Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

10
Jan 14
segredo justica

Em relação ao post anterior "Que anormalidade..." há uma leitura acrescida e focada por Estrela Serrano nesta sua interessante reflexão: "Afinal, o ex-espião foi um percursor…".

Podemo-nos (devemos... e é urgente que aconteça) revoltar e indignar por razões profissionais, deontológicas, jurídico-legais, constitucionais, por fundamentos da democracia, da cidadania e de um Estado de Direito. Tudo é, face ao que o Relatório da Auditoria ao Segredo de Justiça destaca num dos seus pontos (alteração do actual quadro jurídico-legal que permita escutas, buscas, apreensões de material e informação, aos jornalistas e aos órgãos de comunicação social). Tudo em nome do cumprimento da lei e em defesa do segredo de justiça.

No entanto, a Estrela Serrano levanta uma outra perspectiva do problema.

A transformação do jornalista em "cobaia", em "isco", em "bufo", como forma de, através destes, conseguirem incriminar aqueles que internamente (MP ou PGR) divulgam informação que viola o princípio do segredo de justiça.

É o mesmo que, como alguém dizia nas redes sociais, um hipermercado responsabilizasse os clientes pelo "desvio" de produtos por parte dos funcionários.

publicado por mparaujo às 22:46

Uma perfeita tontice. Um total atentado. Uma anormalidade legal.

E são poucos os adjectivos que se possam encontrar para justificar esta inqualificável "guerra" ao jornalismo e à comunicação social.

Para uma total e comprovada incapacidade de cuidar e tratar internamente do problema do Segredo de Justiça (aliás, mais do que legislado e processuado criminalmente) a Procuradoria-Geral da República vem encontrar o seu "bode expiatório" fora de "portas", atirando responsabilidades sobre os jornalistas e a comunicação social.

Primeiro, por um Inspector da Procuradoria-geral da República que, num relatório, hoje apresentado, de conclusão de uma auditoria interna sobre violações do segredo de justiça, defende escutas e buscas a jornalistas e a órgãos de comunicação social.

Segundo, e mais grave e estranho, é a posição da própria Procuradora-Geral da República, Joana Marques Vidal que, defendendo o relatório, não esconde alguma satisfação em colocar esta hipótese absurda a debate público.

Que anormalidade é esta? Que obsessão pelos jornalistas e pela comunicação social.

Já agora, porque não colocam as escutas em todos os elementos do MP ou da PGR???? E porque não no Inspector (relator) e na própria Procuradora-Geral???

publicado por mparaujo às 14:46

12
Out 11
Ou que comunicação com direito?!
Altura para reflexão... E não só!


Sábado, dia 15 de Outubro, Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.
 
EU VOU LÁ ESTAR... para assistir e participar no Colóquio sobre "Comunicação e Direitos Fundamentais" e, não menos importante receber o diploma do 20º Curso Pós-Graduação de Direito da Comunicação.
E claro rever amigos e dos bons...


Destaques: seis professores do curso; Prof. Dr. Gomes Canotilho; Dr. Azeredo Lopes; José Manuel Fernandes; Fernanda Câncio... Vai valer a pena!!!!
publicado por mparaujo às 22:00

Ou que comunicação com direito?!
Altura para reflexão... E não só!


Sábado, dia 15 de Outubro, Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.
 
EU VOU LÁ ESTAR... para assistir e participar no Colóquio sobre "Comunicação e Direitos Fundamentais" e, não menos importante receber o diploma do 20º Curso Pós-Graduação de Direito da Comunicação.
E claro rever amigos e dos bons...


Destaques: seis professores do curso; Prof. Dr. Gomes Canotilho; Dr. Azeredo Lopes; José Manuel Fernandes; Fernanda Câncio... Vai valer a pena!!!!
publicado por mparaujo às 21:58

11
Set 11
Estrela Serrano (resumo carreira profissional), uma das minhas referências pessoais na Comunicação Social, através do seu "espaço" de análise, concepção e crítica: "Vai e Vem", já tinha abordado (com honrosa partilha de visões e opiniões no twitter, mesmo que resumidamente, e fruto deste meu texto) a questão dos limites da imprensa e do que deve ser o legítimo "interesse público" (diferente do que é o interesse do público) neste texto "A dupla devassa dos registos telefónicos de Nuno Simas".

Agora, é relevante e interessante a outra face do jornalismo, do papel do jornalista e dos órgãos de comunicação, com a selecção criteriosa do que deve ser, ou não, o "interesse público" que legítima a sua importância para a sociedade e para os cidadãos: a ler... "Uma porta fechada com vários buracos".
publicado por mparaujo às 17:03

17
Jan 10
Na edição de ontem (sábado - 16.01.2010), na página 19, o assessor de Cavaco Silva, Fernando Lima volta "à carga" com o caso das Escutas ao Presidente da República.
Assunto que fez correr muita tinta e que, inclusive, 'obrigou' a uma declaração pública do Presidenta da Nação.
Por outro lado, um assunto que, embora em nada esclarecido, tinha sido (praticamente) encerrado.
Obviamente que as reacções socialistas não se fizeram esperar, como descreve o João Oliveira, com o exemplo desta declaração (Francisco Assis) e desta (Ricardo Rodrigues).
Este foi o meu comentário e que transcrevo do Notas de Aveiro:
"Não pretendendo dar qualquer razão ao PS (até porque já o afirmei, na altura, muito ficou por esclarecer - desde PS, PSD, Sócrates e Cavaco), mas a realidade é esta: o artigo de Fernando Lima não traz nada de novo, não esclarece nada, volta a interferir na imagem política de Cavaco Silva e continua a colocar o ónus na Comunicação Social e no PS.
Perguntas: Houve ou não escutas ao Presidente da República - a confirmar seria gravíssimo?
Houve ou não erro ético grave por parte do DN e que não foi censurado pelo Código, pelos Pares ou pela ERC?
Houve aproveitamento político e de quem?!
Respostas: ZERO!
Só generalidades e banalidades...
Outra questão:
Se era tão importante esclarecer o caso, porque não foi feito enquanto a poeira andava no ar?!
Face à agenda política do momento - OE2010, (já) Presidenciais, Congressos Extraordinários, etc - este esclarecimento de Fernando Lima veio ressuscitar algo que já tinha uma "pedra em cima", mas sem trazer nada de novo, sem esclarecer de facto, sem ter a coragem de apontar o dedo... só mais confusão."
O pior não é ficar-se calado, é não saber o que dizer e quando dizer...
publicado por mparaujo às 20:12

26
Set 09
Coisas verdadeiramente interessantes... a partir do "Clube dos Jornalistas".
Enquanto se cumpre o período de Reflexão!
publicado por mparaujo às 17:14

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