Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

20
Out 19

Do ponto de vista métrico, o óbvio: Barcelona fica a cerca de 1150 kms e Londres a 2030.
Mas há outra distância que importa considerar e medir: a política e social.

O Brexit espelha muito mais que um simples abandono do projecto europeu por parte do Reino Unido. Reflecte a necessidade urgente de se repensar a União Europeia, coincidente com o adiamento do alargamento à Macedónia do Norte e à Albânia, seja pela reavaliação do projecto europeu em si mesmo, seja no posicionamento geoestratégico e geopolítico da Europa num mundo em clara convulsão (Afeganistão, Síria, África, América do Sul, ...), seja do ponto de vista da construção social de uma Europa verdadeiramente comunitária ou da sua importância económica. Além disso, ainda estão por avaliar definitivamente os impactos que o Brexit poderá ter na economia europeia ou nos cidadãos europeus que vivem na ilha britânica, para além das consequências políticas no futuro do próprio Reino Unido com o eventual surgimento do crescente sentimento de independência (por exemplo, a partir da Escócia).

Mas se estes contextos são, de facto, preocupantes para a Europa, porque é que a Catalunha parece estar mais próxima?

Apesar de defender e perceber, como princípio, o regionalismo e o direito à preservação da identidade de cada comunidade, não tive, no caso da Catalunha, uma posição muito definida em relação ao processo que aquela região autónoma iniciou em outubro de 2017 (já lá vão dois anos). Nem na altura e, muito menos, agora.
Mas há duas realidades que importa ponderar.
A primeira resulta na condenação de qualquer acto de violência como meio legítimo para atingir um determinado fim, nomeadamente com os objectivos que se prendem com os direitos, liberdades e garantias. Muito menos quando existe uma instrumentalização óbvia desse actos. E já lá vão 7 dias...
A segunda, centra-se na dificuldade, para não dizer vergonha e condenação, em perceber como é que, em pleno século XXI, numa Europa que se afirma desenvolvida e guardiã da democracia e do conceito do Estado de Direito, uma conflitualidade política e social culmina no maior atentado à liberdade: a existência de presos políticos.

É um atentado demasiado grave para um dos principais pilares da democracia - a liberdade - quando a única solução encontrada pelo governo de Madrid para blindar a vontade da autodeterminação catalã se centra na condenação judicial e na prisão daqueles que, politicamente, apenas defenderam a sua comunidade e os seus cidadãos. É demasiado grave que um Estado de Direito não tenhas mecanismos legais e políticos suficientes como alternativa à condenação judicial.

Por isso, para mim, a Catalunha é já aqui ao lado... bem ao lado.

protestos-catalunha-16102019195452570.jpeg

(créditos da foto: Agência EFE)

publicado por mparaujo às 21:17

01
Nov 17

ou como ainda acrescenta a sabedoria popular: "quem tem cu tem medo".

A verdade é que desde o início deste processo mais complexo e polémico que envolve a Catalunha não me tem sido fácil tomar uma posição consistente e coerente, mais do que clara até. Mesmo que não me oponha à vontade popular da legitimidade da autodeterminação dos povos e das comunidades.

Há um determinismo histórico e secular na vontade independentista catalã que não é linear compreender.
Há um histórico de incompatibilidade política entre o PP e a Catalunha, com episódios recentemente conhecidos (por exemplo entre 2012 e 2014).
Houve uma deturpação e usurpação da vontade popular que não sustentava por si só a posição assumida pela Generalitat na declaração de independência e em todo o processo dos últimos dias, onde se incluiu a questão surreal do referendo.
Houve uma evidente precipitação e errada avaliação política, para além de uma questionável e criticável acção governativa de Madrid, que, desde o início, fazia antever um reacção mais massiva dos catalães e uma óbvia vitimização da causa. O feitiço virar-se-ia contra o feiticeiro.
O recurso constante e exclusivo à argumentação do ataque à Constituição é fraco e não colhe porque, como é mais que óbvio, qualquer rotura significa um confronto com a normalidade, mesmo que legalista.
Depois veio o descalabro, de parte a parte, de Madrid e Barcelona de gerirem o confronto político e social em que se deixaram envolver, mais pela emoção do que pela razão.
Há ainda muitas história por contar neste processo e que foram deixadas à margem da realidade: a expressão minoritária do referendo; a posição independentista do parlamento sem a presença da oposição; as constantes manifestações expressivas e significativas de catalães que preferem continuar a sua ligação ao Reino.

Ficou igualmente por explicar aos catalães as consequências práticas da decisão da Generalitat de proclamar a independência unilateralmente, sem sustentação significativa popular: a relação com a União Europeia e a capacidade de "sobrevivência" como Estado e Nação à semelhança de uma Suíça ou uma Noruega; a sua própria relação com o resto de Espanha; o facto de serem a região autónoma economicamente mais desenvolvida e rica de Espanha (indústria, turismo, cultura, etc.) tal não significa que num futuro separatista e independentista a realidade continue a mesma; entre outros.

Mas a realidade hoje é que a Catalunha seguiu em frente, lutou (bem ou mal) até ao fim neste processo e, contra todos os receios e algumas previsões, declarou-se Independente do Reino de Espanha, de forma unilateral e face a todas as pressões. Os Catalães (das províncias de Barcelona, Girona, Lérida e Tarragona) disserem Sí à nova Nação da Catalunha: a República da Catalunya.

Só que o desfecho de perfeita euforia, de festa e de lágrimas de alegria que invadiram as ruas da Catalunha e acompanharam tanto arriar das bandeiras de Espanha deixando hasteadas as próprias Senyeras, rapidamente se transformam em apreensão, sentimento de abandono e isolamento, de incompreensão. Aquele que era o rosto de toda esta luta, de toda a vontade popular independentista, do confronto político directo com Madrid e Mariano Rajoy, tinha fugido para a Bélgica deixando o povo à sua mercê e sem liderança.

De forma completamente incompreensível e, para milhares de catalães, condenável.

As consequências deste processo há muito eram esperadas e, diga-se claramente, publicamente anunciadas e avançadas por Madrid. Na hora em que os catalães que lutam por uma Catalunya lliure mais precisam de um rosto como referência na sua luta é difícil aceitar, desculpar e compreender que o seu líder político, que o seu "comandante", abandone o seu povo e as suas "tropas", só para se salvar a si mesmo e fugir às responsabilidades.
Mas ainda... politicamente é um desastre total. Mesmo que sujeito à justiça e a eventual incriminação judicial (algo que mesmo fora da Catalunha não seria cristalino que fosse isento de críticas ao Governo de Mariano Rajoy) a sua prisão seria relativamente efémera e serviria como martirização e vitimização da causa independentista.

O que resta desta fuga de Carles Puigdemont para a Bélgica é a sensação generalizada dos catalães que tudo foi perdido, tudo foi em vão, que tudo não passou de uma farsa política egocêntrica incompreensível.

puigdemont1.jpg

(créditos da foto: eric vidal / reuters)

publicado por mparaujo às 15:59

05
Out 17

espanha vs catalunha.jpg

Andava a evitar escrever sobre a questão da Catalunha por uma razão simples: a temática da independência da comunidade autónoma do nordeste espanhol, denominada desde 2006 como nação catalã após a revisão do seu estatuto de autonomia, é secular. Depois de várias realidades vividas desde a idade média, depois de todos os tempos controversos vividos na era do franquismo em 1977 recupera o seu estatuto autonómico (aliás, a primeira comunidade autónoma espanhola a recuperar esse estatuto) mas nem por isso recupera a "paz".

A problemática da autonomia catalã é demasiado complexa face aos seus pressupostos históricos, culturais, sociais, económicos e políticos. E nestes dois últimos aspectos, económico e político (já que na história só encontramos claros "desencontros" com o reino ou reinado espanhol/castelhano) as recentes décadas têm sido reveladoras do estado de alma das relações entre Espanha e Catalunha.
Não é indiferente ao Reino o impacto que a economia catalã tem no desenvolvimento de Espanha e no seu PIB.
Não é por acaso que a Comunidade Autónoma da Catalunha tem, em relação a outras comunidades, algumas competências próprias e exclusivas como na área da segurança, saúde, cultura e educação.
Não é por acaso que a Catalunha tem uma diversidade social e cultural acima da média do Reino, seja pelo multiculturalismo, seja fruto do turismo, seja pela sua extraordinária riqueza cultural, seja, por exemplo, pelo simples(?!) facto de ser a região com a maior comunidade (ou mais comunidades) muçulmanas/islâmicas em toda a Espanha.
Não é por acaso que todo o contexto político-social que se vive por estes dias acontece na governação do PP. Apesar de ter sido durante a governação do socialista (PSOE) de José Luis Zapatero que em 2006 que foi aprovado, por referendo, o novo Estatuto de Autonomia da Catalunha a forte oposição de alguns sectores da sociedade espanhola e principalmente a do Partido Popular de Mariano Rajoy levou a que em 2010 o Tribunal Constitucional retirasse do Estatuto importantes artigos. E desde essa altura as relações entre o Reino e a Catalunha têm conhecido um claro agravamento e uma evidente deterioração que nem os trágicos acontecimentos há um mês nas Ramblas (ou por esses mesmos) apaziguaram. Antes pelo contrário, desde 2011, que o sentimento de independência da Catalunha tem crescido em plena governação do PP.

É, neste contexto, igualmente complexo qualquer tomada de posição linear face aos acontecimentos. Não é inocente, seja do ponto de vista social, seja, acima de tudo, do ponto de vista político, o avanço do Presidente da Catalunha para todo este processo do referendo, partindo da ausência de uma definição pública dos objectivos do mesmo e partindo de um deficiente apoio do Parlamento da Generalidade da Catalunha.  Advinhava o impacto no Reino e acertou em cheio porque o sentimento obsessivo do PP e de Rajoy contra a Catalunha, a sua exclusividade autonómica e o seu sentimento de independência, fizeram-no cair, claramente, na "ratoeira política" e na ingénua "cegueira" do exercício musculado do poder.
Mas apesar da posição da Catalunha não ser inocente a verdade é que em qualquer Estado democrático o uso da força para silenciar a liberdade de expressão e opinião, ou a determinação e vontade de uma comunidade, é condenável e deplorável. Mais... quando, pelos relatos e pelo que é noticiado, é evidente uma clara desproporcionalidade da reacção das forças de segurança em relação às diversas manifestações ou actos eleitorais. Isto é inaceitável, é condenável.

Por outro lado, é incompreensível que a avaliação de Mariano Rajoy do presente conflito seja apenas fruto da restrita leitura da Constituição espanhola. Não faz qualquer sentido. Por um lado porque a questão é claramente social, histórica e política e deveria ser tratada como tal. Por outro, é mais que óbvio que este é um processo catalão de rotura com os fundamentos e princípios do Reino e qualquer processo de rotura implica fractura. Não havia igualmente uma Constituição em Portugal em 1974?

Mas o que me leva a referir-me agora a todo este contexto e conflito na Catalunha? Não sendo para mim, à primeira vista, perfeitamente claro de que lado estaria a razão (apesar de achar que Rajoy cometeu ingenuidades e erros demasiados) e entender que este processo catalão tem tudo para dar origem a um perigoso efeito sistémico interno (e, não será de todo descabido nem surreal, o regresso da ETA) acabo por sentir, neste momento, alguma empatia com o sentimento independentista, ou pelo menos com o presente sentimento de revolta dos catalães.

Isto tudo devido ao deplorável discurso de Estado do Rei Felipe Juan Pablo Alfonso de Todos los Santos de Borbón y Grecia - Filipe VI, na passada terça-feira. Ao Rei e Chefe de Estado (e não está aqui em causa qualquer dualidade monarquia vs república, até porque a história catalã é toda ela rica em coroas e monarquias) exige-se que defenda o reino, a Constituição mas também o seu povo; TODO  o seu POVO. Filipe VI limitou-se a reforçar a posição do Governo, a suster efeitos colaterais do conflito na Catalunha apelando a uma ilusória união do Reino tentado manter a sua sobrevivência institucional, sem que tenha demonstrado qualquer posição face à violência policial e à reacção anti-democrática do Governo, sem que tenha servido de mediador natural no conflito que coloca em causa a sua própria essência monárquica. A única conclusão que se retira do discurso do Rei de Espanha é o "dedo em riste" acusatório e condenatório contra a Catalunha.

Não é hoje o dia em que a Espanha perdeu a Catalunha. Não o foi na terça-feira com a declaração ao reino. Também não o foi em 2006, em 2010, em 2014... há muito que Espanha perdeu a Catalunha se é que algum dia a teve na plenitude.
Mas a verdade é que a ingenuidade política de Mariano Rajoy e o incompreensível discurso de Filipe VI fizeram mais em poucos dias pela independência da Catalunha do que a luta independentista de quase 100 anos de milhares de catalães.

publicado por mparaujo às 12:10

30
Set 17

Portugal, depois de ter feito (re)nascer a liberdade, a democracia, as garantias fundamentais, o direito ao voto, a meio deste percurso de crescimento democrático inventou esta rolha censuratória, castradora da liberdade de expressão e opinião, que é o velório eleitoral em véspera de eleições e que se convencionou chamar de "Dia da Reflexão" (já havia poucos "dia de...", é só mais um).

Como felizmente a minha cabeça ainda vai tendo algumas capacidades de assimilar e tomar opções próprias, a reflexão está há muito tempo feita e a respectiva consequência assumida.

Como as eleições alemãs já tiveram o seu "palco analítico" e sobre as "...." não se pode falar, resta olhar para o lado de lá da fronteira.

Não será, de todo, pacífica a resolução do conflito (para já) político entre Madrid (Espanha) e a Catalunha. O processo começou torto no parlamento catalão e tornou-se ainda mais complexo com as posições e opções intempestivas tomadas pelo governo de Mariano Rajoy. E, agora, é o que a sabedoria popular portuguesa costuma (e bem) dizer nestes casos: está o caldo entornado.

Pessoalmente, acho que Madrid e o Palácio da Zarzuela deviam repensar as suas posições (mesmo que constitucionais): deixavam ir a Catalunha e anexavam Portugal no lugar dos catalães.
Não era mais do que reviver a história já que os castelhanos voltaram a ter, no trono, um Filipe.

macaco-pensativo-2.jpg

publicado por mparaujo às 21:50

01
Out 16

unnamed.jpgApesar do desgaste inerente a qualquer período governativo, depois de tornados públicos vários casos polémicos que poderiam ter abalado a confiança política, apesar de não ter alcançado (em duas eleições) a maioria necessária, as duas vitórias eleitorais do PP de Mariano Rajoy não só lhe deram a legitimidade democrática para formar governo, como impulsionaram uma grave crise política no PSOE de Pedro Sánchez.

De eleição a eleição o partido socialista espanhol foi perdendo votos, foi perdendo relevância política, foi incapaz de consolidar acordos à esquerda e promover uma "geringonça espanhola". A teimosia de Pedro Sánchez em inviabilizar todas as propostas de Rajoy para a formalização e constituição do Governo, só se compreende por uma questão de sobrevivência política.

Mas as recentes eleições na Galiza e na Catalunha foram a machadada final na carreira política de Sánchez enquanto líder do PSOE. Os desastres dos resultados eleitorais, nomeadamente na vizinha Galiza, não deixavam dúvidas quanto à incapacidade de liderança de uma alternativa ao PP.

Apesar das evidências políticas e de forma inesperada Pedro Sánchez tentava uma última cartada quando já eram visíveis os traços da degradação e contestação internas no PSOE.

Numa última e ténue esperança de salvar a sua face política, Sánchez propôs a realização de um congresso extraordinário do PSOE para a avaliação da conjuntura política espanhola e traçar o futuro do partido. Caso falhasse a realização do congresso apresentaria a sua demissão. Foi o seu pior erro estratégico. Os socialistas espanhóis já tinham, há algum tempo, esgotado a sua paciência para com esta liderança do PSOE e nem arriscaram numa última oportunidade de sobrevivência política do actual líder. Disseram, claramente, que NO. Pedro Sánchez cairia na sua própria estratégia.

Para além de uma oportunidade para o PSOE se reerguer está igualmente aberto o caminho para a solução do impasse político governativo em Espanha. A crueldade do destino que Sánchez quis sempre adiar optando por votar contra, em vez da abstenção, às propostas de formação de governo do PP, acaba também por ditar o grande vencedor deste descalabro socialista: Mariano Rajoy e o PP (ao qual se junta o Ciudadanos) e a democracia.

(créditos da foto: Andrea Comas / Reuter)

publicado por mparaujo às 22:16

21
Mar 16

bancos portugueses.jpg

ou neste caso em particular o mais correcto seria titular "das incoerências da banca".

A questão é simples... alguém anda claramente a tentar iludir ou a querer minar o mercado bancário.

Corre uma obsessão e um histerismo infundamentados contra a presença de Espanha na banca portuguesa ao ponto de haver quem queira aludir a uma "espanholização" monopolista da banca portuguesa.

Tudo isto vem no seguimento da compra do BANIF pelo Santander Totta e de alguma polémica em torno da decisão do Governo no processo de venda do banco do Funchal.

Mas a verdade é que há quem queira, propositadamente, demonstrar lapsos de memória ou de análise.

E a pergunta, para todos os histerismos actuais, é simples: então o BIC, o BPI e a pretensa entrada no BCP são de que nacionalidade? Será que Angola é província espanhola e todos nós desconhecíamos?

Vêm agora os puritanismos e os patriotismos camuflados de outros interesses... até já há quem surja com manifestos sustentados em inocências escondidas. Mesmo que não responda à legítima questão: quanto custará a Portugal (e à banca portuguesa) o apoio de Angola à candidatura de António Guterres à ONU (excelente candidatura, refira-se a bem da verdade)?

Demagogia por demagogia é simples... é bem mais preferível o capital espanhol na banca nacional do que termos tido os "supremos" exemplos da gestão bancária portuguesa que tanto nos estão a custar a todos: BPP, BPN e BES. Isto sim... é que é triste, lamentável, criticável e condenável.

publicado por mparaujo às 15:48

17
Jun 14

Já estivemos juntos em reinados antigos até que D. Afonso Henriques resolveu "insurgir-se" contra a sua mãe.

Vivemos séculos lado a lado, nem sempre com os melhores "olhados e sorrisos".

Agora que terminaram com o Feriado Nacional a 1 de Dezembro...

Agora que regressou ao trono de Espanha um Filipe (más memórias portuguesas para a presença de Filipes no trono de Espanha)...

Agora que ambos os países se envolveram numa crise económica, social e política semelhantes...

Eis que regressa a Peninsula Ibérica... e em força.

Logo agora que estamos no Mundial do Brasil 2014...

upssssssssss... pois é. Até aí Portugal e Espanha com arranques e destinos comuns, às mãos de uma Alemanha e uma Holanda que sempre nos atormentaram e numa América do Sul que já nos agradou muito mais (à alma, aos cofres, às gentes e ao império)

Mau presságio.

publicado por mparaujo às 10:01

25
Jul 13

Solidariamente con Galicia e as vítimas do accidente de onte ...

publicado por mparaujo às 22:28

01
Dez 10
Em vésperas de se saber a decisão da FIFA quanto à realização do Mundial de Futebol de 2018, Portugal apresenta-se como potencial vencedor numa candidatura conjunta com a vizinha Espanha.
Independentemente de se discutir a relevância, oportunidade, impacto financeiro e outras questões que, com toda a legitimidade, se podem (e devem) levantar - como a não reutilização da maioria dos estádios do Euro2004 - o que é curioso é a candidatura conjunta com Espanha e o resultado ser conhecido logo a seguir à celebração do Dia da Restauração da Independência.
Aliás, um daqueles feriados que hoje não se percebe muito bem porquê. Não teria sido bem melhor deixar as coisas com os "Filipes" em vez de se passar para os "Joões"?!
Quem se deve estar a rebolar no túmulo e a rezar para que ganhem os russos ou os holandes-belgas é este senhor (D.João IV).

publicado por mparaujo às 20:02

01
Jun 10

PT rejeita proposta de compra da Vivo feita pela Telefónica. (fonte SIC Noticias)

É preciso gritar bem alto: OS ESPANHÓIS SÃO NOSSOS AMIGOS!
E é bom relembrar que cerca de 45% dos portugueses são a favor de uma nova "ibérica"!
publicado por mparaujo às 22:36

11
Mar 10
Há seis anos atrás, Madrid, Espanha e uma parte do Mundo acordava sobressaltada, assustada e a "chorar" mais vítimas...

ATOCHA era, pelas piores razões, o centro do mundo.

publicado por mparaujo às 21:17

01
Ago 09
Mesmo em tempos de crise e num país em estado "crítico", há sempre uma ou outra notícia que nos "alegra a alma" e nos faz, pelo menso, "sonhar" com algo posítivo.
Pelo menos "alimentou" este meu ego histórico e a minha esperança numa vida melhor: pelo menos (e digo pelo menos, porque a mim ninguém me perguntou - senão, só o meu voto, valia mais 10%), cerca de 40% dos portugueses inquiridos são a favro de uma Federação Ibérica de Estados (ver fonte: Jornal Público).
Já é um bom caminho... para a "dependência" e a reposição da história (e de um país melhor, claro).
publicado por mparaujo às 12:36

01
Mar 09
Nacionalismos em queda na vizinha Espanha.
Ainda sem resultados finais, mas com dados quase definitivos:
Na Galiza o PP espanhol volta a ser líder governativo regional e no País Basco o Partido Nacionalista vence mas apenas com maioria relativa, com o PSOE e o PP a aumentarem o seu número de deputados. Resta a dúvida quanto à coligação, sendo muito improvável ou quase que impossível imaginar-se uma coliggação nacionalistas com PP.
publicado por mparaujo às 21:20

24
Jan 09
O nosso primeiro-ministro (José Sócrates) foi até ao outro lado conversar com o primeiro-ministro de lá (Zapatero).
Do que se esperava ser uma cimeira ibérica de aproximação de vontades e esforços comuns que permitam superar, conjuntamente, os tempos negros que se avizinham (e qui ça, unir isto tudo, para nosso bem), eis que o resultado publicamente conhecido foi o da culpa ou não culpa do Freeport e dos negócios e decisões esquisitas. Enfim... é o que temos!
Mas como aluno bem comportado e pelo que aprendi em Técnicas de Negociação Internacional (cadeirão), sei que estas cimeiras são o arranque para contactos mais específicos e particulares.
Assim, atrevo-me a sugerir ao nosso (des)Governo, no agendamento dos próximos contactos,que tenha em consideração que:
1. os espanhóis são mais ricos que os portugueses;
2. os espanhóis são mais instruídos que os portugueses; (em Espanha um terço dos patrões e empregados possuem formação de nível superior, em Portugal não ultrapassam os 15 por cento. A média europeia é 32 por cento. Isto apesar de Portugal ter, proporcionalmente, mais mestrados e doutorados que a Espanha. Enquanto os portugueses são 61 por cada 100 mil habitantes, o rácio dos espanhóis é 16 - fonte: edição do Público de 28.12.08)
3. os espanhóis vivem mais tempo que nós;
4. apesar de tudo, os espanhóis ainda têm os combustíveis mais baratos que nós.
Será que dá para se lembrarem disso?!!!
publicado por mparaujo às 14:46

20
Ago 08
Por uma questão de solidariedade e respeito! (fonte Público)

publicado por mparaujo às 21:23
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09
Mar 08
os mesmos ventos e os mesmos casamentos.
PSOE volta a ganhar as eleições na vizinha Espanha.
publicado por mparaujo às 22:09
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