Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

18
Mar 16

Há quem diga que é fruto de novos tempos e de novas exigências.

Eu acredito mais que será tempo de repensar e reformular, o que não implica que se mantenham as mesmas plataformas.

Mas também penso que é tempo de reflectir sobre tutelas, modelos de gestão, realidades laborais, profissionalismo e ética deontológica.

Mas independentemente de qualquer ou toda a reflexão, é tempo de preocupação.

Preocupação pelo pluralismo, pela diversidade, pela informação.

Preocupação pelo futuro profissional de quem, bem ou menos bem, com maior ou menor esforço, com maior ou menos visibilidade, vê reduzida a sua "luz ao fundo do túnel".

Nem tudo acabou... mas pelo histórico recente, mesmo que a esperança seja a última a "suspirar", os dias do Diário Económico, ao fim de 26 anos, estão como o tempo de hoje (nem de propósito): cinzentos.

Suspensa a edição em papel (hoje foi a última), resta a plataforma digital (http://economico.sapo.pt/) e a plataforma televisiva (Económico Tv - ETV). E resta igualmente o nobre e heróico esforço e dedicação de todos os seus profissionais, mesmo sem a certeza do futuro.

"(...) há explicações para este fim. E não são editoriais, nunca foram. Saí em divergência com as opções do accionista, sim, mas em convergência com os jornalistas. Como leitor, sempre. Como colunista, semanalmente. O Diário Económico não acaba por causa dos seus jornalistas, acaba porque o accionista desapareceu e não deixou que outro o substituísse em devido tempo. E houve tempo e vontades. E ofertas. Não é, agora, o tempo de procurar todas as respostas, nem sequer de lamentar a crise da democracia com o fim de mais um jornal no papel. Mesmo quando este jornal, ao contrário de outros, desaparece apesar de ser a primeira escolha." (António Costa, ex-director do DE, na edição, a última, de hoje)

A última edição em papel do Diário Económico tem como destaque, na sua capa, um "Obrigado" (sobre a imagem de um aperto de mão), numa mensagem de agradecimento aos leitores.

Mas, no seguimento das palavras de António Costa, pelos jornalistas que ao longo destes 26 anos de existência marcaram a história do jornalismo económico, é altura para dizer: nós (leitores e camaradas) é que agradecemos. MUITO OBRIGADO.

Solidariamente...

diario economico - ultima capa.jpg

publicado por mparaujo às 10:54

24
Fev 16

Diario Economico.jpg

Não é fácil fazer vingar no panorama informativo uma marca com características de especificidade, ainda mais se a particularidade for a economia.

Mesmo que a economia se confronte, no dia-a-dia, com a política para a primazia no "espaço público" e na gestão das sociedades, a verdade é que a tecnicidade e uma área pouco acessível à maioria dos cidadãos leva a uma restrição do público-alvo de uma informação no sector da economia e das finanças.

Apesar disso, o Diário Económico tem sabido marcar uma posição de relevo nesta vertente apesar das conhecidas e, agora, tornadas públicas dificuldades de sustentabilidade, ao ponto de se afigurar como plausível a insolvência do grupo (jornal, tv e online).

Dificuldades financeiras, receitas deficitárias em função dos encargos, insustentabilidade da marca, salários em atraso, diversas saídas de profissionais que deixaram um vazio de saber e profissionalismo, tudo isto tem sido prejudicial ao futuro do Diário Económico (em toda a sua extensão).

Há muita análise a merecer uma reflexão urgente na Comunicação Social, nomeadamente na nacional. São inúmeros os casos de desaparecimento de Órgãos de Comunicação Social, de redução de profissionais nas redacções e noutras estruturas, seja ao nível da imprensa escrita, da televisão ou da rádio. São demasiadas circunstâncias e situações, são demasiados camaradas sem emprego, com sonhos desfeitos, com perspectivas futuras precárias... têm sido demasiadas pessoas como tantas "outras pessoas" (porque também se trata de pessoas e famílias).

E há muito para analisar, discutir, alterar, projectar. É a concepção do jornalismo, a importância da informação para a democracia e para a sociedade, a sustentabilidade da comunicação social, as suas (in)dependências, os seus meios e métodos, as suas organizações (trabalhadores, ordem e sindicato, carteira profissional, etc), ...

Mas enquanto esta reflexão e discussão, que à vista de todos é cada vez mais urgente mas, igualmente, cada vez mais utópica e distante, não surge, os profissionais do Diário Económico não desistem e continuam a lutar pela sua marca, pelo seu projecto profissional, por garantirem e quererem manter um lugar de destaque no panorama informativo nacional, pelos seus sonhos e projectos de vida.

Por solidariedade e respeito profissionais... porque o jornalismo e os jornalistas também têm direito a ser notícia (por mais que, teimosamente, se queira continuar a achar que não).

Comunicado da Comissão Instaladora da Comissão de Trabalhadores do Económico/ETV

publicado por mparaujo às 14:19

04
Mai 14

A leitura indicia uma relação contextual com o Dia do Trabalhador (1º de Maio). Não por acaso foi escrito logo após as comemorações do 1º de Maio. Não fora esta data, o texto poderia igualmente ser extremamente pertinente para o Dia da Mulher.

Mas a verdade é que a jornalista da RTP, Cristina Esteves, na sua crónica quinzenal no Diário Económico, é extremamente feliz na oportunidade e conjunção do Dia do Trabalhador com o Dia da Mãe.

O resultado não podia ser melhor. Sem o recurso a feminismos demagogos ou radicalismos conceptuais, a Cristina Esteves consegue ultrapassar o misticismo dos cansáveis "Hoje é Dia de...", das inúmeras e cada vez mais desvalorizadas e desvirtuadas efemérides, para apresentar uma reflexão importante e interessante sobre o papel das mães enquanto trabalhadoras/empregadas. Nomeadamente, nos desafios, obstáculos e limitações que se colocam às mães/trabalhadoras na realidade laboral dos dias de hoje.

Neste "A ler os outros...", sobre o artigo de opinião da Cristina Esteves "Diferenças no Género" (publicado na edição de sexta-feira, dia 2 de maio, do Diário Económico), fica espelhado e expressado o meu respeito e consideração por todas as Mães, com destaque para aquelas que, de forma heróica, se dividem entre a família e o trabalho.

A minha mãe foi disso exemplo...

A da minha filha exemplo é.

publicado por mparaujo às 08:24

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