Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

21
Dez 17

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É cíclica a controvérsia que a aprovação anual dos pacotes fiscais municipais gere, normalmente, fruto da dialéctica política democrática, associada a uma não menor demagogia e retórica discursiva.

Por norma, obviamente que variando em função das realidades municipais específicas e particulares, há duas vertentes que sobressaem na discussão: os valores da Derrama e do IMI.

No caso da Derrama (imposto que incide sobre o lucro tributável das pessoas colectivas) o valor que foi aprovado para o ano de 2018 (igual a 2017) é, no Município de Ílhavo, de 1,5% sobre valores iguais ou superiores a 150 mil euros de lucro tributável, sendo que, abaixo desse valor, as empresas ficam isentas do seu pagamento.
Aquando da sua aprovação, por maioria (com a abstenção do PS e oposição do BE), foi questionado se a aplicação do referido valor tributável (1,5%) não seria factor condicionante para o desenvolvimento económico do Município e para eventual afastamento da fixação do tecido empresarial em Ílhavo.
O Diário de Notícias de hoje dá a resposta... aliás, o tecido empresarial de excelência fixado em Ílhavo dá a resposta cabal contribuindo para que o distrito de Aveiro seja um dos dois distritos (juntamente com o de Viana do Castelo) com maior peso nas exportações (51% do volume de negócios gerado pelas empresas do sector exportador) - dados do relatório anual do Banco de Portugal "Análise das empresas do setor exportador em Portugal 2007-2016" (de 20/12/2017).

Já no caso do IMI a realidade é mais polémica e crítica, embora, por força do confronto político-partidário, raramente quem se opõe consegue abstrair-se da demagogia.
Há vários aspectos que importa focar e analisar.
Primeira nota para o facto da Autarquia de Ílhavo ter aderido ao chamado IMI Familiar (com deduções fixas que variam até aos 70 euros); ter concedido isenção parcial (20% e 10% o valor do IMI) para edifícios que apresentem Certificação Energética com classe A+ ou A; e ainda isenção total do IMI, por dois anos, para prédios objecto de recuperação destinada a arrendamento (rendas fixadas entre os 225 e os 325 euros). É, por isso, inquestionável a preocupação social, ambiental e urbanística presente na tributação municipal do IMI.
A segunda nota foca-se na tentativa demagógica de isentar responsabilidades governativas e fazer recair sobre as autarquias o ónus da questão. Mas o facto é que o Imposto (que é) Municipal sobre Imóveis é fixado pelo Governo, em sede de Lei de Orçamento do Estado e legislação específica, e sobre ele ainda incidem outros factores determinantes para o valor a pagar pelos cidadãos proprietários: o valor patrimonial, onde se incluem sobretaxas (lembremo-nos do polémico "imposto Mortágua"); o coeficiente de localização; e factores como a "polémica" exposição solar ou proximidade com cemitérios, frentes ribeirinhas e costeiras; entre outros. Factores que são da responsabilidade do Governo e da governação da nação.
Além disso, o intervalo que permite às autarquias fixarem os valores a cobrar é, também ele, determinado pelo Governo e, nalguns casos, por força de programas de ajustamento financeiro, a fixação da taxa é imposta por regulamentação própria (veja-se o caso do FAM e do PAM).
A terceira nota é a facilidade com que se tenta imputar alguma iliteracia fiscal aos cidadãos com o discurso de que a maioria nem sabe que o IMI é um imposto tributado em benefício exclusivo das autarquias. Mesmo os "menos jovens" (ou os cidadãos "mais vividos") ainda se recordam bem da contribuição predial. Por outro lado, é injusto e ofensivo para os cidadãos contribuintes a firmação de que os mesmo nem sabem o que é que pagam. É certo que os portugueses, ao longo de tantas décadas, têm uma dificuldade acrescida de percepção do destino final das suas contribuições fiscais face ao que tem sido a responsabilidade social do Estado, nomeadamente na Saúde, na Educação, na Cultura, no Ambiente e na protecção social (reforma e emprego). É bem verdade. Mas se há, em toda esta realidade, uma noção clara do impacto ou do uso devido de um imposto é, precisamente, o IMI porque às autarquias, pela proximidade democrática, é permanentemente exigida a prestação de "contas públicas". E os ilhavenses não o esquecem. Por isso, ao contrário do que é tentado fazer crer, o resultado eleitoral de outubro passado espelha precisamente essa realidade: os eleitores confiaram no rigor, na transparência da gestão autárquica, no uso inquestionável e eficiente dos recursos financeiros em áreas da responsabilidade municipal como a rede de águas e saneamento; a acção social; o associativismo; a cultura, o saber e a formação; o ambiente e qualidade de vida; o ordenamento, o planeamento e coesão territorial; a educação (com o exemplo da reabilitação do parque escolar); a juventude; ... . E sabem-no e expressaram-no em plenitude. Sabem, como souberam nos anos anteriores, a importância do rigor e do equilíbrio financeiro numa autarquia, assim como sabem que o que exigem num orçamento que responda às suas necessidades, num orçamento que tem uma dotação de investimento (face às GOPs) na ordem dos 14,6 milhões de euros, tem que ter a corresponsabilidade da contribuição de todos (em função das suas capacidades contributivas e financeiras, obviamente).
Daí que nem sempre (ou quase nunca) a equidade da contribuição fiscal indirecta (a tal "austeridade à esquerda") é justa... antes pelo contrário. É muito mais justa a contribuição progressiva, por mais pequena que ela seja.

Por último, o recurso discursivo ao esforço que é exigido aos portugueses não colhe para o debate municipal. E não colhe porque se é verdade que os dados apontam para um aumento da receita do IMI para as autarquias, em 2017, na ordem dos 4,2% (face a 2016) - cerca de 1,54 mil milhões de euros - e os mesmos dados apontam para uma evolução, em 2018, para 5% (face a 2017, na ordem dos 1,61 mil milhões de euros) a verdade é que ao Estado cabe a responsabilidade de tal realidade. Primeiro na fixação dos factores tributáveis, segundo (ao contrário do que tinha proposto o Partido Comunista Português no OE2017) porque há uma resistência governativa em encolher o valor máximo do imposto (0,45 para 0,4), mas, principalmente, porque o Estado/Governo não tem a capacidade política e técnica para encontrar, em sede de Orçamento do Estado, uma forma alternativa de financiar as autarquias, como é sua responsabilidade governativa.

publicado por mparaujo às 14:29

14
Dez 17

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Portugal viveu períodos de despesismo e de descontrolo das contas públicas que deram origem a três resgates externos ao país (1977, 1983 e 2011).
Portugal vive hoje, depois de quatro anos de significativos sacrifícios para os cidadãos, famílias e empresas e após a "saída limpa" do resgate externo, um período de controlo efectivo do défice (embora sem o mesmo efeito na dívida pública) com recurso a cativações orçamentais que retiram capacidade de resposta do Estado Social (educação, saúde, justiça, segurança social). O controle da despesa é feito não à custa da sua redução mas sim à falta de investimento e de pagamento.
Durante quatro anos, face às circunstâncias impostas e às exigências da recuperação financeira do país, os portugueses sentiram bem os sacrifícios que lhes foram exigidos com a austeridade.
Hoje, com a devolução gradual desse esforço aos portugueses e às famílias (deixando de fora, perigosamente, o tecido empresarial por razões ideológicas resultantes da pressão do acordo firmado entre o PS e os partidos "mais à esquerda") a retórica política do fim da austeridade é falsa. A opção governativa do recurso aos impostos indirectos anula o efeito de recuperação salarial, torna a tributação fiscal mais injusta e menos progressiva, criando dificuldades de liquidez a quem tem menos recursos (ao contrário do que é apregoado). Mais ainda, o excesso de isenções contributivas requer, por parte do orçamento, um esforço acrescido para o cumprimento das responsabilidades do Estado.

E está aqui a diferença substancial para a realidade do Município de Ílhavo.

Está agendada para hoje, na Assembleia Municipal de Ílhavo, a discussão do Orçamento e das Grandes Opções do Plano para 2018 da Autarquia, após a sua aprovação (por maioria) em reunião de Câmara.
E não restam dúvidas...
Este é um Plano e Orçamento que espelha e, acima de tudo, respeita o que foi a clara e manifesta intenção dos eleitores ilhavenses e gafanhenses nas eleições autárquicas do passado dia 1 de outubro: a confirmação do trabalho e das políticas desenvolvidas no mandato anterior; o crédito nas propostas e nos projectos apresentados e a confiança inequívoca num futuro com mais certeza de sucesso e bem estar. É um Plano e Orçamento que assenta no realismo e na verdade, validando uma clara e inquestionável proximidade entre o Executivo e a governação autárquica e os desejos, necessidades e preocupações dos munícipes de Ílhavo. Sem esquecer, seja por delegação de competências, seja por exercício directo ou por transferência de responsabilidades, TODAS, todas as quatro Juntas de Freguesia.

O Executivo da Câmara de Ílhavo requer aos seus munícipes e às suas empresas a participação contributiva para a sustentabilidade e desenvolvimento colectivos, num esforço coerente, equilibrado e justo.
Aos Munícipes e ao tecido empresarial e económico do município é concedido, por natura, o direito de exigirem à Câmara Municipal um plano de políticas e medidas de governação autárquica que espelhe o esforço colectivo despendido e que traduza, na prática, desenvolvimento económico, qualidade de vida, bem estar social, rigor e transparência, e urbanidade.

E isto é claro na proposta que a Câmara Municipal de Ílhavo tem para aprovar, em Assembleia Municipal, e para apresentar aos seus cidadãos, enquadrado no que foi a proposta de governação colocada a sufrágio em 2013 e em 2017:
- rigor, transparência, gestão cuidado, aplicação consistente dos dinheiros públicos, resultem eles da contribuição individual, das transferências do Estado ou dos Fundos Comunitários;
- uma preocupação com a justiça fiscal, nomeadamente não aumentando o esforço contributivo dos cidadãos, aplicando um conjunto de deduções e isenções que o universo legislativo em vigor permite (IMI familiar, certificação energética e reabilitação urbana);
- a permanente procura de soluções financeiras previstas no Quadro dos Fundos Comunitários que permitam o exercício de  de desenvolvimento e regeneração urbanos (por exemplo, PEDUestratégias e PARU) e ambiental e territorial (por exemplo, na defesa da orla costeira);
- a aplicação de projectos e medidas que contribuam para a melhoria da qualidade de vida dos munícipes, como é o caso das infra-estruturas de rede de águas pluviais e saneamento na Gafanha de Aquém e da Encarnação, num obra conjunta com a AdRA;
- um exercício pautado pela proximidade e pela preocupação com os munícipes, enquadrada nas suas necessidades sociais; na promoção da experiência e saber dos Seniores (Maior Idade); nos sonhos dos jovens; na valorização da rede escolar e dos valores da educação/ensino; na promoção da inclusão;
- a defesa da sustentabilidade ambiental, seja na vertente educativa e formativa (veja-se o exemplo claríssimo da EcoEscola) ou em projectos de defesa e reabilitação das zonas costeira e ribeirinha;
- a promoção do Município como referência turística, tendo como âncora, a ria, o mar, a história, a tradição e os valores que o identificam;
- o desenvolvimento de estratégias de coesão territorial que favoreçam a consolidação e o crescimento empresarial do Município, bem como a sua valorização científica;
- a valorização cultural e patrimonial com a dinamização do 23 Milhas e a promoção do trabalho do Museu Marítimo.

Há, sem margem para dúvidas, uma clara estratégia de uma governação assente em políticas de desenvolvimento, de proximidade, de bem-estar e de preocupação social, sustentadas num rigor e numa transparência orçamentais (mais de catorze milhões de euros) que pautam pela experiência governativa, pelo realismo e não pelo despesismo e pela insustentabilidade, pela justiça e equidade fiscais e contributivas, que não procura o excesso de betão em detrimento das pessoas, que está próxima dos cidadãos (seja directamente, seja através das Freguesias), que não hipoteca o futuro do desenvolvimento do Município.

Para o sucesso de uma governação e para a concretização de um projecto autárquico que foi sufragado há cerca de três meses mais do que inovar é importante o pragmatismo da estratégia e o valor das políticas e do trabalho a realizar que transformem o Município de Ílhavo, no presente e no futuro, numa manifesta e garantida Certeza.

publicado por mparaujo às 14:15

10
Dez 17

Para recordar...

Artigo 1º
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos.

A Câmara Municipal de Ílhavo agendou para a próxima quarta-feira, 13 de dezembro, um importante momento de promoção e defesa dos direitos fundamentais: o direito à igualdade.

O Pelouro da Juventude da autarquia, através do Fórum Municipal da Juventude, vai promover mais uma importante acção "Falar+", em parceria com o Núcleo de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica da Cáritas Diocesana de Aveiro, subordinada à temática da "Igualdade de Género".

O debate tem entrada gratuita (sujeita a inscrição prévia) e terá lugar no Fórum Municipal da Juventude de Ílhavo, quarta-feira, 13 de dezembro, às 17:00 horas.

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publicado por mparaujo às 17:52

06
Dez 17

O tempo (a vida) traz, independentemente da intensidade e das vivências, o saber, a experiência, a tradição e muitas e muitas "estórias".

Uma comunidade que não sabe aproveitar e promover este "tempo" não é estruturada no presente, nem saberá alicerçar o seu futuro de forma consistente.

Não tem, nem deve, viver agarrada ao passado... até porque "águas passadas já não movem moinhos". Mas não pode, nem deve, deixar de valorizar a experiência, a tradição e o saber presentes em muitas "estórias" daqueles que transportam, em si, o valor do tempo (do passar da vida).

Neste âmbito, a Câmara Municipal de Ílhavo, através do seu pelouro da Maior Idade (e, por que não, do Associativismo também) tem, de forma regular e intensa, sabido promover e valorizar o papel dos cidadãos seniores na sociedade e, nomeadamente, nas diversas comunidades do Município.

Hoje, repetindo-se a acção, nos dias 13 (Gafanha da Nazaré) e 20 (S.Salvador), os Maiores de Idade (os "mais grandes", mesmo), Estruturas Residenciais Para Pessoas Idosas e Clubes Seniores arrancaram com mais uma iniciativa sénior enquadrada na época natalícia: Olha a Arte de Natal. Através da realização de várias 'performances' e das mais diversas intervenções artísticas souberam promover e preservar a identidade história e as memórias do Município e das muitas "estórias" vividas pelas suas gentes.

Amanhã (10:30 horas, Casa da Cultura de Ílhavo), a Vereadora do Pelouro da Maior Idade, Fátima Teles, irá apresentar um projecto inovador e, simultaneamente, abrangente porque alargado à participação dos municípios que compõem a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro. As "Idolíadas - A Arte da Maior Idade 2018" vão promover, até ao dia 28 de abril de 2018, um conjunto de acções que passam pela criação de performances no âmbito do teatro, música, dança, artes plásticas e fotografia/vídeo com a dinamização sessões com recurso a técnicas diversas tais como estimulação (cognitiva, multissensorial e ocupacional) e de reminiscência e terapia pelas artes. (fonte: Câmara Municipal de Ílhavo)
O resultado final de todo este trabalho que pretende envolver os vários projectos de Maior Idade das comunidades da Região de Aveiro terá a sua apresentação e avaliação final no dia 28 de Abril, num evento que será realizado na casa da Cultura de Ílhavo.

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(fonte da foto: pelouro maior idade - câmara municipal de ílhavo)

publicado por mparaujo às 15:47

29
Nov 17

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As memórias infantis e juvenis ligadas ao circo transportam-nos para malabaristas e palhaços, trapezistas e domadores... entre contorcionistas e equilibristas.

Mas o circo é muito mais que essas realidades do entretenimento. O Circo é... Arte.
É criatividade, arte da rua, ocupação artística dos espaços públicos. É história da criação artística com mais de 4000 anos. Ou, se não quisermos regressar ao passado tão distante, pelo menos a partir dos anos do Império Romano, no Sec. VI a.C..

A proposta não podia ser mais arrojada, mais empreendedora, mais aliciante. O projecto cultural 23 Milhas, da Câmara Municipal de Ílhavo, em parceria com a Bússola (organização de desenvolvimento de projectos culturais e artísticos), lança, no dia 2 de dezembro (sábado) um festival anual de inverno que tem tudo para ser uma referência artística nacional: LEME - Festival de Circo Contemporâneo e Criação Artística em Espaços Não Convencionais.

O objectivo desta proposta inovadora e audaz é a recriação do Circo Contemporâneo, enquanto instrumento artístico criativo como novas abordagens, experiências e interacções multidisciplinares, para e com todas as idades.

Para o Projecto 23 Milhas e para a Autarquia de Ílhavo, «o Festival "O LEME" pretende, por um lado, representar um espaço de oportunidade para a criação artística contemporânea portuguesa, e, por outro, promover o contraponto e o encontro com as tendências internacionais, oferecendo ao público uma programação ousada e plena de novidade».

Programa - Sábado, 2 de Dezembro de 2017

10h00 - 12h00 | ADN - Artistic Development Nucleus | Oficina de Experimentação de Novo Circo | Foyer
14h00 - 15h00 | ADN - Artistic Development Nucleus | Oficina de Experimentação de Novo Circo | Foyer
15h00 | SÓ | SÓMENTE | Foyer
15h30 | Apresentação | Galeria de Exposições
16h00 | Conversa “Desafios na Criação Artística para o Circo Contemporâneo” | Galeria de Exposições
18h00 | Joa Gouveia | LICIUM | Subpalco
21h30 | La Trócola Circ | Emportats | Auditório

publicado por mparaujo às 23:00

18
Nov 17

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O Dia Nacional do Mar (16 de novembro) foi, e ainda está ser, assinalado com um conjunto de acções no Museu Marítimo de Ílhavo, ao mesmo tempo que se encerraram as comemorações do 80º aniversário do Museu (8 de agosto de 1937 / 2017).

Do conjunto de actividades programadas pela Autarquia e pelo Museu destaque para a visita guiada à exposição "Invisível" que estabeleceu uma ponte, um reflexo, entre as peças que suportam a exposição permanente e o que é o lado "invisível" de um museu: a sua reserva e o seu arquivo. A visita proporciona simultaneamente a possibilidade de percorrermos todo o museu e olhar para as suas diferentes facetas (mar, ria, objectos, faina, história, aquário) com uma diferente perspectiva que simples (??? um verdadeiro eufemismo) fotografias transportam para a curiosidade do lado "escondido" de um museu.

O "outro lado" que se descobriu no final da visita, em pleno espaço da reserva onde habitam os "segredos" que o Museu tem ainda para desvendar.

Mas a nota de destaque das comemorações do 80º aniversário do Museu Marítimo de Ílhavo vai para uma excelente coincidência ao nível da numerologia. A cerca de mês e meio para o final do ano, o Museu Marítimo de Ílhavo ultrapassou, esta semana, o registo das 80 mil visitas.

Um número impressionante que espelha a importância museológica do Museu Marítimo de Ílhavo diferenciador pelo seu carácter único e singular focado no mar, nas embarcações, na faina, no bacalhau, na ria e, essencialmente, pela sua natureza histórico-social pela preservação da memórias das suas gentes, objectos e tradições. A toda esta realidade acresce ainda a importante vertente de investigação e científica (CIEMar) que complementa e "alimenta" a essência museológica.

Exemplos mais que suficientes para comprovar o trabalho cultural da Autarquia e a gestão de excelência do Museu Marítimo de Ílhavo, através do seu director Álvaro Garrido e de toda a equipa que o compõe.

publicado por mparaujo às 21:06

17
Nov 17

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Numa região que tem e sempre teve, por razões históricas, culturais, económicas e sociais, o Mar por Tradição, reveste-se de especial relevância o Dia Nacional do Mar (16 de novembro).

O impacto económico e científico da realidade patrimonial que é o Mar português foi motivo de reflexão na passada semana com a apresentação, na Gafanha da Encarnação, do programa de financiamento Mar2020.

A autarquia de Ílhavo, e bem, entende que é agora o momento de promover a ligação social do Mar às suas gentes e história.

Há, por isso, motivos mais que suficientes e dinâmicos para que este sábado, dia 18 de novembro, o Mar seja referência e destaque, ao que se junta, de forma complementar, o encerramento das comemorações do 80º aniversário do Museu Marítimo de Ílhavo.

É um dia, que começa às 10:30 horas, repleto de actividades e eventos promovidos pela Autarquia, com o selo de qualidade da gestão do Museu Marítimo de Ílhavo, que pode ser consultado AQUI.

Não deixa de ser ainda relavante, neste contexto do Dia Nacional do Mar e os impactos que o mesmo tem nas regiões e comunidades costeiras, a entrada em vigor do Programa da Orla Costeira Ovar-Marinha Grande, aprovado em Conselho de Ministros no dia 11 de agosto, e que mereceu um especial cuidado da Câmara Municipal de Ílhavo ao alterar parte do seu Plano Director Municipal para enquadramento do referido programa.

publicado por mparaujo às 11:57

15
Nov 17

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É inquestionável que a relação estreita entre uma autarquia, entre a gestão de uma autarquia, e os seus munícipes, tem um peso e um impacto mais que significativos quer para o desenvolvimento das comunidades e bem-estar dos cidadãos, quer na avaliação (crítica) eleitoral.

Por mais demagogia e retórica que fosse usada no confronto político, a verdade é que os eleitores do Município de Ílhavo tinham esta evidente referência da gestão autárquica: o Município de Ílhavo é dos seus munícipes e todo o exercício é direccionado aos cidadãos.

Já em setembro o IEFP tinha distinguido o Município de Ílhavo como Marca Entidade Empregadora Inclusiva, pelo reconhecimento de medidas de implementação e promoção de políticas inclusivas, direccionadas às pessoas portadoras de deficiência ou incapacidade.

Agora, foi a vez do Observatório das Autarquias Familiarmente Responsáveis ter divulgado, na segunda-feira, a lista das 61 autarquias distinguidas com a "Bandeira Verde", reconhecendo-as como “Autarquias Familiarmente Responsáveis”.

Num universo de 308 municípios, Ílhavo é distinguido com este reconhecimento como "Autarquia Familiarmente Responsável" pelo segundo ano consecutivo fruto das diferentes políticas sociais implementadas pela Autarquia com clara e evidente preocupação pelas Famílias, principalmente as mais desprotegidas e vulneráveis. Destas medidas implementadas pela Autarquia de Ílhavo destaca-se o Plano Municipal de Apoio à Família e o Gabinete de Apoio à Família; a preocupação com as famílias numerosas; a aplicação da redução do IMI para famílias com descendentes; a aplicação da Tarifa Familiar da Água em função do agregado familiar, entre outros.

A cerimónia oficial da distinção está agendada para o dia 29 de novembro, em Coimbra.

publicado por mparaujo às 15:45

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Segundo os dados oficiais (sejam os do Governo, os do INE ou de instâncias europeias) a taxa de desemprego tem vindo a diminuir ou a estabilizar (mesmo que ainda esteja por apurar o desemprego real).

Mas apesar do valor estar em queda é ainda um valor que situa Portugal como o 6º país da União Europeia com a taxa de desemprego mais alta, sendo que o desemprego jovem tem um impacto significativo no valor global e que tem levado tantos jovens a emigrarem e a procurarem no estrangeiro melhor futuro pessoal e profissional.

Afigura-se de extrema importância e com redobrado interesse a acção que o Fórum Municipal da Juventude da Câmara Municipal de Ílhavo vai realizar, hoje, pelas 17:00 horas, subordinada à temática do Desemprego Jovem.

Para o Serviço de Apoio à Formação e Emprego (SAFE) da Câmara de Ílhavo, a conversa sobre o Desemprego Jovem é uma oportunidade para avaliação de eventuais contactos profissionais, de conhecimento e aplicação de estratégias e técnicas de procura de emprego.

este é, aliás, o principal objectivo do SAFE: o apoio aos jovens e adultos desempregados nos seus processos e percursos de inserção ou reinserção no mercado de trabalho, numa relação estreita com o tecido empresarial e formativo da região.

O Fórum Municipal da Juventude, em Ílhavo, funciona junto às instalações da Biblioteca Municipal.

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publicado por mparaujo às 10:37

14
Nov 17

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Não é, de facto, inédita qualquer comemoração do dia de S. Martinho com os habituais magustos.

É do calendário... é da tradição.

Este ano a Câmara Municipal de Ílhavo inovou nas comemorações. Pela primeira vez, juntou no espaço partilhado de forma diferenciada (no Fórum Municipal da Maior Idade), num mesmo momento, várias Associações Seniores do Município para, num alargado convívio, partilharem vivências e experiências.

Também nota de destaque para a presença e participação da Vereadora Fátima Teles na sua estreia oficial como responsável pelo pelouro da Maior Idade. E com merecido relevo.

A importância da qualidade do trabalho, do empenho nas acções e na actividade em defesa e benefício dos cidadãos e das instituições seniores, será marca assumida na gestão do pelouro que Fátima Teles acolheu com responsabilidade e dedicação.

Sem esquecer o elevado legado do anterior mandato, sob a gestão de Paulo Costa, Fátima Teles assumiu uma enorme satisfação pelas responsabilidades políticas e sociais que lhe foram delegadas. E foi igualmente clara na importância que os cidadãos seniores têm para a coesão social, para a partilha do conhecimento e do saber, fruto da experiência de vida acumulada no tempo.

Será com eles que a nova Vereadora do Município assumiu o compromisso de aprender mais, ganhar experiência e saber, com a garantia de um trabalho que não defraude as expectativas, não desiluda os cidadãos e as instituições e promova uma qualidade de vida e um bem-estar significativos paras os Seniores do Município de Ílhavo.

Mais importante do que a quantidade de funções ou responsabilidades de gestão está, acima de tudo, a qualidade das mesmas e a importância que todos os pelouros assumem para a sustentabilidade e o desenvolvimento do Município.

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(créditos das fotos: Paulo ramos / Diário de Aveiro)

publicado por mparaujo às 11:21

09
Nov 17

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O Mar como tradição é um referência inequívoca da história social, cultural e económica da Região de Ílhavo e, consequentemente, também de parte da Região de Aveiro.

Motor do desenvolvimento desta região e da suas comunidades, à histórica tradição pesqueira acrescem hoje, de forma significativa, os serviços portuários e um importante sector ambiental e científico espelhado, por exemplo, no projecto CRAM-ECOMARE da Universidade de Aveiro, numa parceria entre a Fundação Francisco Manuel dos Santos (Oceanário de Lisboa), a Sociedade Portuguesa de Vida Selvagem, a Câmara Municipal de Ílhavo e a Administração do Porto de Aveiro.

O mar foi sempre para Portugal o seu maior património e continua a ser o seu maior "desperdício" porque mal ou de todo aproveitado.

A pesca continua a ser em elemento preponderante para a identidade e o desenvolvimento de algumas das comunidades do litoral mas está, hoje (fruto de erros do passado) desestruturada, com frágeis investimentos e modernização, com dificuldades de escala. A par, toda a indústria relacionada com a actividade (transformação e comércio de pescado, construção naval, etc.) padece da mesma realidade.
O próprio turismo do mar (centralizado ou muito focado no sul do país) e o desporto náutico são contextos mais conjunturais do que estruturais e por sedimentar ou consolidar.
No que diz respeito ao conhecimento, à ciência e ao ambiente, Portugal tem muitos caminhos ainda para percorrer já que os passos dados são ainda muito "imberbes".

E importa referir que Portugal pode, se tudo se concretizar na Comissão de Limites da Plataforma Continental (CLPC) da ONU, ser o 9º país com a maior plataforma continental (Zona Económica Exclusiva), sendo já o 3º país europeu. Dos actuais 1.727.408 km2 o país poderá ver alargada a sua plataforma para cerca dos 3,8 milhões km2.

O país não pode continuar a olhar para o Mar, para a chamada economia azul, de forma displicente e com uma questionável indiferença, perante o que se afigura como o maior potencial de crescimento e desenvolvimento económico e social, bem como a maior riqueza patrimonial ambiental.

Nesse sentido, tendo sempre presente a inquestionável importância que o Mar comporta na consolidação da realidade e no desenvolvimento da Região de Ílhavo, a Câmara Municipal, através da sua Incubadora de Empresas, em parceria com o Grupo de Acção Costeira da Região de Aveiro e com a Plataforma Tecnológica do Mar da Universidade de Aveiro, vai promover uma sessão de apresentação do 1º aviso do Concurso do Programa Comunitário MAR2020 (financiamento que rondará os 2,7 milhões de euros) que tem como objectivo o desenvolvimento de projectos de investimento na área da economia do mar na Região de Aveiro. A acção tem lugar, amanhã, dia 10 de novembro, na Junta de Freguesia da Gafanha da Encarnação, às 17:00 horas.

Um passo significativamente importante para o Mar ser assumidamente a Tradição desta Região.

 

publicado por mparaujo às 14:38

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