Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

25
Nov 16

descontos na rua.jpgA ideia e a proposta foram apresentadas à Associação Comercial de Aveiro por um dos seus associados (a Time Out Aveiro, através de Sofia Simões). Conceber um espaço temporal e um evento onde o objectivo fosse promover e valorizar o comércio local com a participação directa dos comerciantes.

A Associação Comercial de Aveiro e os cerca de 140 comerciantes (142 num total de 160 contactos) perderam logo a cabeça e foi colocado em marcha todo o desenvolvimento do conceito "Descontos na Rua" - Aveiro Moda em Movimento.

E é esta a proposta para amanhã, sábado, dia 26 de novembro. Entre as 10:00 e as 20:00 horas (non-stop) o comércio local aveirense vai estar na rua de cabeça perdida com os melhores preços e espectaculares ofertas.

mapa descontos na rua.jpg

Segundo a Associação Comercial de Aveiro esta é a lista divulgada publicamente das lojas aderentes ao Aveiro Moda em Movimento - Descontos na Rua.

Resta agora aguardar pelo sucesso e pela adesão dos cidadãos (e esperar que o tempo ajude) a esta excelente iniciativa dos comerciantes aveirenses e da Associação Comercial de Aveiro.

= Avenida Lourenço Peixinho =
Farmácia Oudinot, Gianna Sapatarias, Cavalinho Aveiro, Sapatarias Veludo Carmim, Ribasil, Burgundy Aveiro, Inglot Aveiro, Maria Morena Boutique, Gocco de Aveiro, Pastelaria a Torre, Lacio, Nice Things, Crisálida Concept, VON HAFF Arquitectura Design & Decoração, StefanelAveiro, MARS Perfumes, Tico Tico Aveiro, ZigZag Café - Aveiro, GBody - Prime Clinic, Lanidor Kids, Pastelaria Avenida - RAMOS, Retrosaria MD9, Casa Alvarinho Aveiro, Lion Of Porches Avenida Aveiro, Antoine Sapataria, Best Elegance, Crc Vestuário Homem, October Aveiro, Spar Aveiro, Optivisão, Isabel Castro Cabeleireiros, Flores na Mala Pé de Meia, Maria Amélia.
= Rua Viana de Castelo=
Oculista Vieira, Sapataria Esse, TraquinasKids moda, Pastelaria Riaburguer, Blanc&Noir, Timeout Portugal, Ourivesaria Vieira, Onda Colossal.
= Rua Alberto Souto =
Arcadia Aveiro, Casa Soares, Pastelaria Latina, Latina - Adega, C'est Chouette, BlueBerry, Chana Noivos.
= Rua Alberto Soares Machado / R Guilherme Gomes Fernandes =
Balão Branco Real, Relicário Interiores, Habitare, Aurinella Presentes.
= Rua Conselheiro Luís Magalhães =
Leite Creme, Avant & Aprés, Duda Decor, Caribu Kids Fashion, Jasmim Noir Aveiro, Frutarias Frutilândia 1 e 2, Teens Power Onchik, Boutique Guiducha, Sposa Aveiro, In & Out Cooking.
 = Travessa do Dispensário =
XTREME, Sole Mio Solário
= Rua José Estevão =
A Desconfiada, O BAU, Cabeleireiro Soledade, Florista Detalhes, Capricho Sapataria, Miss's, Bernardete & Dina, Loja da Rua Larga, ABC Livraria E Papelaria
= Largo da Apresentação / Arcadas =
Cafeina NosArcos, La Rosa Cabeleireiros, Moliceiro Dos Sabores, DL Textil Lar, Socodante Aveiro, Lusidoces Lda, Gelataria Milano Aveiro, Sapataria 226, Zeca Aveiro, Tertúlia Bistro, Doce Infusão, Pastelaria Máxima, Medida & Companhia, Oh que lindos, Maria da Apresentação da Cruz, Herds..
= Rossio =
Sapataria Sandrita - Aveiro, Aveiro Emotions, Mercantil Aveirense lda, Pastelaria Rossio, Ria Pão, Padaria e Pastelaria, Loja da Calçada kids, Restaurante Pensao Ferro, À Portuguesa, Mystic Zen, Mercado do peixe, A'Capela Bar Lounge e Tapas, O Boteco
= Bairro Histórico =
Ergovisão, Up2You, Devernois Aveiro, Miyala, Pássaro de Seda Atelier, Lovecraft Beershop, Optica Nascimento, Entre Copos e Chávenas, Aqui à volta, Retrosaria Novo Estilo, Trincaxá, Ourivesaria Riadouro, O Risco, A Portuguesa - Mercearia, Cândida Pascoal-Decoração e Remodelação de Interiores, Maria João Mix and match fashion store, D'Art & Flor, Casa Martelo, Gigões & Anantes, Pippa's Store, Questão de Imagem Cabeleireiros, Gato Malhado, Canteiro Florido, Mg Sport Aveiro, Imagem Moda, MarZoo - Pet Shop, Májóti - Lingerie Senhora/Homem, The North Face Store Aveiro, Árvore de Talentos, sapataria barata, Mercadinho da Sé, José Lopes Marques - Grupo JLM

publicado por mparaujo às 15:43

29
Jul 15

eu_DA_debaixo-dos-arcos.jpgpublicado na edição de hoje, 29 de julho, do Diário de Aveiro.

Debaixo dos Arcos
Entre Golias e David’s

Há poucas semanas a Assembleia Municipal de Aveiro aprovou o regulamento municipal que estabelece horários de funcionamento do comércio, onde se insere o horário das grandes superfícies comerciais, vulgarmente apelidadas de hipermercados. Entendeu a maioria dos membros da Assembleia Municipal e o Executivo Camarário, no caso concreto, não proceder a qualquer alteração dos horários até agora praticados, não havendo razão de fundo substancial mesmo que a alteração do quadro legal traga algumas modificações. Nomeadamente, uma significativa liberalização e flexibilidade no estabelecimento de horários de funcionamento do comércio ao ponto de permitir horários de vinte e quatro horas, horários diferenciados ao longo da semana, alteração constante dos mesmos horários, etc. No fundo, a lei permite a arbitrariedade e a flexibilização total dos horários. Entendeu, no entanto, a Câmara Municipal de Aveiro manter a regulamentação vigente até agora.

Mas o que importa retirar desta questão é a posição de alguns partidos locais, nomeadamente o Bloco de Esquerda, que é determinantemente contra a permissão das grandes superfícies de funcionarem dentro do horário em vigor (domingos e feriados, concretamente). O exercício da contestação não é, de todo, descabido e levanta alguma problemática, nomeadamente no que respeita às questões laborais e ao argumento de que o alargamento do horário leva a um aumento de postos de trabalho (algo que carece de análise e estudos, até agora não encontrados). Não será fácil, para a maioria dos cidadãos, perceber os “custos” sociais, pessoais e familiares do trabalho nos chamados dias de descanso semanal para todos aqueles que o exercem enquanto outros descansam. Mas também é verdade que existe um conjunto significativo de profissões que exigem o cumprimento de horário laboral aos domingos e feriados: a segurança (mesmo a privada), a saúde (mesmo a privada), as forças armadas, os bombeiros, etc. Não colhe, aqui, o chavão do “só trabalha nas grandes superfícies quem quer”, porque isso seria uma enorme falta de respeito pelos trabalhadores, pelas necessidades de cada um, face ao que é a realidade da empregabilidade no nosso país, mas, de facto, não são as únicas profissões com funções nos chamados dias de descanso. O que se lamenta é que a legislação laboral não seja mais consistente em relação a legítimos benefícios, sejam de natureza monetária, fiscal ou social, para quem tem que trabalhar aos domingos e feriados (por exemplo).

No entanto, o que não faz sentido é relacionar o horário de funcionamento das grandes superfícies com as dificuldades que são sentidas pelo chamado comércio tradicional.

Não é o horário que condiciona as dificuldades ou o estrangulamento dos pequenos e médios comerciantes. Se limitarmos o horário das grandes superfícies os cidadãos passam a comprar no comércio tradicional ou ajustarão as suas rotinas aos novos horários? Se o comércio tradicional tiver o mesmo horário de funcionamento que as grandes superfícies torna-se concorrencial e consegue daí retirar proveitos?

A questão da relação entre o comércio tradicional e as grandes superfícies é uma questão de mercado, de desequilíbrio de forças e de sustentabilidade. Não é uma questão de horário.

As grandes superfícies têm uma estrutura, uma sustentação, um suporte económico-financeiro que o comércio tradicional muito dificilmente terá. E é esta abismal diferença, uma guerra entre Golias e David’s, que provoca as dificuldades na sobrevivência do pequeno e médio comércio (e não é apenas nos grandes centros urbanos).

Acresce ainda as legítimas opções dos cidadãos e das famílias na gestão dos seus orçamentos domésticos que conduzem à escolha das grandes superfícies comerciais face ao binómio oferta/preço de custo.

Mais do que os horários dos hipermercados ou das grandes superfícies (como, por exemplo, o Forum) o comércio tradicional tem nova batalha a travar, essa sim com implicações directas na sua sobrevivência: o aumento exponencial do comércio asiático. Isso sim, trará impactos relevantes na aniquilação do pequeno e médio comerciante.

publicado por mparaujo às 10:44

24
Nov 14

publicado na edição de ontem, 23 de novembro, do Diário de Aveiro.

Debaixo dos Arcos
A Rua Direita: volta, não volta…

A problemática, a que se acresce alguma complexidade, da Rua Direita, “volta, não volta” é tema de abordagem pública. Desta vez numa recente sessão da Assembleia Municipal.
É, por inúmeras razões, um tema que suscita sempre alguma polémica e reacção dos aveirenses. Pessoalmente, por razões de afinidade geográfica à zona onde passei a infância, adolescência e juventude (cerca de 30 anos) há um sentimento nostálgico, mas há também a vertente social, económica e urbana da realidade. Daí que tenham sido já alguns os textos alusivos àquela área da cidade de Aveiro. Mas tendo sido o tema de novo trazido à ribalta, importa também, e de novo, abordar. Ponto de partida relevante: a Rua Direita (e a sua envolvente: Rua Gustavo Ferreira Pinto Basto, Rua de Belém do Pará, Praça da República, Praça Marquês de Pombal, Rua 31 de Janeiro e Rua Capitão Sousa Pizarro) já não é o que era. É mesmo caso para dizer que a tradição deixou de ser o que era.
A actual realidade apresenta-nos uma zona, anteriormente vital no comércio e serviços da Cidade, com alguma degradação urbana; despejada de muito do que foi a energia do comércio tradicional aveirense, com vários estabelecimentos comerciais encerrados; esvaziada da grande, ou quase totalidade, actividade de serviços públicos (e não só). Ou seja… a Rua Direita, outrora, o coração ou o pulmão do centro urbano da cidade é hoje um desalento e um desconforto para quem a atravessa. Mas mais que “chover no molhado” ou “chorar sobre o leite derramado” há que olhar para aquela importante zona do centro urbano e tentar perceber que soluções podem ser encontradas para revitalizar e reabilitar aquela área. Porque a realidade que se vive actualmente é fruto da dinâmica da sociedade, da dinâmica das cidades e do seu espaço urbano. Aliás, algo que acontece nos centros urbanos históricos das grandes cidades, como no caso de Lisboa. Ou ainda, ter a consciência que as centralidades urbanas já não são tão fixas e vitalícias como o eram há algumas décadas.
Então, que soluções se podem preconizar para aquele espaço importante da cidade? Primeiro, perceber que as alterações das relações comerciais entre comércio e cidadãos se alterou profundamente com a chegada dos centros comerciais, dos hipermercados e do Forum (esta é uma realidade económica do mercado). Depois, a própria diminuição do poder de compra dos cidadãos provocou a procura de outras alternativas de consumo.
Não é com o regresso da circulação automóvel (a pedonalização da artéria foi, e afigura-se, como uma excelente iniciativa) que se dá vida à Rua Direita. Isso comporta questões ambientais e de mobilidade acrescidas e problemáticas. E nem do ponto de vista comercial se vislumbra que traga quaisquer benefícios. Por outro lado, se é certo que a saída dos vários serviços públicos daquela zona (embora mantendo-se o Tribunal, a PSP e os CTT, saíram os serviços camarários e as finanças), pelas exigências e dimensão dos mesmos nos dias de hoje, esses serviços públicos não têm condições para o regresso àquele espaço (não há condições físicas para o regresso das finanças, da autarquia, ou a transferência da “loja do cidadão”, entre outros).
A Rua Direita necessita de ser repensada em termos de intervenção urbana, de redefinição das suas ofertas enquanto espaço público (que podem não passar pelo comércio), de se promoverem acções para que volte a ser um espaço atractivo, com acções culturais mais permanentes e menos esporádicas.
E como qualquer espaço urbano ele só faz sentido com e para as pessoas. Sem isso é um espaço urbano sem vida, sem realismo, sem objectivo.

publicado por mparaujo às 18:06

29
Mar 13

A questão está na forma e não no conteúdo.

A propósito de mais um projecto ou iniciativa para a reabilitação das "baixas comerciais" nos centros urbanos.

A autarquia de S. João da Madeira lançou o projecto "Comércio com criatividade: Ruas Vivas" (fonte: 'O Regional').

O projecto, no seu conteúdo e na sua sustentação, não traz nada de novo ou não tem qualquer tipo de inovação.

Dinamização do comércio tradicional (horários, aposta nas tecnologias, campanhas/publicidade), animação cultural no espaço público e aposta na formação dos comerciantes, nomeadamente na área do marketing ou do vitrinismo.

Não significa, obviamente, que não possa ter sucesso. Não é isso...

É apenas para destacar que, ao lermos a notícia, ressalta um outro aspecto, esse sim consideravelmente relevante, e que tem a ver com a forma que estrutura o projecto. Forma que permite uma maior garantia de eventual sucesso.

É que o projecto é definido como um projecto comum, de vontades partilhadas,  de "mãos dadas": Câmara Municipal, Associação Comercial e Ecos Urbanos (associativismo e cidadania). Este é um aspecto mais que fundamental para a implementação de projectos de intervenção pública. Em vez de andarem dispersos e desmultiplicados os recursos, as ideias e as vontades.

Exemplos... e boas práticas.

publicado por mparaujo às 19:35

pesquisar neste blog
 
arquivos
2020:

 J F M A M J J A S O N D


2019:

 J F M A M J J A S O N D


2018:

 J F M A M J J A S O N D


2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


2006:

 J F M A M J J A S O N D


2005:

 J F M A M J J A S O N D


mais sobre mim

ver perfil

seguir perfil

28 seguidores

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Fevereiro 2020
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
11
12
13
14

17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29


Siga-me
links