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Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

09.Jan.21

Sacudir a água do capote

em Portugal, à boa maneira lusa, a tradição ainda é o que era: o habitual passa-culpas.

mparaujo
(créditos da foto: Pedro Granadeiro / Global Imagens, in Dinheiro Vivo) Tal como se esperava - e não colhe o argumento "surpresa" porque era, por quase todos, esperado - a coisa está a correr mal e tinha tudo para correr mal. E não é apenas por causa do Natal... já vem de trás, foi no período das festividades natalícias e é-o, também, agora. Responsáveis?! Dizem alguns que a culpa é de muitos portugueses porque não se comportaram (e comportam) todos da mesma forma, nem lidam (...)
04.Jan.21

O padrão político governativo

A bitola do governo face a pressões ministeriais

mparaujo
Ultimamente, sempre que um Ministro do actual Governo vem a público e emerge no espaço público por razões negativas ou assuntos polémicos tem surgido, como resultado prático, um determinado padrão político, no mínimo, estranho. E não se afigura que sejam "lapsos". No chamado caso SEF (a morte do cidadão ucraniano Ihor Homeniúk), após a polémica pública e as diversas explicações (ou tentativas) do Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, o primeiro resultado (...)
27.Dez.20

Da série... os inconseguimentos #09

Um CDS manifestamente perdido, sem rumo e a cair, tão fácil e ingenuamente, nas malhas da tragédia d

mparaujo
(créditos da foto: Tiago Petinga / Lusa) Vamos aos factos. O presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, condenou, hoje, aquilo que considerou o espectáculo mediático do arranque do plano de vacinação contra o SARS-CoV2. No comunicado oficial do partido, o líder centrista destacava, como fundamento da sua crítica, a prestação da ministra da Saúde, Marta Temido, e, pasme-se, a SMS enviada pela Protecção Civil aos portugueses. Mas não só... a ânsia política foi (...)
18.Dez.20

Em política as palavras contam e têm peso

os riscos (demasiado elevados) do trumpismo da comunicação política

mparaujo
(créditos da foto: mário cruz / lusa, in expresso) As palavras têm uma força considerável e, muitas vezes, imensurável, capazes de mobilizar causas e movimentos, tão fortes que geram revoluções e dinâmicas sociais. Ganham esta dimensão de forma ainda mais relevante quando as palavras são enquadradas nos princípios e na ética política, que devem (ou deveriam) estar permanentemente preservados na função e no exercício dessa mesma política. Ganham dimensão ou mesmo tempo (...)
05.Dez.20

De Emergência em Emergência... a mesma confusão e incoerência.

ao fim de tantos meses, com tantos dados e informação, com tantos alertas dos especialistas é, no mí

mparaujo
Está comprovado... o vírus COVID-19 hiberna no Natal. Deve ser muito religioso. O anúncio e as opções políticas do Governo para este prolongamento do Estado de Emergência que abrange o Natal são algo surreal, não surpreendem porque é mais do mesmo... não é novidade. Já não se trata de uma questão de comunicação, de percepção do que é regra ou do que é excepção. Trata-se de uma incoerência e de uma falta de respeito enorme para com os profissionais da saúde e o (...)
30.Nov.20

COVID-19... mais uma vez o descuido com a comunicação.

no meio da confusão... o alvo acaba sempre por ser o mensageiro.

mparaujo
A propósito do precipitado pré-anúncio dos grupos prioritários para a primeira fase da vacinação SARS-CoV-2. A comunicação social deu eco à revelação de um estudo técnico preliminar, elaborado por uma Comissão Técnica promovida pela DGS, que, aparentemente, exclui dos grupos prioritários os idosos, nomeadamente aqueles que não estão em Estruturas Residenciais para Idosos (lares), originando logo um coro de críticas à "opção" apresentada, bem como um igual coro de (...)
01.Nov.20

Entre uma mão cheia de nada e a confusão do costume

Em vez da prever, planear e prevenir, mantém-se o mau hábito português de reagir e agir em cima do j

mparaujo
(parte I) No final da reunião extraordinária do Conselho de Ministros, realizada ontem, António Costa fez uma longa declaração ao país (com os "slides" a andarem mais depressa que a retórica e demagogia discursivas) para, no final, saber a quase "nada" ou coisa nenhuma sobre as novas medidas restritivas no âmbito da mitigação da COVID-19, aplicáveis a 121 Municípios (e NÃO "Concelhos" como (...)
26.Out.20

do sofrível ao medíocre

tal como comunicar muito não significa comunicar bem, também falar muito, depressa e alto significa

mparaujo
Há, entre as várias teorias da comunicação, duas que espelham e explicam a surreal, deplorável e degradante conferência de imprensa da Ministra da Saúde, Marta Temido, hoje, por volta das 19h30: a teoria da Agenda-Setting, de McCombs e Shaw, ou a teoria da Tematização, de  Luhmann. A razão é simples: o Governo precisava de criar ruído mediático com novas percepções que desviassem a atenção da "bofetada política" que o BE deu em relação ao Orçamento do Estado para (...)
25.Out.20

Crise? Qual crise?!

ano após ano,ciclicamente na mesma altura do ano, regressa o recreio político em tempos de orçamento

mparaujo
(imagem in motor24) Desde 2015, após a "apelidada" geringonça entrar em funções governativas, que assistimos ciclicamente ao drama político pré-aprovação do Orçamento do Estado, numa mais que dispensável demagogia balofa de sucessivos anúncios de crise política. Nada mais enganador. Ano após ano o mesmo teatro, os mesmos dramas, a mesma retórica. Acresce ainda o "alto patrocínio" da Presidência da República que costuma abrir as hostes do chorrilho de ameaças, (...)
25.Out.20

Uma medida ali, outra acolá... e o vírus vai-se instalando.

não me parece que vá correr bem.

mparaujo
Do Plano Nacional Outono-Inverno para a Saúde nunca mais se ouviu uma palavra, nem se conhece mais desenvolvimentos do que a sua disponibilização para consulta, a 29 de setembro... entretanto o outono já leva mais de um mês de avanço. O outono e a própria COVID-19 que registou, nesta sexta-feira, o seu valor mais alto: quase 3.700 novos casos, numa semana que (...)
16.Out.20

StayAway demagogia

Como uma APP cria (propositadamente) ruído para distrair os olhares do essencial

mparaujo
Com a polémica instalada em torno da aplicação móvel "StayAway Covid", António Costa consegue, de uma assentada, matar três coelhos com uma só cajadada. 1. Desvia toda a atenção política para a "tensão" gerada com (e pelos) os partidos à esquerda,  relacionada com a aprovação do Orçamento do Estado para 2021, bem como retira espaço crítico ao centro (PSD) e à direita em relação a esse mesmo Orçamento. Não houve um único partido com assento parlamentar que não (...)
11.Out.20

Os experimentalismo pandémicos

ou como 7 meses não serviram para coisa nenhuma, muito menos para preparar o que aí vem (e já começo

mparaujo
É um facto que em finais de fevereiro e início de março, o país acompanhava a surpresa instalada no mundo, sendo igualmente apanhado totalmente desprotegido e impreparado para os primeiros surtos da COVID-19 (SARS-CoV-2). Nessa altura a gestão da crise pandémica era, compreensivelmente, confusa, sendo, por isso, perfeitamente aceitável o recurso da "navegação à vista" para  impor medidas e orientação, em função do desenrolar dos impactos da proliferação do vírus e do que (...)
28.Set.20

Passatempo político...

descubra as diferenças.

mparaujo
A rubrica "descubra as diferenças" era presença assídua e regular nas páginas dos passatempos e jogos na imprensa escrita, a par das palavras cruzadas. Agora, mais recentemente, substituída pelo sudoku. Fazendo o paralelismo, em vez das tradicionais 7 ou 8 diferenças, basta que descubra uma. Uma será quanto basta. (na edição de hoje, 28SET2020, do Jornal de Notícias)
14.Set.20

Da responsabilidade e ética política... ou a falta dela

À mulher de César não basta ser... tem que parecer.

mparaujo
Premissa... o exercício de um cargo público - agravado pela grau de responsabilidade pública que comporta - exige ao seu detentor um princípio acrescido de equidade, imparcialidade, responsabilidade e ética. António Costa, enquanto Primeiro-ministro, tem todo a legitimidade de exigir, para si, o cumprimento do exercício do direito de cidadania. É inquestionável... deve agir em função das suas opções e convicções pessoais. Assim como as suas preferências desportivas, as suas (...)
31.Ago.20

Não há Festa como esta... nem como outra qualquer.

duas ou três coisas sobre embirrações comunistas...

mparaujo
Podem juntar o Pontal e a Universidade de Verão do PSD, os "comícios nacionais" do PS ou do CDS e os acampamentos, mais ou menos anárquicos ou mais ou menos psicadélico do BE que a realidade é só uma: Não há Festa como esta (Avante). Só quem nunca quis ou nunca teve essa oportunidade de marcar presença, pelo menos uma vez, é que não consegue visualizar e compreender a dimensão da Festa do Avante. Se do ponto de vista político-partidário ela não difere muito dos outros (...)
24.Ago.20

Caiu a máscara... em "off" ou em "on"

«A Política sem risco é uma chatice e sem ética uma vergonha» - Francisco Sá Carneiro

mparaujo
"Preâmbulo"... Uma declaração off the record pressupõe uma aceitação de não divulgação de informação. Algo que não será tão linear e tão absoluto. Primeiro porque, para quem tem décadas de experiência política, declarações off the record são, muitas vezes, usadas para pressionar e condicionar. Segundo porque, mesmo parecendo contraditório (e não é), face ao teor das declarações e à sua importância ou relevância política podem (e devem) ser tornadas públicas. (...)
19.Jul.20

Sentimento defraudado

entre confinamentos e desconfinamentos... um enorme risco para que tudo acabe mal.

mparaujo
A frase da "reflexão (desta) semana" recorda Sá Carneiro, no ano de 1978, e termina com a expressão forte: "(...) nós estamos a ver mais uma vez que o Povo Português foi defraudado da sua boa-fé". E fomos... Havia, apesar de alguns erros, alguma perspectiva de que Portugal sairia por cima no combate e na mitigação da COVID-19. Mas do expectável "milagre português" e de algumas referências como "exemplo internacional", rapidamente se passou a um sentimento de decepção e (...)
16.Jul.20

Quando a política é irónica

ou, se quisermos... da colossal incoerência política.

mparaujo
Face ao importante número de Associações Juvenis que existem no país é mais que natural e lógico o surgimento de uma Federação Nacional das Associações Juvenis (FNAJ), que congregue vontades, dinâmicas diversas e devolva dimensão ao associativismo. Reduzindo a escala, justificável por processos de organização e estrutura da FNAJ, afigura-se igualmente lógica a criação de Federações Distritais de Associações Juvenis. Assim, tendo sido alargado o processo de (...)