Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

10
Dez 17

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(crédito da foto: facebook... celebração do dia internacional dos direitos humanos)

Há 69 anos, precisamente a 10 de dezembro de 1948, no período do pós-Guerra, foi proclamada a Carta Universal dos Direitos Humanos, sustentada nas atrocidades do conflito da II Guerra Mundial e também no direito natural que fundamentou, por exemplo, a Magna Carta (1215), a declaração de Independência dos Estados Unidos (1776), a Revolução Francesa (declaração dos direitos do homem e do cidadão em 1789) ou a criação da ONU em junho de 1945.

Em 1968, a UNESCO declarou o dia 10 de Dezembro como o Dia Internacional dos Direitos Humanos com o claro objectivo de promover uma cultura de defesa incondicional dos direitos universais.

Volvidos todos estes anos e muitos milhares da história da humanidade, não deverá haver tantos acordos, declarações, compromissos, tão violados e rasgados como a Declaração Universal do Direitos Humanos.

E a realidade que sentimos mais ou menos próxima, mais ou menos tocante, não deixa dúvidas (sem pormenorizar já que, infelizmente, os casos são mais que numerosos):

É a falta da liberdade de expressão e de opinião que resulta em prisões, perseguições e mortes;

São os casos dos países que impõe as suas vontades contra as vontades de autodeterminação de outros;

São os milhares de refugiados que fogem da morte à procura de uma esperança de vida, mesmo que ténue;

É a pobreza, a falta de cuidados de saúde, de educação, de justiça, seja nas nossas comunidades ou, por exemplo, de forma gritante, no continente africano (cada vez mais esquecido);

São as perseguições pela crença/religião, pela orientação sexual ou raça, em tanto do dia-a-dia de milhares e milhares de pessoas;

São os crimes de abuso sexual e tráfico humano, dos quais, por exemplo, podemos destacar a pedofilia e mutilação genital feminina ou o tráfego de crianças no Gana (“Filhos do Coração”).

Há ainda a violência doméstica, a homofobia, a xenofobia, as desigualdades de género, que caminham lado-a-lado com a vida do dia-a-dia das nossas comunidades.

É este o NATAL de muitas pessoas espeladas pelo mundo.

Por último, quando há, infelizmente, quem procure nas organizações activistas promoções individuais/pessoais e procuram tirar proveitos e benefícios próprios (veja-se o caso da associação “Raríssimas”) não posso deixar de referir e dar nota do trabalho da Amnistia Internacional (no caso partícula da secção portuguesa) e da Associação “Filhos do Coração” da jornalista da TVI, Alexandra Borges.

Natal 2017.jpg

publicado por mparaujo às 12:46

25
Nov 16

violencia contra a mulher.jpg%20largeEm pleno século XXI ainda vivemos, em algumas áreas, em contextos e realidade perfeitamente medievais. E nem é preciso insurgirmo-nos contra determinadas culturas e realidades, basta-nos o que se passa na sociedade e nas famílias em contextos sociais ocidentais.

O dia 25 de novembro regista o empenho internacional no combate à violência, real e ainda existente, contra as mulheres. Problemática que ultrapassa a significativa dimensão da violência doméstica.

Segundo a UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta) e com base num relatório e estudo do Observatório das Mulheres Assassinadas, em doze anos (desde 2004), pouco mais que a última década, foram assassinadas cerca de 450 mulheres, tendo-se registado ainda mais de 500 casos de tentativas de homicídio. Com uma nota especial para, segundo a mesma fonte, o facto de 83% dos crimes (incluindo os tentados) "a relação entre a vítima e o homicida ser uma relação de intimidade" (vivência familiar, namoro ou relações passadas).

Em 2015, no nosso país, 29 mulheres morrem vítimas de violência e o Ministério Público revela dados estatísticos que informam o registo de mais de 26500 denúncias de casos de violência doméstica.

umar.jpg

(créditos da foto: Adelino Meireles / Global Imagens)
(Homenagem, pela UMAR, a todas as mulheres vítimas de homicídio por violência de género, na Avenida dos Aliados, Porto - 2016)

publicado por mparaujo às 11:57

25
Nov 09
Hoje é Dia Internacional para Eliminação da Violência contra Mulheres.

Pôr fim a imperdoáveis, como o uso da violação sexual como arma de guerra, da violência doméstica, do tráfico de mulheres para fins de exploração sexual, dos chamados “crimes de honra” ou de mutilações genitais femininas.

A Mensagem do Secretário-Geral da ONU pode ser lida Aqui.
publicado por mparaujo às 20:33

08
Mar 09
É pena que neste dia não se lembre, efectivamente, a memória dos factos que levaram à internacionalização do dia da Mulher.
É pena que não se reflicta sobre a condição, perspectiva, realidade e futuro de se ser mulher na sociedade, na família, no trabalho.
É pena que não se reflicta sobre questões como o discutível impacto de uma triste lei como a das quotas (paridade), onde o valor, a competência são substituídos por meros números percentuais.
É pena que seja um dia de muito folclore e carnaval.
Por solidariedade...
publicado por mparaujo às 21:13

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