Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

07
Jan 14

Começa a ser viral, nas redes socias nacionais (facebook e twitter, pelo menos) a foto que aqui é mostrada.

Uns dizem que é Photoshop, outros dizem que é uma vergonha para o clube (SLB), outros dizem que o que é mostrado não reflecte a verdade (sendo que, neste caso, a verdade significa que não estavam a ser retirados os cachecóis mas sim a serem colocados, a pedido de um grupo de adeptos sportinguistas).
Eu acrescento… é-me completamente indiferente qual a verdade que a imagem pretende demonstrar.
Já não me é indiferente que, independentemente da verdade dos factos, a memória e o falecimento do Eusébio sirva para a intriga, o ataque, a calúnia e a polémica. Isso sim… é VERGONHOSO.
Mas é o país que temos…  e, nestes casos, merecemos.

publicado por mparaujo às 16:49

04
Jan 14

A “polémica” tem a data do dia 20 de Dezembro de 2013. Polémica gerada mais pelos comentários, pela diversidade dos comentários, pelo aversão, pelo mau estar e pela estupefacção que a situação gerou, do que pelo acontecimento em si. Os factos (e não só)…
A jornalista Rita Marrafa de Carvalho, no dia 20 de dezembro (sendo este um período de férias escolares) ia levar a sua filha de 7 anos de idade para um ATL da RTP quando foi destacada para a cobertura da chegada da Ministra da Justiça, Paula Teixeira, ao Palácio de Belém, com os indultos para serem despachados pelo Presidente da República. Morando a cerca de 100 metros do local, evitando o constrangimento de ter de fazer cerca de 28 km (acrescido do transtorno do tempo de deslocação), não tendo com quem deixar, mesmo que temporariamente, a sua filha, decidiu ir a pé com ela, até à residência oficial da Presidência da República. Ao chegar lá foi confrontada pelos serviços de segurança com o facto de não poder entrar com a filha. Nos vinte minutos que durou a cobertura noticiosa, a Mariana ficou à responsabilidade de um agente da PSP que se dispôs a tomar conta da criança. Até aqui nada de especial não fora o facto da Rita Marrafa ter sentido, com toda a legitimidade, algum constrangimento e revolta pela posição da Presidência da República. Isto quando é sabido que em datas “solenes” o Palácio de Belém é “assaltado” por centenas de visitantes e ranchos folclóricos. Mas claro, a pequena Mariana (7 anos) seria um grave problema de segurança de Estado ou de “limpeza dos tapetes” de Belém, ou ainda, quem sabe, seria portadora de algum cartaz menos próprio para mostrar perante as câmaras (e não se pode perturbar o sossego do Sr. Presidente Cavaco Silva). No seguimento da polémica houve a exposição de casos em que foi permitida a entrada de crianças a acompanhar pais jornalistas. Enfim, critérios…
Apesar dos factos terem acontecido em contexto profissional, a realidade é inteiramente pessoal e familiar, numa conflitualidade de mãe-profissional que a sociedade ainda não consegue, infelizmente, clarificar, promover e apoiar. Seja mãe ou pai… quem nunca em criança passou horas a fio nos locais de trabalhos dos seus pais, ou quem nunca levou por alguns momentos os filhos para o seu local de trabalho (seja ele qual for)? Aliás, sobre esta realidade das mães e pais e a profissão, é importante recordar a acção da eurodeputada italiana Licia Runzulli ao levar, durante vários anos, a sua filha para o Parlamento Europeu.
Com toda a legitimidade de um Estado de direito, democrático e constitucional, a Rita Marrafa de Carvalho sentiu-se no direito de expressar o seu descontentamento, de forma muito simples, pela situação gerada, num espaço que é seu, pessoal, particular, mesmo que público e de acesso “aberto” (numa das suas duas páginas do facebook). Nada que qualquer cidadão não o faça, usando o direito fundamental da liberdade de expressão e de opinião. Para além disso, esta questão de que os jornalistas têm que assumir a sua profissão 24 horas por dia, 365 dias por ano, independentemente de se encontrar ou não em serviço, é de uma visão tão primitiva e redutora daquilo que é a realidade pessoal, a vida de cada um, a particularidade do ser humano, o seu universos individual, fora do seu contexto e da sua profissão.
Só que, desta feita, começaram a surgir os primeiros “confrontos” de opiniões. Mas mesmo assim, nada que não seja natural quando expomos a nossa opinião e a assumimos publicamente. A pluralidade de opiniões só favorece o sentido crítico e o confronto de ideias. Só que, nestas coisas há sempre um mas… E o “mas” surgiu quando a simples e legitima opinião contrário deu origem ao mais surreal, incrédulo e ofensivo comentário de um “famoso” jornalista/operador de câmara português residente nos Estados Unidos (Mário Rui de Carvalho), numa partilha feita pela jornalista Joana Latino (tal como muitas outras partilhas de que quis dar o seu apoio à Rita Marrafa).
Quatro notas: 1. O comentário é de um chauvinismo inqualificável, de um sexismo deplorável e de uma visão machista sobre a sociedade e o exercício laboral; 2. O Sr. não tem a mínima noção da realidade laboral em Portugal, seja qual for a profissão. E não o sabendo deveria ter-se inteirado antes de comentar, já que a realidade laboral portuguesa e norte-americana não são comparáveis; 3. É qualquer coisa surreal, ridícula, sem qualquer sentido, a observação sobre um eventual processo disciplinar a instaurar pela RTP à Rita Marrafa de Carvalho; 4. O facto do Sr. Mário Rui ser um famoso operador de imagem, com vários prémios nos estados Unidos, com inúmeras reportagens de guerra, não lhe dá o mínimo direito de dar lições de moral e de escolhas profissionais sobre algo que não tem a ver com o jornalismo, mas sim com a vida pessoal e familiar de uma jornalista (que são coisas diferentes).
A polémica tinha sido “enterrada” com o Ano Novo e permanecido nos anais de 2013 da vida pessoal da Rita Marrafa, quando inesperadamente é reacendido o tema de uma forma completamente atípica, sobrenatural e inqualificável. Eis que hoje, a coluna do Provedor do jornal Diário de Notícias é preenchida, com a assinatura do Provedor do Leitor, com a repescagem da controvérsia, sob o título “Três significativos episódios da sobranceria de arrivistas e da deplorável falta de chá”. E esta foi pior a emenda que o soneto. Isto ultrapassa todos os limites do bom-senso, do aceitável, do ético e da deontologia. Aliás algo tão assumido pelo Sr. Provedor do Leitor do DN, que acaba por se “virar o feitiço contra o feiticeiro”. De forma telegráfica porque a única coisa que me merece é o respeito, a defesa, a consideração e a admiração pela Rita Marrafa de Carvalho.
1. É condenável (muito mais que criticável) que Óscar Mascarenhas use a sua qualidade de Provedor do Leitor do DN, aquela coluna específica e com especificidades concretas e particulares, para criticar um profissional que não pertence ao Diário de Notícias. Muito menos sem qualquer solicitação por parte dos leitores. Não seria igualmente aceitável que o Provedor do Leitor do Público, do Telespectador ou do Ouvinte da RTP, viessem tecer considerações sobre o Provedor do Leitor do Diário de Notícias.
2. Nada do que aconteceu tem qualquer relevância do ponto de vista jornalístico. Apenas uma situação pessoal, privada e familiar (mesmo que em contexto profissional). A situação é ainda mais criticável quando o Provedor do Leitor do DN recorre a factos da vida privada e pessoal da jornalista Rita Marrafa de Carvalho (posts colocados nas suas páginas do facebook) para tecer as suas considerações.
3. É curioso que quem fala de ética, deontologia e lealdade nem se atreve, numa única linha do texto, a proferir o nome da Rita Marrafa. Mais ainda, para um Provedor do Leitor (já nem me refiro à sua condição de jornalista e de professor universitário) é de uma baixeza e de uma falta de carácter que se tenha refira à Rita Marrafa como: “certa famosa jornalista de televisão”; “a madame jornalista”; “em defesa da vedeta de televisão incomodada em Belém”; “a mesma jornalista e um pedante e decadente humorista televisivo”; “a vedeta televisiva”; “a distinta jornalista televisiva” (sendo óbvio o sentido pejorativo de ‘distinta’).
4. Por último, “o feitiço contra o feiticeiro”. O Provedor do Leitor do DN não tem qualquer moral, ética ou legitimidade para proferir tais “discursos”. E muito menos tem o direito de reclamar, nos outros, a falta de chá (que não deve ter tomada em pequenino). Para além de ter usado, em anteriores textos, termos como “paulada nos jornalistas” ou condenado a liberdade de expressão de cidadãos (que são, profissionalmente, jornalista), de igual forma como o fez hoje, é bom recordar (já que gosta tanto de redes sociais) a pressão que exerceu num grupo do facebook (jornalistas) para “silenciar” a polémica em torno da “mala da Pepa”, só porque a pessoa em causa era amiga da filha, só demonstra a qualidade moral, ética, deontológica e profissional do actual Provedor do Leitor do DN. (informação prestada pelo jornalista João de Sousa).
A Rita Marrafa de Carvalho devo este desfilar de caracteres como forma de expressar a minha solidariedade, consideração, admiração e respeito.
Bem como para com todos os camaradas (apesar do não exercício profissional porque a vida assim não o permitiu ou não o quis, e as incompatibilidades legais não deixam) que, por força das circunstâncias da vida, têm de levar os filhos para as suas actividades profissionais (e não são assim tão poucos quanto isso, como foi demonstrado). Aliás, não só em relação aos jornalistas, mas a todos os que trabalham e, pelos mais diversificados contextos, passam pelas mesmas preocupações (infelizmente a sociedade não cuida destes pormenores, nem a escola pública, nem o Estado, nem todos têm avós à “mão de semear”).
Ainda uma nota para a Joana Latino que "encarnou" a situação da Rita Marrafa como ninguém.

publicado por mparaujo às 23:14

08
Nov 11
Recebido via facebook... (José Rafael Nascimento)

"Nos EUA fabricaram uma máquina que apanha gatunos.

Testaram-na em New York e em 5 minutos apanhou 1500 gatunos;
Levaram-na para Itália e em 3 minutos apanhou 3500;
Na África do Sul só em 2 minutos apanhou 6000 gatunos;
Trouxeram-na para Portugal e, num minuto, roubaram a 'p... da máquina'.

O caso está em segredo de justiça para se apurar se faz parte do processo Face Oculta, Casa Pia ou BPN, uma vez que a referida máquina tanto pode estar numa sucata como ter ido parar a um offshore..."
publicado por mparaujo às 22:05

18
Abr 10
Mesmo correndo o risco da extensão do texto, penso que vale a pena pela temática da discussão em causa.
Via Paulo Querido, no twitter e facebook, com a introdução do tema:
(Paulo Querido) "é engraçado porque os argumentos contra o acordo [ortográfico] são usados para o tentar impedir."

E a "discussão" começou...
Jorge Laiginhas
Paulo, essa coisa do acordo ortográfico, ou do desacordo passa ao lado da evolução da língua. É uma violência! Se leres a minha crónica aos domingos no JN verás o quando eu desacordo o acordo e, ao que sei, os leitores entendem-me. Deixem a língua caminhar...
Nuria Pons
Concordo com Jorge. O acordo é o desacordo da língua.
Filipe Guedes Ramos
O desacordo tem muito que se lhe diga... uma peça de lixo motivado por interesses económicos e políticos...
Temos de falar brasileiro para sermos competitivos? Será que é mesmo isso?
Quantas variações de inglês existem? E de francês? E de espanhol? Será que eles andam feitos parvos a fazer desacordos como nós?...
Enfim!...
Paulo Querido
Discordo de ambos e já o disse várias vezes. A língua não evolui por acordo, nem por contra-acordo. O que o acordo faz é proteger alguns interesses e tentar algumas experiências políticas. Ora, eu como autor só posso concordar com um maior entendimento editorial (porque é disso que trata o acordo, fundamentalmente) entre estes dois países. Dispenso-me de listar as razões ;)
Paulo Querido
Filipe, o argumento das variantes do Inglês não me diz nada. Há línguas sem unificação e outras com unificação.
Além disso, o acordo visa menos pormenores linguísticos e mais interesses editoriais. E protege o mais pequeno (Portugal). Se alguém devia ignorar o acordo, eram os brasileiros. Não nós.
Paulo Querido
Filipe, além do mais não posso deixar de olhar para o reacionários ao acordo senão com complacência. Não têm argumentos, mas emoções (muitas delas duvidosas, em meu entender), medos, um desejo de nada fazer... Caramba, não querem não adiram. Não somos obrigados por lei nem ninguém nos aponta uma arma para escrevermos segundo o acordo. Os erros são livres de dar. Sempre foram. Sempre existiram.
Miguel Pedro Araújo
Paulo Querido... neste caso, permita-me discordar de si. De facto a l... Ver maisíngua não evolui por acordo... e esse é que é o problema, porque estão a tentar evoluí-la por mero acordo. Não por razões lunguísticas (léxico, fonética) mas sim por questões (maior entendimento editorial) económicas. E será que com o acordo se vende mais livros portugueses no Brasil ou nos PALOPs?! E porque é que o acordo aproxima mais o "português" ao "brasileiro", e não ao contrário?! Qual é a língua mãe?!
Não vimos o Inglês (mesmo por razões editoriais) a fazer qualquer acordo como o "americano", "o canadiano" (com a excepção do "colonato francês"), o "australiano", o "neozelandês", etc, etc... ;)
Paulo, entendo a questão editorial mas... insisto: gostaria mais que a língua fizesse o seu caminho desacordada. Também sei que o acordo é sustentado por interesses económicos...
Filipe Guedes Ramos
Paulo, não é só o Inglês. Existem mais línguas nessa situação. E é um argumento tão válido e capaz como os seus.
CLARO! Foi o que eu disse! Mas que raio de pensamentos!!! A língua é dos seus falantes e não é pertence de interesses económicos/editoriais!!! Bonita lógica... fazer um acordo para favorecer editoras...
Protege Portugal? Como eu gostava que esse argumento não fosse falacioso... os brasileiros perdem o trema, e nós perdemos metade da grafia que influencia a fonia!! E somos protegidos??
Filipe, a língua não é nada dos falantes, ou dos escreventes, mas que coisa. A língua não é uma propriedade.
Porque não faz uma ILC para lhe devolverem o ph?!?
Miguel Pedro Araújo
Acresce ainda...
Mesmo nas questões editoriais que Paulo Querido refere, onde é que o acordo é relevante?!
Cá continuaremos a dizer "comboio" e no brasil "trem".
Cá temos o nosso "casaco" (do fato) e lá "palitó".
Cá o chocolate é (nalguns casos) "castanho", no brasil "marron"...... Ver mais
Isto aproxima editorialmente?!!!
A língua é dos falantes, dos escrevantes e é propriedade... enquanto for identidade histórica, social e cultural de um povo.
Nuria Pons
Paulo, entendo todas as necessidades deste acordo, como ponto econ... Ver maisômica, por questões que sejam editoriais etc e tal, porém, além de se colocar um entrave entre brasileiros e portugueses, que não entendem este acordo assim, somos sim, ao menos aqui no Brasil, obrigados a utilizar o acordo, portanto a Lei se fará cumprir e jovens ao caminho de Vestibulares *e aqui a coisa pega, terão de usar a língua que não é dela, que raios, adoro tremas! não poderei mais usá-los, é um exemplo entre tantos outros que já perdi as contas e, de verdade, era a última coisa que queria fazer, comprar gramáticas atualizadas da língua portuguesa. Desde além mar, não gostaria de haver de passar por isto agora.
Miguel, aproxima. As revisões das editoras que queiram (e possam) publicar nos 2 países terão em conta o que for de ter em conta. Fato e paletó (que continua em Portugal a ser usado), comboio e trem, castanho e marrom são sinónimos. Eu, que sou antigo (cumpro meio século este ano), não tenho a mínima dificuldade em percebê-los.
Filipe Guedes Ramos
Subscrevo a última resposta do Miguel Pedro Araújo. Disse exactamente aquilo que eu iria dizer.
Paulo Querido
Miguel, se é identidade histórica, social e cultural, como dizer que é propriedade? E porque razão tenho eu, nascido há 50 anos, mais direito à sua propriedade que os estrangeiros que morreram nesse ano tendo nascido a falar português?
Miguel Pedro Araújo
Mas Paulo... a mim, que ainda me faltar... Ver maisão 6 anos para o meio século :))), também não me custa entender... até porque tenho, por força de casamento, ligações familiares ao Brasil.
Mas nós não podemos servir de "bitola", nem de regra (quanto muito, de excepção à regra).
E o que tentei dizer é que este acordo não aproxima significados e significantes.
De tal modo que, ainda em recente visita a Portugal de familiares Brasileiros, os "desentendimentos" linguísticos" foram muitos... e não é este acordo que os anulará.
sinônimos em português além-mar, entendo seu sinónimo, sem precisar de acordo, quero usar de forma correta a minha fôrma...não poderei mais!! deixarei uma velha canção de Caetano Veloso em que ele diz o que que
"Gosta de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar a criar confusões de prosódia
E uma profusão de paródias... Ver mais
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa...
É isso aí, adoro roçar a língua de Luís de Camões com seus factos, sinónimos é rico demais, não gostaria de mudar nada de vocês que admiro e nada daquilo que também gosto, minha língua além-mar, simplesmente rocemos umas nas outras e festejar a diferença que é nossa riqueza.
Miguel Pedro Araújo
Paulo... peço desculpa mas só percebi a primeira questão. Como é propriedade a nacionalidade, por exemplo. Mas isto nada tem de "nacionalismo", "xenofobia" ou algo semelhante... estou a falar em identidade, sem excluir quem tem todo o gosto em ser português, mesmo não nascendo cá.
Como exemplo, não deixa de ser aveirense, quem nascendo em Lisboa, decide viver de "corpo e alma" os costumes, a história, os regionalismos, desta região. Mas por opção, aceita e adopta essa "identidade" aveirense.
E uma outra questão ("lenha para a fogueira")...
Não ouvi uma única referência, na questão da aproximação da língua entre os Países Lusófonos sobre uma realidade que teimosamente se tentar encobrir e aniquilar: onde fica, no meio disto tudo, o Mirandês que é, por força legal, a segunda língua oficial portuguesa?!
Paulo Querido
Phoda-se! (desculpem, não resisti, ehehehe) A ser propriedade de algum dos países em que é língua oficial, qual é o vosso critério para decidir a que povo o português afinal pertence?!?
Miguel Pedro Araújo
ah... essa é fácil... é o que estamos a tentar dizer-lhe, meu caro: a PORTUGAL!!!!
E a do Ph está bem "apanhada"...
Paulo Querido
Temos a antiguidade (Portugal). Temos a dimensão (Brasil). Temos a dedicação (Cabo Verde, entre outros). Temos o orgulho (Timor). Qual dos critérios vence a vossa corrida pela propriedade do português? Aceitais que dos 200 milhões de falantes nativos possam emergir meia dúzia de critérios diferentes do vosso? Ou não?
Claramente, o da antiguidade... n... Ver maisão me vai dizer que a língua portuguesa "nasceu" (e evoluiu) noutro lado que não aqui. Tal como o "inglês" não nasceu nos USA, Canadá ou Austrália...
Se aceito que possam emergir critérios diferentes?! Claro que sim... aliás, permita-me que use, de forma séria, os slogans: "todos diferentes, todos iguais" ou "igualdade, na diversidade".
Porque é que não podemos ter a língua portuguesa mãe (identitária do povo português) e as respectivas "variantes" dispersas pelos países que menciona e com as "identidades" que refere desses próprios países?! Claro que sim...
Paulo Querido
Miguel, claro que podemos ter diversidade. Mais; teremos cada vez mais diversidade, que não é eliminada por nenhum acordo de unificação. Nem é estimulada por nenhum acordo de promoção de diferenças ortográficas, já que falo nisso...
Não aceito o critério da antiguidade para a propriedade do português. A língua evoluiu. Se há acordos políticos a fazer em cima de uma língua, devem ser feitos pelos países que se interessem por eles.
Actualização
Miguel Pedro Araújo
Espero que não me leva a mal, mas tomei a liberdade de transcrever esta deliciosa discussão para o meu blogue. ;)
Paulo Querido
Miguel, não levo a mal, pelo contrário. Acho boa ideia. Vou ver e até ligar e promover no meu.
J Eduardo Brissos
"Por isso, a nossa Academia Galega, que não quer que a Galiza perca de novo o trem da história, apoia e promove o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, porque para nós significa a salvação da nossa língua, da língua dos galegos, da nossa cultura e do nosso pensamento."
Isabel Rei, representante da Academia Galega da Língua Portuguesa, na Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial em Brasília, Março 2010.
publicado por mparaujo às 00:01

14
Abr 10
A melhor expressão para espalhar a estupefacção pela capacidade que Portugal tem em ultrapassar as crises financeiras, ao ponto de não termos dinheiro para "mandar cantar um cego", mas há muita "alta velocidade" em se conseguir encontrar uns "trocos" para emprestar aos gregos.
EU NÃO QUERO EMPRESTAR DINHEIRO À GRÉCIA, ELES QUE VENDAM A TAÇA DO EURO 2004.
publicado por mparaujo às 00:23

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