Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontravam e conversavam sobre tudo e nada.
No Estado Novo, o direito das mulheres ao voto era, para além de reduzido, extremamente condicionado. A liberdade tinha acentuados constrangimentos patriarcais e mesmo o exercício de uma profissão, ou era vedado (juízas ou diplomatas) ou condicionado (professoras na zona residencial, enfermeiras apenas solteiras. O que a ditadura de Salazar impunha às mulheres era a sua redução (mesmos que pejorativa) à preferencial condição de donas de casa, de mães, quando muito o trabalho (...)
Publicada na edição de hoje, 11 de março, do Diário de Aveiro (pág. 23) Ainda a propósito do Dia Internacional da Mulher, assinalado na passada sexta-feira, porque esta luta, infelizmente, ainda tem que ser diária e travada. E ainda, porque esta, por respeito e dever cívico, deve ser uma causa também dos homens. Que mais não seja, pelo respeito e pelas desculpas que são devidas às mulheres, pelos nossos comportamentos, as nossas ações, as nossas omissões, os nossos (...)
8 de março: Dia Internacional das Mulheres. No ano em que se registam 115 anos após a primeira iniciativa de manifestação das mulheres pela conquista de direitos e liberdades (Estados Unidos, 1909), esta é uma das datas que, em pleno século 21, deveria ser banida do calendário das efemérides. Não por algum fundamento oposicionista à igualdade de género (antes pelo contrário), mas precisamente porque deveria ser mais que natural, justo e digno não haver motivo de registo do (...)
Propositadamente escrito ontem (Dia Internacional da Mulher) e, igualmente, publicado hoje, a propósito. Há o argumento (válido e legítimo) tantas vezes usado de desvalorização das efemérides, ou de algumas efemérides, sob o pretexto da inércia e indiferença nos restantes 364 dias do ano. É verdade... é a contestação da realidade, da triste realidade, de inação e de ausência de atitude, individual e coletiva, perante factos e contextos, em muitas das situações a roçar (...)
8 de março... Dia Internacional da Mulher. A luta teve início ainda no século XIX, por volta de 1909 ou 1910. Prolongou-se por anos e anos a fio, sem ver, em pleno século XXI, em 2017, o seu fim. Só em 1977 a ONU reconheceu o Dia Internacional da Mulher (fixando a data neste dia 8 de março) sem que, hoje, o dia seja celebrado em todo o mundo (longe disso... 67 países dos 193). Volvidos 107 anos, chegados a 2017, este é um dia de vergonha para as sociedades e as comunidades (recordando o que já aqui referi há seis dias (...)
Hoje celebra-se o Dia Internacional da Mulher, “adoptado” pela ONU, em 1977, para lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres (embora a primeira celebração remonte a 28 de fevereiro de 1909 nos Estados Unidos). Em causa estava a luta das mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto, dois anos depois marcada pela tragédia do incêndio numa fábrica de têxteis Triangle Shirtwaist, em Nova Iorque, onde faleceram 146 (...)