Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

31
Out 09
Executivo e Assembleia Municipal, tomaram posse, hoje de manhã, em sessão solene.


(clicar na foto para aceder à informação)
(fonte: foto e notícia - Noticias de Aveiro)
Actualização: via Diário de Aveiro, edição de hoje, 1 de Novembro de 2009
publicado por mparaujo às 19:29

25
Ago 09
Foram muitas as críticas. Foram algumas as explicações dadas. Foram muitas as histórias reveladas. São alguns os factos conhecidos.
Escrevi no Diário de Aveiro (aqui reproduzido) sobre o caso das piscinas, do ponto de vista desportivo e das relações entre os clubes e o sector público (Estado, Autarquias, etc).
Depois de tanto "ruído" (e foram mais os ruídos do que a consistência dos factos), de forma totalmente descomprometida e com o devido afastamento, tenho para mim que, mais do que uma questão de gestão ou de negócio, este processo é uma questão de "armadilha" e de "caso de polícia".
publicado por mparaujo às 22:13

12
Abr 08
Publicado na edição de quinta-feira (10.04.08) do Diário de Aveiro.

Crónicas dos Arcos
Bloco de Apontamentos…


Primeira folha.
Já por diversas vezes afirmei que entendo necessária uma fiscalização eficaz, mas mesmo tempo consistente, racional e coerente, sobre toda a actividade económica em Portugal. Mas a qualquer preço? Óbvio que não.
Há que ter no rigor e eficácia interventivas, a mesma dose de racionalidade e ponderação. As leis existem, devem ser cumpridas, mas, as mesmas devem ser aplicadas em função de realidades muito concretas. As leis devem servir os cidadãos (e, consequentemente, o Estado) e não subjugar os mesmos.
Considerar que uma inofensiva máquina de “brindes ou chocolates”, à porta de um café ou de um simples restaurante, constitui um grave atropelo à lei que normativa o jogo de “sorte ou azar” (comparando a qualquer máquina ou actividade de um casino) só revela, não a grandeza, mas sim a pequenez da estrutura deste país. Agir punitivamente só porque a criança, ao colocar uma moeda de 1€ na máquina, não sabe o brinde que lhe sairá, é de um exagero e irracionalidade interpretativa da lei que começa a preocupar.
É o mesmo que agir fiscalmente sobre uma caixa de multibanco (tecnicamente, ATM) só porque ao pretender levantar 30€ não sei se sairão 3 notas de 10€ ou 1 nota de 20€ e outra de 10€. Já para não falar que, chegados ao fim do mês (face à crise), pode-se ter o azar de não ter saldo e não haver nota nenhuma. Isso é que é jogar com a sorte...
Segunda folha.
Parece ser agora consumada a alteração significativa da língua portuguesa, face ao Acordo Ortográfico.
Curiosamente, contrapondo necessidade de afirmação e preservação da língua nacional (cada vez mais mal tratada), assistimos à sua reestruturação e reformulação morfológica e gramatical (por exemplo, no caso da conjugação do verbo haver com a proposição “de”, por força da supressão do hífen: “hão-de” pode ser substituído por “hão de”) de uma forma pouco lógica e, acima de tudo, pouco reformativa no que seria o essencial e natural da evolução linguística. A língua é a identidade de um povo. O que se verifica neste Acordo é, não um aproximar de identidades, mas sim a subjugação de uma identidade (brasileira) sobre as outras, com claros prejuízos para a língua portuguesa. E isto passa a ser um “fato”.
Terceira folha.
Por mais dividendos políticos que se possam auferir da situação criada em torno do chumbo do Tribunal de Contas face ao plano que a Câmara Municipal de Aveiro preparou para o saneamento financeiro do município; por mais críticas que se possam dirigir ao Tribunal de Contas e por mais esforços, engenharias e estratégias financeiras que se tenham de desenvolver como alternativa… a realidade é só uma: há muitas empresas que esperavam ver liquidados os valores a que têm direito por serviços prestados à autarquia; há muitas famílias de trabalhadores dessas mesmas empresas que ficam preocupados; há uma cidade que vê reduzida a esperança no investimento no seu desenvolvimento; há empresas municipais em risco; há todo um Concelho que perdeu. Ou seja… podem-se fazer todas as conjunturas, os “dejá vu” que quisermos, mas há só um facto: todos os aveirenses ficaram a perder.
Quarta folha.
Nunca o espírito olímpico foi tão posto em causa e contrariado como nos dias de hoje. A chama olímpica, mais de que um símbolo de união e fraternidade entre os povos, tem sido uma verdadeira “chama da polémica e da contestação”.
Sendo certo que atropelos aos direitos humanos, à liberdade dos povos e ao direito à sua independência, existem no quatro cantos do mundo, não deixa de ser um facto que é reconhecido à China um triste e infeliz papel nesta realidade, contribuindo (e muito) para o seu agravamento.
Contrariando as vozes que defendem que o desporto não deveria ser manchado por acções políticas, entendo ser perfeitamente coerente que, dentro do espírito dos Jogos Olímpicos se promovam as acções de protesto e alerta para o legítimo direito à auto-determinação e independência do Tibete e para a realidade dos direitos humanos na China.
publicado por mparaujo às 19:22

09
Jul 07
Em política há que tomar opções, marcar posições e defender princípios.
Em política as opções que se tomam têm que ser assumidas e enfrentar os riscos das mesmas.
E em política os erros, normalmente pagam-se caros.
Não me parece, muito pessoal e particularmente, que
este posicionamento do PSD e da JSD locais, tenha sido o mais apropriado e correcto.
Por várias razões.
1. Há neste país, mesmo que com alguns limites (?) constitucionais, uma conquista democrática a que se convencionou chamar de Liberdade de Expressão (e de opinião).
2. Quando não se quer entrar em “guerrinhas políticas”, em polémicas inconsequentes e desnecessárias, nada melhor que o silêncio ou o desprezo.
3. Quando se assume o confronto, este deve ser fundamentado e levado até ao fim, sem desculpas ou questões paralelas.
4. No que diz respeito aos "jobs for boys", não há nenhum partido, desde o meu CDS ao PCP, passando obviamente pelo PSD, PS e BE, que não tenha este tipo de comportamento, seja no poder ou na oposição. É a realidade política que temos. Desde há muitos anos, seja qual for o regime. A cunha, a amizade e o compadrio sempre estiveram à frente da competência (ou pelo menos ao seu lado). Penso que ha que ter cuidado com os telhados de vidro.
5. Nada mais beneficia e amadurece uma provável candidatura de Alberto Souto novamente a Aveiro, do que este confronto a que temos vindo a assistir. Aliás, neste aspecto, parece-me (embora já tenha sido mais culto nesta área) que as posições mais ou menos silenciosas do CDS e do próprio PS (concelhio e na oposição) local mais adequadas.
A ver vamos quem levantará a taça no final.
publicado por mparaujo às 08:14

08
Jul 07
Quem tem filhos pequenos, sabe que, em condições normais, será por volta de um ano de idade que a criança começa a dar os seus primeiros passos.
Infelizmente, sejam quais forem as razões, por cá aconteceu o contrário.
Ao fim do primeiro ano de publicações, a Revista Cultural da CMA é suspensa.
Provavelmente por muitas razões válidas. Mas seguramente deixa a cultura aveirense e a participação cívica mais debelitada.

publicado por mparaujo às 12:51

29
Jun 07
Sou suspeito e com muito prazer.
Cresci com o Jorge Greno na mesma rua, nas mesmas brincadeiras, no mesmo espírito, durante uma grande parte da infância e juventude (refira-se aliás, entre a geração do Dr. Alberto Souto e a do Dr. Marques Pereira). E somos (penso que orgulhosamente) do mesmo partido político.
Por outro lado, foi com muito orgulho e consideração pela amizade que nos une, que vi o Jorge Greno chegar a vereador da Câmara Municipal de Aveiro (mesmo sem esquecer a sensação de surpresa).
Por isso, é de igual forma que sinto uma tristeza pela suspensão (renúnica) do seu mandato e o consequente abandono das suas funções.
Não conheço, nem me interessam sequer as razões concretas de tal tomada de posição.
O que conheço suficientemente do Jorge Greno basta-me para acreditar nas suas razões e nos seus motivos. Pelas mesmas razões que sempre acreditei nas suas capacidades, competências e valores.
Resta-me o abraço amigo e o desejo, como sempre, das melhores felicidades.
Obrigado Jorge.

Nota: porque este é claramente um post pessoal, não será disponibilizada a opção dos comentários.
publicado por mparaujo às 13:23



Numa semana envolta em constantes trocas de galhardetes, entre oposição e executivo camarário e entre câmara e ex-presidente da câmara, mais lenha para a fogueira. (clicar na imagem para fazer explodir).
publicado por mparaujo às 08:07

09
Jan 07
Entre promessas e projectos e controvérsias orçamentais, a vida política aveirense tem tido nos últimos dias uma agitação que, noutros momentos, se revelou mais incidente na vida aveirense e nos aveirenses.
Mas de qualquer forma, o suficiente para a passividade e o conformismo gritante da sociedade aveirense deixar passar despercebido que Aveiro foi considerada a quarta melhor cidade portuguesa para se viver. Ler aqui.
Ainda há quem vá dizer: vá-se lá saber porquê?
publicado por mparaujo às 23:50

30
Dez 06
O Tribunal Constitucional (pressionado ou não) declarou que o Projecto de Lei do Financiamento das Autarquias está isento de qualquer inconstitucionalidade.
Pois bem… e isto é importante para quê?
Desde de quando é que a prova de constitucionalidade é por si só um indício de rigor e validade política?!
É que a questão da Lei das Finanças Locais não passa pela sua constitucionalidade. É uma questão de clareza e objectividade política.
E a ver vamos…
Mesmo com a ilusão política do CDS ter ganho o que quer que seja no contributo em dois pontos da lei em causa.

Será que se a Lei estivesse já aprovada teríamos tanta polémica em volta do Orçamento da Câmara de Aveiro? Ou será que seria viável executar um orçamento que fosse?!
publicado por mparaujo às 12:44

03
Ago 06
A temática dos bares da Praça do Peixe, vai durar sempre muitos anos, como durou até aqui.
Isto porque, do meu ponto de vista, a questão não está nos horários, como se foi comentando aqui - aqui - aqui - aqui - aqui - aqui, pelo menos.
É muito mais complexa ou, por outro lado, mais simples do que isso: o problema está no facto de os bares estarem naquele sítio. Seja a fechar às 24:00 - à 1:00 - 2:00 ou não fecharem. Isso tem a haver com civismo, educação, segurança e respeito.
E actividades como aquelas não deveriam ter sido licenciadas naquele espaço público e habitacional.
Isto transmiti neste artigo publicado na edição de hoje (03.08.06) do Diário de Aveiro.

Post-its e Retratos
Vai um copo?!


O assunto não vai esmorecer. Porque não esmoreceu ao longo já de alguns recentes anos, não me parece agora que seja facilmente esquecido.
É problemático, conflituoso, na prática difícil de gerir e nem sei mesmo se resolúvel.
Há conflitualidades decorrentes. Por um lado os Órgãos Autárquicos pela sua causa necessitando de agradar a gregos e a troianos, ou, por outro lado, a ninguém. Por outro a população necessitada e reivindicativa do seu direito ao descanso e segurança. Por último, os empresários, necessitados comercialmente para a sustentabilidade financeira da sua actividade.
Estes são os princípios.
Quanto aos factos, pela simples razão de os mesmos serem factos apenas os enumero:
1. A Câmara decidiu, com base na realidade turística, promover um período experimental de alargamento do horário de funcionamento nocturno dos bares na zona da “Beira-Mar”, abrindo igualmente a discussão pública sobre a temática.
2. A população residente exige o fim da medida por razões de descanso (saúde pública) e segurança (de pessoas e bens).
3. Os empresários congratulam-se pelo facto de perspectivarem um aumento das suas receitas comerciais.
E sobre estes três aspectos, tendo uma opinião muito particular, não me parece cabalmente correcto criticá-los. A Câmara tem a legitimidade para promover as acções e decisões que entende mais correctas para o seu concelho, nas mais diversas vertentes, correndo, obviamente, os riscos políticos inerentes à sua actividade de gestão pública.
Se habitasse na zona referida, quereria, como seria lógico, o direito ao descanso, bem-estar e segurança.
Como empresário, nada mais atraente que a probabilidade oferecida de aumentar as receitas e sustentar a actividade.
Mas existem, para além destes dados, outros aspectos que merecem uma análise igualmente cuidada.
Para quem conhece a realidade da zona da “Praça do Peixe” e da Beira Mar, das suas gentes e costumes, não pode ficar alheio à situação e aprofundar outras realidades.
O que mudou naquela zona?!
Terá sido esta a forma mais correcta de se requalificar uma zona tão característica e bairrista da cidade?!
Será que o turismo vive apenas da diversão nocturno?! Não seria preferível, há alguns anos atrás, perspectivar e apostar noutro tipo de actividade para a área, por exemplo mais ligada à restauração e ao comércio e serviços?!
Como foi possível, durante vários anos, licenciar tanta actividade similar e tantos bares numa zona tão limitada e tão residencial?!
Será que ninguém, aquando dos licenciamentos, parou para pensar urbanisticamente aquela zona e na qualidade de vida dos seus moradores?!
Acredito que duas horas são sempre duas horas.
Mas estará no alargamento do horário de funcionamento dos bares a verdadeira essência do problema, ou no simples facto de terem autorizado a abertura dos bares naqueles espaços?!
O responsável pela Associação dos Bares referia que a abertura daqueles espaços proporcionou uma requalificação social da área, retirando-lhe alguns focos de prostituição.
Não tenho dados concretos para formular um juízo de valor sobre tal afirmação. No entanto, a ser correcta a análise, não foram criadas outras situações sociais tão ou mais graves?! Álcool, vandalismo e insegurança, para além da perda inquestionável do bem-estar dos moradores.
Aveiro tinha e tem espaços totalmente desaproveitados, abandonados e com potencialidades óptimas para a promoção do lazer e divertimento nocturno. Por exemplo, antiga lota e a zona norte do canal de S. Roque ou até a zona universitária.
Não se aproveitou. Agora parece-me tarde.
A câmara não soube, naquela data, à medida que ia licenciando os bares, criar condições para que estes conflitos fossem minimizados: ruídos, fiscalização e policiamento.
Com todo o respeito pelos moradores (alguns bem amigos e muito próximos) da zona, são mais duas ou menos duas. O mal foi terem licenciado aquela actividade naquela área.
Já lá estão… e também está a falta de formação, de civismo e de educação de alguns que por lá andam.
Tchim - tchim.
publicado por mparaujo às 22:46

11
Jul 06
Este é, claramente, um início de época atribulado para a Direcção do Beira Mar e para o próprio Clube.
É a dívida reclamada à Câmara.
É a polémica com o ex-presidente da direcção do Beira Mar.
É o relacionamento com a EMA.
É um plantel construído sem nomes sonantes e créditos reconhecidos.
Desculpem... lapso.
Há um nome: Mário Jardel.
E as àguas agitaram-se na Ria.
Expressão curiosa é o título que Jorge Ferreira utilizou para o seu post sobre o tema em Só Aveiro. Soberbo!
Mas também inteligente é a abordagem, extremamente interessante, de Júlio Almeida no Já Agora.
A ler obrigatoriamente. Com as devidas vénias.
publicado por mparaujo às 23:53

07
Jul 06
A Câmara adjudicou finalmente a construção da tão desejada pista de remo no Rio Novo do Principe.
Aquando das notícias que, há cerca 4 meses, davam conta do não cumprimento do governo do protocolo (!) assinado com o anterior executivo, a decepção de Aveiro, Cacia e Sarrazola (e outras localidades vizinhas) foi, maioritariamente, idêntica (salvo as devidas proporções) à derrota da nossa heróica selecção na passada 4ª feira. Aqui fiz disso "eco" por achar uma afronta ao desenvolvimento de Aveiro, da sua região e das suas gentes.
Como acredito, (bem como as referências no Código da Vivência, no Maréchal Ney e na Arestália) que este é um projecto muito mais abrangente que o seu carácter desportivo, por tudo o que envolve do ponto de vista ambiental, agrícola, piscícola, turístico e económico, espero que a CMA e todos os agentes económicos daquela região (como exemplo, Portucel) encontrem a capacidade de sustentabilidade do projecto. Projecto que deverá congregar todos os esforços políticos de Aveiro. Aliás, sinal dado, exemplarmente, pela unanimidade da aprovação camarária.
Estramanhamente é a voz discordante expressa no "Só Aveiro". Mais estranha é a sua argumentação baseada, apenas (!), na questão financera (por mais importante e óbvia que seja).
Principalmente para quem, durante bastante tempo, se preocupou com uma temática menos prioritária para Aveiro, como é a do "velhinho" estádio municipal. Questão com um peso financeiro, pela sua envolvência, muito mais relevante. Aí valeria a pena o endividamento de cerca de 10 milhões de euros (conforme foi publicamente revelado)?!
A pista de remo é, por todas as razões apontadas e conhecidas, um projecto de desenvolvimento da região que justifica esforços conjuntos e sacrifícios acrescidos.
Por um Rio Novo.
publicado por mparaujo às 23:14

02
Mai 06
Agora, de cabeça mais fria.
Primeiro ponto: sou desportista.
Segundo ponto: sou "beira-marista".
Terceiro ponto: gosto de futebol (embora mais de basket).
Quarto ponto: sou aveirense.

Análise.
Os acordos (escritos ou não) e os protocolos de todo e qualquer tipo, porque assumidos, devem ser cumpridos, por questões de respeito e responsabilidade.
O que não devem ser é assumidos de forma irracional e desmedida.
Na qualidade de Presidente do S.C. Beira Mar, quem exerce essa missão deve, obviamente, defender os interesses do clube.
Mas a que custo?! Sem olhar à realidade e à situação contextual?!
E porque razão deve ser mais importante que os outros compromissos?!
Mais euro menos euro, é reconhecida publicamente a dificuldade financeira do município.
Mais euro menos euro é do conhecimento de muita gente a dificuldade da cma em cumprir compromissos económicos com associações, entidades públicas, empresas privadas e com particulares.
Como o Beira Mar, qualquer "credor" tem o direito de exigir o cumprimento dos compromissos assumidos.
Por outro lado, não ouvi da parte da CMA qualquer intenção de não cumprimento no saldar das dívidas.
Há que ter a razoabilidade e o bom senso na atribuição de prioridades e de compromisso comuns para o desenvolvimento sustentado do concelho. Quer na sua vertente económica, social, cultural e desportiva.
Ninguém deve estar acima de ninguém.
Todos têm o direito à sua legítima reinvidicação. Com bom senso e respeito.
Só assim me parece lógico o entendimento.
Porque para o Beira Mar é, obviamente, importante o cumprimento da dívida de 800000 euros.
Para outros está em causa a sobrevivência da sua empresa e a dos seus funcionários.
Para outros ainda a sobrevivência familiar sustentada no cumprimento salarial mensal.
Há que ter os pés bem assentes na terra.
Por Aveiro e pelo Beira Mar.
publicado por mparaujo às 23:40

25
Abr 06
Por uma vez me referi aqui, criticando o não cumprimento do cargo de vereador da oposição do amigo Eduardo Feio.
Fi-lo por entender que democraticamente perde-se e ganha-se nos actos eleitorais, cabendo a responsabilidade de assumir publicamente as opções políticas que se tomam quando nos candidatamos a algo (neste caso, ao lugar de vereador).
Fi-lo ainda por entender também que, por um sentido aveirense e pela verdade democrática e pluralista (independentemente das opções ideológicas distintas), uma boa maioria e gestão camarária muito terá a haver com a experiência e capacidade interventiva da sua oposição.
Se o sentimento político aveirense estiver acima dos interesses partidárias, mesmo com sentido crítico, o concelho tem uma mais valia e um contributo acrescido para o seu desenvolvimento.
Foram no entanto as opções pessoais que forçaram a esta ausência.
Pelas mesmas razões que critiquei... pelas mesmas razões saúdo o seu regresso ao lugar de vereador.
Aveiro (e de certeza a maioria no executivo) agradece.
Um bem haja!
publicado por mparaujo às 23:05

28
Mar 06
(dicionário Porto Editora, Inglês-Português: "amendoins").

Ao contrário de muitos "aveirenses políticos", alguns bem ilustres, nada me move nesta recente "guerra" politico-institucional em volta da Pista de Remo do Rio Novo do Principe.
Não me interessa saber se o Dr. Élio se precepitou, se não estudou a lição (conforme afirma o Dr. Marques Pereira), se a vontade do Presidente da Câmara em legitimar uma preocupação antiga das gentes de Cacia o levou corajosamente a tornar pública a construção da obra ou se existe de facto o acordo celebrado com o governo, presumivelmente, ainda no anterior executivo.
Tudo isto para mim são "peanuts".
A realidade da polémica mostra-me factos muito mais preocupantes.
Já aqui referi o meu apoio às legitimas aspirações das gentes de Cacia e de muitos aveirenses.
E será, portanto, enorme o sentido de desilusão se não se concretizar este projecto.
Mas voltemos à outra face da moeda.
O que aconteceu, de facto?!
O que tem vindo a acontecer em surdina, devagar, devagarinho para passar despercebido: a "condenação" estratégica, económica e sócio-política de Aveiro.
Não se trata de demagogia política, nem de partidarice aguda. É uma realidade muito mais abrangente e preocupante: Aveiro já há muito perdeu a sua referência estratégica, sem que disso a maioria dos aveirenses se apercebesse, intervisse e contestasse. Sem peso governativo e parlamentar.
Uma das razões tornada pública na imprensa é a de que o governo entende não ser prioritária a construção da pista de remo, nem um investimento racional já que em Montemor foi cnstruída uma infraestrutura idêntica, com um investimento na ordem dos 6,6 milhões de euros.
Só por casualidade(!!!!) é que nos podemos centrar numa óbvia coincidência factual: Montemor-o-Velho situa-se no distrito de Coimbra.
E só uma mente muito criativa e imaginativa, encotra a argumentação da estruturada regionaliação que a ninguém parece preocupar. Como já foi aqui e aqui referido (como exemplo).
A região de Aveiro tem o mesmo peso estratégico e político como um saco de peanuts (amendoins).
Isto sim seria bom ver publicamente discutido e assumido por quem se diz e se sente aveirense.
publicado por mparaujo às 23:57

17
Mar 06
Politiquices à parte (embora seja de saudar o elogio democrático do Presidente da CMA ao trabalho efectuado neste projecto, pelo anterior executivo), o projecto para o Rio Novo do Principe, para além da legitimidade bairrista das gentes de Cacia, é muito mais abrangente e benéfico para todo o Concelho de Aveiro.
Não tenho qualquer afeição lógica e pessoal com a freguesia de Cacia. No entanto, inexplicavelmente, nutro por aquela zona uma ligação afectiva apenas superada pelo relacionamento e envolvimento que tenho com a Cidade onde nasci e vivo.
Estive desportivamente dois anos ligados ao CENAP; a filhota está a completar toda a sua pré-escolaridade num infantário em Cacia e já está matriculada (marcadamente por questões de sociabilidade infantil) numa Escola Primária local.
Há ainda um "je ne sais qua" que me atrai algumas emoções para lá.
E este projecto e ambição tão antigo para aquela gente, deve ser mais abrangente do que uma simples (!) pista internacional de remo.
Que as condições definidas e o projecto planeado, criem uma infra-estrutura desportiva por execelência, sustentável e rentável, é uma realidade importante que deve ser tida como ponto de partida para um investimento mais alargado e com uma visão mais ampla. Uma visão social, ambiental e económica.
Cacia tem condições ímpares no Concelho de Aveiro (sem desrespeito pelas outras freguesias não urbanas).
Uma envolvente ambiental explorável, um parque industrial com significativo valor (Vulcano - C.A.C.I.A. - Funfrap - Portucel, entre outros), um elevado património cultural e muito espaço por ordenar de forma racional e estruturada.
Que o projecto desportivo para o Rio Novo do Príncipe, consiga transformar Cacia de forma abrangente e, consequentemente, o município de Aveiro, valorizando-a do ponto de vista económico, turístico, ambiental, social e cultural.
Que venha um Rio Novo.
publicado por mparaujo às 23:26

13
Mar 06
Ou não... Talvez falta de ideias ou vontade de "dizer coisas".
Há já alguns meses que o PND local e nomeadamente no "só aveiro" de Jorge Ferreira (acrescidas dos seus escritos no DA) tem uma estranha obsessão pelo Estádio Mário Duarte.
Mesmo o Presidente da Câmara, apesar de todo o "simbolismo" colocado na campanha e o reforçar dessa vontade expressa logo após a sua tomada de posse, reconheceu que o processo Mário Duarte é complicado de subverter e, manter aquele espaço, poderia trazer consequências financeiras não desejáveis para a autarquia e, consequentemente, para todos nós.
Ninguém alguma vez quererá pôr em causa o valor emblemático que o "velho" estádio trouxe para a história desportiva do beira-mar e da própria cidade.
Niguém o fez igualmente em relação ao estádio das antas, da luz, de alvalade, da académica e do 1º de Maio em braga (isto como exemplos).
Para quem, como eu, embora nascido na Vera Cruz, sempre viveu e cresceu bem "juntinho" ao Parque e ao Campo; conviveu desde muito novo e diariamente com atletas e treinadores que faziam da "minha" zona o seu dia-a-dia paralelo aos treinos e jogos e, muito vagamente, chegou a pisar o relvado nas escolinhas, nunca poderá esquecer aquele espaço e muitas "estórias".
No entanto, a vida mostra-nos que a própria história é feita de mudanças e que o contrário é "morrer" e parar no tempo.
Não faz sentido tanta insistência num facto que a própria cidade e os aveirense se hão-de encarregar de elevar na sua história e memórias.
Aveiro cresceu, desenvolveu-se (independentemente de polémicas e factos controversos) e soube criar outro espaço desportivo que é o novo estádio.
Exemplo disso é o facto de não ter havido, na altura, contestação significativa à sua construção e à mudança "de casa" do Beira Mar.
Exemplo disso, é o número significativo de adeptos que, embora na Liga de Honra, marcam presença nos jogos do "beira".
Exemplo disso, é o facto de o novo estádio ser preocupação de rentabilização e sustentabilidade por quem gere os seus destinos e aproveitar a sua existência para promover a cidade e a região com eventos da envergadura do Euro 2004 e do Euro 2006 - Sub 21.
Esta obsessão parece-me, repito parece-me, mais a necessidade política de intervenção, mas muito parca de ideias, soluções e projectos mais válidos para a Cidade, bem como a resolução de outros problemas mais relevantes.
Aconteça o que acontecer ao Estádio Muncipal Mário Duarte, a memória aveirense, que sempre foi grande, nunca há-de esquecê-lo.
Assim como a minha memória ainda se recorda do tempo comum de um Jorge Ferreira centrista, mais diversificado, mais interventivo, mais polémico...
E desse, hoje, também me ficam algumas saudades.
publicado por mparaujo às 22:46

16
Nov 05
A opção necessária e prometida na campanha eleitoral pela renovação da imagem camarária, através da contenção das despesas e da procura de investimentos prioritários, realistas e essenciais, começou já a dar os seus frutos.
Referência para a notícia no Notícias OnLine (Aveiro) que destaca a rescisão dos contratos de Paulo Ribeiro e Albino Moura, na Direcção Artística do Teatro Aveirense. Não por questões de política cultural ou pelo sempre presente 'job for the boy'.
Simplesmente porque, infelizmente, as verbas possíveis para o orçamento 2006 da empresa municipal do TA são inferiores às de 2005.
Ou seja... Orçamento (realista) a quanto obrigas.
Actualização
Segundo o JN de hoje (16.11.05) a Administração do TA poderá propor o nome da Dra. Maria da Luz Nolasco para substituir Paulo Ribeiro. Excelente aposta. E excelente pelo simples facto de ter sido uma das melhores vereadoras da Cultura que a CMA já teve, pelo seu excelente carácter profissional e igualmente pelo trabalho que desenvolveu no Museu de Aveiro. Uma óptima alternativa.

publicado por mparaujo às 08:15

14
Nov 05
que percebi bem a notícia divulgada pelo Notícias de Aveiro, sobre a reunião de hoje do executivo camarário?!
À interpelação do vereador do PS - Dr. Pedro Silva, que estranhava, como eu já Aqui referi, a provável instalação em Ilhavo da academia do Beira Mar, o vereador do pelouro do desporto - Dr. Jorge Greno respondeu que a Câmara tudo fará para manter esta infraestrutura am Aveiro.
Espero ter lido bem... Espero que se cumpra o prometido!
Afinal já não estou assim tão triste.
publicado por mparaujo às 22:50

12
Nov 05
Aqui (em 'Passado um mês') comentei o facto do PS local (entrevista do deputado municipal do PS - Raúl Martins à Terra Nova), à falta de melhor argumentação, tentar ressurgir histórias antigas de desavenças e conflitos entre o PSD e o CDS aveirenses, por forma a tentar debilitar a coligação autárquica vencedora.
Li, no passado dia 8.11.05, Dr. Girão Pereira no seu melhor (como refere João Oliveira no seu 'Notas entre Aveiro e Lisboa') em entrevista ao Diário de Aveiro. Na sua parte final, o ex-presidente da CMA deixava um recado claro para o fortalecimento da coligação.
Igualmente em entrevista ao DA, o ex-vereador do PSD (no anterior mandato), Joaquim Marques teceu largos elogios ao Dr. Élio e à capacidade política vencedora da coligação.
Espantosamente, quase que em simultaneidade, o jornal 'O Aveiro' de 10.11.05, publicava, com merecido destaque, as opiniões do responsável pelo PSD concelhio. Aí o Dr. Ulisses, 'distraidamente' referia que a sua 'grande alegria política se centrou na conquista da Câmara para... o PSD.'
Distraidamente... acredito!
Porque ainda agora o 'espectáculo' começou. E acima de tudo gostaria de não vislumbrar o 'esbater' do sentido aveirense deste executivo.
The show must go on.
publicado por mparaujo às 17:33

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