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Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

26.Jan.20

Porque a História nunca pode (deve) ser travada...

mparaujo
É um marco incontornável da realidade e história contemporânea: a II Guerra Mundial e o extermínio étnico - Holocausto - que vitimou um número estimado superior a 11 milhões de cidadãos, 6 dos quais homens (3 milhões), mulheres (2 milhões) e crianças (1 milhão) judeus. Sob o desígnio político-nacionalista Endlösung der Judenfrage (Solução Final), com a ignóbil desculpa/justificação dos lebensunwertes Leben (indignos da vida), foram condenados à morte, morreram pela (...)
07.Jan.20

Passar da(s) Palavra(s) aos actos...

mparaujo
Promovida, mais uma vez, pela Porto Editora, os portugueses escolheram a palavra do ano de 2019. Por si só, qualquer contexto de violência é condenável, criticável e deve ser denunciado. Têm vindo a público inúmeras realidades reprováveis: 900 casos de violência contra profissionais da saúde (normalmente, médicos e enfermeiros); praticamente todas as semanas há registo de casos com professores e auxiliares de educação; são mais que significativos os casos de violência (...)
03.Nov.19

A minha proposta é melhor que a tua... as vidas que se lixem.

mparaujo
Há um elefante no meio da sala que a muitos teimam não ver. O mundo está, hoje, numa perigosa escalada de instabilidade e conflitualidade social ou de contestações governativas. Veja-se o que se passa na América do Sul (Chile, Bolívia, Equador, Guatemala), no Médio Oriente (Líbano, Iraque, Iémen) ou em África (Etiópia, Argélia, Sudão, Burkina Faso, Somália, Ruanda, Zimbabwe, Líbia), na Ásia (Hong Kong). E, claro, o conflito internacional mais "mediático": Síria. Outra (...)
26.Out.19

Há sempre o outro lado da moeda... e nunca é bonito / melhor

mparaujo
Há dois dias, a Amnistia Internacional Portugal apelava à assinatura da Petição (dever já cumprido) na área dos direitos económicos, sociais e culturais: "Milhares de pessoas em risco de vida no sul de Angola". Entretanto, o Pedro Neto (director-executivo da AI Portugal) está (já a meio), até 31 de outubro, numa missão em Angola, dando voz à causa e aos milhares de pessoas que, longe do mediatismo e brilho de Luanda, morrem à fome no sul do país. Por coincidência na mesma (...)
29.Set.19

Não se trata apenas de Migrantes ou Refugiados. São pessoas... seres humanos.

mparaujo
(créditos da foto: Christopher Reardon / ACNUR-ONU) A ONU declarou instituiu, desde 2000, o dia 20 de junho como o "Dia Mundial dos Refugiados". Hoje, 29 de setembro, a Igreja Católica celebra o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado. Podendo parecer uma duplicação de datas, independentemente de crenças e credos, a verdade é que todas as datas, todos os momentos são importantes para lembrar e alertar para o maior flagelo da humanidade, nos dias de hoje. Por mais movimentações, (...)
20.Jun.19

Dia Mundial do Refugiado: (garantidamente) Não é por vontade própria...

mparaujo
(crédito da foto: Andrew McConnel/ACNUR) E infelizmente, à falta de responsabilização (religiosa, geopolítica, geoestratégica, climática/ambiental, Europeia), os próprios refugiados tornam-se os "culpados" (por fugirem da morte... por tentarem sobreviver... porque foram expulsos... porque a "vida" está no país ao lado ou na travessia do Mediterrâneo "da morte"). 20 de junho... as Nações Unidas instituíram, em 2000, este dia como o Dia Mundial do Refugiado, para a (...)
30.Dez.18

2018 Revisitado (parte 3) - Aqui, à beira mar plantado...

mparaujo
A Segurança de Pessoas e Bens, a Saúde, a Justiça, o Ensino e a Política são os principais registos que marcaram o ano de 2018 em Portugal. Na mesma altura em que se assinalou o 20.º aniversário do prémio Nobel da Literatura atribuído a José Saramago e num ano em que o “Presidente dos Afectos” é, para muitos dos portugueses, uma das principais figuras. da Tragédia… Volvido um ano após os acontecimentos de Pedrógão Grande, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, (...)
29.Dez.18

2018 Revisitado (parte 2) - Pelo mundo...

mparaujo
A história da Humanidade, ao longo dos séculos (AC e DC), sempre teve períodos, mais ou menos longos, de conflitualidade entre os homens e os povos/nações. Foi, também, nesses contextos que as civilizações delinearam os seus futuros. No período contemporâneo, na primeira metade do século XX, as duas Grandes Guerras (1914-1918 e 1939-1945) foram o reflexo visível dessa conflitualidade. No entanto, o Mundo soube sempre acolher períodos alargados de paz (ou alguma paz) e de (...)
18.Nov.18

América Centro e Sul: é a política, estúpido!

mparaujo
Nada é mais importante que a vida. Nada se compara à luta pela sobrevivência perante a doença, a guerra ou a fome. Tomemos como exemplo a crise humanitária dos refugiados da África subsaariana, norte de África e do Médio Oriente (como exemplo, a Síria) e a permanente e constante busca diária pela sobrevivência e pela fuga à morte, mesmo que isso signifique mergulhar no completo desconhecido e incerteza. Mas há outros contextos e realidades que tocam o limiar desta (...)
02.Nov.18

Infelizmente... não há coincidências nos Direitos Humanos

mparaujo
Mas há um turbilhão de sentimentos: revolta, solidariedade, impotência, comoção, choque, desassossego, (...). E há igualmente uma premissa que importa, desde já, destacar: não colhe o argumento "cá também há situações de..." ou "isso é lá longe, o que conta são os 'nossos'". Não! Não é assim... Primeiro, a vida, os direitos e a dignidade humana são universais e não conhecem fronteiras. Segundo, existem realidades e contextos bem distintos. Terceiro, a preocupação (...)
02.Set.18

Repitam comigo: são Direitos e Direitos Humanos, estúpido!

mparaujo
Somos relativamente permissivos e influenciáveis pelo mediatismo e pelo colectivismo no que toca à tragédia, à desgraça e à morte. Forma muitos os que assumiram a corrente do "Je Suis Charlie" quando em janeiro de 2015 se deu a barbárie do atentado ao jornal satírico francês Charlie Hebdo. Mesmo que até à data grande parte nunca tivesse ouvido falar do jornal, nem das suas posições editoriais significativamente polémicas (nomeadamente no que respeita às religiões e (...)
13.Dez.17

A Líbia a "ferros"... com a mão da Europa

mparaujo
Nas várias reflexões e análises aqui feitas sobre a questão dos Refugiados e das milhares de vítimas que preenchem os fundos do Mediterrâneo, sempre defendi que a União Europeia (e a própria comunidade internacional) não está isenta de responsabilidades pelo que se passa nos vários pontos do globo (médio oriente, norte e centro África, como exemplos) e pela realidade vivida por milhares de pessoas. Também não foi isenta de críticas a União Europeia por causa do deplorável (...)
10.Dez.17

Dos Direitos... em pleno Natal.

mparaujo
(crédito da foto: facebook... celebração do dia internacional dos direitos humanos) Há 69 anos, precisamente a 10 de dezembro de 1948, no período do pós-Guerra, foi proclamada a Carta Universal dos Direitos Humanos, sustentada nas atrocidades do conflito da II Guerra Mundial e também no direito natural que fundamentou, por exemplo, a Magna Carta (1215), a declaração de Independência dos Estados Unidos (1776), a Revolução Francesa (declaração dos direitos do homem e do (...)
29.Nov.17

Escravatura em pleno século XXI

mparaujo
(crédito da foto: Getty) Basta percorrer a página portuguesa da Aministia Internacional (deveria ser um hábito para todos) para percebermos que o Mundo tem permanentes conflitos que condicionam, atropelam e ofendem os mais básico, elementares e fundamentais Direitos Humanos. Conflitos que, infelizmente, passam longe dos holofotes do mediatismo, passam longe da "nossa porta", mas que merecem especial e cuidada atenção e acção: o desrespeito pela dignidade da vida humana (Farid (...)
25.Nov.17

É uma questão de dignidade e de liberdade... o direito a não ser agredida

mparaujo
Em dezembro de 1999 a Assembleia Geral das Nações Unidas designava o dia 25 de novembro como o Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher. Mas em 1993, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovava a Declaração sobre a Eliminação da Violência contra a Mulher. Aí era definido o conceito de "violência contra a mulher": «todo acto de violência baseado no género que tem como resultado possível ou real um dano físico, sexual ou psicológico, incluídas as (...)
17.Jun.17

das indignações...

mparaujo
O Eurodeputado (MEP) socialista Manuel dos Santos referiu-se à deputada socialista na Assembleia da República, Luísa Salgueiro, como "a cigana", entre outros "mimos". Tudo a propósito da anunciada candidatura de Lisboa a sede da Agência Europeia do Medicamento e toda a polémica que tem envolvido esta opção do Governo de António Costa, acusado de centralista. Duas notas prévias que têm apenas relação com a opção governativa. Primeiro, a total amnésia parlamentar, muito por (...)
31.Mai.17

Os falsos moralismos

mparaujo
não publicado na edição de hoje, 31 de maio, do Diário de Aveiro. Debaixo dos Arcos Os falsos moralismos Decorreu, no final da passada semana, a Cimeira da NATO que reuniu os principais países na Bélgica. Entre os vários acontecimentos destaca-se o discurso do Presidente dos Estados Unidos que, entre outros temas e outras críticas, aborda a questão dos refugiados. Só que, à “boa maneira” de Donald Trump, a questão, fruto da recente vivência trágica dos acontecimentos em (...)
02.Mar.17

A questão de altura, força e QI.

mparaujo
Ou melhor dizendo... como a estupidez humana nos revela seres abomináveis e deploráveis. E não é, infelizmente, de tempos a tempos... é regular e frequentemente. A notícia é, em primeira instância, revelada pelo El País (a fonte recolhida é através do Diário de Notícias). Um eurodeputado polaco, Janusz Korwin-Mikke, em pleno Parlamento (...)
01.Fev.17

Os telhados de vidro contra Trump

mparaujo
publicado na edição de hoje, 1 de fevereiro, no Diário de Aveiro. Debaixo dos Arcos Os telhados de vidro contra Trump Já o referi (escrevi) por diversas vezes que a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos é o maior erro da história da democracia nos dois últimos séculos. E não é por desrespeito pela infeliz decisão dos norte-americanos ou por pretender negar a importância do voto livre na essência da democracia. É precisamente a mesma democracia que (...)