Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

18
Jul 16

card_camiao_franca_nice_atentado_reuters_eric_gail

Trágico. Bárbaro. Criminoso. Inqualificável. Sem perdão.

Estas são algumas das palavras que sempre acompanharam a minha reflexão sobre os acontecimentos de Nice, na passada semana, na quinta-feira, 14 de julho (comemorações nacionais francesas da Tomada da Bastilha) à noite.

Volvidos estes dias o balanço é aterrador: 84 mortos (14 ainda por identificar), 202 feridos dos quais 40 em estado grave.

O que deveria ter sido, por si só, um acto suficientemente bárbaro para merecer todo o nosso repúdio e solidariedade para com as vítimas e o povo francês, rapidamente teve um outro efeito: o da polémica em torno das motivações que levaram Mohammed Lahouaiej Bouhlel, de 39 anos, a avançar com um camião sobre uma multidão durante cerca de dois quilómetros, até ser imobilizado e abatido.

O mundo, nomeadamente a Europa e muito particularmente a França, vivem momentos de enorme tensão, de um inquestionável e natural estado de nervosismo e medo, pânico, mesmo que não se torne permanentemente visível e expresso. Mas a verdade é que esses sentimentos existem, a par de um reprovável crescimento de sentimentos de exclusão, homofóbico, xenófobos e racistas.

Mal foi conhecida a tragédia rapidamente toda a análise, a maioria das pessoas e todas as atenções se viraram para a Síria e para o islamismo radical.

As reacções dos cidadãos, dos especialistas comentadores (por exemplo, portugueses em vários comentários nas estações de televisão e nos jornais) e até do próprio Presidente francês François Hollande que publicamente anunciou o prolongamento, por mais três meses, do estado de emergência que dura desde 2015 sem deixar de anunciar a "necessidade(?)" de bombardear a Síria.

Apesar do modo e da forma, apesar de uma agência de notícias vinculada ao sis ter, no sábado passado, referido que Mohammed Bouhlel era "soldado jihadista" (o que é um anúncio verdadeiramente estranho fieto 48 horas depois dos acontecimentos), o Governo francês vem, publicamente, assumir não ter encontrado ligações do crime ocorrido na passada quinta-feira, nem do seu autor, com redes islâmicas terroristas.

Mesmo na tragédia e no horror há a necessidade de, a determinado nível, se manter a serenidade necessária para a melhor e mais eficaz percepção da verdade.

publicado por mparaujo às 11:20

11
Mar 14

O ano de 2013 registou um aumento de 14% dos casos em que as crianças são alvo de crimes sexuais.

No ano passado a Polícia Judiciária abriu 1227 inquéritos para investigação e acusação de crimes sexuais contra crianças.

Este dado representa mais de metade (cerca de 52%) do total dos crimes de abusos sexuais registados (2372) em 2013.

Facto que merece destaque na capa da edição de hoje do Diário de Notícias.

Vale a pena pensar nisto...

publicado por mparaujo às 16:22

22
Jan 14

Há, obviamente, questões do foro jurídico e do direito penal implícitas nesta questão.

Não vou sequer comentar a decisão óbvia do Ministério Público, sustentada no código penal e no facto do direito considerar crime público as ofensas ao Presidente da República (e não só). Esse é um pormenor jurídico e da justiça.

No entanto, nesta vertente da justiça é que reside o busílis da questão.

Não me interessa as pessoas (nomes, questões pessoais, ...). Não me dizem, rigorosamente, nada.

Mas há algo que não bate certo e que me escapa nesta problemática.

O Diário de Notícias avança que Cavaco Silva solicitou ao Ministério Público que seja mantido o procedimento criminal contra o cidadão Carlos Costal que, nas últimas comemorações do dia de Portugal, em Elvas, terá (eventualmente) ofendido a honra do Presidente da República acusando-o de «chulo, gatuno, ladrão, malandro» e tendo, ainda, sugerido que Cavaco Silva fosse «trabalhar». Não é sobre isto que me apraz comentar.

É que, em Maio do ano passado, Miguel Sousa Tavares, em entrevista a um órgão de Comunicação Social (que tem agravante penal), ao Jornal de Negócios, apelidou Cavaco Silva de “palhaço”. E sobre este assunto, tudo ficou em “águas de bacalhau”, aliás com teses sustentadas na liberdade de expressão.

O que me faz alguma espécie e me intriga, é: se Carlos Costal tivesse chamado “palhaço” a Cavaco Silva, nada lhe teria acontecido? Ou assistimos, em pleno século XXI, a uma justiça que promove a “luta de classes” entre o comum dos mortais e figuras mediáticas?

Enfim… palhaçadas (digo eu, claro).

publicado por mparaujo às 17:37

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