Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontravam e conversavam sobre tudo e nada.
(crédito: Maria João Gala, in Observador) Nos tempos idos da Grécia ou de Roma (bem) antigas, do poeta Homero ou do historiador Tito Lívio, enaltecia-se tanto a glória dos vencedores, como a coragem e a dignidade dos derrotados, sem que isso significasse desvalorizar a vitória ou desvirtuar a realidade derrotada. A expressão “Glória aos vencidos. Honra aos vencedores” retoma vigor retórico e de “discurso de Estado” na França militar e imperial de Napoleão, no século (...)
O programa eleitoral do PS para as Autárquicas de 2025, apresentado pelo candidato Alberto Souto, e que desde a semana passada tem sido apresentado, juntamente com as equipas/listas, em todas as Freguesias (começou em Eixo, hoje passou pela tão vetada ao abandono freguesia de São Jacinto), é um verdadeiro sopro de esperança e um assumido, fundamentado e sólido compromisso de (e com) Futuro para o Município de Aveiro. É mais do que um conjunto de propostas (que alguns não (...)
(fonte: jornal Expresso - 14/02/2025) Pelo silêncio e ambiguidade do que foram os primeiros tempos públicos da candidatura do PSD, não são, de todo, surpresa os tempos mais recentes, agora que o processo eleitoral ganhou outros contornos de exposição pública e mediática. A necessidade de marcar posições públicas, nomeadamente para “mostrar serviço” na apresentação das candidaturas às Freguesias, e de apresentar substância política e eleitoral, têm refletido, não (...)
(ilustração: Silvestre Gago) Notas prévias. Os dados de 18 de maio de 2025 não incluem, ainda, o apuramento dos votos no estrangeiro (24 consulados). Apenas estão referenciados os indicadores referentes ao número de mandatos a partir do processo eleitoral de 1991, já que até essa data o Parlamento era composto por 250 deputados (e vez dos atuais 230), com exceção das eleições de 1976 (as primeiras após as da Constituinte) nas quais foram eleitos 163 deputados. Dos factos que (...)
(fonte: RTP, programa "É ou não é?" - eps.13 - 13 de maio) Estamos a dois dias do final da campanha eleitoral que culminará, no dia 18 de maio, na delegação de responsabilidades políticas de representatividade nos 230 deputados que formam o Parlamento, através de um dos pilares mais importantes da nossa democracia: o voto livre. Independentemente da maior ou menor coesão e paz social que cada legislatura possa assumir e espelhar, dado o distanciamento político entre eleitor e (...)
Já não é de hoje (agora)… mas a estratégica comunicacional da AD / Governo, planeada para a narrativa eleitoral, é de um populismo muito mais próximo da “berraria” da extrema-direita do que uma conceção programática. À boa maneira do conceito de “Propaganda”, de Edward Bernays, enquanto modificação propositada das realidades e dos factos, com o objetivo de manipular as mentes, gostos e ideias. Isto já tinha sido visível nas declarações do Ministro da (...)
(crédito da foto: José Neves) Como bem sabemos, já há alguns anos que a Maratona da Europa ganhou dimensão significativa. É um facto, a bem da verdade e sem qualquer tipo de constrangimentos. A promoção do desporto, o desenvolvimento da atratividade da região, nomeadamente Aveiro e Ílhavo, a popularidade do evento, são vertentes que deveriam nortear a universalidade da Maratona da Europa. Como também sabemos, exceção feita para o atual presidente da Câmara Municipal de (...)
Como diria um reputado e amigo jornalista, que muito considero e respeito: "conto rápido", sobre "averiguações preventivas" que ninguém, juridicamente, sabe o que são e o que valem. 1. Não há qualquer semelhança entre o caso de Luís Montenegro e esta pseudonovidade do caso de Pedro Nuno Santos. E não estou, sequer, a tecer qualquer juízo de valor sobre o primeiro (como não o fiz até agora). Podem fazer a ginástica da politiquice que quiserem, a começar pelo absurdo (...)
(fonte da foto: RIA - Rádio Universitária de Aveiro) Apesar de ainda(?) faltarem cerca de 8 meses para que os 308 municípios e as cerca de 3.400 freguesias, dependendo do resultado da aprovação dos processos pendentes de desagregação, fiquem a conhecer o seu novo ciclo de gestão autárquica, “o verão quente” da política local já fervilha de norte a sul do país, independentemente da dimensão ou peso mediático dos territórios. São os ciclos autárquicos (3 exercícios (...)
(crédito da foto: José Sena Goulão/Lusa, in Jornal Económico) O Orçamento do Estado, na sua especificidade, é um instrumento provisional/previsional da aplicação das finanças públicas nas várias áreas de intervenção do Estado, gerindo, com imperativo legal, a aplicação das receitas em função das despesas previsíveis. Mas é, também, muito mais do que um plano financeiro e contabilístico. Na sua base, estruturação e gestão está implícita a vertente política: a da (...)
A expressão ficou marcada na gíria política depois de “patenteada”, em 2013, por António José Segura, à data líder do PS, quando surgiram críticas internas e a pressão para a realização de um congresso, contexto que, mais tarde, culminaria com a chegada de António Costa à liderança socialista. Desde então, não raramente, surge o recurso à expressão “qual é a pressa?” para questionar o surgimento de contextos a destempo e inoportunos, de spinningque desvia o (...)
Depois do “amargo de boca” de sexta-feira passada (sim, no futebol), eis que a França nos dá, hoje, uma excelente notícia, uma enorme lufada de esperança e alegria. Os franceses perceberam o que se jogava neste domingo e foram votar maciçamente na defesa da Democracia, dos valores republicanos da Liberdade, Igualdade e Fraternidade e, principalmente, derrotaram a extrema-direita, o nacionalismo ideológico, o ataque à democracia e aos mais elementares direitos, liberdades e (...)
Apesar de alguma esperança numa alteração do ciclo governativo e político no Arquipélago da Madeira, a verdade é que os resultados eleitorais as Eleições Regionais deste domingo não são, na sua globalidade, surpreendentes. A surpresa mais relevante é, face à aritmética política, a possibilidade de voltar a haver eleições com o chumbo do Pograma do Governo, que será apresentado na Assembleia Legislativa Regional e que tem carácter vinculativo para que o Governo assuma a (...)
Ainda mal começou a legislatura - a primeira sessão do Parlamento ocorreu hoje - e já é bem patente (tal como referi ontem) que o "voto de protesto" na extrema-direita, neofascista e salazarista, não passa de um novo "mito urbano". É, e será sempre, uma questão meramente ideológica e fundamentalista. Até quando resistirá a nossa democracia? A capa da (...)
(fonte: Jornal Notícias - infografia de Isidro Costa e Tiago Coelho) Publicado na edição de hoje, 25 de março, do Diário de Aveiro (página 10) Concluída a contagem dos votos dos dois círculos da emigração cai o pano sobre os resultados das Legislativas de 10 de março de 2024. Não há nada mais que óbvio do que considerarmos que quem vence uma eleição é quem, nem que seja por um voto, é o mais votado. Nada mais simples. Portanto, tendo a AD conquistado cerca de mais 50 mil (...)
(Publicado na edição de hoje, 4 de março, do Diário de Aveiro, página 18 ) Entramos na derradeira semana da campanha eleitoral, rumo às eleições legislativas de 10 de março. Independentemente dos partidos anunciarem os seu programas e compromissos eleitorais, de os disponibilizarem, para consulta pública, nas suas plataformas digitais, a verdade é que são muito poucos os portugueses que os leem. Por outro lado, as afirmações proferidas no rolar da campanha, pelos mais (...)
O que temos assistido nesta última semana é que o aparecimento de determinadas figuras públicas e políticas no palco mediático tem gerado, na opinião pública, um conjunto de circunstâncias e realidades que trazem para o espaço público o avivar da memória de uma má experiência coletiva para os portugueses. O que tem, ainda, provocado um conjunto de “zig-zagues” discursivos e permanentes alterações de retórica que o cavam desconfiança, indiferença e repulsa, para além (...)
(crédito da foto: Daniel Rocha / Público) São infundadas e levianas as considerações que muitos fizerem sobre esta impactante imagem captada pela objetiva do fotojornalista do jornal Público, Daniel Rocha. Desde os mimos "um homem só", "sem passado e sem futuro" até ao já desgastado chavão da "incompetência", tudo serve para a crítica. Mas a verdade é que a foto tem um simbolismo político que desarma. É mais que óbvio que o caminhar de Pedro Nuno Santos tem um objetivo (...)
Publicado na edição de hoje, 12 de fevereiro, do Diário de Aveiro (pág. 6) Sim… falamos de tempo da democracia e falamos de tempo político. Um anticiclone subtropical, no qual se insere o Anticiclone dos Açores, é caracterizado por uma massa de ar quente e sem humidade, e, por isso, relacionado com um céu limpo e sem nuvens. No caso da atual conjuntura política açoriana ele contraria, em tudo, qualquer princípio da meteorologia: muita nebulosidade e correlações partidárias (...)
que a memória não se apague... (governação de Cavaco Silva)
mparaujo
(imagem: período de governação de Cavaco Silva / PSD - manifestação da PSP denominada "Secos e Molhados") O direito à greve é um direito, não sendo absoluto, respeitável e legítimo, desde que, obviamente, coerente e realista. Mas é um direito natural, estruturado no direito a liberdade de expressão e sustentado na legitimidade da reivindicação de melhor qualidade de vida, melhor qualidade laboral e do justo rendimento. Nada disso se pretendeu colocar em causa na greve dos (...)