Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

31
Out 09
Executivo e Assembleia Municipal, tomaram posse, hoje de manhã, em sessão solene.


(clicar na foto para aceder à informação)
(fonte: foto e notícia - Noticias de Aveiro)
Actualização: via Diário de Aveiro, edição de hoje, 1 de Novembro de 2009
publicado por mparaujo às 19:29

25
Ago 09
Foram muitas as críticas. Foram algumas as explicações dadas. Foram muitas as histórias reveladas. São alguns os factos conhecidos.
Escrevi no Diário de Aveiro (aqui reproduzido) sobre o caso das piscinas, do ponto de vista desportivo e das relações entre os clubes e o sector público (Estado, Autarquias, etc).
Depois de tanto "ruído" (e foram mais os ruídos do que a consistência dos factos), de forma totalmente descomprometida e com o devido afastamento, tenho para mim que, mais do que uma questão de gestão ou de negócio, este processo é uma questão de "armadilha" e de "caso de polícia".
publicado por mparaujo às 22:13

12
Abr 08
Publicado na edição de quinta-feira (10.04.08) do Diário de Aveiro.

Crónicas dos Arcos
Bloco de Apontamentos…


Primeira folha.
Já por diversas vezes afirmei que entendo necessária uma fiscalização eficaz, mas mesmo tempo consistente, racional e coerente, sobre toda a actividade económica em Portugal. Mas a qualquer preço? Óbvio que não.
Há que ter no rigor e eficácia interventivas, a mesma dose de racionalidade e ponderação. As leis existem, devem ser cumpridas, mas, as mesmas devem ser aplicadas em função de realidades muito concretas. As leis devem servir os cidadãos (e, consequentemente, o Estado) e não subjugar os mesmos.
Considerar que uma inofensiva máquina de “brindes ou chocolates”, à porta de um café ou de um simples restaurante, constitui um grave atropelo à lei que normativa o jogo de “sorte ou azar” (comparando a qualquer máquina ou actividade de um casino) só revela, não a grandeza, mas sim a pequenez da estrutura deste país. Agir punitivamente só porque a criança, ao colocar uma moeda de 1€ na máquina, não sabe o brinde que lhe sairá, é de um exagero e irracionalidade interpretativa da lei que começa a preocupar.
É o mesmo que agir fiscalmente sobre uma caixa de multibanco (tecnicamente, ATM) só porque ao pretender levantar 30€ não sei se sairão 3 notas de 10€ ou 1 nota de 20€ e outra de 10€. Já para não falar que, chegados ao fim do mês (face à crise), pode-se ter o azar de não ter saldo e não haver nota nenhuma. Isso é que é jogar com a sorte...
Segunda folha.
Parece ser agora consumada a alteração significativa da língua portuguesa, face ao Acordo Ortográfico.
Curiosamente, contrapondo necessidade de afirmação e preservação da língua nacional (cada vez mais mal tratada), assistimos à sua reestruturação e reformulação morfológica e gramatical (por exemplo, no caso da conjugação do verbo haver com a proposição “de”, por força da supressão do hífen: “hão-de” pode ser substituído por “hão de”) de uma forma pouco lógica e, acima de tudo, pouco reformativa no que seria o essencial e natural da evolução linguística. A língua é a identidade de um povo. O que se verifica neste Acordo é, não um aproximar de identidades, mas sim a subjugação de uma identidade (brasileira) sobre as outras, com claros prejuízos para a língua portuguesa. E isto passa a ser um “fato”.
Terceira folha.
Por mais dividendos políticos que se possam auferir da situação criada em torno do chumbo do Tribunal de Contas face ao plano que a Câmara Municipal de Aveiro preparou para o saneamento financeiro do município; por mais críticas que se possam dirigir ao Tribunal de Contas e por mais esforços, engenharias e estratégias financeiras que se tenham de desenvolver como alternativa… a realidade é só uma: há muitas empresas que esperavam ver liquidados os valores a que têm direito por serviços prestados à autarquia; há muitas famílias de trabalhadores dessas mesmas empresas que ficam preocupados; há uma cidade que vê reduzida a esperança no investimento no seu desenvolvimento; há empresas municipais em risco; há todo um Concelho que perdeu. Ou seja… podem-se fazer todas as conjunturas, os “dejá vu” que quisermos, mas há só um facto: todos os aveirenses ficaram a perder.
Quarta folha.
Nunca o espírito olímpico foi tão posto em causa e contrariado como nos dias de hoje. A chama olímpica, mais de que um símbolo de união e fraternidade entre os povos, tem sido uma verdadeira “chama da polémica e da contestação”.
Sendo certo que atropelos aos direitos humanos, à liberdade dos povos e ao direito à sua independência, existem no quatro cantos do mundo, não deixa de ser um facto que é reconhecido à China um triste e infeliz papel nesta realidade, contribuindo (e muito) para o seu agravamento.
Contrariando as vozes que defendem que o desporto não deveria ser manchado por acções políticas, entendo ser perfeitamente coerente que, dentro do espírito dos Jogos Olímpicos se promovam as acções de protesto e alerta para o legítimo direito à auto-determinação e independência do Tibete e para a realidade dos direitos humanos na China.
publicado por mparaujo às 19:22

09
Jul 07
Em política há que tomar opções, marcar posições e defender princípios.
Em política as opções que se tomam têm que ser assumidas e enfrentar os riscos das mesmas.
E em política os erros, normalmente pagam-se caros.
Não me parece, muito pessoal e particularmente, que
este posicionamento do PSD e da JSD locais, tenha sido o mais apropriado e correcto.
Por várias razões.
1. Há neste país, mesmo que com alguns limites (?) constitucionais, uma conquista democrática a que se convencionou chamar de Liberdade de Expressão (e de opinião).
2. Quando não se quer entrar em “guerrinhas políticas”, em polémicas inconsequentes e desnecessárias, nada melhor que o silêncio ou o desprezo.
3. Quando se assume o confronto, este deve ser fundamentado e levado até ao fim, sem desculpas ou questões paralelas.
4. No que diz respeito aos "jobs for boys", não há nenhum partido, desde o meu CDS ao PCP, passando obviamente pelo PSD, PS e BE, que não tenha este tipo de comportamento, seja no poder ou na oposição. É a realidade política que temos. Desde há muitos anos, seja qual for o regime. A cunha, a amizade e o compadrio sempre estiveram à frente da competência (ou pelo menos ao seu lado). Penso que ha que ter cuidado com os telhados de vidro.
5. Nada mais beneficia e amadurece uma provável candidatura de Alberto Souto novamente a Aveiro, do que este confronto a que temos vindo a assistir. Aliás, neste aspecto, parece-me (embora já tenha sido mais culto nesta área) que as posições mais ou menos silenciosas do CDS e do próprio PS (concelhio e na oposição) local mais adequadas.
A ver vamos quem levantará a taça no final.
publicado por mparaujo às 08:14

08
Jul 07
Quem tem filhos pequenos, sabe que, em condições normais, será por volta de um ano de idade que a criança começa a dar os seus primeiros passos.
Infelizmente, sejam quais forem as razões, por cá aconteceu o contrário.
Ao fim do primeiro ano de publicações, a Revista Cultural da CMA é suspensa.
Provavelmente por muitas razões válidas. Mas seguramente deixa a cultura aveirense e a participação cívica mais debelitada.

publicado por mparaujo às 12:51

29
Jun 07
Sou suspeito e com muito prazer.
Cresci com o Jorge Greno na mesma rua, nas mesmas brincadeiras, no mesmo espírito, durante uma grande parte da infância e juventude (refira-se aliás, entre a geração do Dr. Alberto Souto e a do Dr. Marques Pereira). E somos (penso que orgulhosamente) do mesmo partido político.
Por outro lado, foi com muito orgulho e consideração pela amizade que nos une, que vi o Jorge Greno chegar a vereador da Câmara Municipal de Aveiro (mesmo sem esquecer a sensação de surpresa).
Por isso, é de igual forma que sinto uma tristeza pela suspensão (renúnica) do seu mandato e o consequente abandono das suas funções.
Não conheço, nem me interessam sequer as razões concretas de tal tomada de posição.
O que conheço suficientemente do Jorge Greno basta-me para acreditar nas suas razões e nos seus motivos. Pelas mesmas razões que sempre acreditei nas suas capacidades, competências e valores.
Resta-me o abraço amigo e o desejo, como sempre, das melhores felicidades.
Obrigado Jorge.

Nota: porque este é claramente um post pessoal, não será disponibilizada a opção dos comentários.
publicado por mparaujo às 13:23



Numa semana envolta em constantes trocas de galhardetes, entre oposição e executivo camarário e entre câmara e ex-presidente da câmara, mais lenha para a fogueira. (clicar na imagem para fazer explodir).
publicado por mparaujo às 08:07

09
Jan 07
Entre promessas e projectos e controvérsias orçamentais, a vida política aveirense tem tido nos últimos dias uma agitação que, noutros momentos, se revelou mais incidente na vida aveirense e nos aveirenses.
Mas de qualquer forma, o suficiente para a passividade e o conformismo gritante da sociedade aveirense deixar passar despercebido que Aveiro foi considerada a quarta melhor cidade portuguesa para se viver. Ler aqui.
Ainda há quem vá dizer: vá-se lá saber porquê?
publicado por mparaujo às 23:50

30
Dez 06
O Tribunal Constitucional (pressionado ou não) declarou que o Projecto de Lei do Financiamento das Autarquias está isento de qualquer inconstitucionalidade.
Pois bem… e isto é importante para quê?
Desde de quando é que a prova de constitucionalidade é por si só um indício de rigor e validade política?!
É que a questão da Lei das Finanças Locais não passa pela sua constitucionalidade. É uma questão de clareza e objectividade política.
E a ver vamos…
Mesmo com a ilusão política do CDS ter ganho o que quer que seja no contributo em dois pontos da lei em causa.

Será que se a Lei estivesse já aprovada teríamos tanta polémica em volta do Orçamento da Câmara de Aveiro? Ou será que seria viável executar um orçamento que fosse?!
publicado por mparaujo às 12:44

03
Ago 06
A temática dos bares da Praça do Peixe, vai durar sempre muitos anos, como durou até aqui.
Isto porque, do meu ponto de vista, a questão não está nos horários, como se foi comentando aqui - aqui - aqui - aqui - aqui - aqui, pelo menos.
É muito mais complexa ou, por outro lado, mais simples do que isso: o problema está no facto de os bares estarem naquele sítio. Seja a fechar às 24:00 - à 1:00 - 2:00 ou não fecharem. Isso tem a haver com civismo, educação, segurança e respeito.
E actividades como aquelas não deveriam ter sido licenciadas naquele espaço público e habitacional.
Isto transmiti neste artigo publicado na edição de hoje (03.08.06) do Diário de Aveiro.

Post-its e Retratos
Vai um copo?!


O assunto não vai esmorecer. Porque não esmoreceu ao longo já de alguns recentes anos, não me parece agora que seja facilmente esquecido.
É problemático, conflituoso, na prática difícil de gerir e nem sei mesmo se resolúvel.
Há conflitualidades decorrentes. Por um lado os Órgãos Autárquicos pela sua causa necessitando de agradar a gregos e a troianos, ou, por outro lado, a ninguém. Por outro a população necessitada e reivindicativa do seu direito ao descanso e segurança. Por último, os empresários, necessitados comercialmente para a sustentabilidade financeira da sua actividade.
Estes são os princípios.
Quanto aos factos, pela simples razão de os mesmos serem factos apenas os enumero:
1. A Câmara decidiu, com base na realidade turística, promover um período experimental de alargamento do horário de funcionamento nocturno dos bares na zona da “Beira-Mar”, abrindo igualmente a discussão pública sobre a temática.
2. A população residente exige o fim da medida por razões de descanso (saúde pública) e segurança (de pessoas e bens).
3. Os empresários congratulam-se pelo facto de perspectivarem um aumento das suas receitas comerciais.
E sobre estes três aspectos, tendo uma opinião muito particular, não me parece cabalmente correcto criticá-los. A Câmara tem a legitimidade para promover as acções e decisões que entende mais correctas para o seu concelho, nas mais diversas vertentes, correndo, obviamente, os riscos políticos inerentes à sua actividade de gestão pública.
Se habitasse na zona referida, quereria, como seria lógico, o direito ao descanso, bem-estar e segurança.
Como empresário, nada mais atraente que a probabilidade oferecida de aumentar as receitas e sustentar a actividade.
Mas existem, para além destes dados, outros aspectos que merecem uma análise igualmente cuidada.
Para quem conhece a realidade da zona da “Praça do Peixe” e da Beira Mar, das suas gentes e costumes, não pode ficar alheio à situação e aprofundar outras realidades.
O que mudou naquela zona?!
Terá sido esta a forma mais correcta de se requalificar uma zona tão característica e bairrista da cidade?!
Será que o turismo vive apenas da diversão nocturno?! Não seria preferível, há alguns anos atrás, perspectivar e apostar noutro tipo de actividade para a área, por exemplo mais ligada à restauração e ao comércio e serviços?!
Como foi possível, durante vários anos, licenciar tanta actividade similar e tantos bares numa zona tão limitada e tão residencial?!
Será que ninguém, aquando dos licenciamentos, parou para pensar urbanisticamente aquela zona e na qualidade de vida dos seus moradores?!
Acredito que duas horas são sempre duas horas.
Mas estará no alargamento do horário de funcionamento dos bares a verdadeira essência do problema, ou no simples facto de terem autorizado a abertura dos bares naqueles espaços?!
O responsável pela Associação dos Bares referia que a abertura daqueles espaços proporcionou uma requalificação social da área, retirando-lhe alguns focos de prostituição.
Não tenho dados concretos para formular um juízo de valor sobre tal afirmação. No entanto, a ser correcta a análise, não foram criadas outras situações sociais tão ou mais graves?! Álcool, vandalismo e insegurança, para além da perda inquestionável do bem-estar dos moradores.
Aveiro tinha e tem espaços totalmente desaproveitados, abandonados e com potencialidades óptimas para a promoção do lazer e divertimento nocturno. Por exemplo, antiga lota e a zona norte do canal de S. Roque ou até a zona universitária.
Não se aproveitou. Agora parece-me tarde.
A câmara não soube, naquela data, à medida que ia licenciando os bares, criar condições para que estes conflitos fossem minimizados: ruídos, fiscalização e policiamento.
Com todo o respeito pelos moradores (alguns bem amigos e muito próximos) da zona, são mais duas ou menos duas. O mal foi terem licenciado aquela actividade naquela área.
Já lá estão… e também está a falta de formação, de civismo e de educação de alguns que por lá andam.
Tchim - tchim.
publicado por mparaujo às 22:46

11
Jul 06
Este é, claramente, um início de época atribulado para a Direcção do Beira Mar e para o próprio Clube.
É a dívida reclamada à Câmara.
É a polémica com o ex-presidente da direcção do Beira Mar.
É o relacionamento com a EMA.
É um plantel construído sem nomes sonantes e créditos reconhecidos.
Desculpem... lapso.
Há um nome: Mário Jardel.
E as àguas agitaram-se na Ria.
Expressão curiosa é o título que Jorge Ferreira utilizou para o seu post sobre o tema em Só Aveiro. Soberbo!
Mas também inteligente é a abordagem, extremamente interessante, de Júlio Almeida no Já Agora.
A ler obrigatoriamente. Com as devidas vénias.
publicado por mparaujo às 23:53

07
Jul 06
A Câmara adjudicou finalmente a construção da tão desejada pista de remo no Rio Novo do Principe.
Aquando das notícias que, há cerca 4 meses, davam conta do não cumprimento do governo do protocolo (!) assinado com o anterior executivo, a decepção de Aveiro, Cacia e Sarrazola (e outras localidades vizinhas) foi, maioritariamente, idêntica (salvo as devidas proporções) à derrota da nossa heróica selecção na passada 4ª feira. Aqui fiz disso "eco" por achar uma afronta ao desenvolvimento de Aveiro, da sua região e das suas gentes.
Como acredito, (bem como as referências no Código da Vivência, no Maréchal Ney e na Arestália) que este é um projecto muito mais abrangente que o seu carácter desportivo, por tudo o que envolve do ponto de vista ambiental, agrícola, piscícola, turístico e económico, espero que a CMA e todos os agentes económicos daquela região (como exemplo, Portucel) encontrem a capacidade de sustentabilidade do projecto. Projecto que deverá congregar todos os esforços políticos de Aveiro. Aliás, sinal dado, exemplarmente, pela unanimidade da aprovação camarária.
Estramanhamente é a voz discordante expressa no "Só Aveiro". Mais estranha é a sua argumentação baseada, apenas (!), na questão financera (por mais importante e óbvia que seja).
Principalmente para quem, durante bastante tempo, se preocupou com uma temática menos prioritária para Aveiro, como é a do "velhinho" estádio municipal. Questão com um peso financeiro, pela sua envolvência, muito mais relevante. Aí valeria a pena o endividamento de cerca de 10 milhões de euros (conforme foi publicamente revelado)?!
A pista de remo é, por todas as razões apontadas e conhecidas, um projecto de desenvolvimento da região que justifica esforços conjuntos e sacrifícios acrescidos.
Por um Rio Novo.
publicado por mparaujo às 23:14

02
Mai 06
Agora, de cabeça mais fria.
Primeiro ponto: sou desportista.
Segundo ponto: sou "beira-marista".
Terceiro ponto: gosto de futebol (embora mais de basket).
Quarto ponto: sou aveirense.

Análise.
Os acordos (escritos ou não) e os protocolos de todo e qualquer tipo, porque assumidos, devem ser cumpridos, por questões de respeito e responsabilidade.
O que não devem ser é assumidos de forma irracional e desmedida.
Na qualidade de Presidente do S.C. Beira Mar, quem exerce essa missão deve, obviamente, defender os interesses do clube.
Mas a que custo?! Sem olhar à realidade e à situação contextual?!
E porque razão deve ser mais importante que os outros compromissos?!
Mais euro menos euro, é reconhecida publicamente a dificuldade financeira do município.
Mais euro menos euro é do conhecimento de muita gente a dificuldade da cma em cumprir compromissos económicos com associações, entidades públicas, empresas privadas e com particulares.
Como o Beira Mar, qualquer "credor" tem o direito de exigir o cumprimento dos compromissos assumidos.
Por outro lado, não ouvi da parte da CMA qualquer intenção de não cumprimento no saldar das dívidas.
Há que ter a razoabilidade e o bom senso na atribuição de prioridades e de compromisso comuns para o desenvolvimento sustentado do concelho. Quer na sua vertente económica, social, cultural e desportiva.
Ninguém deve estar acima de ninguém.
Todos têm o direito à sua legítima reinvidicação. Com bom senso e respeito.
Só assim me parece lógico o entendimento.
Porque para o Beira Mar é, obviamente, importante o cumprimento da dívida de 800000 euros.
Para outros está em causa a sobrevivência da sua empresa e a dos seus funcionários.
Para outros ainda a sobrevivência familiar sustentada no cumprimento salarial mensal.
Há que ter os pés bem assentes na terra.
Por Aveiro e pelo Beira Mar.
publicado por mparaujo às 23:40

25
Abr 06
Por uma vez me referi aqui, criticando o não cumprimento do cargo de vereador da oposição do amigo Eduardo Feio.
Fi-lo por entender que democraticamente perde-se e ganha-se nos actos eleitorais, cabendo a responsabilidade de assumir publicamente as opções políticas que se tomam quando nos candidatamos a algo (neste caso, ao lugar de vereador).
Fi-lo ainda por entender também que, por um sentido aveirense e pela verdade democrática e pluralista (independentemente das opções ideológicas distintas), uma boa maioria e gestão camarária muito terá a haver com a experiência e capacidade interventiva da sua oposição.
Se o sentimento político aveirense estiver acima dos interesses partidárias, mesmo com sentido crítico, o concelho tem uma mais valia e um contributo acrescido para o seu desenvolvimento.
Foram no entanto as opções pessoais que forçaram a esta ausência.
Pelas mesmas razões que critiquei... pelas mesmas razões saúdo o seu regresso ao lugar de vereador.
Aveiro (e de certeza a maioria no executivo) agradece.
Um bem haja!
publicado por mparaujo às 23:05

28
Mar 06
(dicionário Porto Editora, Inglês-Português: "amendoins").

Ao contrário de muitos "aveirenses políticos", alguns bem ilustres, nada me move nesta recente "guerra" politico-institucional em volta da Pista de Remo do Rio Novo do Principe.
Não me interessa saber se o Dr. Élio se precepitou, se não estudou a lição (conforme afirma o Dr. Marques Pereira), se a vontade do Presidente da Câmara em legitimar uma preocupação antiga das gentes de Cacia o levou corajosamente a tornar pública a construção da obra ou se existe de facto o acordo celebrado com o governo, presumivelmente, ainda no anterior executivo.
Tudo isto para mim são "peanuts".
A realidade da polémica mostra-me factos muito mais preocupantes.
Já aqui referi o meu apoio às legitimas aspirações das gentes de Cacia e de muitos aveirenses.
E será, portanto, enorme o sentido de desilusão se não se concretizar este projecto.
Mas voltemos à outra face da moeda.
O que aconteceu, de facto?!
O que tem vindo a acontecer em surdina, devagar, devagarinho para passar despercebido: a "condenação" estratégica, económica e sócio-política de Aveiro.
Não se trata de demagogia política, nem de partidarice aguda. É uma realidade muito mais abrangente e preocupante: Aveiro já há muito perdeu a sua referência estratégica, sem que disso a maioria dos aveirenses se apercebesse, intervisse e contestasse. Sem peso governativo e parlamentar.
Uma das razões tornada pública na imprensa é a de que o governo entende não ser prioritária a construção da pista de remo, nem um investimento racional já que em Montemor foi cnstruída uma infraestrutura idêntica, com um investimento na ordem dos 6,6 milhões de euros.
Só por casualidade(!!!!) é que nos podemos centrar numa óbvia coincidência factual: Montemor-o-Velho situa-se no distrito de Coimbra.
E só uma mente muito criativa e imaginativa, encotra a argumentação da estruturada regionaliação que a ninguém parece preocupar. Como já foi aqui e aqui referido (como exemplo).
A região de Aveiro tem o mesmo peso estratégico e político como um saco de peanuts (amendoins).
Isto sim seria bom ver publicamente discutido e assumido por quem se diz e se sente aveirense.
publicado por mparaujo às 23:57

17
Mar 06
Politiquices à parte (embora seja de saudar o elogio democrático do Presidente da CMA ao trabalho efectuado neste projecto, pelo anterior executivo), o projecto para o Rio Novo do Principe, para além da legitimidade bairrista das gentes de Cacia, é muito mais abrangente e benéfico para todo o Concelho de Aveiro.
Não tenho qualquer afeição lógica e pessoal com a freguesia de Cacia. No entanto, inexplicavelmente, nutro por aquela zona uma ligação afectiva apenas superada pelo relacionamento e envolvimento que tenho com a Cidade onde nasci e vivo.
Estive desportivamente dois anos ligados ao CENAP; a filhota está a completar toda a sua pré-escolaridade num infantário em Cacia e já está matriculada (marcadamente por questões de sociabilidade infantil) numa Escola Primária local.
Há ainda um "je ne sais qua" que me atrai algumas emoções para lá.
E este projecto e ambição tão antigo para aquela gente, deve ser mais abrangente do que uma simples (!) pista internacional de remo.
Que as condições definidas e o projecto planeado, criem uma infra-estrutura desportiva por execelência, sustentável e rentável, é uma realidade importante que deve ser tida como ponto de partida para um investimento mais alargado e com uma visão mais ampla. Uma visão social, ambiental e económica.
Cacia tem condições ímpares no Concelho de Aveiro (sem desrespeito pelas outras freguesias não urbanas).
Uma envolvente ambiental explorável, um parque industrial com significativo valor (Vulcano - C.A.C.I.A. - Funfrap - Portucel, entre outros), um elevado património cultural e muito espaço por ordenar de forma racional e estruturada.
Que o projecto desportivo para o Rio Novo do Príncipe, consiga transformar Cacia de forma abrangente e, consequentemente, o município de Aveiro, valorizando-a do ponto de vista económico, turístico, ambiental, social e cultural.
Que venha um Rio Novo.
publicado por mparaujo às 23:26

13
Mar 06
Ou não... Talvez falta de ideias ou vontade de "dizer coisas".
Há já alguns meses que o PND local e nomeadamente no "só aveiro" de Jorge Ferreira (acrescidas dos seus escritos no DA) tem uma estranha obsessão pelo Estádio Mário Duarte.
Mesmo o Presidente da Câmara, apesar de todo o "simbolismo" colocado na campanha e o reforçar dessa vontade expressa logo após a sua tomada de posse, reconheceu que o processo Mário Duarte é complicado de subverter e, manter aquele espaço, poderia trazer consequências financeiras não desejáveis para a autarquia e, consequentemente, para todos nós.
Ninguém alguma vez quererá pôr em causa o valor emblemático que o "velho" estádio trouxe para a história desportiva do beira-mar e da própria cidade.
Niguém o fez igualmente em relação ao estádio das antas, da luz, de alvalade, da académica e do 1º de Maio em braga (isto como exemplos).
Para quem, como eu, embora nascido na Vera Cruz, sempre viveu e cresceu bem "juntinho" ao Parque e ao Campo; conviveu desde muito novo e diariamente com atletas e treinadores que faziam da "minha" zona o seu dia-a-dia paralelo aos treinos e jogos e, muito vagamente, chegou a pisar o relvado nas escolinhas, nunca poderá esquecer aquele espaço e muitas "estórias".
No entanto, a vida mostra-nos que a própria história é feita de mudanças e que o contrário é "morrer" e parar no tempo.
Não faz sentido tanta insistência num facto que a própria cidade e os aveirense se hão-de encarregar de elevar na sua história e memórias.
Aveiro cresceu, desenvolveu-se (independentemente de polémicas e factos controversos) e soube criar outro espaço desportivo que é o novo estádio.
Exemplo disso é o facto de não ter havido, na altura, contestação significativa à sua construção e à mudança "de casa" do Beira Mar.
Exemplo disso, é o número significativo de adeptos que, embora na Liga de Honra, marcam presença nos jogos do "beira".
Exemplo disso, é o facto de o novo estádio ser preocupação de rentabilização e sustentabilidade por quem gere os seus destinos e aproveitar a sua existência para promover a cidade e a região com eventos da envergadura do Euro 2004 e do Euro 2006 - Sub 21.
Esta obsessão parece-me, repito parece-me, mais a necessidade política de intervenção, mas muito parca de ideias, soluções e projectos mais válidos para a Cidade, bem como a resolução de outros problemas mais relevantes.
Aconteça o que acontecer ao Estádio Muncipal Mário Duarte, a memória aveirense, que sempre foi grande, nunca há-de esquecê-lo.
Assim como a minha memória ainda se recorda do tempo comum de um Jorge Ferreira centrista, mais diversificado, mais interventivo, mais polémico...
E desse, hoje, também me ficam algumas saudades.
publicado por mparaujo às 22:46

16
Nov 05
A opção necessária e prometida na campanha eleitoral pela renovação da imagem camarária, através da contenção das despesas e da procura de investimentos prioritários, realistas e essenciais, começou já a dar os seus frutos.
Referência para a notícia no Notícias OnLine (Aveiro) que destaca a rescisão dos contratos de Paulo Ribeiro e Albino Moura, na Direcção Artística do Teatro Aveirense. Não por questões de política cultural ou pelo sempre presente 'job for the boy'.
Simplesmente porque, infelizmente, as verbas possíveis para o orçamento 2006 da empresa municipal do TA são inferiores às de 2005.
Ou seja... Orçamento (realista) a quanto obrigas.
Actualização
Segundo o JN de hoje (16.11.05) a Administração do TA poderá propor o nome da Dra. Maria da Luz Nolasco para substituir Paulo Ribeiro. Excelente aposta. E excelente pelo simples facto de ter sido uma das melhores vereadoras da Cultura que a CMA já teve, pelo seu excelente carácter profissional e igualmente pelo trabalho que desenvolveu no Museu de Aveiro. Uma óptima alternativa.

publicado por mparaujo às 08:15

14
Nov 05
que percebi bem a notícia divulgada pelo Notícias de Aveiro, sobre a reunião de hoje do executivo camarário?!
À interpelação do vereador do PS - Dr. Pedro Silva, que estranhava, como eu já Aqui referi, a provável instalação em Ilhavo da academia do Beira Mar, o vereador do pelouro do desporto - Dr. Jorge Greno respondeu que a Câmara tudo fará para manter esta infraestrutura am Aveiro.
Espero ter lido bem... Espero que se cumpra o prometido!
Afinal já não estou assim tão triste.
publicado por mparaujo às 22:50

12
Nov 05
Aqui (em 'Passado um mês') comentei o facto do PS local (entrevista do deputado municipal do PS - Raúl Martins à Terra Nova), à falta de melhor argumentação, tentar ressurgir histórias antigas de desavenças e conflitos entre o PSD e o CDS aveirenses, por forma a tentar debilitar a coligação autárquica vencedora.
Li, no passado dia 8.11.05, Dr. Girão Pereira no seu melhor (como refere João Oliveira no seu 'Notas entre Aveiro e Lisboa') em entrevista ao Diário de Aveiro. Na sua parte final, o ex-presidente da CMA deixava um recado claro para o fortalecimento da coligação.
Igualmente em entrevista ao DA, o ex-vereador do PSD (no anterior mandato), Joaquim Marques teceu largos elogios ao Dr. Élio e à capacidade política vencedora da coligação.
Espantosamente, quase que em simultaneidade, o jornal 'O Aveiro' de 10.11.05, publicava, com merecido destaque, as opiniões do responsável pelo PSD concelhio. Aí o Dr. Ulisses, 'distraidamente' referia que a sua 'grande alegria política se centrou na conquista da Câmara para... o PSD.'
Distraidamente... acredito!
Porque ainda agora o 'espectáculo' começou. E acima de tudo gostaria de não vislumbrar o 'esbater' do sentido aveirense deste executivo.
The show must go on.
publicado por mparaujo às 17:33

10
Nov 05
das eleições autárquicas, ainda existe nas hostes socialistas do nosso burgo aveirense, uma certa 'azia' provocada pela derrocada eleitoral mal digerida. Ver noticia-resumo da entrevista do Sr. Deputado Municipal - Raúl Martins na Terra Nova FM .
À falta de argumentação válida que justifique a vitória da coligação e que tente reduzir a capacidade política e de gestão do novo executivo, vem agora a público a necessidade de tentar criar crispações e 'mau-estar' onde não é possivel. Assim, tenta-se atacar a legitimidade e consolidação democrática da coligação vencedora, indo rebuscar nos baús dos sótãos histórias de densentendimentos entre PSD e CDS. Aveiro sempre foi uma cidade democrática e pluralista, onde independentemente das 'cores' políticas há, nas pessoas do executivo, um enorme sentido aveirense. Que de certeza dará os seus frutos no desenvolvimento da Cidade e do Concelho.
Para a 'azia' há agora medicamentos que se podem vender fora das farmácias... portanto de acesso mais facilitado.
publicado por mparaujo às 11:54

08
Nov 05
do Dr. Girão Pereira da vida politica.
Após o papel determinante para a eleição de Élio Maia, como mandatário da sua campanha, o ex-Presidente da Câmara retira-se para permanecer na sombra...
Entrevista ao Diário de Aveiro --> Aqui
publicado por mparaujo às 21:39

06
Nov 05
Ainda acerca da distribuição camarária dos pelouros de vereação e dos cargos de administração das várias empresas miunicipais, li muitas referências bloguisticas de alguns 'pensadores' virtuais (infleizmente reina a cobardia do anónimato). Por exemplo à nomeação de João Pedro Dias para vogal da EMA, fazendo-se referências à sua condição de Deputado Municipal (porta-voz do CDS.PP) e (incrivelmente) à sua participação na Assembleia Geral da Pólis. Pois bem, como o amigo João Pedro quis (após insistência minha) tornar público um 'pequeno' esclarecimento sobre o seu silência, não podia deixar de contribuir para o conveniente e politicamente correcto 'separar as águas'.

"Esclarecendo publicamente o mail privado: o meu tempo e o meu timing de falar não é o dos papagaios que vão debitando sentenças e juízos. Deixa-os falar. Eu falarei apenas quando entender e não quando eles quiserem! Lembra-te do provérbio árabe: nós somos escravos das nossas palavras, mas somos donos dos nossos silêncios! Só te avanço uma informaçãozinha: no dia em que formalmente assumir uma administração executiva, não tenho que pedir qualquer suspensão ou qualquer renúncia a qualquer mandato! Pelo simples facto de que a lei se encarregou de nem sequer deixar que quem assumisse tal cargo pudesse ter qualquer escolha. A própria lei se encarregou de resolver a situação. Quem estiver num cargo desses, não pode estar em qualquer órgão municipal que não a CMA. Ao escolhido apenas resta optar entre pedir uma suspensão do mandato (que é temporária mas que ao fim de um ano se converte em definitiva) ou renunciar imediatamente a ele. No momento certo, se ele chegar e quando ele chegar - e esse momento será o da tomada de posse e não o da simples nomeação - a minha escolha será feita. Antes disso, como é óbvio, nada direi sobre o assunto. Só para terminar um esclarecimento adicional - se pertencer à Mesa da Assembleia Geral (que reúne uma vez por ano) de uma sociedade que tem como sócios o Município e o Estado é entendido como colaborar com um determinado Presidente da Câmara, muito mal irá o nosso sistema! Por que não entender então essa participação como colaboração com o ..... Governo? Sejamos sérios e realistas. E sobretudo, não ofendamos o anterior Presidente da Câmara Municipal admitindo que ele convidava pessoas de outros quadrantes políticos para as calar! Os amigos do anterior Presidente da Câmara que lançaram esse argumento «brilhante» estão, ingenuamente, a prestar-lhe o pior favor que lhe podiam prestar. Estão a admitir que o Presidente convidava pessoas para as comprar, para as calar. Ora, pela minha parte, não cometo essa ofensa relativamente ao Dr AS. Tenho a certeza que quando me convidou para secretário da Mesa da AG da Polis não me tentou comprar ou calar! Até porque isso seria impossível. Já agora e para te esclarecer, sempre te digo que nutri e nutro respeito pela obra que o Dr AS deixou em Aveiro. E no primeiro mandato dele, enquanto eu estive na AM como 1º Secretário do Dr Carlos Candal, sempre que pude e soube ser-lhe útil, tentei sê-lo. Sobretudo por e em nome de Aveiro. Mas isso não invalida que não registe algumas discordâncias. Cito-te duas: acho que AS foi muito melhor Presidente da CMA enquanto foi independente do que a partir do momento em que se filiou no PS - e sobretudo a partir do momento em que assumiu a liderança da distrital do PS. Creio que a partir desse momento começou a ser mais um político partidário do que um político autarca (recorda-te que fiz essa mesmíssima crítica, anos atrás, quando o Girão Pereira assumiu a liderança distrital do CDS ao mesmo tempo que era Presidente da Câmara - recordas-te? Eu não me esqueci....). Depois, critiquei ao Dr Souto o descontrole financeiro da autarquia. Aquilo que se vai saber em breve (assim o espero) vai pôr à mostra tudo o que se diz, o que se sabe e muito mais. Mas também aí, nesse particular, tenho de reconhecer que não pode nem deve ser assacada ao Dr AS a totalidade da responsabilidade. Os seus vereadores e os seus muitos assessores não podem ficar absolvidos desse erro. Mas agora, fundamentalmente, aquilo que mais me revoltou na gestão do Dr AS e que acho que passou todos os limites do aceitável e do eticamente correcto (e, curiosamente, nestes dias que tanto se tem falado de ética, ainda não vi nenhum papagaio referir-se ao facto) e que me levou a recorrer ao termo tiranete, foi acto despudorado não só de abrir o célebre túnel da Avenida às pressas em véspera de eleições, como, sobretudo, o inqualificável acto, do ponto de vista democrático, de ter decorado logo a obra com um seu cartaz, feito bem à medida para aquele local. Creio que isso ultrapassou todos os limites. Lembrou-me o líder da Coreia do Norte ou o senhor Ceausescu da Roménia. Achei aquilo muito feio. Curiosamente sobre isso os arautos da ética não disseram nem uma palavra. É por isso que quando certos papagaios me falam de ética, eu digo e assumo que não quero ter a ética deles. Quero ter a minha e a dos que pensam como eu. E para regular comportamentos, não invoquemos a ética, os valores que cada qual tem - cinjamo-nos à lei porque essa é igual para todos e tem quase sempre as respostas que muitos procuram. Um abraço!"
publicado por mparaujo às 11:37

03
Nov 05
é o que me parece mais lógico proceder (e promover) em relação à última reunião do executivo camarário na distribuição dos pelouros e cargos de administração.
Não tenho a presunção de ser melhor ou mais analista do que muitos que, por essa blogoesfera (principalmente aveirense), vão deixando os seus comentários (muitas vezes para desespero dos administradores dos blogues).
Mas tenho a presunção de ser diferente. Porque o que vi e li até agora em nada contribui para o esclarecimento de dúvidas, debate de ideias e conteúdos válidos, análise dos acontecimentos. Do debate válido, passou-se à intriga e à calúnia.
Da capacidade de execução e estratégia de planeamento e desenvolvimento, caiu-se na análise pessoal de quem vai executar ou dirigir (sem sequer ainda terem tido a oportunidade de provar o que quer que seja).
Assim, depois de algumas leituras feitas e conversas off-line tidas após o conhecimento público das nomeações (repito nomeações), a minha reflexão pessoal tem os seguintes pontos analíticos:
Primeiro Facto
O Presidente não ocupa nenhum cargo nas empresas municipais. Assim, pretende ter uma equipa pró-activa, com alguma capacidade de intervenção e não dependente. Por outro lado, e pelo numero reduzido de pelouros, está muito mais disponível para intervir em todas as áreas necessárias.
Segundo Facto
Existiu alguma preocupação com a distribuição dos pelouros, face ao perfil dos vereadores, nomeadamente no que diz respeito à gestão e área financeira (casos de Jorge Greno e Pedro Ferreira). Por outro lado, não me parece necessariamente obrigatório que, em cargos políticos, quem tem a função de vereação tenha que possuir o perfil técnico para o cargo. Penso é que quem for ou quem já ocupar cargos directivos (directores de departamento e divisão, técnicos superiores e profissionais) sejam de facto técnicos competentes e não lugares ocupados pelo chamado perfil tipo ‘cunha’.
Terceiro Facto
A distribuição da vereação (menção honrosa para a coragem política na manutenção da vereadora socialista Eng. Lusitana Fonseca na AveiroDigital) pelas várias empresas municipais - mais do que uma por cada vereador, pode permitir alguma contenção financeira (ao nível remuneratório), aprofundar a realidade das empresas municipais e consolidar a ligação destas com a Câmara.
Quarto Facto (nem tudo é um mar de rosas)
Contrariando o que referi no ponto anterior, quebrou-se a lógica indicada ao não se fundir o PDA com a EMA (realidades complementares) e a primeira não ter ninguém do executivo nos seus órgãos administrativos. Se era para premiar o esforço e empenho eleitoral do Dr. Ulisses Pereira, era possível mantê-lo como vogal e dar o cargo de presidente a alguém do executivo. Aliás como foi bem feito com o Teatro Aveirense, respectivamente entre o Dr. Miguel Capão Filipe e o Dr. Virgílio Nogueira e igualmente coma a EMA, dando lugar a dois vogais não vereadores e a presidência ao Dr. Jorge Greno. É o primeiro tiro no pé.
Quinto Facto (o mar continua a não ser todo de rosas)
Já o referi várias vezes em relação a algumas intervenções públicas do Dr. Élio Maia. Em Aveiro tem que haver vida para além do deficit camarário. Independentemente de essa poder ser a prioridade das prioridades. É que não faz qualquer sentido, para além de ser perfeitamente absurdo, que não se olhe para a mobilidade e a acessibilidade desta cidade, com melhores perspectivas que as que foram até à data feitas.
Se existe uma Empresa Municipal de Mobilidade, como é possível que o vereador escolhido para o pelouro do trânsito e mobilidade (Dr. Capão Filipe) não esteja sequer empossado de um cargo (até dou o benefício da dúvida de ser o presidente) de pelo menos vogal do Conselho de Administração da MoveAveiro?!
Que lapso lamentável de falta de planeamento e ligação entre as empresas municipais e as decisões do executivo. Irá haver, claramente, um conflito de decisões e de gestão. Será que ainda há tempo para alterara este cenário?! A ver vamos.

É irrelevante quem, mas sim como e se bem feito…
É tempo de arregaçar as mangas e se iniciar o trabalho que vai ser duro durante estes quatro anos. Boa Sorte!
publicado por mparaujo às 10:30

01
Nov 05
À questão que propus a votação sobre se o novo presidente da câmara - Dr. Élio Maia, ia conseguir alterar a 'imagem' da edilidae, obtivémos 31 respostas das quais:
10 (32%) responderam que sim;
8 (26%) responderam que ia ficar na mesma;
6 (19%) responderam que a 'imagem' da câmara iria piorar;
e ainda
7 (23%) indicaram que talvez mudasse.
publicado por mparaujo às 19:23

foram distribuídos em reunião camarária, ontem dia 31.10.2005.
A saber:
Pelouros
Élio Maia (presidente): Planeamento e Obras municipais;
Carlos Santos (vice-presidente): Gestão urbanística e Obras particulares, Polícia Municipal, Protecção Civil, apoio às freguesias, mercados e feiras;
Miguel Capão Filipe: Assuntos Sociais e Famílias, Assuntos Culturais, Saúde, Defesa do Consumidor, Ambiente, Trânsito e Mobilidade;
Pedro Ferreira: Finanças, Educação e relação com o Ensino Superior, Juventude e Relações Internacionais;
Jorge Greno: Administração e Pessoal, Jurídico, Informática, Investigação e Desenvolvimento, Desenvolvimento Económico e Desporto; Turismo.
Conselhos de Administração (E.Mun. e Públicas)
Serviços Municipalizados: Carlos Santos será o presidente do conselho de administração; Miguel Capão Filipe e Pedro Ferreira ocuparão os lugares de vogais (aprovado por unanimidade);
Teatro Aveirense: Miguel Capão Filipe será o presidente do Conselho de Administração; Jorge Greno e Virgílio Nogueira ocuparão os lugares de vogais (aprovado com a abstenção da vereadora do PS Lusitana Fonseca);
MoveAveiro: Pedro Ferreira vai exercer as funções de presidente do conselho de administração; Jorge Greno e Carlos Santos vão ser os vogais (aprovado por unanimidade);
AveiroExpo: Miguel Capão Filipe vai representar o município na Assembleia Geral da empresa municipal a realizar até ao final do ano. A Câmara de Aveiro propõe os nomes de Jorge Greno para presidente do conselho de administração e Carlos Santos para vogal. O segundo vogal é escolhido pela AIDA (aprovado por unanimidade);
EMA – Estádio Municipal: Jorge Greno será o presidente do conselho de administração; João Pedro Dias e Susana Esteves vão ocupar os lugares de vogais (aprovado com a abstenção dos três vereadores do PS);
Parque Desportivo de Aveiro: Carlos Santos vai representar o município na Assembleia Geral da empresa municipal a realizar até ao final do ano. A Câmara de Aveiro propõe o nome de Ulisses Pereira para presidente do conselho de administração e Gilberto Ferreira para vogal. O terceiro elemento vai ser escolhido pela Visabeira, que detém parte do capital social da empresa (aprovado com a abstenção dos três vereadores do PS);
Aveiro Digital: Lusitana Fonseca mantêm-se como representante da Câmara de Aveiro (aprovado com a abstenção do vereador do PS Pedro Silva);
Aveiro Basket: Paulo Amorim continua na liderança (aprovado por unanimidade);
É hora de começar a trabalhar...

publicado por mparaujo às 17:46

30
Out 05
Foi o que se verificou, ontem, na primeira Assembleia Municipal (após as respectivas tomadas de posse), que aprovou, sem qualquer voto contra, a redução das taxas da Derrama (sobre o IRC das empresas sediadas no concelho) e do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI). Tornando, assim, uma realidade concreta as promessas eleitorais feitas pelo Presidente.
Para muitos (e já o vi escrito, nomeadamente no âmbito da blogoesfera) estes 1% e 0,1% de redução nas respectivas taxas parece irrisório, brincadeira e apenas o cumprir condicionalmente a dita promessa.
Pura demagogia e falta de rigor nessas opiniões.
Esta redução, para além da coragem política do seu acto e de coragem na gestão financeira da Câmara, significa um esforço do executivo em abdicar, a favor dos munícipes e do município, de um valor estimado em cerca de 700 mil euros. Num momento em que o Orçamento de Estado para 2006 prevê uma redução de 1,6 milhões de euros para o Concelho de Aveiro.
Saliento ainda o carácter de consenso democrático 'vivido' em torno destas questões, esperando que os interesses por Aveiro sejam prioritários em relação aos partidários.
Espero ainda que esta aproximação aos munícipes seja para continuar, num esforço conjunto entre todos para o desenvolvimento de Aveiro.
Registo (conforme Aqui escrevi - Migração aveirense) para a presença única e isolada da vereadora do PS, Dra. Marília ( a fazer fé na foto da capa de hoje do Diário de Aveiro).
publicado por mparaujo às 12:17

28
Out 05
Há espécies de aves (p.ex. as andorinhas) que nesta época do ano se juntam e (em debandada) migram para zonas mais quentes (normalmente o sul).
Há personalidades públicas da nossa praça que, face a contextos adversos, também 'migram', abandonam e partem (no caso também para o sul - lisboa). Confirmada que foi a notícia de que Eduardo Feio, ex-vereador e n.º 2 da lista do PS às últimas autárquicas, foi empossado ontem (27.10.05) no cargo de director-geral do Gabinete de Estudos e Planeamento de Instalações do Ministério da Administração Interna.
Após tomar posse como vereador da oposição e de estar presente, na passada segunda feira, na primeira sessão do executivo da câmara, é com alguma estranheza, embora não espanto, que vejo mais uma figura do PS local (perdedor/vencido) a abandonar a Cidade. Isto é, a virar-lhe as costas, a renunciar aos seus compromissos, transformando estes últimos 8 anos de executivo camarário numa mera 'teoria da relatividade', pura ficção.
Primeiro Alberto Souto que não consegui digerir o que de melhor há na democracia: a liberdade de escolha dos cidadãos. Agora Eduardo Feio (com direito a 'tacho' governativo) e pelo meio as renúncias de Matos Rodrigues (o sr. pólis, com desculpas desmedidas de incompatibilidades) e de Margarida Mangerão.
O desporto (14 anos de treinador de basket) ensinou-me que é preciso educar os nossos atletas no sentido de saber ganhar e perder. De saber aprender e crescer em ambos os casos.
Que sentido de responsabilidade se pode ter quando não se assume compromissos eleitorais, só porque não se é eleito ou' despromovido' à condição de oposição?!
Que respeito se tem pela cidade se não se dignifica o esforço pelo seu desenvolvimento, mesmo que seja com o sacrifício de ser oposição?!
Será que se tem vergonha dos últimos 8 anos e se enganou a cidade?! Não se tem argumentos para defender o que foi positivo e reconhecer os erros praticados?!
Que respeito se tem por quem votou no PS (felizmente eu não fui), se não se sabe corresponder aos seus sentimentos e desejos?!
Que respeito se tem por aqueles que estiveram ao lado e trabalharam nestes 4 anos, se na 'hora da verdade' são abandonados e deixados sós?!
A política é suja e pouco séria e transparente...
É tão digno aquele que dirige, como o que, na diferença, se senta na 'sombra' contrapondo o poder, contribuindo para uma cidade maior. Infelizmente para alguns, só dando nas 'vistas' e tendo protagonismo, é que se sentem realizados.
O que seria do país se os deputados da oposição renunciassem aos seus lugares de deputados pelo facto de terem sido derrotados?!
As pessoas e/ou listas vão a sufrágio para saber ganhar e perder. E... assumir cada caso.
Curiosamente, com este espírito de servir a cidade, o PS em Aveiro corre o 'risco', com tantas recusas, de ver a sua representação na câmara esfumar-se, sem capacidade de substituição.
E ainda há quem, como o Dr. Carlos Candal, esteja preocupado pelo facto da Presidente da Assembleia Municipal ser de Estarreja. Os que são de cá, abandonam!!!
Enfim... é da migração!
publicado por mparaujo às 23:11

A cidade está em obras. Ou melhor meias obras.
“A vida democrática não se faz de rupturas, nem de movimentos abruptos de negação”, a afirmação é do actual presidente da câmara - Dr. Élio Maia, no discurso da sua tomada de posse. Acrescentado eu que nem o exercício da governação local.
Desta forma, da necessidade de cada um se sentir responsável e responsabilizado, surgem algumas questões: Porquê só meio túnel? Porquê rotundas com acessos condicionados, por terminar ou por iniciar? Porquê a dificuldade de termos uma cidade com acessibilidades capazes? Porque é que quando se edifica ou constrói não se faz de forma planeada e equilibrada?
É certo que a obra do túnel da Estação, suscita ‘amores e ódios’, levanta questões sérias sobre trânsito e acessibilidades, mas… está feita! E não me recordo da Assembleia Municipal (à data) ter criado obstáculos consideráveis a este projecto.
Também não me parece mais vantajoso que os acessos entre Aveiro e Esgueira (e vice versa), se façam por uma EN 109 problemática a muitos níveis ou pela parte antiga da cidade como é a Vera Cruz (esta perfeitamente desaconselhável ao trânsito intenso – e até mesmo o menos intenso). Ou por desvios irracionais como os que somos obrigados a efectuar junto à parte nova da Estação, do lado do antigo Bairro do Vouga (junto à MoveAveiro).
Entre estes conflitos e um túnel (mais ou menos bem planeado) aberto, acho que não é de difícil opção.
Poderá a abertura do túnel (segundo algumas opiniões) suscitar um aumento de volume de trânsito entre a Avenida e a Ponte de Praça. Poderá… porque também não deixa de ser verdade que este conflito já existe, sem que tenham existido condicionantes e penalizações ao seu fluxo. E alternativas até existem! Curiosamente também a meias, como é o caso da Alameda Silva Rocha (acesso à EN109) na forca.
É a herança lógica de quem assumiu os ‘riscos’ inerentes a uma candidatura (vencedora) autárquica.
Como no casamento… na saúde e na doença! Nas alegrias e tristezas!
Continuamos no país do ‘desenrasca’… ‘qualquer coisa se há-de arranjar”…
publicado por mparaujo às 12:02

23
Out 05
A Assembleia Municipal e o Executivo Camarário tomaram ontem (22.10.05) posse das suas funções.
Na passagem do testemunho, Alberto Souto alertou Élio Maia para os perigos relacionados com o exercício da "governação local", coincidindo essas palavras com as eventuais razões da sua derrota eleitoral:
- a recessão económica (agravada pelas políticas sociais e laborais do governo PS e o seu reflexo, a nível nacional, nestas eleições);
- a voracidade noticiosa (que felizmente transmitiu à opinião pública e expôs à critica aveirense projectos e investimentos mal planeados e irracionais, que desacreditaram o último executivo);
- o descrédito na política e nos políticos (claramente com responsabilidade destes últimos, pelas promessas não cumpridas, pelos "casos" de falta de ética e responsabilidade política e social, pelo desrespeito pelo cidadão).
Por outro lado, Élio Maia ao receber o testemunho do presidente cessante, confirma a sua fidelidade às suas convicções eleitorais:
- "gestão ao cêntimo";
- contenção e rigor nas contas (liquidação de dívidas);
- "tratamento de choque" sobre as finanças (redução de despesas).
Para além destes aspectos económicos (que começam a denotar uma excessiva preocupação pelo deficit camarário), as outras opções chave caracterizam a aplaudível preocupação social, a aproximação da câmara aos munícipes e ás freguesias.
No entanto, Aveiro precisa de mais "vida para além do déficit"!
Precisa de relançar-se como pólo central ao nível político, social e económico. Precisa de rigor no investimento e um forte plano de desenvolvimento, sustentado num urbanismo racional e numa mobilidade e acessibilidade que crie qualidade de vida e riqueza (social e económica). Refira-se que Aveiro é o terceiro concelho do distrito com maior taxa de desemprego.
Não basta poupar e racionalizar as contas. É muito pouco!
Aveiro tem que saber gerar projectos de desenvolvimento bem planeados, estruturados e racionais. Senão... corremos o risco (sentimento já por diversas vezes tornado público) de estagnarmos durante estes 4 anos que se seguem.
E o esforço desenvolvido para a tão desejada mudança, saiu em vão!
A ver vamos.
publicado por mparaujo às 21:35

pesquisar neste blog
 
subscrever feeds
arquivos
2019:

 J F M A M J J A S O N D


2018:

 J F M A M J J A S O N D


2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


2006:

 J F M A M J J A S O N D


2005:

 J F M A M J J A S O N D


mais sobre mim

ver perfil

seguir perfil

28 seguidores

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Setembro 2019
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30


Siga-me
links