Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

06
Nov 15

Providencia cautelar ao CM - caso Socrates.jpgHá cerca de três semanas estalava a polémica em torno da providência cautelar deferida pelo poder judicial que impede as publicações do grupo Cofina (apenas estas) de publicarem informação contida no processo que tem como arguido José Sócrates.

Na altura publiquei aquilo que era, e ainda é, a minha versão sobre os acontecimentos em "Ou há moralidade... ou 'comem' todos". Numa declaração de interesses referi que "não gosto do Correio da Manhã, nem da CMTV, bem pelo contrário. Isso é público e já por várias vezes proclamado." E renovo hoje a afirmação escrita.

É que já não basta ao CM exercer a sua actividade da maneira inqualificável que exerce (apesar da legitimidade legal e constitucional) e não bastava ao CM o aproveitamento da polémica para a vitimização (mesmo que, em parte, legítima). Não... o CM tinha de ser igual a si próprio: incoerente, sem rigor, sem verdade, sensacionalista e inversor dos princípios jornalísticos.

A propósito da providência cautelar diferida o CM, pela pena do seu director Octávio Ribeiro, veio logo a terreiro disparar contra tudo e contra todos e passar lições metafóricas de moralismo balofo a toda a gente.

É que, ao caso, ao Correio da Manhã exigia-se recato, rigor, coerência e verdade. Mas isso era mais do que um milagre.

Importa recordar, a bem da verdade e da coerência.

Facto: 'roubo' (desaparecimento) das cassetes de um jornalista do CM - Octávio Lopes - contendo informação (conversas e entrevistas) relacionadas com o processo Casa Pia. Não estamos assim tão distantes para que a memória seja curta (2004), até porque a polémica foi intensa e o processo judicial em si foi um marco na Justiça e no Jornalismo português (e eventualmente na política).

As incoerências:

"Providência cautelar contra o Independente" (publicado no próprio CM a 19.08.2004)
"Focus impedida de publicar matéria" (publicado no próprio CM a 11.08.2004)

Os regozijos de ontem deviam ser a vergonha de hoje.

publicado por mparaujo às 16:20

29
Out 15

Censura foto.jpgTemos este péssimo "código genético": o da incoerência, o de agir em função do vento e das modas, o de tomar posições em função dos nossos interesses e do que mais nos convém. É péssimo e é condenável.

Importa, primeiramente, afirmar: não gosto do Correio da Manhã, nem da CMTV, bem pelo contrário. Isso é público e já por várias vezes proclamado.

Mas tal como critiquei, muito recentemente, o jornal Público pela eventual colaboração como cronista do ex-ministro Miguel Relvas ("Que a memória não se apague") depois do deplorável caso de pressão e perseguição à jornalista Maria José Oliveira, não posso deixar de criticar e repudiar, em defesa da liberdade de informação, do direito a informar e da liberdade de expressão, a decisão judicial de "calar e censurar" (porque é disto que se trata) o Correio da Manhã em relação ao processo "Marquês" que envolve o ex Primeiro-ministro, José Sócrates.

Nunca, até hoje e em função do desenrolar do caso, apontei qualquer crítica a José Sócrates (nem o defendi) por acreditar na separação de poderes e no elevado princípio da presunção de inocência. É público e repetido.

Mas não posso, independentemente de achar criticável o jornalismo (?) praticado pelo grupo Cofina, deixar de condenar o que entendo ser um acto puro de censura à informação e um claro e evidente ataque a um órgão (grupo) de comunicação social.

O CM e a CMTV, em particular, aos quais podemos juntar ainda a Sábado e a Flash, não são exemplos das virtudes jornalísticas, do meu ponto de vista. Mas tal como não sou adepto da sátira informativa do Charlie, pela superior defesa da liberdade de informação "não concordo, em nada, com o que a Cofina diz, mas não posso deixar de defender a liberdade da sua existência".

Há mecanismos próprios para condenar a acção dos órgãos de comunicação social do grupo Cofina sem limitar e amordaçar a liberdade e o direito de informar.

Abriu-se uma perigosa Caixa de Pandora, seja por este caso que envolve José Sócrates, seja por que caso for.

Isto é um claro atentado ao Estado de Direito e à democracia.

publicado por mparaujo às 11:45

pesquisar neste blog
 
arquivos
2020:

 J F M A M J J A S O N D


2019:

 J F M A M J J A S O N D


2018:

 J F M A M J J A S O N D


2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


2006:

 J F M A M J J A S O N D


2005:

 J F M A M J J A S O N D


mais sobre mim

ver perfil

seguir perfil

28 seguidores

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Fevereiro 2020
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
11
12
13
14

17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29


Siga-me
links