deveria voltar ao Parque de Exposições de Aveiro. Apesar da centralidade do Rossio não acho que seja por se realizar a FARAV naquele espaço que a vá aproximar dos aveirenses, nem que aquele seja o mais adequado para o certame (seja pelas infra-estruturas reduzidas, seja pelas acessibilidades, pelo trânsito, pelas escassez de estacionamento – no fundo, a centralidade situa-se no meio de muito caos urbano). Acresce, nesta data, a instalação do estaleiro para a obra da ponte pedonal.
E não colhe o argumento da distância ou da localização do Parque de Exposições. A Feira de Março sobe o seu número de visitas ano após ano, a Automobilia tem sempre “lotação” esgotada, e o Festival do Bacalhau, no Jardim Oudinot – Ílhavo, para onde se deslocam milhares de aveirenses. Daí que a questão da distância ou localização seja secundária (se não teríamos de fazer regressar a Feira de Março ao seu local de origem: o Rossio).
A questão da FARAV, como eventualmente a Feira do Livro, passa por dimensioná-la, estruturá-la, quem sabe repensar a sua duração, mas principalmente torná-la mais atractiva, promovendo, a par do artesanato, outros momentos e motivos de interesse para os cidadãos. Não me parece descabido que exista uma Feira do Artesanato, da Gastronomia e do Livro simultaneamente e no mesmo espaço físico. Ou ainda acrescentando o Festival de Folclore. Seria interessante, por exemplo, que a Feira de Artesanato pudesse ter uma complementaridade cultural e de lazer (para além da gastronómica) com qualidade e que cativasse a população e os turistas que acorrem a Aveiro, nesta altura do ano.
Por último, tal como um congresso se deve realizar no espaço próprio – o Centro de Congressos; o teatro e a dança devem ocupar a sua “casa” natural e por excelência – o Teatro Aveirense; o futebol deve encher as bancadas do Estádio Municipal de Aveiro; as exposições devem abrir portas no Museu da Cidade ou nas Galerias Municipais; do mesmo modo, as feiras por excelência devem merecer o seu destaque e a sua valorização no seu espaço próprio – o Parque de Exposições de Aveiro, sem querer menosprezar a realização de eventos no espaço público.
Se assim não for, ao menos que haja a sensibilidade e coragem política para alargar a FARAV entre o Rossio, Praça Melo Freitas, Rua Direita e Praça Marquês de Pombal. Há que valorizar uma feira que merece destaque e lugar privilegiado em Aveiro: a FARAV.
publicado por mparaujo às 06:34

24
Nov 11
Sábado, dia 26 de Novembro, pelas 16.00 horas, é inaugurada a exposição “Presépios Tradicionais Portugueses” na Galeria do Edifício Sede da Assembleia Municipal de Aveiro.

“Presépios Tradicionais Portugueses” é uma iniciativa promovida pela Associação de Artesãos da Região de Aveiro “A Barrica” (com o apoio da autarquia aveirenses) e contará, neste segundo ano de edição, com peças de 23 artesãos que desenvolvem o seu trabalho com o objectivo de fazer perdurar as tradições e costumes da quadra natalícia.

A exposição está patente ao público, com entrada livre, até ao dia 8 de Janeiro de 2012, de terça a sexta-feira, entre as 14.00 às 18.00 Hm, e aos sábados, domingos e feriados, entre as 15.00 às 19.00 Hm, na Galeria do Edifício Sede da Assembleia Municipal de Aveiro.



Mensagem do presidente d' "A Barrica", Evaristo Silva
"A segunda edição da exposição 'Presépios Tradicionais Portugueses' (a primeira ocorreu no Natal de 2010) é promovida pela Associação de Artesãos da Região de Aveiro “A Barrica” e apresenta peças de 23 artesãos com o objectivo de fazer perdurar as tradições e costumes da quadra natalícia". (fonte: Câmara Municipal de Aveiro)


 

Mensagem da Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Aveiro, Maria da Luz Nolasco
"São assim os artesãos de hoje tal qual os de ontem e de amanhã. Do barro sai a forma mágica que inunda o nosso quotidiano de figuras com sentido e com uma sedução única porque são belas e grandiosas na sua expressão. Viva a arte e os seus criadores.
Obrigada Artesãos de Aveiro e de todo o Portugal representados nesta exposição através dos seus presépios, na Galeria da antiga Capitania e hoje hemiciclo da Assembleia Municipal; exposição onde se reconhece a força da vossa inspiração. Bom Natal e próspero ano de 2012..."
(fonte: Câmara Municipal de Aveiro)

publicado por mparaujo às 23:11

31
Jul 11
Até ao dia 7 de Agosto, no Rossio, em Aveiro, pode ser visitada a FARAV 2011, Feira do Artesanato e dos Ofícios.


publicado por mparaujo às 22:35

27
Jul 11
Publicado na edição de hoje, dia 27 de Julho, do Diário de Aveiro.

Preia-Mar
FARAV… segunda presença no Rossio!


A FARAV – Feira de Artesanato da Região de Aveiro vai realizar a sua 32ª edição, entre os dias 29 de Julho e 7 de Agosto.
Após a experiência do ano passado, segundo as entidades organizadoras (AveiroExpo, Câmara Municipal de Aveiro, “A Barrica”, o Instituto de Emprego e Formação Profissional e o Turismo Centro de Portugal) bastante positiva, a FARAV volta a realizar-se no Rossio.
As razões que levaram à sua transferência do Parque de Exposições de Aveiro para uma das zonas centrais da cidade, em 2010, prenderam-se com a pouca afluência de público e fraca visibilidade do certame. Realidades que são um facto e que os dados estatísticos vinham confirmando, ano após ano. Acrescia a esta conjuntura alguma insatisfação dos artesãos e expositores. Apesar disso, reitero aqui o que em 2010 opinei a quem de direito acerca da mudança da FARAV para o Rossio.
No final da edição de 2009, numa entrevista que efectuei para o Boletim Municipal, foi-me transmitido que aquela edição tinha sido a melhor dos anteriores cinco anos (com cerca de 150 expositores). Recordo ter inquirido alguns dos visitantes e ter encontrado, por exemplo, quem tenha vindo, propositadamente, de Oliveira de Azeméis até Aveiro para visitar a feira. A par do artesanato havia ainda a vertente gastronómica que era uma excelente atractividade.
Mas lembro, igualmente, as palavras do presidente da Associação dos Artesãos (A Barrica) Evaristo Silva, que focou a necessidade de se repensar a feira, de cativar os artesãos, e, fundamentalmente, da importância que existe na necessidade dos aveirenses se sentirem mais ligados à FARAV (a par de uma maior atracção de público à exposição). Daí que insista na minha (modesta) perspectiva.
Tal como no ano passado, entendo que a FARAV deveria manter-se no Parque de Exposições. Apesar da centralidade não acho que seja por se realizar no Rossio que a FARAV se vá aproximar dos aveirenses, nem que aquele espaço seja o mais adequado para o certame (seja pelas infra-estruturas reduzidas, seja pelas acessibilidades, pelo trânsito, pelas escassez de estacionamento – no fundo, a centralidade situa-se no meio de muito caos urbano). E não colhe, por comparação, por exemplo, o argumento da distância ou da localização do Parque de Exposições. A Feira de Março sobe o seu número de visitas ano após ano, a Automobilia tem sempre “lotação” esgotada, a Expofacic em Cantanhede tem já uma mega dimensão e o Festival do Bacalhau, no Jardim Oudinot – Ílhavo, para onde se deslocam milhares de aveirenses. Daí que a questão da distância ou localização seja secundária (se não teríamos de fazer regressar a Feira de Março ao seu local de origem: o mesmo Rossio).
A questão da FARAV, como eventualmente a Feira do Livro, passa por dimensioná-la, estruturá-la, quem sabe repensar a sua duração, mas principalmente torná-la mais atractiva, promovendo, a par do artesanato, outros momentos e motivos de interesse para os cidadãos.
Porque não repensar alguns dos acontecimentos que, isoladamente, vão proliferando no calendário e refundir?! Não me parece descabido existir uma Feira do Artesanato, da Gastronomia e do Livro simultaneamente e no mesmo espaço físico. Ou ainda acrescentando o Festival de Folclore.
Reconhece-se, hoje, que o sucesso de adesão do público à tradicional e histórica Feira de Março, em parte, se deve também ao paralelo cartaz musical que a complementa (tal como noutras feiras, noutros locais). Seria interessante que a Feira de Artesanato pudesse ter a mesma complementaridade cultural com qualidade e que cativasse a população e os turistas que acorrem a Aveiro, nesta altura do ano.
Por último, tal como um congresso se deve realizar no espaço próprio – o Centro de Congressos; o teatro e a dança devem ocupar a sua “casa” natural e por excelência – o Teatro Aveirense; o futebol deve encher as bancadas do Estádio Municipal de Aveiro; as exposições devem abrir portas no Museu da Cidade ou nas Galerias Municipais; do mesmo modo, as feiras por excelência devem merecer o seu destaque e a sua valorização no seu espaço próprio – o Parque de Exposições de Aveiro, sem querer menosprezar a realização de eventos no espaço público.
Há que valorizar uma feira que merece um destaque e um lugar privilegiado em Aveiro: a FARAV, pelos seus 32 anos de existência.
publicado por mparaujo às 07:10

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