Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

15
Jun 14

publicado na edição de hoje, 15 de junho, do Diário de Aveiro.

Debaixo dos Arcos

Reflexão com a mão no barro

É do conhecimento público que este ano não haverá lugar à tradicional Feira do Artesanato de Aveiro – FARAV. Por decisão da autarquia aveirense haverá lugar à reflexão sobre o futuro deste evento. Além disso, iniciou-se ontem um novo projecto e conceito de animação do espaço público com o “Artes no Canal” que, entre outros, tem como objectivo fundir um conjunto de iniciativas avulsas e esporádicas que iam ocorrendo na cidade. Por outro lado, a Feira do Livro de 2014 foi transferida do Rossio para o Mercado Manuel Firmino. O que é que há de comum nesta mistura de factos e realidades ocorridas na vida cultural aveirense? Muita coisa.

Referi aqui, e disse-o a quem de direito, em 2010, quando foi transferida a FARAV do Parque de Exposições de Aveiro para o Rossio que era importante repensar a estratégia e a estrutura da feira de artesanato e que a mesma se deveria manter no Parque de Exposições de Aveiro, razão pelo qual foi construído e custou muito dinheiro ao erário público. Também na altura, como proposta de reflexão, sugeri que à FARAV fosse aglutinada um conjunto de outras iniciativas que, edição em edição, iam perdendo o seu impacto. Como, por exemplo, a Feira do Livro.

Recordo ainda, a propósito da falta de afluência de público/visitantes, que a FARAV precisava de atractividade complementar ao evento, já que, por outros exemplos como a Feira de Março, a Automobilia, etc., a localização do Parque de Exposições, só por si, não reflecte a ausência de visitantes no certame. Aliás, em 2009, quando fiz para o Boletim Municipal uma peça sobre a FARAV/2009 recordo-me de entrevistar um casal de visitantes que se tinham deslocado de Oliveira de Azeméis para visitar a feira.

E tal como a Câmara Municipal de Aveiro lançou o “Artes no Canal” como projecto aglutinador de eventos avulsos, projectando, num único momento (mesmo que repetido no tempo), cultura para o espaço público, assim me parece que se deva repensar a FARAV e outros eventos similares.

A questão da FARAV, como eventualmente a Feira do Livro, passa por dimensioná-la, estruturá-la, conceder-lhe centralidade regional, quem sabe repensar a sua duração, e principalmente torná-la mais atractiva, promovendo, a par do artesanato, outros momentos e motivos de interesse para os aveirenses e para quem nos visita. Não me parece descabido que exista uma Feira do Artesanato, da Gastronomia e do Livro simultaneamente e no mesmo espaço físico. Ou ainda acrescentando o Festival de Folclore. O que Aveiro não pode continuar a ter é um conjunto enorme de pequenos eventos, com a sua importância, mas sem grande impacto, e, muitas vezes, repetitivos nos seus objectivos.

Continuarmos a ter eventos que vão perdendo dinâmica, impacto e importância, será transformá-los naquilo que cabe, legitimamente e por uma questão de cidadania, ao empenho e intervenção dos aveirenses no seu espaço e na sua cidade, que são eventos pontuais, com escala reduzida e centralizados na rua, no bairro, na freguesia. Com todo o valor e respeito.

No que toca à FARAV, à Feira do Livro (muito polarizada entre o Porto – que aliás nem se realizou este ano - e Lisboa, com uma falha enorme na zona centro), e a outros eventos, não os promovendo como referência regional é ir limitando a sua importância e condenando-os à extinção.

O que, obviamente, não é bom para Aveiro, para os aveirenses e, acima de tudo, para os artesãos e agentes culturais.

Que se faça uma boa reflexão… com a mão no barro.

publicado por mparaujo às 12:55

25
Ago 13

Publicado na edição de hoje, 25 de agosto, do Diário de Aveiro.

Cagaréus e Ceboleiros

Das duas, uma…

Na passada semana, neste mesmo espaço, em “Vida por Vida… levado à letra” foi referência o papel inexcedível e heroico com que os Bombeiros combatem esse flagelo do verão, os incêndios. Em alguns casos (mesmo que poucos, mas uma vida é sempre uma vida) sendo vítimas dessa abnegada dedicação e voluntarismo.

Não podia deixar de regressar à temática, mesmo correndo o risco de me repetir, por quatro razões. A primeira pela actualidade do tema face ao crescente número de incêndios e do volume de área ardida em Portugal (juntando a Ilha da Madeira). Segundo porque, infelizmente, volta a ser notícia o trágico falecimento de um bombeiro, neste caso de uma bombeira da corporação de Bombeiros de Alcabideche, que perdeu a vida em pleno combate a um incêndio na Serra do Caramulo e que feriu nove bombeiros da mesma corporação. Tal como o jornalista da SIC, Hernâni Carvalho referiu aquando do falecimento do Bombeiro da Covilhã, subscrevendo as suas palavras, nem na morte o país tem a devida e obrigatória consideração e o respeito pelos Bombeiros, pelo seu trabalho, pelo seu papel (heróico mas subestimado) na sociedade. Em milhares de horas de acção, após dias e dias de serviço à comunidade (seja a que nível for) há o registo de 41 bombeiros feridos e três que perderam a vida apenas pela dedicação aos outros. Estatisticamente, serão números reduzidos. Mas bastava um que fosse que Portugal teria, no mínimo, a obrigação de “chorar” e honrar os seus heróis. Em terceiro lugar, foi com alguma perplexidade que ouvi na Renascença as declarações do responsável da Associação de Bombeiros Profissionais que afirmou existir falhas de coordenação e estratégia no combate aos incêndios, de falta de formação e preparação dos Bombeiros e chefias (algo que o presidente da Liga dos Bombeiros, Jaime Soares, já tinha, há semanas, refutado, afirmando que os bombeiros portugueses são considerados dos melhores operacionais do mundo). Além disso, para alguém que aufere um vencimento pelo exercício de uma actividade profissional, contra o exercício da mesma acção por quem o faz de forma desinteressada e dedicada, a “lei do deixa arder”, não trocando a vida de um bombeiro por um “punhado” de eucaliptos ou de pinheiros do Estado ou de particulares, é uma expressão, mesmo estando em causa o valor da vida, que deveria ser mais cuidada e ponderada. Apesar de se saber da incúria e da irresponsabilidade do Estado e de muitos particulares no cuidado e preservação das matas, mas isso não justifica a posição assumida.

Por último, de novo o regresso a Aveiro. Depois das notícias que vieram a público sobre a situação de insustentabilidade que se vive nos Bombeiros Novos, surge a notícia do reforço do apoio da Câmara Municipal de Aveiro às duas corporações de bombeiros da cidade. Para além do reforço financeiro, há o registo do protocolo que volta a ceder aos Bombeiros Velhos o edifício que, durante 24 anos, serviu de sede à Junta de Freguesia da Glória e a cedência de um terreno, em Esgueira, para que os Bombeiros Novos edifiquem o seu novo quartel. Face à realidade, é evidente que uma notícia desta natureza deixa os bombeiros e os aveirenses satisfeitos. Não poderia ser de outra forma face a um apoio desta natureza e que ultrapassará os 1,5 milhões de euros. Mas, tal como já há tempos referi e sublinhei na última crónica “Cagaréus e Ceboleiros”, e fazendo eco de algumas vozes públicas, a verdade é que tal satisfação não trará, de todo, serenidade a muitos aveirenses.

Apesar da polémica e de algum desalento pela união das duas freguesias da cidade, a verdade é que Aveiro não tem dimensão populacional, estrutural e geográfica para precisar de duas freguesias. Tal como também referiu o Bispo Emérito de Aveiro, D. António Marcelino, a própria Igreja deveria repensar o seu mapa administrativo das paróquias e equacionar a fusão de algumas delas, nomeadamente as da cidade. A cidade não deve perder o sentido mais puro de “bairro”, enquanto identidade social e cultural (ou histórica) das suas gentes. Mas não pode permitir que esse bairrismo se projecte em divisões, em “costas voltadas”, em ciúmes socias ou culturais.

Hoje, a cidade de Aveiro, em particular, tem de reflectir sobre o redimensionamento de muitas das suas instituições em diversos sectores e áreas. É o caso das duas corporações de bombeiros. Uma eventual fusão daria aos bombeiros (e à segurança dos cidadãos aveirenses) uma melhor estrutura, solidez, dimensão, escala e melhor rentabilidade de recursos, melhorando com isso o excelente e dignificante serviço (a maioria das vezes impagável) que prestam aos cidadãos e à comunidade.

Questionar a actual existência de duas corporações de bombeiros não é desprestigiar todos os que directa ou indirectamente a elas estão ligados, nem renegar a história e o papel que foram tendo ao longo da sua existência. É antes de mais, valorizar a sua importância, dignificando o seu valor social e humanitário, promovendo a sua sustentabilidade e a continuidade do seu serviço público inquestionável.

O contrário, face às novas realidades sociais e económicas que vivemos (e que muito dificilmente verão “melhores dias”, num futuro próximo), poderá ditar constrangimentos futuros que colocarão em causa a sobrevivência, não apenas dos Bombeiros Novos, mas, eventualmente, das duas instituições ou até dos apoios que a autarquia aveirense deva, por obrigação social, dispensar.

Se a Câmara Municipal de Aveiro encontrou forma (e bem) de financiar as duas corporações em 1,5 milhões de euros, imagine-se o que seria esse valor ao serviço de apenas uma corporação de bombeiros e o impacto que esse investimento teria na sua estruturação, sustentabilidade e serviço a prestar.

Como aveirense “Cagaréu e Ceboleiro”.

publicado por mparaujo às 12:59

30
Mai 13

Arranca hoje, até ao próximo dia 10 de junho, a Feira do Livro e da Música 2013, em Aveiro. Uma organização da Câmara Municipal de Aveiro e da sua Biblioteca Municipal.

O evento tem lugar marcado no Rossio e este ano conta com a presença de 13 livreiros/distribuidores/editores, estando representadas mais de 200 editoras.

Durante os dias em que decorre a feira, será apresentado um conjunto de eventos como a literatura infantil, a hora do conto, sessões de autógrafos, poesia, teatro, música, ateliers e workshops diversos.

De destacar que já neste Sábado, no dia 1 de junho, assinala-se o Dia Mundial da Criança com a realização de várias atividades para as crianças, entre as 10.00 e as 18.30 horas.

O horário da Feira do Livro e da Música 2013 é o seguinte: de segunda a quinta-feira das 17.00 às 23.00 horas; às sextas-feiras das 17.00 às 24.00 horas; sábados das 10.00 às 24.00 horas; e aos domingos e feriados das 10.00 às 23.00 horas.

(o programa completo da Feira do Livro e da Música 2013)

publicado por mparaujo às 09:55

14
Mai 13

Publicado na edição de hoje, 14 de maio, do Diário de Aveiro.

Debaixo dos Arcos

Acção Social com Liberdade

A Câmara Municipal de Aveiro promoveu, entre os dias 9 e 11 de maio, as Jornadas de Acção Social: “Acção Social (r)Evolução Silenciosa”. O silêncio advém do trabalho diário, complexo, atento, mas pouco dado a mediatismos (a não ser pelas piores razões). Evolução porque a acção social tende a enveredar por processos inovadores para garantir a sua sustentabilidade e eficácia de actuação. Revolução porque, face à conjuntura e à realidade económica, os sinais de degradação social são, por demais, evidentes e carecem de novas estratégias e planos de prevenção e combate. E porque gratidão é algo nobre, a iniciativa deveria merecer o agradecimento da comunidade aveirense já que estas jornadas proporcionaram excepcionais momentos de reflexão, partilha, debate. Ao todo, nos três dias, estiveram nove temáticas em discussão: “Voluntariado e Cidadania”; “A Pobreza e a Exclusão Social”; “Imigração e Minorias Étnicas”; “A Sustentabilidade do Terceiro Sector”; “Intervenção Social Integrada - Repostas Sociais Emergentes”; “A promoção e a Protecção de Crianças e Jovens em Risco”; “Idosos e o Envelhecimento Activo”; e, finalmente, “Igualdade e Violência Doméstica”. Mais do que meras exposições teóricas ou técnicas, foram espaços de partilha de experiências, em alguns casos bem informais (como aconteceu no último painel com a deputada parlamentar do CDS, Teresa Anjinho). Pena que a comunidade aveirense (não técnica) não tivesse marcado presença, porque a responsabilidade deve e tem de ser partilhada por todos; não somos apenas agentes de direitos mas também de deveres, principalmente na relação com os outros. Não seria justo e correcto destacar qualquer dos temas ou oradores, até porque a escolha seria difícil, para além de totalmente subjectiva. No entanto, entendo ser relevante realçar um aspecto que marcou, a dado momento, as jornadas: a acção social tem um preço que é o da liberdade, precisamente numa altura em que recentemente (a oito de maio) foi publicada a Lei 30/2013 - lei de bases da economia social, e quando tem sido manifestamente ampliada a discussão sobre o futuro do “terceiro sector”. A lei estabelece as bases gerais do regime jurídico da economia social, bem como as medidas de incentivo à sua actividade (sector cooperativo e social - 3º sector); entendendo-se por economia local o conjunto das actividades económico-sociais, livremente levadas a cabo por entidades como cooperativas, misericórdias, associações, IPSS, entre outras. E as Jornadas não poderiam começar com mais frontalidade. A tónica colocada logo no arranque dos trabalhos foi a sustentabilidade da acção social, o seu papel maioritariamente existencialista (a caridade na sua vertente depreciativa), a sua falta de liberdade e de excessiva dependência de subsidiação do Estado. E esta dependência financeira em relação ao Estado limita as Instituições na sua acção, nas respostas sociais eficazes, porque as torna meras executantes das políticas e exigências do Estado. Como diz a tradição popular: “quem paga, manda”.

Num país onde o desemprego (contabilizado) atinge valores perto dos 18%; onde, face à realidade demográfica do envelhecimento social, se exigem esforços acrescidos aos mais velhos; onde 23% das crianças vivem abaixo do limiar da pobreza; onde a responsabilidade social do Estado é colocada em causa; sem liberdade (e, já agora, sem igualdade) não é possível uma resposta social eficaz. Questões como estratégia e planos consistentes com diagnósticos que traduzam a realidade (para não se construírem três creches numa zona onde só nascem seis crianças num ano); inovação e novos modelos de gestão social; maior competência; cultura de trabalho em rede; fontes alternativas de financiamento que permitam maior independência face ao Estado; são factores decisivos para o impulso do terceiro sector e para uma melhor resposta da acção social à sociedade. Não de forma existencialista, mas capaz de transformar a Acção Social numa vertente de solidariedade com responsabilidade económica (porque o trabalho social tem um preço)… uma economia capaz de integrar, de promover a igualdade e a coesão social.

 

Nota final para o excelente trabalho (mais um) da divisão de Acção Social (com o apoio da divisão de Museus e Património) da autarquia aveirense que, em conjunto com a sua rede social, a AveiroExpo e o Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro, proporcionaram, em vésperas do Dia da Cidade, um especial momento para se (re)pensar a acção social.

publicado por mparaujo às 07:27

07
Mai 13

Por proposta da Comissão Europeia, o ano de 2013 foi declarado o Ano Europeu do Cidadão.

O objectivo é claro: tornar os cidadãos mais formados, informado, activos e envolvidos nas comunidades e na sociedade.

Neste âmbito, a Câmara Municipal de Aveiro vai realizar já nos dias 9, 10 e 11 as Jornadas "Acção Social (r)Evolução Silenciosa".

As jornadas terão lugar no Parque de Feiras e Exposições de Aveiro e têm como objectivo reconhecer o trabalho desenvolvido pelas diversas organizações, pessoas, grupos ou instituições, que diariamente trabalham em prol do bem estar das comunidades nas mais variadas áreas de intervenção social, e proporcionar a partilha, reflexão e discussão sobre as questões inerentes à Acção Social.

Durante os três dias de duração da iniciativa estarão em debate temas como "Voluntariado e Cidadania", "Pobreza e Exclusão Social", "Imigração/Minorias étnicas", "Sustentabilidade do Terceiro Sector - Um desafio", "Intervenção Social Integrada: Respostas Sociais Emergentes", "A Promoção e a Protecção de Crianças e Jovens", "Idosos e Envelhecimento activo" ou "Igualdade - Violência doméstica".

(programa e ficha de inscrição)


publicado por mparaujo às 22:59

03
Out 12

Publicado na edição de hoje, 3 de outubro, do Diário de Aveiro.

Debaixo dos Arcos

E + I = Migração

A Câmara Municipal de Aveiro promoveu, no passado domingo, o Dia Municipal do Imigrante, pelo terceiro ano consecutivo, sublinhando um interessante trabalho que tem sido desenvolvido na área social (sempre complexa e problemática). A iniciativa surgiu em 2010 integrado no programa/projecto “Aveiro + Intercool II” coordenado pela Dra. Emília Carvalho (Centro Social Paroquial da Vera Cruz e Centro Local de Apoio à Integração de Imigrantes – CLAII, com o apoio da autarquia aveirense) e por vontade expressa de um conjunto de associações que se tornariam parceiras. Associações que, na última década, representam um considerável número de cidadãos que escolheram Portugal, e concretamente Aveiro, como segunda “terra” (comunidade de acolhimento), multiplicando culturas tão diversas como as de origem africanas (Angola – recentemente criada a Casa de Angola em Aveiro; Cabo Verde; Guiné-Bissau; São Tomé e Príncipe) ou as que correspondem a países do leste da europa (Rússia; Moldávia ou Ucrânia). Nesta diversidade e multiculturalidade, foram-se entreajudando, superando as óbvias dificuldades de integração (a língua, diferentes culturas, a gastronomia, modos de vida, conceitos, religiosidades, etc.), procurando uma integração plena na comunidade aveirense, sem deixar ou esquecer as suas origens. Aliás, numa perspectiva de integração que corresponda também à partilha cultural e vivencial. Se bem que, apesar de duas das características dos aveirenses ser a liberdade e a hospitalidade, acho que ainda há um caminho considerável a percorrer no que respeita à integração social plena dos imigrantes (e não apenas demagógica), com novos desafios que, garantidamente, se vão colocar nestes tempos de crise agravada que vivemos.

Desde o primeiro momento que “abraço”, de forma espontânea e voluntária, o convite que me é feito para apresentar este Dia Municipal do Imigrante (não sei ajudo mais do que atrapalho, mas pelo menos é com imenso prazer que o tenho feito nestas três edições) sempre muito bem preparado pela equipa da Divisão de Acção Social da Câmara Municipal de Aveiro, personalizado no indiscutível esforço e profissionalismo da Ana Paula Marques e da Sónia Aires, com a responsabilidade política da vereadora Teresa Christo.

Ao cruzar-me com os inúmeros imigrantes que participam, mais ou menos activamente nas actividades e na festa (porque essencialmente é de uma festa que se trata) vou-me apercebendo do que significa, verdadeiramente, deixar tudo para trás e seguir um sonho (muitas vezes próximo do pesadelo), uma esperança, uma nova vida.

E nesta perspectiva, sem querer menosprezar nenhuma das associações parceiras (Mon na Mon, Associação de Apoio ao Imigrante, Parceiros da Amizade, Associação de Estudantes Cabo Verdianos de Aveiro, Associação de Estudantes de S. Tomé e Príncipe, Casa de Angola de Aveiro, Centro Social Paroquial da Vera Cruz), houve duas associações presentes que me fizeram olhar, este ano, para este dia de outra forma. Foram elas a “Escola Profissional de Aveiro” (Centro de Informação Europe Direct) e a associação “Agor@ Aveiro” (não esqueço a Orbis, mas para mim o seu papel ultrapassa toda a fronteira da imigração pela sua relevância na acção social num sentido muito mais alargado). E fizeram-me olhar para esta terceira edição do Dia Municipal do Imigrante precisamente pelo outro “lado da moeda”.

Ao olhar para a realidade de integração comunitária dos imigrantes ali presentes, só me veio ao consciente o espírito emigratório que sempre caracterizou os portugueses, desde longos anos.

O papel formativo (e informativo) do centro “Europe Direct” facilitando o acesso e o conhecimento da realidade da União Europeia e criando/promovendo uma cultura de cidadania europeia, e as acções desenvolvidas pelo “Agor@ Aveiro”, igualmente estruturadas na cidadania activa, numa perspectiva de inclusão comunitária (social e cultural) e de abordagem de realidades intergeracionais, dando a conhecer realidades socio-culturais de vários países (Holanda, Hungria, Croácia, Itália, Sérvia, Turquia, Timor, Polónia, Estónia, Finlândia, entre outros) para além do suporte às actividades TEDx, fizeram-me pensar nos desafios que os portugueses enfrentaram ao “passar fronteiras”, nomeadamente, na década de 60 e 70 (à semelhança do imigrantes que escolheram Aveiro para relançar projectos de vida) e à quantidade de jovens que, face à realidade laboral e económica que vivemos (infelizmente motivados pelos próprios governantes que preferem um país envelhecido a gerar oportunidades) procuram noutras paragens, noutras realidades sociais, noutras culturas, uma integração e oportunidades que, aqui, lhes são negadas.

Segundo dados da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, em 2011, mais de 100 mil portugueses deixaram o país rumo a novas paragens. Obviamente, já não são os mesmos emigrantes de mala e cartão, de passar a fronteira a pé e clandestinamente. Hoje viajam de avião, com portáteis e ipads na bagagem porque já não se escrevem cartas em “sobrescritos” selados. Mas as dificuldades de integração social e cultural estão na mesma presente, mesmo que com outras facetas.

E tal como “cá” (imigração), espera-se que “lá” (emigrantes) haja quem tenha capacidade para acolher e quem tenha coragem para permitir que seja acolhido.

publicado por mparaujo às 06:44

17
Ago 12

Se muitos estariam à espera que Aveiro vivesse um Verão descansado ou, pelo menos, temporariamente alheado da realidade podem repensar o sentimento porque a cidade e o concelho vivem um verdadeiro verão "fogoso".

Depois de uma histórica maratona parlamentar local (dez reuniões, o máximo possivel, na sessão ordinária de abril da Assembleia Municipal e que durou desde abril até à útlima semana de julho - com a sessão de junho pelo meio) onde foram discutidos, nada mais nada menos que 12 regulamentos municipais, mais o relatório de gestão e contas de 2011, entre outros.

E depois desta maratona e agitação política seria de esperar que Aveiro serenasse. Puro engano.

Com a "polémica" taxa turística ("Aveiro/Taxa turística: AIDA solidária com hoteleiros" - "Aveiro: AHP quer travar nos tribunais taxa turística")  anunciada para 16, posteriormente adiada para o dia 23 de agosto, ("Aveiro: Câmara cobra nova taxa turística a partir de dia 16")  para permitir alguma adaptação dos vários sectores e operadores, eis que a autarquia aveirense anuncia a suspensão da aplicação da taxa e a constituição de uma comissão interdisciplinar para aprofundar a aplicabilidade prática da medida: "Aveiro: Câmara adia a aplicação da taxa turística". A posição resulta de uma reunião com um grupo de operadores hoteleiros apesar de na segunda-feira passada, 13 de agosto, a comissão política concelhia do PSD e a liderança da sua bancada municipal ter, em conferência de imprensa, defendido a aplicação da taxa turísitica ("PSD reafirma concordância com taxa turística").

Por outro lado, a mobilidade é agora também o tema explosivo deste verão aveirense.

A autarquia decidiu, por política própria e/ou imposição legislativa face aos compromissos que o governo tem com o memorando de entendimento para o sector da administração local, cumprir o que sempre foi uma medida anunciada no seu programa eleitoral: terminar com as empresas municipais, nomeadamente a EMA (empresa que gere o Estádio Municipal de Aveiro), a TEMA (empresa que gere o Teatro Aveirense) e agora a MoveAveiro - empresa municipal de mobilidade, responsável pelo sevriço público de transportes rodoviários, fluviais, estacionamento onoroso e as BUGA: "Confirmada a intenção de concessionar algumas carreiras da MoveAveiro" - "Aveiro: Lanchas e ferry também passam para privados" - "Élio Maia assume extinção da Move Aveiro e promete bilhetes mais baratos" - "Maioria faz passar cedência de linhas da MoveAveiro e concurso para transportes fluviais" - "Não faz sentido pagar autocarros, quando há quem faça de graça" - "Abdicar de linhas em favor da Transdev tem 'irregularidades', PS" - "PS contra a concessão de linhas da MoveAveiro. Admitem apresentar uma acção judicial".

publicado por mparaujo às 20:33

25
Mar 12
Na próxima quinta-feira, dia 29 de março, entre as 15.30 e as 17.30 terá lugar o projecto “Conversa Aberta: Conflito Cultural. Diálogo Global”.

Esta iniciativa da Câmara Municipal de Aveiro, da Escola Profissional de Aveiro e do Centro Social e Paroquial da Vera Cruz tem como objectivo abordar os desafios existentes nos múltiplos estereótipos culturais, através de momentos de debate e reflexão conjunta sobre a diversidade cultural existente na nossa sociedade e da sua valorização no contexto da intervenção ao nível da comunidade internacional.

O projecto “Conversa Aberta: Conflito Cultural. Diálogo Global”, integra 3 eventos, sendo que o 1º “Culturas de Resistência”, terá lugar no dia 29 de Março, das 15.30 às 17.30 Horas na Sala de Plenário do Edifício Sede da Assembleia Municipal de Aveiro.

publicado por mparaujo às 22:38

18
Mar 12
Aveiro aparece nos canais televisivos, na informação, pelas piores razões.
De regresso ao mapa da divida autárquica.
Segundo as previsões... só em 2020 se estabilizarão as contas/finanças do município. Mais oito anos...

Só não faz qualquer sentido a comparação na reportagem com a Mealhada... realidades distintas, geografias territoriais diversas e população bem diferenciada!

(vídeo e reportagem RTP)
publicado por mparaujo às 00:15

11
Mar 12

Entrevista do presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Élio Maia, ao Diário de Aveiro emitida pela webrádio municipal "Rádio Às" - Programa "A uma só voz".

Uma entrevista conduzida pela Maria José Santana e pelo Rui Cunha.

publicado por mparaujo às 22:19

29
Nov 11
O Teatro Aveirense divulgou hoje a sua programação para o final deste ano de 2011, com excelentes novidades.
Três destaques, meramente por razões e opções pessoais: 

4 de Dezembro (domingo) - 11.00 horas


No primeiro domingo de cada mês, o Conservatório de Música de Aveiro de Calouste Gulbenkian associa-se ao Teatro Aveirense para a criação de concertos promenade. Uma oportunidade de ouro para quem procura uma introdução à música erudita ou apenas momentos musicais de uma qualidade incontestável.
1.ª Parte Pequena Orquestra de Cordas (20 elementos)
Programa: Choral, R. Schumman; Air (3ª suite), J. Bach; Abertura II Acto Flauta Mágica, W.A. Mozart; Pastoral Concerto Grosso nº8 op. 6, A. Corelli
2.ª Parte Coro(s)
Programa:
- Coro da Iniciação (116 alunos): Natal do Menino, Sérgio Azevedo;
- Coro do Articulado (138 alunos): Cantata de Natal, Sérgio Azevedo.

7 de Dezembro (quarta-feira) - 21.30 horas

Melo/Santos 4tet ft Omer Avital (Jazz)

O pianista Filipe Melo e o guitarrista Bruno Santos co-lideram este grupo que foi criado com o intuito de acompanhar lendas do jazz internacional que se deslocam ao nosso país. Nos últimos anos, este grupo acompanhou nomes como Peter Bernstein, Donald Harrison, Jesse Davis, Paulinho Braga, Sheila Jordan, Herb Geller e Martin Taylor.
As colaborações frequentes deste grupo com artistas estrangeiros resulta este ano num concerto com o brilhante contrabaixista israelita OMER AVITAL - um dos mais influentes baixistas da última década.
O contrabaixista Omer Avital é, hoje em dia, um sinónimo de inovação e virtuosismo do Jazz em Nova Iorque. Nascido na pequena cidade israelita de Givataim, começou os seus estudos musicais no conservatório local, na guitarra. Cresceu em Tel-Aviv, numa família marroquina-iemenita, onde a sua influência do Médio Oriente se mistura com o Jazz e com os blues.
Depois, é aceite na Talma Yalin, a escola de artes mais importante de Israel, onde era o líder do ensemble de jazz, sendo responsável por todos os arranjos. No seu último ano escolar, quando tinha apenas 17 anos, já tocava profissionalmente, tendo-se mudado para Nova Iorque pouco mais tarde. Nesta cidade, partilha o palco com gigantes como Roy Haynes, Jimmy Cobb, Nat Adderley, Walter Bishop, Jr., Al Foster, Kenny Garrett, Steve Grossman, Jimmy Lovelace, e Rashied Ali. Apesar de tocar com os maiores nomes do jazz, a melhor oportunidade surge quando se torna responsável pelo grupo de abertura da jam session do famoso clube Smalls, no Greenwich Village. Desde então, tocou com músicos como Joshua Redman, Brad Mehldau, Aaron Goldberg, Avishai Cohen, Anat Cohen, Marc Miralta, Yuval Cohen, Emilio Solá y La Orquestable, Antonio Hart, Bill Saxton, Jeff Ballard, Antonio Hart, Claudia Acuña, Kurt Rosenwinkel, Peter Bernstein e Larry Goldings.

10 de Dezembro (sábado) - 21.30 horas

É como diz o Outro
Com Bruno Nogueira e Miguel Guilherme

“É como diz o outro” é uma comédia que relata o dia a dia de dois amigos que trabalham juntos, frente a frente. Entre o trabalho, conversam sobre as suas vidas, aspirações, dúvidas, trocam confidências e discutem sobre temas tão complexos como uma receita de arroz de rodovalho ou a escassez da pedra mármore. 
Interpretada por Bruno Nogueira e Miguel Guilherme e encenada por Tiago Guedes, esta comédia é baseada nos textos escritos e interpretados por Henrique Dias e Frederico Pombares na rubrica com o mesmo nome, emitida no programa “Cinco para a Meia-Noite”, da RTP 2.
publicado por mparaujo às 23:27

27
Nov 11
É certo que os tempos que correm não são animadores... de todo e antes pelo contrário.
As medidas de austeridade, a crise financeira (e a de valores), o desemprego, as finanças familiares, os cortes nos subsídios e apoios sociais, vão trazer um Natal, um final de 2011 e um início de 2012 muito críticos para a maioria dos portugueses.
Mas também é sabido (como aqui referi) que é nas situações de maior crise e de mais dificuldades que os portugueses costumam mostrarem-se mais solidários, mais próximos do "vizinho", menos isolados e "egoístas".
Até ao dia 9 de Dezembro, a Câmara Municipal de Aveiro, através da sua Divisão de Acção Social, promove a campanha “Aveiro Solidário - Natal 2011".
Esta campanha promove, junto da comunidade aveirense, a recolha de roupa, brinquedos e material escolar, que serão depois distribuídos pelas várias Instituições do Concelho de Aveiro, para serem entregues a famílias carenciadas.

A entrega dos referidos artigos deverá ser feita de segunda a sexta-feira, das 8.00 às 20.00 horas, na Galeria Municipal Paços do Concelho – Praça da República.
publicado por mparaujo às 22:47

24
Nov 11
Sábado, dia 26 de Novembro, pelas 16.00 horas, é inaugurada a exposição “Presépios Tradicionais Portugueses” na Galeria do Edifício Sede da Assembleia Municipal de Aveiro.

“Presépios Tradicionais Portugueses” é uma iniciativa promovida pela Associação de Artesãos da Região de Aveiro “A Barrica” (com o apoio da autarquia aveirenses) e contará, neste segundo ano de edição, com peças de 23 artesãos que desenvolvem o seu trabalho com o objectivo de fazer perdurar as tradições e costumes da quadra natalícia.

A exposição está patente ao público, com entrada livre, até ao dia 8 de Janeiro de 2012, de terça a sexta-feira, entre as 14.00 às 18.00 Hm, e aos sábados, domingos e feriados, entre as 15.00 às 19.00 Hm, na Galeria do Edifício Sede da Assembleia Municipal de Aveiro.



Mensagem do presidente d' "A Barrica", Evaristo Silva
"A segunda edição da exposição 'Presépios Tradicionais Portugueses' (a primeira ocorreu no Natal de 2010) é promovida pela Associação de Artesãos da Região de Aveiro “A Barrica” e apresenta peças de 23 artesãos com o objectivo de fazer perdurar as tradições e costumes da quadra natalícia". (fonte: Câmara Municipal de Aveiro)


 

Mensagem da Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Aveiro, Maria da Luz Nolasco
"São assim os artesãos de hoje tal qual os de ontem e de amanhã. Do barro sai a forma mágica que inunda o nosso quotidiano de figuras com sentido e com uma sedução única porque são belas e grandiosas na sua expressão. Viva a arte e os seus criadores.
Obrigada Artesãos de Aveiro e de todo o Portugal representados nesta exposição através dos seus presépios, na Galeria da antiga Capitania e hoje hemiciclo da Assembleia Municipal; exposição onde se reconhece a força da vossa inspiração. Bom Natal e próspero ano de 2012..."
(fonte: Câmara Municipal de Aveiro)

publicado por mparaujo às 23:11

20
Nov 11

A Associação "Movimento Vidas e Destinos", em parceria com a Divisão da Juventude da Câmara Municipal de Aveiro, vai promover na Casa Municipal da Juventude, hoje (22.11.2011), pelas 19.00 horas, uma palestra dedicada à temática do Bullying.

Esta iniciativa tem como objectivo, através da promoção de uma cidadania responsável, a sensibilização, a responsabilização e a prevenção para a problemática do Bullying, através da reflexão e partilha de experiências vivenciais.

Esta palestra é aberta à comunidade: adultos, jovens, educadores e professores, e tem como responsáveis Idalinda Costa (psicóloga clínica) e Marina Silva (educadora social).
publicado por mparaujo às 18:21

13
Nov 11
No âmbito de processos de investigação e na promoção do conhecimento histórico, cultural e social do passado aveirense, o Museu da Cidade (núcleo museológico da Câmara Municipal de Aveiro) disponibiliza, a investigadores, estudantes e do cidadãos em geral, o Centro de Documentação Digital. Este núcleo de pesquisa poderá ser acedido através de um ponto informático que se encontra disponível para consulta naquele espaço autárquico.

Este centro de documentação permite a pesquisa de cartografia antiga (desde a época da muralha ao ano de 1931) e de vários ante-planos e planos de ordenamento do território do concelho de Aveiro (ante-plano de urbanização de 1948 e de 1960 ambos da autoria da Arqª Maria José Marques da Silva Martins e de Arqº David Moreira da Silva; Plano Director Municipal – PDM - de Aveiro de 1964 da autoria do Arq Robert Auzelle e actual PDM publicado em 1995).
Integrado no inventário da Carta do Património Cultural, que se encontra ainda em desenvolvimento, poderá ser feita consulta a cartografia referente a algumas freguesias do concelho de Aveiro que se encontram inventariadas.

No intuito de dar continuidade ao espólio fotográfico da imagoteca, poderá ainda serem consultadas fotografias de actividades e acontecimentos desenvolvidos pelo Museu da Cidade.

Horário de serviço: segunda a sexta-feira, das 10.00 às 12.30 horas e das 14.00 às 17.30 horas.
publicado por mparaujo às 14:30

09
Nov 11
 “SAL TRADICIONAL ROTA DO ATLÂNTICO”
Ecoturismo nas salinas do Atlântico: uma estratégia de desenvolvimento integral e sustentável.
Câmara Municipal de Aveiro recebe a Assembleia Geral do projecto Ecosal Atlantis
Assembleia Municipal de Aveiro e Museu da Cidade
15 e 17 de Novembro 2011

Aveiro recebe, nos dias 15 e 17 de Novembro, a Assembleia Geral do projecto Ecosal Atlantis.
O projecto transnacional, insere-se no programa Interreg espaço Atlântico e inclui os parceiros como Portugal, Espanha, França e Inglaterra e é vocacionado para a valorização e promoção cultural e ambiental dos sítios salineiros da Europa atlântica, com intuitos turísticos e de desenvolvimento local, congregados numa rota cultural.

A par das reuniões internas para análise dos progressos do projecto e em conjunto com o seu Coordenador Nacional, os parceiros portugueses (Município de Aveiro, Universidade de Aveiro, Município da Figueira da Foz e Município de Rio Maior), programaram uma apresentação pública da Rota Sal Tradicional: Rota do Atlântico, com o objectivo de promover uma discussão em torno da criação de uma rota turística pelas salinas tradicionais do arco atlântico. Nesse sentido, as intervenções programadas procuram dar a conhecer as realidades dos vários países, no que concerne às actividades orientadas para os diferentes públicos.
A sessão pública terá lugar na Sede da Assembleia Municipal de Aveiro, no dia 15 de Novembro, pelas 15.00 horas.

No dia 16, as sessões terão lugar no Núcleo Museológico do Sal da Figueira da Foz e em Rio Maior, sob organização dos respectivos municípios, de modo a permitir aos parceiros estrangeiros conhecer a diversidade dos sítios salineiros nacionais e experienciar o espírito e a essência da rota.

O Município de Aveiro detém um papel bastante activo no projecto, uma vez que é coordenador de várias das acções programadas. No âmbito das questões do património cultural [Actividade 4], a Câmara Municipal de Aveiro é co-coordenadora do Inventário Patrimonial Cultural (em conjunto com o Ecomusée Le Daviaud) e coordenadora da acção Gestão Museológica e Patrimonial de Espaços Salineiros.
No que concerne às acções com um cariz promotor de desenvolvimento local, a autarquia aveirense coordena a acção Boas Práticas de Produção Orientadas ao Turismo.
(fonte: CMA/Museu da Cidade)
publicado por mparaujo às 23:26

O Movimento "Pedal Aveiro" é um conceito e projecto de mobilidade ciclável da responsabilidade da Câmara Municipal de Aveiro, em conjunto com outros parceiros sociais da comunidade aveirense, por exemplo a Universidade de Aveiro ou o Hospital Distrital Infante D. Pedro.

Em actividade desde Junho deste ano, realizou em Setembro uma iniciativa de lançamento do projecto denominada "Rota dos Mercados".

Desta vez, o Movimento "Pedal Aveiro" associa-se ao Hospital de Aveiro e à Universidade de Aveiro para, juntos, promoverem um ciclotour urbano para alertar a comunidade aveirense para uma das doenças mais marcantes deste século: A Diabetes. 

Pedalar "Contra a Diabetes" é a iniciativa que terá lugar no próximo dia 13 de Novembro, com partida marcada às 10.30 em frente ao Hospital Infante D. Pedro.


inscrição (gratuita) através do email movimentopedalaveiro@gmail.com.
publicado por mparaujo às 22:31

06
Nov 11
Em Aveiro, Câmara Municipal e Oposição trocam argumentos em relação ao contrato que o município celebrou com a empresa CanalVisão (que tutela a web tv Localvisão).
Colocando de parte as questões político-partidárias que não me movem, ao caso, importa analisar o caso do ponto de vista comunicacional.
Se atendermos aos objectivos e missão do projecto Localvisão extraímos a seguinte informação:
"LOCALVISÃO TV é um projecto de televisão local com uma dimensão nacional. Apostando numa programação que chega a todos os concelhos do país.
É um projecto sem paralelo, assente numa óptica operacional mista de TV Online e Web TV. É um modelo de comunicação audiovisual de proximidade.
É um projecto de envolvimento da Sociedade Civil, que procura identificar os cidadãos, obtendo uma maior participação e interactividade com a televisão local.
É uma televisão de proximidade, que trata individualmente cada região, numa lógica de abordagem diferenciada, tendo em conta as diversidades de cada uma, que os meios de comunicação nacional habitualmente não reconhecem.
Disponível gratuitamente - através da Internet - a LOCALVISÃO TV apresenta-se num formato tradicional de televisão, com uma grelha horária de programas previamente definida, diferindo no modo de difusão de sinal que, neste caso, é utilizada essa grandiosa auto-estrada de informação que liga computadores no mundo inteiro: a Internet."
Daqui podemos concluir que a Localvisão é uma entidade que, por natura própria, tal como um orgão de comunicação social tradicional, desenvolve a sua actividade independentemente de contratos ou protocolos.
Até porque a Localvisão por inúmeras vezes efectuou reportagens em Aveiro, mesmo sem qualquer contrapartida. Sem esse trabalho não faria qualquer sentido a sua existência, conforme os objectivos e a missão definidos pela empresa.
Por outro lado, a argumentação por parte da autarquia deixa algumas reservas.
Os vídeos produzidos, as peças de reportagem, não são exclusivas da autarquia. estão disponíveis na internet, quer no site da Localvisão, quer no site do Sapo, sem qualquer restrição de direitos autoriais, a não ser os que decorrem exclusivamente do trabalho "jornalísitico" ou informativo. Aliás, como o Presidente da Câmara Municipal de Aveiro refere a autarquia está em fase de reestruturação da sua imagem comunicacional na internet. Primeiro, é pena que seja restritiva (não promovendo a diversidade do universo municipal). Segundo, se é expectável a inclusão de vídeos no futuro site, é bem verdade que eles estarão disponíveis por muitas áreas da rede internet, sem qualquer exclusividade.
Para além disso, parece ser perfeitamente questionável que se invista num contrato que proporcione a promoção da autarquia em trabalhos isolados de três a quatro minutos de duração, na maioria dos casos sem qualquer acompanhamento do município na edição e no resultado final.
A oposição pode questionar o valor e a prioridade de investimento.
A mim colocam-se dúvidas quanto aos resultados práticos e aos benefícios do contrato.
publicado por mparaujo às 17:56

23
Out 11
Está a terminar o prazo para as inscrições para o Concurso “Aveiro Jovem Criador 2011”. As áreas a concurso são a pintura, escultura, escrita, fotografia e arte digital.

O limite para a recepção das inscrições é até ao próximo dia 28 de Outubro de 2011.

O concurso “Aveiro Jovem Criador”, instituído pela Câmara Municipal de Aveiro e da responsabilidade da Divisão da Juventude da autarquia aveirense, vai já para a sua 12ª edição e tem como objectivo promover a participação de jovens artistas nas áreas da pintura, escultura, escrita, fotografia e arte digital, e o reconhecimento de novos talentos que se destaquem pela apresentação de trabalhos originais e inéditos.
Será atribuído, em cada área, o prémio no valor de mil euros, podendo ser concedidas menções honrosas.
O “Aveiro Jovem Criador” destina-se a jovens com o gosto pelas artes e com idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos.



Mais informações na Casa Municipal da Juventude de Aveiro, de segunda a sexta-feira, das 9.30 às 12.30 horas e das 10.30 às 18.00 horas.
publicado por mparaujo às 23:36

16
Out 11
O projecto tem a sua origem no primeiro trimestre de 2010 e desencadeou uma polémica com os moradores e simpatizantes do Bairro do Alboi, sensivelmente desde Maio do ano passado.
Entre reuniões públicas, contestação popular, artigos de opinião, vídeos e críticas nas Redes Sociais, a Autarquia, mesmo que a determinada altura com oposição dos vereadores do CDS.PP (à data, Miguel Fernandes e Maria da Luz Nolasco), foi mantendo o projecto e a sua concepção/visão sobre a reabilitação de um dos espaços mais típicos. E fê-lo assumidamente... até à semana passada.
Por algumas vezes referi que em nada me repugnava qualquer solução para o Bairro, desde que fosse efectuada uma reabilitação urbana eficaz e coerente, algo que o bairro necessita urgentemente. E sempre afirmei que não há uma única verdade, nem um único conceito válido em termos de arquitectura e planeamento do espaço público urbano. Ou seja, fossem os moradores do Alboi, movimentos cívicos ou a autarquia a apresentar propostas, qualquer uma seria válida, desde que responsável. O mesmo poderá ser questionável para a ponte pedonal do Canal Central ou a que ligará os dois espaços verdes: Parque Infante D. Pedro e Baixa de Sto. António (até porque intervenções distintas).
Deste modo, após mais de ano e meio a defender um projecto, diga-se com "unhas e dentes", o Executivo abandona a sua ideia original para aprovar, apenas com uma abstenção, alternativa ao atravessamento do bairro.
O que terá mudado?! desconheço e, sinceramente, não me suscita muita curiosidade... até porque, após o desfecho, a minha inquietação é outra. E essa, sim. Preocupa-me deveras...
Boa sorte para o Alboi.
publicado por mparaujo às 17:21

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