Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

12
Jan 14

publicado na edição de hoje, 12 de janeiro, do Diário de Aveiro.

Debaixo dos Arcos

O país do entretém…

Nós somos, de facto, um país sui generis. E por mais que nos colem os latinos ou nos colem pelas áfricas e américas por onde navegámos e estivemos durante séculos, a verdade é que os portugueses são ÚNICOS. Para o bem e para o mal. E quer na tristeza, quer no sofrimento, quer nos sacrifícios, não há nada que nos tire o humor. Ainda dizem que o Brasil é que é a nação mais alegre de “todómundo”. Não é, somos nós. E somos de tal forma únicos, particulares, singulares, incomparáveis, que até mesmo as situações meramente circunstanciais, com rasgos de algum humor, sem a mínima importância relevante, tornam-se, rapidamente, num excessivo raciocínio político, onde cabe toda, e mais alguma, reflexão dogmática.

Na passada segunda-feira, no programa de José Sócrates na RTP (excepcionalmente ocorreu na segunda-feira) o ex Primeiro-ministro revelou, a propósito do falecimento do Eusébio, que se recordava do dia em que foi para a escola a ouvir os golos do Eusébio no famoso jogo do Mundial de 66, em Inglaterra, Coreia do Norte vs Portugal.

Até aqui nada de especial. Quantos não se lembrarão do facto, quantos não terão assistido ao facto, quantos não o confirmaram nas inúmeras vezes que foi repetido, para a memória futura, o referido jogo (como eu que, à data, tinha apenas 2 meses de proveta idade).

No entanto, houve logo quem, atentíssimo aos pormenores, descobrisse “gato escondido com rabo de fora”: com oito anos de idade, José Sócrates ia para a escola, num sábado à tarde, em finais de julho. Blasfémia, gritaram logo aos quatro ventos. Querem lá ver? Aulas ao sábado à tarde, em período de férias de verão? Tudo não passaria de um momento mais ou menos irónico, para um conjunto de considerações humorísticas perfeitamente naturais, tal como o foi a descoberta da premeditação do Manuel Goucha que, em 1993 (há 20 anos), advinhou o futuro do, então, jovem Pedro Passos Coelho nos destinos da nação. (Maldita hora... despeçam o Goucha, JÁ!) Mas é óbvio que os portugueses não aguentam as urinas. E tudo o que seja apenas rir e sorrir não serve e sabe a pouco. Enquanto não se passar ao insulto, à calúnia, à maledicência, rir é para “meninos”. E rapidamente se passou de uma insignificância, de uma mera historieta de infância (com mais ou menos memória) para um caso de política e de Estado: veio à baila a licenciatura, os casos (?) de justiça, o Miguel Relvas, a crise, o Estado do país, a relação de Sócrates com a Comunicação Social. Nada faltou… Descobriram-se logo colegas da escola que negaram a versão ou a subscreveram, teceram-se as maiores teses educacionais sobre o papel e o valor da escola (pública, claro), para no fim se saber que Sócrates foi para a escola, num sábado à tarde, em período de férias de verão, para… jogar à bola.

Mas a semana não se ficaria apenas por aqui. Até a deliberação parlamentar de transladar os restos mortais do Eusébio (daqui a uma ano) para o Panteão Nacional é motivo dos mais proeminentes rasgos satíricos.

Ou ainda sem não podermos esquecer que o relógio que assinala o tempo que falta para a saída de Portugal da Troika tem, afinal, um ligeiro lapso temporal de um mês. Nada que o congresso do CDS, que se realiza este fim-de-semana em Oliveira do Bairro, não possa ter uma moção/resolução que corrija o pormenor.

Entretanto, nada de especial ou relevante se passou no país. Coisa simples: umas pensões e reformas com uns “míseros” cortes que afectarão cerca de 136 mil pensionistas; os problemas ambientais da orla costeira; uma diminuição do valor salarial na função pública; os aumentos dos preços; o anúncio da recandidatura de Passos Coelho (medo); as leituras díspares da taxa de desemprego; a polémica em torno do relatório da Procuradoria-Geral da República sobre a violação do segredo de justiça; os graves problemas na área da saúde, em alguns serviços hospitalares. Ou ainda… o sucesso da colocação de dívida pública, a 5 anos, no mercado; a recuperação dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo; o aumento do volume das exportações. Mas isto são, obviamente, realidades de somenos importância, nem nos fazem rir.

É claro que tivemos ainda importantes questões de Estado: um desejo de ver Paulo Portas no Palácio de Belém ou o sorteio fiscal de um automóvel.

Melhor que este circo não haverá em mais lado nenhum do planeta.

 

publicado por mparaujo às 16:20

08
Jan 14

Nós somos, de facto, um país sui generis. E por mais que nos colem os latinos ou nos colem pelas áfricas e américas por onde navegámos e estivemos durante séculos, a verdade é que os portugueses são ÚNICOS.
Para o bem e para o mal. E quer na tristeza, quer no sofrimento, quer nos sacrifícios, não há nada que nos tire o humor. Ainda dizem que o Brasil é que é a nação mais alegre de “todómundo”. Não é, somos nós.
E somos de tal forma únicos, particulares, singulares, incomparáveis, que até mesmo as situações meramente circunstanciais, com rasgos de algum humor, sem a mínima importância relevante, tornam-se, rapidamente, num excessivo raciocínio político, onde cabe toda, e mais alguma, reflexão dogmática.
Na passada segunda-feira, no programa de José Sócrates na RTP, "O Fim do Silêncio" (excepcionalmente ocorreu nesta segunda-feira) o ex Primeiro-ministro revelou, a propósito do falecimento do Eusébio, que se recordava do dia em que foi para a escola a ouvir os golos do Eusébio no famoso jogo do Mundial de 66, em Inglaterra, Coreia do Norte vs Portugal, em que a selecção nacional venceu por 3-5, depois de estar a perder por 3-0.
Até aqui nada de especial. Quantos não se lembrarão do facto, quantos não terão assistido ao facto, quantos não o confirmaram nas inúmeras vezes que foi repetido, para a memória futura, o referido jogo (como eu que, à data, tinha apenas 2 meses de proveta idade).
No entanto, houve logo quem, atentíssimos aos pormenores (por deformação profissional ou porque, simplesmente, gostam da cusquice), descobrisse “gato escondido com rabo de fora”. Posto isto surgiram logo os primeiros comentários: “1 - É possível que, aos 8 anos, Sócrates fosse à escola num sábado. 2 - É possível que ele tivesse saído de casa pelas 15h25, com Portugal a perder contra a Coreia do Norte (o jogo começou pelas 15h e estava a Coreia a ganhar por 3-0 aos 25 min). 3 - É possível que, mesmo em Julho (dia 23, já quase a chegar a Agosto), o pequeno Sócrates ainda tivesse de ir à escola, mas poderia não haver aulas. 4 - É possível que ele não fosse o único, daí a "explosão de alegria" do resto dos companheiros quando chegou à escola e Portugal já estava a ganhar (se bem que aqui teríamos de saber quanto tempo demorava a chegar à escola, já que Portugal só passou para a frente do marcador aos 59 minutos do jogo, na segunda parte).” Tudo não passaria de um momento mais ou menos humorístico, para um conjunto de considerações humorísticas perfeitamente naturais, tal como o foi a descoberta da premeditação do Manuel Goucha que já em 1993 (há vinte anos) advinhou o futuro do, então, jovem Pedro Passos Coelho nos destinos da nação. Maldita hora... despeçam o Goucha, JÁ!
Mas é óbvio que os portugueses não aguentam as urinas. E tudo o que seja apenas rir e sorrir não serve e sabe a pouco. Enquanto não se passar ao insulto, à calúnia, à blasfémia, à maledicência, rir é para “meninos”.
E rapidamente se passou de uma insignificância, de uma mera historieta de infância (com mais ou menos memória) para um caso de política e de Estado: veio à baila a licenciatura, os casos (?) de justiça, o Miguel Relvas, a crise, o Estado do país, a relação de Sócrates com a Comunicação Social (basta rever a capa de um jornal de hoje). Nada faltou…
Mas como não chegava a triste polémica onde ela não existe, rapidamente veio o contraditório. Legítimo? Desse ponto de vista, sim. Necessário? Não… só para alimentar mais a polémica. É que há justificações (por mais desinteressadas que sejam, do ponto de vista pessoais) que faz-nos recordar o ditado: “pior a emenda que o soneto”. Eram desnecessárias. Porque como dizia o meu (sábio) avô paterno… “quanto mais se mexe na bosta mais mal ela cheira”.

publicado por mparaujo às 15:38

07
Jan 14

Começa a ser viral, nas redes socias nacionais (facebook e twitter, pelo menos) a foto que aqui é mostrada.

Uns dizem que é Photoshop, outros dizem que é uma vergonha para o clube (SLB), outros dizem que o que é mostrado não reflecte a verdade (sendo que, neste caso, a verdade significa que não estavam a ser retirados os cachecóis mas sim a serem colocados, a pedido de um grupo de adeptos sportinguistas).
Eu acrescento… é-me completamente indiferente qual a verdade que a imagem pretende demonstrar.
Já não me é indiferente que, independentemente da verdade dos factos, a memória e o falecimento do Eusébio sirva para a intriga, o ataque, a calúnia e a polémica. Isso sim… é VERGONHOSO.
Mas é o país que temos…  e, nestes casos, merecemos.

publicado por mparaujo às 16:49

… ou como diz o ditado: “preso por ter cão e preso por não ter”.
Os portugueses têm dos políticos, da política ou dos partidos uma péssima imagem que, com o correr dos tempos, cada vez se vai deteriorando mais. Com mais ou menos razões, sendo certo que, neste caso como em muitos outros, pagará sempre o “justo pelo pecador”, pelos erros que cria qualquer generalização dos casos e dos factos.
Mas esta é uma verdade. Basta ir para a rua, para as conversas em família, nos empregos (aqueles que os têm e onde podem conversar) ou nas mesas dos cafés. Basta olhar para os números da abstenção eleitoral ou para os movimentos de independentes (embora aqui com especiais reservas).
Mas há a outra face da moeda. A política, os políticos e os partidos que temos resultam, também, da mentalidade e maturidade (ou da falta delas) política dos portugueses. O deixa andar, o não pedir responsabilidades, o não assumir o direito e o dever cívico do voto, a ausência de participação noutros espaços de cidadania, a não envolvência na “cousa” política, seja local, regional ou nacional.
E para além disso, acresce ainda uma das facetas da identidade lusa: o criticar a “torto e a direito”, o “dizer mal por dizer”, o tal “preso por ter e preso por não ter”. É assim, normalmente, no nosso dia-a-dia, assim também o é na forma como olhamos a política, os políticos e os partidos.
A propósito, o grupo parlamentar do PSD perspectiva propor, na Assembleia da República (órgão competente para o efeito), honras de Panteão Nacional para o Eusébio.
Ora… caiu o “Carmo e a Trindade”. Ou como se diz aqui, por terras da beira-mar, “o S. Gonçalinho caiu do altar” (aproveitando a proximidade das festas em honra do santo). Não pelo facto de se questionar se Eusébio merece a distinta honra ou não, sendo certo que já lá está, por exemplo, a fadista Amália Rodrigues. Não se questiona sequer isso (o que, eventualmente, teria sido a lógica e legítima discussão).
Nada disso… discute-se sim o oportunismo, o eleitoralismo, da posição do grupo parlamentar do PSD.
E o que tem de ilegítimo ou de imoral (politicamente) esta posição do PSD da Assembleia da República? Nada. Simplesmente, nada.
E mal será se os portugueses definem o seu sentido de voto por uma posição mais que natural tomada pelo PSD, depois de toda a recente legítima homenagem prestada ao Eusébio da Silva Ferreira. Isso só demonstraria a imaturidade democrática e política dos portugueses. Isso só significaria que teríamos os partidos, os políticos e a política que merecemos e queremos.
Ou será que… não, recuso-me a acreditar.

publicado por mparaujo às 12:07

06
Jan 14

A morte do Eusébio não poderia fugir à regra.
Apesar disso, entre os excessos de algum fanatismo (uns mais descontrolados que outros), entre alguma indiferença, entre os que gostam e os que detestam futebol, entre os que são do clube “A”, “B” ou “C”, nesta caso, houve um consenso alargado sobre o símbolo que foi Eusébio da Silva Ferreira para o desporto nacional, para o futebol e para o país. E basta dar uma espreitadela para as notícias que surgem na imprensa estrangeira, para o que sentiram, nomeadamente, as pessoas ligadas ao futebol por esse mundo fora, para termos uma noção da dimensão futebolística do Eusébio.
Mas é nesta dimensão que, à boa maneira portuguesa, corremos os riscos de sempre: o exagero. Não me refiro à valorização do Eusébio. Essa, goste-se de futebol ou não, penso que está, genericamente, ultrapassada. Eusébio é do povo, de todo o povo, independentemente do tempo e da carreira que fez no Benfica. Será sempre um símbolo do Benfica, da sua história e da grandeza do clube. Mas ultrapassou os relvados do estádio da Luz, vestiu a camisola da selecção, é, foi e será, um símbolo nacional.
E esta dimensão é que traz alguns constrangimentos. Na ânsia de valorização da personalidade, no desejo de homenagear e elevar o Eusébio, muito rapidamente caímos no erro do exagero, no irracional, na descontextualização das comparações, no fanatismo e, ao caso, na clubite. Por exemplo, não fosse Eusébio um ídolo do povo ficaríamos apenas a ouvir (legitimamente) o Hino do Benfica. Mas Eusébio era de Portugal e as vozes dos portugueses rapidamente se lembraram do Hino Nacional e entoaram A Portuguesa.
Mas este foi um episódio de somenos importância no contexto do que foi o dia de ontem e de hoje.
Eusébio merece este estatuto e esta homenagem nacional? Claramente. Só por mera indiferença se pode julgar o contrário (como houve indiferentes ao falecimento do Nobel da Literatura Portuguesa, José Saramago, ou quando do falecimento da fadista Amália Rodrigues).
Mas terá sido a sua memória respeitada? Tenho dúvidas. Não só pelo que já referi quanto às emoções irracionais, aos comentários despropositados (como alguém referir que o "Eusébio está ao nível de Mandela, talvez até um pouco mais acima") ou aos fanatismo (quer pró, quer contra), mas, essencialmente, pela forma como a Comunicação Social “explorou” a morte de Eusébio, em vez de celebrar a “sua vida”. Como referiu Luís Novaes Tito, no blogue “A Barbearia do Sr. Luís”, é importante saber “respeitar a memória dos mortos, principalmente daqueles que, em vida, nos serviram de exemplo”.
Que o País devesse uma sincera homenagem a Eusébio, que parasse durante várias horas para se despedir de um dos seus símbolos nacionais (não o que o Estado Novo tentou aproveitar, mas sim o que o povo quis escolher), tudo seria mais que merecido. Mas com um excessivo número de horas de transmissão dedicados à morte de Eusébio (quase que ininterruptamente), explorando muito mais as emoções, os sentimentalismos, as opiniões de todos e de mais alguns (mesmo que sujeitas às alarvidades do costume, como a citada acima, ou o comentário do Dr. Mário Soares, que pareceu sincero mas inoportuno ou despropositado – para não dizer, infeliz) do que o que foi a vida pessoal e desportiva do Rei Eusébio (e a RTP tinha material mais que suficiente para o fazer com extrema elevação) não me parece que se tenha prestado a devida homenagem pública nesta hora da despedida. A maior parte do tempo usado nas televisões nacionais, por força da necessidade de “ocupar tempo de antena”, foram as repetições, o exagero dos testemunhos e das opiniões, a disputa pelas emoções dos portugueses (mesmo que sinceras). Como escreveu a Estrela Serrano, no seu blogue “Vai e Vem”, “Homenagear Eusébio e outros grandes ídolos mundiais na hora do seu desaparecimento é também ser capaz de encontrar o equilíbrio no tempo, nas palavras e na selecção daqueles que efectivamente tenham algo para dizer que não seja o que qualquer um podia dizer”. Eu diria mais… Homenagear Eusébio seria ser capaz de celebrar muito mais a sua vida do que o momento da sua morte. E menos excesso não significaria menos gratidão. Antes pelo contrário, Seria sinal de maior respeito.
Mas também se reconhece que esta é a Comunicação Social/televisão que o povo quer e sonha. Um povo agarrado a horas sem fio de “Casas dos Segredos”, “Portugal em Festa” e tudo o que tenha sangue, tragédia e lágrimas (para o bem e para o mal).
Eusébio merecia menos, mas melhor. Muito melhor. Acho...

publicado por mparaujo às 16:03

05
Jan 14

seja na vida ou na morte, há coisas que, não tendo explicação racional, não deixam de surpreender pela coincidência dos factos.

Eusébio faleceu hoje, 5 de janeiro de 2014.

Há 37 anos, no dia 5 de janeiro de 1977, Eusébio defrontaria, pela ÚNICA vez em toda a sua carreira, o S.L. Benfica.
Foi no jogo a contar para o campeonato nacional da I Divisão nacional (época 76/77), que colocou frente-a-frente o Beira-Mar (onde jogava, na altura, o Eusébio) e o Benfica. Resultado final 2-2.

A crónica do Mário Varela.

publicado por mparaujo às 21:51

É curioso como os acontecimentos produzem reacções distintas e nos levam ao encontro de outros factos.
Isto a propósito do falecimento, hoje, do Eusébio, um dos maiores vultos do desporto nacional, um verdadeiro embaixador de Portugal.
Mas o confronto com as nossa realidades pessoais, com as nossa vidas, "encobre" outros mistérios, outros momentos, outras vivências que marcam a "nossa" história.

Isto tudo porque, ao procurar a foto do post anterior, sobre a passagem do Eusébio pelo Beira-Mar (época de 1976, se não me falhar a memória) descobri esta imagem de equipa, dessa época.

Na foto podemos recordar, entre outros, Eusébio, Sousa, Manuel José, Víctor Urbano, Manecas, etc ...
Mas há um que, por razões pessoais e muito particulares, se destaca: o guarda-redes José Domingos (que nos "deixou" há alguns anos).
Para quem cresceu junto ao Parque de Aveiro (onde se situa o velhinho estádio Mário Duarte), na zona da "Praceta" não pode ficar indiferente àquela "imagem de azul". Por mim, restam-me as memórias de quem andou comigo ao colo, da amizade, do cuidado, da relação quase familiar.

E foi bom recordar e sentir um bater forte de inúmeras "imagens/memórias" e de muitas saudades...

publicado por mparaujo às 15:27

Morreu o “Pantera Negra, o “King” do futebol nacional, aos 71 anos, muito perto de comemorar o seu 72º aniversário (25 de janeiro).
Um dos maiores vultos da história do desporto português, Eusébio da Silva Ferreira estava para o futebol como a Amália esteve para o Fado.
Marcou um dos períodos mais consideráveis do futebol nacional, fosse no Benfica ou na Selecção Portuguesa. Ajudou a Selecção nacionla a alcançar o terceiro lugar no "polémico" campeonato do Mundo de 1966, em Inglaterra. No Benfica, conquistou 11 campeonatos nacionais, 5 taças de Portugal, 1 Taça dos Campeões Europeus (para além de três finais da competição).
Bem sei que foi nestes dois contextos que o Eusébio foi mais preponderante e aí rezará a sua história desportiva.
Mas ainda me lembro, já em final de carreira activa, da sua passagem pelo Beira-Mar (antes de terminar no União de Lamas e rumar aos Estados Unidos).
Com certeza será um encontro e pêras, lá em “cima” entre a Amália e o Eusébio.
Obrigado, Eusébio e até sempre.

publicado por mparaujo às 13:45

pesquisar neste blog
 
arquivos
2020:

 J F M A M J J A S O N D


2019:

 J F M A M J J A S O N D


2018:

 J F M A M J J A S O N D


2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


2006:

 J F M A M J J A S O N D


2005:

 J F M A M J J A S O N D


mais sobre mim

ver perfil

seguir perfil

30 seguidores

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Abril 2020
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

12
13
14
15
16
17
18

19
20
21
22
23
24
25

26
27
28
29
30


Siga-me
links