Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

10
Dez 17

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A estruturação de uma comunidade é feita e alicerçada nas suas histórias e nas "estórias" das suas gentes.

E a riqueza de uma comunidade vê-se, nota-se e sente-se na forma como valoriza as suas figuras de referência, seja a que nível for: político, social, cultural, religioso, associativo ou desportivo. Todos os pilares são importantes para a consolidação e solidez de uma comunidade.

Aamnhã, Aveiro despede-se de uma das suas figuras míticas e relevantes. Às 15:00 horas, na Igreja da Vera Cruz, Aveiro diz o último adeus ao seu Comendador "Atita" que deu ontem sua última "braçada".

Tanta gente para ensinar a nadar e tanta gente para salvar de afogamentos "lá em cima". O céu ganhou um mestre e um anjo-da-guarda... Aveiro ficou mais pobre.

Até sempre...

publicado por mparaujo às 20:04

31
Jul 16

Faleceu o Professor Moniz Pereira deixando o desporto nacional e a sociedade portuguesa mais pobre, triste e de luto.

A repleta vida desportiva do Prof. Moniz Pereira vai muito para além da clubite...

Apesar de ser apelidado de "Sr. Atletismo" e apesar de ser nesta modalidade que maior projecção teve e conheceu, o seu ecletismo (andebol, basquetebol, futebol, hóquei em patins, ténis de mesa, e, nomeadamente o voleibol) transforma-o na maior referência do desporto português.

Reconhecimento público e do público mas também institucional como comprovam a a condecoração de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique (9 de Abril de 1981), Comendador da Ordem da Instrução Pública (26 de Outubro de 1984), Ordem Olímpica (1988) e Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (26 de Março de 1991).

Depois de uma enorme "Maratona" de 95 anos... descanse em Paz. Não o recordaremos... porque nunca o esqueceremos. OBRIGADO.

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publicado por mparaujo às 21:44

12
Jul 16

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publicado na edição de hoje, 12 de julho, do Diário de Aveiro.

Debaixo dos Arcos
Nação Valente…

É inevitável. Não está em causa se gostamos ou não de futebol, há até quem ligue à modalidade só de dois em dois anos (para não dizer de quatro em quatro) e tenha outras referências desportivas como o basquetebol, o hóquei em patins, o atletismo, … . Mas é inevitável a referência a esse feito histórico e inédito da Selecção Portuguesa de Futebol com a conquista do título de Campeã da Europa, pela primeira vez na história do futebol nacional. A referência é tão realista, tão natural e tão óbvia, que não é sequer exclusiva dos portugueses e, muito menos, dos adeptos do futebol. As mensagens são imensas, díspares, diversas e vêm das mais improváveis personalidades: um astronauta americano Terry Virts em pleno espaço, o embaixador dos Estados Unidos em Portugal, o Mariano Rajoy, o Presidente do Parlamento Europeu Martin Schulz, do piloto de fórmula 1, entre muitos outros, com especial destaque para os timorenses que foram incansáveis. Só pelo simples facto de não se gostar de futebol não faz qualquer sentido menosprezar um feito que vai muito para além do futebol. Primeiro porque o desporto é uma vertente social e cultural (para não falar da económica) relevante e importante numa sociedade e num país. Infelizmente continuamos a ser um povo com muito pouco crer nas nossas capacidades, no nosso valor e nos nossos valores, nas nossas potencialidades, nos nossos compatriotas. Somos os primeiros a ridicularizar, criticar e desvalorizar o que é nosso, o nosso país (continuamos com a triste percepção o que é estrangeiro é que é bom), os nossos “heróis” e os nossos feitos. Não há ninguém mais anti-portugal que muitos dos portugueses. Apesar de toda a pressão psicológica dirigida à Selecção Nacional feita por diversas vozes externas (francesas e não só), a verdade é que muitas (se não as maiores) críticas, não construtivas, surgiram internamente, dentro do meio futebolístico ou da sociedade, feita pelos próprios portugueses.

Segundo… este enorme, soberbo, gigantesco e inédito feito histórico no futebol nacional, depois de tantas vezes perseguido em tantos momentos (p.ex. 2004) e por tantas gerações, é e representa muito mais que futebol. É um exemplo claro do que significa esforço, empenho, sacrifício, sentido de grupo e de liderança, trabalho, perseverança, acreditar, ter esperança, muito do que é a génese e a identidade do povo português. Por isso não é de estranhar que o país se tenha mobilizado de uma forma tão envolvente, se tenha deixado cativar pelo percurso da selecção nacional, se tenha deixado contagiar pela confiança demonstrada pela equipa. Nem vale a pena tecer o que quer que seja do ponto de vista técnico. Face à histórica conquista, a forma como foi conseguida tem ainda o condão de valorizar e enaltecer o feito. A verdade é que Portugal, os tais 11 milhões, estive em cada momento vivido pela equipa, em cada milímetro dos campos onde a selecção nacional jogou. Este título é de todos nós.

Mas mais ainda. Esta conquista tem um sabor especial, muito para além das contas a ajustar ou de algum sentimento de “vingança”. A presença de Portugal neste Campeonato da Europa, o seu percurso, a conquista do primeiro título, tem um enorme sabor a orgulho, a história, a cultura, a identidade nacional: o envolvimento da maior comunidade de emigrantes portugueses com a equipa, com o simbolismo nacional da selecção, com a sua relação com o país que os viu nascer e que os viu sair pelas mais díspares razões. Quem tem familiares espalhados pelos quatro cantos do mundo (apesar deste ser redondo ou oval) reconhece a realidade que os inúmeros emigrantes foram espelhando e da qual a comunicação social, exemplarmente, foi fazendo eco. Apesar da distância, do tempo que teima em quebrar os laços, sempre que ouvimos citar nacionalidades como Brasil, Estados Unidos, Suécia, Luxemburgo, França, Suíça, Alemanha, etc., sente-se um calafrio, um arrepiar de espinha, um tremer de pernas. Há uma parte de nós nestas paragens. Para os emigrantes portugueses em terras gaulesas este título tem muito da sua alma, do seu sacrifício, das suas vivências. Exemplar foi, igualmente, a forma como a Selecção Nacional, toda a equipa, todo o staff, toda a sua estrutura, soube respeitar e lidar com esta realidade cultural e social. Contra tudo e contra muitos (a lesão a Cristiano Ronaldo não é inocente, a “falha técnica” no não colorir de verde e vermelho a Torre Eiffel após a final é vergonhosa, toda a campanha negativa que foi feita em torno da qualidade da selecção e dos seus atletas) a 10 de Julho de 2016 escreveu-se história em Portugal: um mês depois, precisamente 30 dias depois, Portugal voltou a celebrar e a festejar o Dia de Portugal e das Comunidades.

publicado por mparaujo às 09:35

04
Jul 16

Duas notas muito breves sobre este último fim-de-semana do Euro2016 e que fechou os apuramentos para as meias-finais da competição, onde vão estar Portugal, País de Gales, Alemanha e França.

1. O recente programa desportivo da TVI24, iniciado no princípio de junho deste ano, "Futebol Mais" (aos domingos) tem, a par com o "Mais Futebol" igualmente no mesmo canal (às sextas-feiras), a capacidade de prender os telespectadores mesmo aqueles que, como eu, só muito esporadicamente ficam "presos" a programas desportivos, face ao triste panorama que se assiste noutros espaços. Honra seja feita, no caso concreto, à jornalista Andreia Sofia Matos e aos comentadores residentes Pedro Sousa, José Manuel Freitas e Rui Pedro Braz, pela sobriedade, ética, profissionalismo e rigor com que debatem futebol. Semelhante mesmo só a "rivalidade interna" com o "MaisFutebol", moderado pela jornalista Cláudia Lopes, com a presença de Nuno Madureira, Pedro Ribeiro, Pedro Barbosa e Tomaz Morais. Exemplares.

Na edição de ontem, ao jeito do que tem sido uma marca muito própria e profissional, Rui Braz fez uma alocução às diversas manifestações de apoio que a selecção portuguesa de futebol tem sentido por terras gaulesas por parte dos milhares de emigrantes lusos e seus descendentes. E fê-lo de forma brilhante, emotiva (quase que emocionalmente, pouco faltou) e extremamente realista.

Quem tem familiares espalhados pelos quatro cantos do mundo (apesar deste ser redondo ou oval) reconhece nas palavras tecidas e repetidas pelo Rui Pedro Braz muita da realidade que se sente. Apesar da distância, do tempo que teima em quebrar os laços, sempre que ouvimos citar nacionalidades como Brasil, Estados Unidos, Suécia, Luxemburgo, França, Suíça, Alemanha, etc., sente-se um calafrio, um arrepiar de espinha, um tremer de pernas. Há uma parte de nós nestas paragens.

E nada melhor que sublinhar as palavras que o Rui Pedro Braz teceu em relação aos emigrantes e ao seu apoio à Selecção Nacional, a sua relação com Portugal (não só pelo futebol que aqui serve apenas de exemplo vivo) do que este testemunho arrepiante e emotivo.

2. Os exemplos da singularidade e da surpresa.

Nunca ninguém, eventualmente nem os próprios, imaginaria, à partida, um percurso tão longo e tão marcante da estreante Islândia neste Campeonato da Europa.
Não interessa minimamente para o caso se o seu jogo é isto, é aquilo, é muito físico, é pontapé para a frente ou para o ar. Não colhe este tipo de argumentação face oa que foram ou têm sido muitos dos jogos deste Euro2016 protagonizados por muitas das potências do futebol europeu (ou assim chamadas).

A verdade é que a Islândia, país que só em 1918 conquistou, oficialmente, a sua independência face à Dinamarca, com uma população na ordem dos 320 mil habitantes, com um clima rigorosamente frio e cheio de erupções, onde o Andebol figura como desporto-rei, consegue através do futebol uma impressionante presença neste Euro2016 por vários motivos: pela surpresa ao atingirem os quartos-finais, a sua empatia com os seus adeptos, a forma como o futebol revolucionou o desporto nacional, ao ponto de já há alguns anos a selecção nacional de futebol ter alargado a sua participação aos escalões femininos, o governo islandês ter realizado um colossal investimento em campos de futebol cobertos (face ao rigoroso clima) proporcionando a sua prática ao longo de todo o ano, a demonstração de que com empenho, trabalho e rigor os sucesso surgem (lembremos que foi a Islândia que eliminou a selecção inglesa), e, principalmente, colocou no mapa europeu este país que, até à pouco tempo, era visto como o país do colapso bancário.

A soberba participação dos islandeses neste Euro2016 teve o condão de colocar toda a gente a olhar para o país e teve o condão de espelhar o que é a identidade e a imagem Islandesas.

Até nisto, depois de uns exagerados 5-2 frente à França. Por estes islandeses já valeu o Euro2016.

publicado por mparaujo às 13:58

02
Ago 15

eu_DA_debaixo-dos-arcos.jpgpublicado na edição de hoje, 2 de agosto, do Diário de Aveiro.

Debaixo dos Arcos
A onda de choque

Já lá vão quase seis anos quando, em novembro de 2009, se começou a avistar no horizonte do Beira Mar dias muito cinzentos, face ao agravamento das condições de subsistência do clube (até atingir o ponto zero), face ao que era (e continuou a ser) o início da conflitualidade judicial. À data questionava, neste mesmo espaço (“Fundamentalismos e Extremismos”), a necessidade de se rever o projecto desportivo e o futuro da clube, definir realismos e não embarcar em desígnios desmedidos, nem que para tal tivesse que abdicar de tudo e recomeçar do zero.

Em novembro de 2010, nova crise se instaurava no clube com o agravamento da situação da gestão do clube e a usa ingovernabilidade: salários em atraso, contas e receitas penhoradas, dívidas à Segurança Social, etc. Dava-se conta da demissão do presidente Mário Costa e a conferência de imprensa dramática do vice-presidente António Regala. Pelo meio ficava a pairar uma SAD que em vez de se tornar “salvadora” do clube era, a olhos vistos, mais um dos seus carrascos. Importa realçar que a SAD não foi imposta, não tomou de assalto o clube (embora mais tarde, tomadas de assalto fossem mais do que notícia constante), não houve nenhum golpe de Estado; foi decisão livre e democrática dos sócios (ou dos que estiveram na Assembleia Geral e votaram). De novo as mesmas questões, as mesmas interrogações levantadas, as mesmas necessidades de se apurarem responsabilidades escondidas sob a capa da gestão colectiva, como se as responsabilidades (cíveis ou penais) surjam apenas no desempenho de acções individuais. A gota de água surgia no último trimestre do ano passado quando o velhinho pavilhão do Alboi (Santos Mártires) fechava, definitivamente, as suas portas, mesmo que esse fim estivesse mais que anunciado e não tivesse sido acautelado, nem encontrada alternativa. E novamente o mesmo questionar e interrogar (como foi aqui eco em “Um fim mais que anunciado”, a 29 de outubro).

A machadada final surgiu este mês: o Beira Mar bateu no fundo (campeonato distrital da II divisão) apesar dos alertas, dos sintomas, da crescente indiferença e da falta de esperança. O resultado prático é o mesmo do tantas vezes sugerido e apresentado; só é pena que este (re)começar do zero seja tão tardio, tão conflituoso, sem a dignidade da vontade própria do clube (gestão e sócios) mas sim por imposição e por ter sido empurrado para a lama.

E se ainda há vontade (e esperança) em fazer renascer o clube é imperativo que se acabem com as ilusões e com a emotividade que tantas vezes cegou a necessária e urgente racionalidade. Não houve nenhuma onda de choque em Aveiro. Deixem-se disso e parem para pensar. Isso é a emoção de um número, cada vez mais reduzido, de aveirenses ainda ligados ao que restava do Beira Mar. Já lá vai bem longe o tempo da conquista da Taça de Portugal. O clube foi-se esvaziando (mesmo em termos de património que não tem nenhum, zero), foi perdendo a sua identidade e a ligação a Aveiro. Os aveirenses (do concelho e não só da cidade) foram-se afastando do Beira Mar porque este foi deixou de ser referência e quebrou a ligação emotiva às pessoas. E isto não é uma questão geracional, é transversal. Os aveirense, mesmo os mais novos, sabem o que é o Beira Mar (infelizmente, pelas razões menos nobres face ao historial recente) mas já não se identificam com o clube e a sua história. Uns têm outras referências (Recreio Artístico, Galitos, Esgueira, Sporting de Aveiro, CENAP, Estrela Azul, os clubes de remo e canoagem de Cacia, Taboeira, Eixo, entre tantos outros) e outros, mesmo antes dos tempos da crise, deixaram de embarcar em “futebóis”. É que, por mais que algumas vozes (cada vez menos) “gritem aos sete ventos” por socorro, o Beira Mar afastou-se dos aveirenses. E isso é que importa questionar, analisar e projectar, se houver verdadeiro interesse em “salvar” a Instituição.

E de novo, ao fim de seis anos, as mesmas questões: Já alguém analisou as razões do afastamento do Clube em relação aos aveirenses?! Já se apurou quantos, dos cerca de 70000 aveirenses (concelho), são aqueles que se sentem identificados com o Clube e vivem a sua realidade actual? Já se questionaram as gestões anteriores?! Já se repensaram projectos e debateram opções tomadas? Já se repensaram os modelos de gestão? Já se discutiu o insucesso desportivo e a incapacidade de afirmação no futebol nacional?! Porque não se ouviram as mesmas vozes de hoje aquando da construção do novo estádio municipal e todas as implicações que teria no futuro do clube? Porque é que o Clube não consegue encontrar sinergias no tecido empresarial aveirense?! Se é que ainda há tempo e a quem interessar…

publicado por mparaujo às 21:45

29
Out 14

pavilhao_do_beira-mar.jpgpublicado na edição de hoje, 29 de novembro, do Diário de Aveiro.

Debaixo dos Arcos

Um fim mais que anunciado

A realidade foi sendo protelada durante algum tempo mas chegou: o pavilhão do Beira Mar, o pavilhão do Alboi, o pavilhão dos Santos Mártires, encerrou portas. O Sport Clube Beira Mar perde, assim, um dos seus últimos patrimónios e um ícone para as modalidades amadoras, nomeadamente o Basquetebol, o Boxe, o Judo, entre outras. Já para não falar na extinta modalidade do Andebol. Como aveirense e após alguns anos como treinador de basquetebol no clube não posso deixar de sentir alguma mágoa pelo rumo dos acontecimentos e pelo desfecho final. Assisti e vivi momentos empolgantes e vibrantes que ficarão, enquanto conseguir, na minha memória, para além de todos aqueles que comigo os partilharam. Ver encerrar este espaço que comporta inúmeras histórias e “estórias” do desporto e da vida aveirense é sempre de lamentar.

Mas a realidade tem um outro lado da moeda.

A continuidade, ou não, do pavilhão do Beira Mar já não é um processo novo. Há mais de 12 anos que já se falava da construção de um novo pavilhão: primeiro na antiga zona da Lota e posteriormente junto ao novo estádio. Toda a polémica envolvendo a anterior SAD e um grupo de ex-directores do clube acabou por ditar o fim do pavilhão.

Só que há, neste processo, um conjunto de interrogações que importa destacar.

Em Portugal há um princípio genético na sociedade de uma tendência questionável para o sentido de posse e de propriedade, muitas das vezes aliada a bairrismos discutíveis. O “ter” sobrepõe-se, maioritariamente, ao “haver”, “ser” e “comunitário”. Durante anos a fio, o país viveu alheado da sustentabilidade dos recursos, da partilha, da dimensionalidade. No caso concreto, Aveiro não foi capaz, por inúmeras e distintas razões, de criar estruturas únicas, comuns, que pudessem ser partilhadas por várias instituições e pelos aveirenses. Relacionando com esta questão do pavilhão do Alboi, teria sido muito mais eficaz e eficiente a construção de uma estrutura única que servisse escolas, comunidade e clubes, nomeadamente o Galitos e o Beira Mar. Nada complicado. Mas a verdade é que não foi feito.

Por outro lado, há ainda uma questão que o próprio clube deve meditar neste infeliz desfecho. Desde a questão do caso “penhora do pavilhão”, ano após ano (e a história não é assim tão recente) que se interroga a continuidade das modalidades naquele espaço. Toda a movimentação que agora surge em torno do pavilhão e do erguer de um novo, deveria ter tido outros desenvolvimentos e outros esforços ao longo deste período. Porque este final era, inquestionavelmente, conhecido e expectável.

Deixou-se cair, um pouco, no esquecimento e no arrastamento de uma solução sustentável para o Pavilhão do Alboi, tal como se arrasta o renascimento e a reestruturação do clube, devolvendo-o de novo aos bons momentos, ou, qui ça, a uma total reformulação da vida do clube que pode passar, sem qualquer tipo de constrangimentos, pela chamada “estaca zero”, como são tantos os exemplos no país (Feirense, Salgueiros, Boavista, etc., etc.)

Há uma certeza nesta infeliz realidade. O Sport Clube Beira Mar perdeu, nas duas últimas décadas, identidade, ligação à cidade e à Região e, principalmente, perdeu património: não tem um estádio próprio, não tem uma piscina, não tem um pavilhão, não tem uma sede e não tem sócios.

Não foi apenas um pavilhão que o Beira Mar perdeu… foi muito da sua alma e da sua história.

Espero que saiba e consiga, a bem de Aveiro e dos aveirenses, renascer destas cinzas.

publicado por mparaujo às 09:23

05
Jan 14

Morreu o “Pantera Negra, o “King” do futebol nacional, aos 71 anos, muito perto de comemorar o seu 72º aniversário (25 de janeiro).
Um dos maiores vultos da história do desporto português, Eusébio da Silva Ferreira estava para o futebol como a Amália esteve para o Fado.
Marcou um dos períodos mais consideráveis do futebol nacional, fosse no Benfica ou na Selecção Portuguesa. Ajudou a Selecção nacionla a alcançar o terceiro lugar no "polémico" campeonato do Mundo de 1966, em Inglaterra. No Benfica, conquistou 11 campeonatos nacionais, 5 taças de Portugal, 1 Taça dos Campeões Europeus (para além de três finais da competição).
Bem sei que foi nestes dois contextos que o Eusébio foi mais preponderante e aí rezará a sua história desportiva.
Mas ainda me lembro, já em final de carreira activa, da sua passagem pelo Beira-Mar (antes de terminar no União de Lamas e rumar aos Estados Unidos).
Com certeza será um encontro e pêras, lá em “cima” entre a Amália e o Eusébio.
Obrigado, Eusébio e até sempre.

publicado por mparaujo às 13:45

29
Out 13

Esta terça-feira de (quase) final de mês tem sido proficua em notícias. Umas mais surreais que outras, mas, quando "disparadas" pelos Órgãos de Comunicação Social ou pelas redes sociais, em conjunto, espelham o "estado d'alma" deste país, completamente virado do avesso.

1. "Passos Coelho desafia oposição a apresentar orçamento alternativo". Como se a responsabilidade da governação não lhe coubesse. Se é para a oposição apresentar um Orçamento do Estado para 2014, mais vale trocarem de papéis. Sai do Governo e passa para a Oposição.

2. "Cavaco afasta cenário de eleições antecipadas". Pode o Governo fazer asneiras à vontade que está safo. Por outro lado, o Tribunal Constitucional já pode "trabalhar" à vontade.

3. "Governo quer limite de dois cães ou quatro gatos por apartamento". O Governo gere um país como se gere um condomínio qualquer. Pior... não há nada mais importante para resolver neste país. A Ministra Cristas ou "reza" para que chova ou transforma o seu ministério no "fungagá da bicharada".

4. "Problemas com Angola são "pequenas coisas" que se resolvem com "tempo e vontade", diz Machete". Com tempo, vontade... e muitos pedidos de desculpa e subserviência.

5. "Sporting acusa FC Porto de tratamento indigno no estádio do Dragão". Embora portista, concordo plenamente. Aliás, impõe-se uma correcção: não foi 'tratamento indigno'. Foram três "indignações".

6. "Hollande é o presidente francês menos popular dos últimos 30 anos". À atenção de António José Seguro.

7. "Bernardino Soares chega a acordo com coligação que inclui PSD". As voltas que Álvaro Cunhal não deve estar a dar...

8. «Passos Coelho contraria PSD e CDS e garante que orçamento "não tem folgas"». Governo a uma só voz... acabaram com os briefings e dá nisto.

(com possibilidade de actualização permanente)

publicado por mparaujo às 16:07

05
Jun 13

Publicado na edição de hoje, 5 de junho, do Diário de Aveiro.

Debaixo dos Arcos

O Esgueira é isto. Parabéns CPE.

Não é normal falar (aqui) de desporto, muito menos escrever na primeira pessoa, mas há alturas em que da excepção se faz regra. Comecei em 1990, terminei em 2008, foram 18 anos consecutivos como treinador. Comecei em 1990 no Clube do Povo de Esgueira, passei pelo Beira Mar, CENAP, GD Gafanha, e ainda dois anos da Associação de Basquetebol de Aveiro. Sem qualquer tipo de desconsideração por qualquer clube (até porque foi no Gafanha que experimentei o “sabor do título”), tal como (segundo) dizem que não há como o primeiro amor, também no desporto há marcas, positivas ou não, que ficam na nossa memória e na nossa experiência. Se houve algo que a modalidade me ensinou, muito mais do que, em consciência, ensinei, seja pela função de treinador, seja pela ligação aos colegas ou pelos próprios atletas, foi o respeito e o reconhecimento do valor da vitória e da derrota, do trabalho e do esforço, e o significado de “adversário” (muito diferente de “inimigo”), entre outros. E se neste momento há quem me mereça todo esse reconhecimento e respeito é o Clube do Povo de Esgueira.

Há poucos anos, numa fase complicada para o Clube depois da “travessia” do deserto infligida pelo gorado projecto Esgueira-Aveiro Basket, a que acresce o impacto negativo na modalidade face a uma desajustada e estruturalmente frágil liga profissional (que sempre critiquei desde o primeiro momento da sua criação) houve alguém que teve a coragem de tomar as rédeas do clube, apesar das dificuldades, dos “velhos do Restelo” ou dos “moinhos de vento do D. Quixote”. Hoje é inquestionável que a paixão pelo basquetebol, a paixão pelo clube, a sua experiência como atleta, foram os necessários argumentos para que o Jorge Caetano (a que se junta, obviamente, o Rui Duarte e todos os que passaram ou fazem parte do corpo directivo do clube) fizesse renascer o CPE.

A essência de um clube, independentemente da(s) sua(s) modalidade(s), são os seus atletas. Todos os seus atletas. Sem eles, sem a sua existência e vivência, não existe instituição desportiva. E por melhores direcções, experimentados e sábios treinadores, a eles cabe a maior fatia do sucesso desportivo (que não tem necessariamente de passar pelos títulos) de um clube. Ao caso, àqueles que souberam, com engenho, arte e muito suor, conquistar a subida à Proliga (25 de maio de 2013) e, passada uma semana, o troféu de campeões nacionais CNB1 (2 de junho de 2013), os sinceros e merecidos parabéns. Mas acima de tudo que sirvam de exemplo, em tudo, para os atletas mais jovens.

Como não acredito (e nunca acreditei) que as coisas acontecem por acaso, e tenho algumas dúvidas em relação a acontecerem por força do destino (seja o que isso for), os insucessos e os sucessos têm um rosto. Vou-me escusar a pormenores pessoais porque esses têm origem há cerca de quarenta anos. Mas a verdade é que o Pedro Costa soube, mais do que tudo, criar um grupo, uma equipa no sentido lato (mais que o simples somatório das partes), dar-lhe, juntamente com quem o coadjuvou, consistência desportiva e competitiva para terminar uma época apenas com duas derrotas, uma tão desejada subida e uma inesquecível (até face às dificuldades esperadas) conquista do título de campeão. As vitórias têm rostos e a do treinador também faz parte do “boneco final”.

Por último (que não em último) os parabéns vão também para quem sente e vive o clube nas mais diversas condições, mas que sem a sua presença, apenas restava um vazio. E por alguma razão os fundadores do “Esgueira” lhe quiseram chamar Clube do POVO de Esgueira (hoje, garantidamente, mais que isso). Desde os pais/familiares dos atletas, aos seccionistas e staff, ao fervoroso adepto. Para quem pôde estar em Tábua, no passado sábado, na final da CNB1 (imagino que muito próximo do que o clube viveu na “hora” da subida à Proliga), há uma imagem à qual não nos podemos dissociar: o Esgueira regressou aos “velhos” mas calorosos tempos dos anos 90. E as saudades foram muitas. E o “Povo” de Esgueira, para além do orgulho, também fez parte da “festa”.

Apenas um desejo final. Que a legítima euforia e o merecido orgulho face às conquistas desta época não façam o clube (direcção e técnicos, principalmente) deixar de ter os pés bem assentes no chão. Diz o saber popular que “quanto mais alto se sobe, maior é o trambolhão”. E, acima de tudo, não deixem de olhar para o que sustenta um clube: os seus atletas e os treinadores da formação. Porque esses é que alimentam este saborear da vitória.

Parabéns ao Clube do Povo de Esgueira, campeão nacional seniores masculinos – CNB1.

(créditos da foto: Luís Andrade Films)

publicado por mparaujo às 09:31

15
Ago 12

Publicado na edição de hoje, 15 de agosto, do Diário de Aveiro.

Debaixo dos Arcos

Mais rápido, mais alto, mais forte…

Este é o lema dos Jogos Olímpicos da era moderna (Grécia 1896), foi introduzido como símbolo na competição do verão de 1924, em Paris. O lema foi proposto pelo “pai” do renascimento das olimpíadas, Pierre de Coubertain, embora, nos Jogos Olímpicos de 1908, precisamente os primeiros, entre os três, realizados em Londres (1908, 1948 – pós guerra e agora 2012), tenha surgido a expressão mais informalmente conhecida do desporto, nomeadamente o amador, e proferida também por Coubertain: “O mais importante não é vencer, mas participar”.

E é neste ponto que importa analisar o que foi, para o país e para os portugueses, essencialmente, a participação da comitiva portuguesa nestes XXX Jogos Olímpicos, realizados em Londres entre 27 de julho e 12 de agosto.

Vamos primeiro a alguns factos/dados. A comitiva portuguesa marcou presença em Londres com 76 atletas (77 mas com a conhecida controversa desistência na vela), 45 homens e 31 mulheres (a maior participação feminina de sempre), repartidos por 13 modalidades olímpicas (atletismo, badminton, canoagem, ciclismo, ginástica, hipismo, judo, natação, remo, ténis de mesa, tiro, triatlo e vela). A preparação para estes jogos teve um investimento na ordem dos 15 milhões de euros (numa média de cerca de 197 mil euros por atleta, ao longo dos quatro anos de preparação olímpica), 42 vezes menos que o investimento da Grã-Bretanha (anfitriã dos jogos) que gastou cerca de 640 milhões de euros (numa média de 1,10 milhões de euros por cada dos seus 542 atletas olímpicos). Destaque para o facto de modalidades com a projecção e investimento consideráveis, como o futebol ou o andebol, por exemplo, não terem conseguido marcar presença nos jogos olímpicos.

No que diz respeito ao medalheiro, excluindo Pequim 2008 (2 medalhas: 1 ouro, Nelson Évora no triplo-salto - 1 prata, Vanessa Fernandes, ambos ausentes em Londres 2012, já para não falar de Francis Obikwelu, Rui Silva ou Naide Gomes) e Atenas 2004 (3 medalhas: 2 prata – 1 bronze), a verdade é que, estatisticamente a participação portuguesa foi positiva e dentro dos parâmetros habituais: 1 medalha (prata em canoagem), e 10 diplomas (dois quintos lugares, dois sextos, dois sétimos e três oitavos) num total de 28 pontos, resultado final idêntico ao de Pequim 2008. Este resultado colocou Portugal no 69º lugar dos JO Londres 2012. De destacar ainda que há quatro anos, em Pequim, Portugal tinha na sua comitiva, nada mais, nada menos, que 12 campeões mundiais ou europeus. A comitiva de Londres tinha um (João Pindo, judo) lesionado.

Mas a questão do desporto nacional passa por outros factores. Tal como disse, e bem, o Presidente do Comité Olímpico Nacional, Vicente Moura “o sistema desportivo nacional está obsoleto”. E está… Portugal continua a olhar para a cultura desportiva como um parente pobre da sociedade, sem conseguir obter qualquer rentabilidade e mais-valias do empenho de estruturas federativas, comités, clubes e, obviamente, atletas. Recorde-se a diferença de investimento entre a Grã-Bretanha e Portugal: dos 640 milhões de euros (542 atletas) para os 15 milhões de euros (77 atletas). Mas há outras realidades. A estrutura social e identidade cultural portuguesas continuam, em muitos dos sectores da vida nacional, sob o lema do improviso e do “desenrasque”. Dai que continuemos deslumbrados com o basquetebol americano ou com a surpresa (só para os portugueses) da réplica dada pela selecção espanhola na final de basquetebol frente aos Estados Unidos da América.

É que a vivência, a estruturação, o investimento, os quadros competitivos no desporto nacional, por exemplo, nos Estados Unidos é totalmente diferenciado do nosso “obsoletismo” “obsoletismo”. Veja-se o caso do basquetebol. Na América não há clubes de formação, apenas de competição profissional. A formação faz parte do processo educativo de todos os jovens e é realizado ao nível do desporto escolar (liceus e universidades). E as perguntas serão, obviamente, muitas: há desporto escolar em Portugal? Há condições para encarar o desporto nas escolas e nas universidades de forma “competitiva” (fora do âmbito curricular)? É possível o meio escolar abrir as suas “portas” a não licenciados em educação física no desporto escolar? É possível transformar os clubes em estruturas apenas de competição profissional? Que investimento há em centros de alto rendimento e que articulação há entre eles? Qual a sua capacidade de “albergar” o maior número possível de atletas? Quantas horas de treino são permitidas aos jovens, na formação e nas mais diversas modalidades, sem colidir com a sua formação escolar?

Seriam muitas mais as questões que se poderiam levantar na reformulação do desporto em Portugal.

Para já há uma resposta: mesmo nas adversidades, mesmo com algumas prestações abaixo das expectativas (caso de Telma Monteiro), a comitiva e os atletas portugueses presente em Londres 2012 estão de parabéns, merecem o nosso respeito e reconhecimento. Até daqui a quatro anos, no Brasil.

publicado por mparaujo às 14:22

04
Jan 09
Apesar do que escrevi na edição de sexta-feira no Diário de Aveiro (ver aqui), apesar dos avisos do Presidente da República (amuado como os Açores) no seu Discurso de Ano Novo e apesar de todos os avisos dos peritos, experts e entendidos em Finanças, Economia e Gestão, afirmarem que 2009 será um ano deveras difícil e muito negro, apesar do aumento das portagens, do gás e da electricidade, 2009 nem começou nada mal: "Benfica perde invencibilidade e cede liderança ao FC Porto" - fonte Visão On-line.
publicado por mparaujo às 22:42

21
Ago 08
No que respeita a coerências, pensamentos e atitudes lógicas, Portugal é verdadeiramente um "exlibris" do 8 e do 80.
Até hoje, às 12:30 Hm (mais cousa menos cousa - há que contar sempre com os fusos horários) a participação portuguesa nos Jogos Olímpicos em Pequim (os da vergonha dos direitos humanos) era uma lástima, uma verdadeira vergonha nacional, com comportamentos inaceitáveis de alguns dos atletas, com afirmações públicas a demonstrarem a pequenez da nossa cultura social e desportiva, com o total desrespeito pelos atletas que se esforçaram ou cumpriram os objectivos (metendo todos no mesmo saco), com demissões e já com futuros candidatos a candidatos ao COP, etc., etc., etc..
No entanto...
Bastaram poucas horas, até que alguém cumpriu o que se esperava, ganhou merecidamente uma medalha de ouro (cumprindo o que dele se esperava e sustentando a razão por estar lá), para que tudo virasse de pernas para o ar, minutos a fio de espaço na comunicação social (como se mais nada se passasse no mundo), recuos nas demissões e nos candidatos a candidatos, uma comitiva olímpica sem mácula e um verdadeiro exemplo de virtudes e profissionalismos.
Com esta medalha e a da Vanessa Fernandes já estamos em 40º lugar no ranking dos países medalhados... Ufaaaa! Um pontapé na crise.
Enfim...
É o País que somos e o que temos!
publicado por mparaujo às 21:20

17
Abr 08
Um Luís Filipe já "voou".
Será que, com as recentes tempestades e intempéries, não voará outro?!
publicado por mparaujo às 23:34

12
Jan 08
Ri bem melhor!

E agora, Benfica?!




O mesmo campeonato... O mesmo início (primeira volta - segunda volta)...
O mesmo Clube: Leixões!
O mesmo resultado: um triste empate!

Volta Fernando Santos. Eles perdoam-te!!!!!
publicado por mparaujo às 21:49

05
Jan 08
Entre dúvidas e contradições.
Para que o processo de análise e compreensão seja mais claro, vale a pena perder algum tempo a ler.
A anulação da Prova - AQUI e AQUI.
A influência do governo francês - AQUI.
A opinião dos patrocinadores - AQUI.
A opinião do Governo Português - AQUI.
A contradição da Mauritânia - AQUI.
A "visão" dos vizinhos espanhóis - AQUI.
Dakar, que futuro?! - AQUI.

via Público e Sol.
publicado por mparaujo às 13:33

Lembro-me de quando era miúdo (cerca os 8-9 e 10 anos), como não havia playstation, internet, praça do peixe ou fórum aveiro (para ficarmos em casa tínhamos o eterno "subbuteo", com equipas de topo como o Atlético e o Barreirense), um dos nossos entreténs eram as corridas de bicicletas na rua (longe vão os tempos em que a circulação automóvel era escassa).
Alguém, mesmo sem bandeira ou pistola de alarme, gritava: “Prontos?! Partida.”
Nos 30 anos de história do famoso Dakar, hoje alguém gritou: “Prontos?! Patida! CHEGADA!”
Curiosidade… Ninguém perdeu! Embora ninguém tenha ganho!
A não ser o estúpido do Terrorismo!
Para recordar…
publicado por mparaujo às 11:35

14
Ago 06
Recebido por mail.
Totalmente de acordo!
Mesmo fora de tempo... desportivamente português; reconhecidamente glorioso.

Sem bandeiras nas janelas, sem Nossas Senhoras ...
Sem prémios e outras compensações, traduzidas em conta bancária ...
Sem vedetismo, banhos de multidão ...
Sem toda a cobertura "jornalística" que quando já não têm nada para dizer sobre o assunto, tentam adivinhar a cor das cuecas, com quem dormiu, se dormiu, etc etc....
Não é sangue português, mas é um cidadão do mundo que escolheu a bandeira de PORTUGAL para levar mais alto ....
Cá está PORTUGAL no pódio, a receber medalhas de ouro ...

OBIKUEEEEEELO!!!!
publicado por mparaujo às 22:12
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