Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

30
Abr 11
publicado por mparaujo às 20:56

26
Mar 11
Para publicação na edição de amanhã, 27.03.2011, do Diário de Aveiro.

Cambar a Estibordo...
O Governo caiu! E agora?


Por mais que José Sócrates se esforce por se vitimizar, por mais que tente desresponsabilizar-se da situação do país, por mais que ensaie transferir para a oposição a culpabilidade dos factos, a realidade é quem provocou a crise foi ele próprio. Aliás numa muito pouco compreensível manobra política.
Foi o Primeiro-ministro que não dialogou previamente com os outros partidos da oposição, nomeadamente com o PSD face à necessidade de se enfrentarem novos desafios para o combate do défice. Foi ele que não teve qualquer sentido de Estado ao menosprezar os Parceiros Sociais, Oposição Parlamentar e relação institucional com a Presidência da República. Foi ele que não soube ou não quis assumir o falhanço das medidas aplicadas nos PEC’s anteriores e a incapacidade de controlar o orçamento do estado e a despesa pública.
E, facto curioso para quem sempre defendeu que o país sobreviria a uma intervenção externa e sempre criticou os que prevêem ou desejam a interferência do FMI, é a facilidade com que José Sócrates acorre aos “chamamentos” europeus, sem que seja claro que o apoio do Fundo Comunitário seja muito diferente do Fundo Monetário Internacional.
E a crise foi inevitável… perante a análise da conjuntura interna: a impaciência perante a arrogância governativa, o aumento da contestação e insatisfação, do desemprego e da desagregação social, a estagnação da economia e a recessão sentida, a incapacidade de combater o défice e de controlar a dívida pública, ao ponto das próprias contas do Estado apresentadas ao país e à comunidade europeia estarem sob suspeita de irregularidades, bem como o facto das finanças nacionais não terem capacidade de liquidar os juros da dívida pública já em Abril – cerca de 4,1 mil milhões de euros.
Estes são os factos… Deste modo, importa, perante eles, questionar: quem beneficiará com esta crise política?!
A resposta, pela negativa, afigura-se óbvia: não será a maioria dos portugueses, das famílias e das empresas. Isto é… não será, com toda a certeza, o país a beneficiar da situação.
A primeira questão prende-se com o facto de o país ter de ir a votos. Não pela questão eleitoral em si, mas, perante as enormes e ainda não totalmente avaliadas dificuldades económicas (a imprensa avançava esta semana o facto de a administração pública ter dinheiro apenas para mais dois meses), a justificação dos volumosos encargos que acarreta ao erário público um acto eleitoral.
Por outro lado, já o afirmei e importa renovar, não me parece que, concretamente para o maior partido da oposição e reconhecido como partido de poder – PSD, este tenha sido o melhor timing para um processo eleitoral. Teria sido, até porque, na prática, as consequências de gestão governativa não seriam muito distintas, aquando da elaboração do orçamento para 2012 ou na avaliação concreta da sua execução orçamental.
Mas esta é a realidade factual. O governo caiu… O país vai a votos! Sem alianças, sem blocos, sem acordos. Cada um por si. Só resta saber quem pelos portugueses.
E, neste contexto, face à insatisfação da maioria dos cidadãos perante a política, os políticos e os partidos, é por demais importante que sejam apresentadas propostas concretas para o País. Concretas, transparentes, mesmo que impopulares, mas que definam claramente uma alternativa e não que sejam reféns da demagogia e da retórica face à necessidade de contabilizar votos. De mentiras, jogos de “cabra cega” ou às “escondidas” estão os portugueses mais que fartos.
Os eleitores têm o direito de poderem escolher e têm o direito à verdade.
E esse é que será o grande trunfo para a campanha eleitoral que, por razões evidentes, será uma campanha agressiva, combativa e que roçará a falta de ética para atingir qualquer fim. O que se afigura como uma barreira à clareza e à transparência.
Importa devolver a credibilidade à política para que os portugueses possam devolver a legitimidade do voto aos eleitos, em consciência e por dever cívico.
O país não pode viver mais na incerteza, na insegurança, na insatisfação.
O país não sobreviverá a mais jogos políticos ou de poder.
Esta é, claramente, a hora da verdade. Ou, por contrapartida, o passo que falta para o abismo.

Boa Semana…
publicado por mparaujo às 09:44

20
Mar 11
Publicado na edição de hoje, 20 de Março, do Diário de Aveiro.

Cambar a Estibordo...
Há aveirenses à rasca!


É apenas o uso do cliché da moda. Independentemente do facto de a realidade deixar muitos de nós, verdadeiramente, “à rasca”, no sentido que serviu de sustentação e fundamentação à manifestação de sábado passado.
No entanto, o título usado na crónica de hoje não é, de todo, descabido. E não o é porque traduz uma realidade que começa a preocupar a comunidade aveirense: a segurança.
Por formação, convicção e consciência sou clara e totalmente à abolição das fronteiras (mesmo para além do espaço comunitário) e à livre circulação das pessoas. Embora tenha algumas dúvidas em relação à livre circulação de bens!
Entendo que todo o ser humano tem o direito de procurar, em qualquer lugar ou ocasião, uma melhor qualidade de vida, melhor oportunidade, mais futuro, melhor dignidade.
Mas há, igualmente, um outro lado da realidade. Não menos importante e não menos relevante.
O respeito pelo outro, pela convivência social, pela diversidade cultural, pelo pluralismo e pelas regras da convivência.
Querer impor uma presença pela força, pela coacção, pela violência ou pelo medo, é subverter os princípios do respeito pela liberdade e existência dos outros.
Aveiro é e sempre foi (e espero que continue a ser) uma terra de liberdades, de dignidade, de respeito, de democracia e de acolhimento.
Uma cidade feita de sacrifícios mas também sustentada nas virtudes dos marnotos, das salineiras, dos pescadores, bem como dos ceramistas e dos oleiros.
Uma cidade onde a luz, a ria, o vento e o sal a transformam num dos mais interessantes pontos de passagem para quem quer descobrir Portugal.
E, acima de tudo, uma cidade segura. Ou melhor… relativamente segura.
O aumento desmedido de construção ou de circulação viária veio trazer um crescimento atípico, irregular e imprevisto a uma cidade (e concelho) que descuidou outros factores como os espaços de lazer, cultura, desporto, acessibilidades, mobilidade, comércio, entre outros. Aos quais podemos acrescentar aspectos sociais e a segurança.
São louváveis as acções de solidariedade social que instituições como as “Florinhas do Vouga” vão desenvolvendo em Aveiro em favor dos sem-abrigo, substituindo a responsabilidade social que cabe igualmente ao Estado. Face à conjuntura actual, é notório o crescimento de desempregados, do desespero pela incapacidade de obtenção de rendimentos para combater a fome ou as necessidades mais básicas da sobrevivência humana.
E se a situação é, por si só, madrasta para uma grande parte dos portugueses ela não o é menos para muitos dos estrangeiros (seja qual for a nacionalidade) que tentam a sua “sorte” em terras lusas.
Mas esta realidade seria apenas o risco da vida, se, em alguns casos tal não se tornasse num problema social (mesmo que ainda pouco expressivos): os “arrumadores de carros”.
Para alguns o instinto de sobrevivência não é mais do que encarar, deste modo, a realidade e a infelicidade do insucesso na vida, sem que isso signifique o desrespeito pelo outro.
Para outros, a necessidade de sobreviver é a indiferença à procura de alternativas, a passividade e o conformismo, e, infelizmente, o desrespeito pela liberdade do outro e a ausência de comportamentos de sociabilidade.
Nestes casos, são conhecidos os crescentes fenómenos de violência, de roubo, de agressão, de imposição do medo. No Rossio, na Forca, junto ao Hospital, junto ao Oita.
E se algum medo e receio se instalaram na comunidade aveirense, há, igualmente, um desenvolvimento de alguma insatisfação, inquietude e contestação.
Porque se afigura, ao olhar simples mas directo dos cidadãos, uma grande dificuldade de perceberam a insuficiência de resposta por parte das instituições – autarquia, segurança social, instituto de emprego, serviço estrangeiros e fronteiras, psp, polícia municipal – para a resolução de um problema que tende, dia após dia, a avolumar-se e a tornar-se incontrolável e insolúvel.

Boa Semana…
publicado por mparaujo às 12:23

20
Fev 11
Publicado na edição de hoje, 20.02.2011, do Diário de Aveiro.

Cambar a Estibordo...
A semana em resumo… sem (e)moção!


Economicamente desastrosa
Do ponto de vista social e económico a semana não podia ser mais negra e mais preocupante, sem que o Governo de José Sócrates não perceba que, neste momento, entre o recurso ao Fundo de Emergência Europeu ou ao FMI a diferença é muito pouca ou nenhuma.
O ano de 2010 terminou com o PIB a cair 0,3% em relação aos meses anteriores, o consumo diminuiu face às dificuldades financeiras que as famílias e os cidadãos se deparam, a inflação aumentou e o Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, já veio afirmar que Portugal se encontra em recessão.
A agravar a realidade, mais de 11% (11,1%, mais de 600 mil cidadãos) dos portugueses activos está no desemprego o que potencia a instabilidade social, a insegurança, a contestação.
Sem (e)moção
Mas a semana ficou claramente marcada pela inconsequência política de uma moção “aniquilada” à nascença, vetada ao fracasso por responsabilidade dos seus proponentes: o Bloco de Esquerda.
Primeiro pelo timing e pela oportunidade política, completamente a despropósito.
Segundo pela incoerência da posição política do líder bloquista que quatro dias antes se insurgiu contra uma eventual apresentação de moção de censura ao governo, por parte do Partido Comunista.
Terceiro porque ficou óbvio que esta irresponsabilidade política do BE teve como principal objectivo distanciar-se do PS e limpar a péssima imagem resultante da última campanha presidencial e no desastre que foi o apoio conjunto a Manuel Alegre.
Quarto pela péssima estratégia usada. Uma moção de censura ao Governo só faz sentido se tiver como objectivo o “derrube” desse mesmo governo. Se assim não for é pura retórica e é o esvaziamento e banalização de um dos mais importantes processos parlamentares. Daí que a tentativa de remediar a precipitação com o anúncio da moção tenha sido ainda pior. É que para a moção passar ela teria que ter o aval dos partidos à direita do PS. Atacando-os, estendendo os pressupostos e os fundamentos políticos para além da esfera governativa foi o mesmo que votar contra à própria proposta, inviabilizando qualquer apoio necessário para a aprovação da moção de censura.
Falar claro. Agir com ética e responsabilidade
Face à realidade que o país enfrenta (interna e externamente), face aos sacrifícios colectivos (ou só para uma parte do colectivo) resultantes das políticas e medidas de austeridade já aplicadas e as que ainda virão a ser necessárias, todas as acções que o governo possa desenvolver para diminuir a despesa pública e facilitar a execução orçamental, promovendo a justiça social, são sempre bem-vindas.
Daí que o anúncio da extinção de cerca de uma centena de cargos de chefia na Segurança Social, tutelada pelo Ministério do Trabalho, é uma medida que deve ser aplaudida e enaltecida. Significa uma clara preocupação na gestão de recursos humanos e financeiros. Aos olhos do comum dos cidadãos, tal facto significa a redução substancial de despesa.
Mas “não há bela sem senão”… e como diz o ditado popular “ quando a esmola é grande o pobre desconfia”. É que a maioria desses cargos/lugares encontra-se vazia. A isto chama-se enganar o povo, ou se quisermos, “tapar o sol com a peneira”.
Finalmente o óbvio.

Era preciso uma enorme balbúrdia, uma total falta de respeito para com a democracia e os cidadãos, uma total incapacidade de assumir as responsabilidades que, sim, são políticas também?!
Era preciso, ao fim de quase 37 anos de democracia, condicionar e inibir o exercício do mais elementar direito fundamental democrático que é o acto de votar?!
Não, não era.
Retirando o facto da campanha eleitoral ter sido extremamente pobre e fraca, o que afastou muitos dos eleitores do seu exercício de voto (alguns também já confiando numa reeleição do Presidente - face às sondagens), estas Eleições Presidenciais - 2011 revelaram um total flop que é o programa tecnológico nacional e o simplex governativo. Muitos cidadãos não votaram porque não conseguiram obter (via internet, sms ou nas Juntas) o seu número de eleitor.
O Cartão de Cidadão não pode (não deve) conter o número de eleitor porque este (ao contrário dos que lá estão) não é fixo e é alterável sempre que se altera a freguesia de residência.
Mas independentemente do Cartão de Cidadão ou do Bilhete de Identidade para que serve o Número de Eleitor?! Em rigor e na prática… para nada!
Não seria tudo muito mais simples se nos Cadernos Eleitorais constasse o número de identificação pessoal (BI ou CC)?!
Era difícil chegar a esta conclusão?! Claro que não...
Só escusavam de sujeitar o país e os eleitores a este triste circo, que pelos vistos não ficará por aqui, e onde, mais uma vez, a responsabilidade política “morreu solteira” (como se a culpa fosse exclusivamente do Director-geral demitido e do sistema informático). E escusavam de sujeitar o país às tristes explicações e ausência de responsabilidade política e governativa do Ministro da Administração Interna.
Mas o Governo, finalmente, descobriu a pólvora e aprovou a extinção do número e cartão de eleitor. Mesmo que só em Janeiro de 2013. Será um prenúncio eleitoral?!

Boa Semana…
publicado por mparaujo às 07:28

05
Dez 10
Publicado na edição de hoje, 5.12.2010, do Diário de Aveiro.

Cambar a Estibordo...
A semana em resumo.


Mantos Brancos!
A comunicação social faz eco da surpresa em muitas das localidades mais recônditas do Portugal Interior causada pela queda de neve fora de tempo, ou pelo menos antecipadamente.
Se nalgumas regiões e comunidades é evidente a factualidade das circunstâncias, na maioria dos casos, parece igualmente óbvio que as condições e qualidade da rede viária, das acessibilidades, da menor eficácia da resposta às adversidades climáticas.
Mas para além desse facto, há uma outra realidade mais gritante, mais preocupante.
Para um país carente de recursos e que tem no turismo alguma fonte de receita, ao contrário de outros locais da Europa (nomeadamente do outro lado da fronteira), quando a lógica seria investimento, promoção, disponibilidade de recursos, o único espaço disponível em Portugal para se esquiar (a única estância de ski nacional), sempre que neve, paradoxalmente, fica inacessível. Isto é compreensível?!
Sonho gelado?! Ou sorte a nossa?!
A FIFA atribuiu a realização do Mundial de Futebol de 2018 à Rússia, contrariando um desejo comum entre muitos espanhóis e portugueses, nomeadamente os que apresentaram a candidatura conjunta.
Para um país que atravessa uma crise financeira tão grave, para um país que necessita de sacrifícios concretos e que permitam controlar o défice e impeçam a mais do que prevista entra do FMI e recurso ao Fundo de Emergência Europeu, para um país que ainda não “pagou” o Euro 2004, só temos que agradecer à FIFA a não atribuição da responsabilidade de organizar o Mundial de Futebol em Portugal.
Íamos gastar o que não temos?!
Infelizmente, mais depressa a FIFA compreende a nossa situação e a não prioridade que é o TGV do que o nosso Governo… Só nos resta agradecer!
Claramente, a melhor notícia do resumo desta semana!
Voando sobre um ninho de cucos…
É notícia de destaque em qualquer órgão de comunicação social ou qualquer rede social da internet sempre que o site Wikileaks publica mais um documento considerado “top secret”.
Sem entrar em considerações dogmáticas sobre a essência do site e do projecto em causa, o que é certo é que as revelações têm criado um mau estar diplomático e geopolítico evidente. E Portugal não foge à regra… Documentos revelados pelo site indicam contactos entre o governo português e o norte-americano para os voos da CIA transportando “presos” sobre espaço aéreo nacional, contrariando as afirmações do Ministro Luís Amado na Comissão Parlamentar e nas várias interpelações de deputados europeus portugueses.
Na altura (Junho de 2009) o Ministro dos Negócios Estrangeiros, algo exaltado, referia que se alguém comprovasse os factos que no dia seguinte apresentaria a sua demissão. Os documentos foram revelados no dia 1 de Dezembro. Estamos no dia 5 e não se vislumbra a demissão do ministro. Política no seu melhor…
Reabertura.
Espera-se que, de uma vez por todas, se faça justiça e se cumpra a história.
Em dia de apresentação de um novo livro de Freitas do Amaral, 30 anos depois do trágico acidente, são várias as vozes e as tendências para reabrir o processo do caso Camarate que vitimou, entre outros, Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa.
Se o parlamento der continuidade à Comissão de 2004, a próxima investigação será a nona e espera esclarecer, finalmente, o que aconteceu de facto.
Solidariedade
Enquanto o relatório do Centro de Estudos Innocenti, da UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), publicado esta semana, refere que Portugal é o país da OCDE com maior taxa de pobreza infantil, entre 24 países, os portugueses, num claro gesto de solidariedade social, ultrapassaram as expectativas e permitiram ao Banco Alimentar recolher, no passado fim-de-semana, mais de 3,2 toneladas de alimentos, os quais significam um aumento em cerca de 30% em relação ao ano anterior.
Bom era que a Organização pudesse desta forma colmatar as necessidades de muitas (cada vez mais) famílias e cidadãos face aos impactos da crise e das medidas governamentais.
Boa Semana…
publicado por mparaujo às 07:12

25
Set 10
Capas dos semanários - 24/25.09.2010

publicado por mparaujo às 21:00

11
Set 10
Capas dos jornais semanários de 10 e 11.09.2010

publicado por mparaujo às 18:06

04
Set 10
Capas dos jornais semanários de 03 e 04.09.2010

publicado por mparaujo às 12:30

28
Ago 10
Capas dos Semanários - 27 e 28 de Agosto

publicado por mparaujo às 21:51

21
Ago 10
Capas dos jornais semanais de 20 e 21 de Agosto de 2010

publicado por mparaujo às 13:37

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Ago 10
Capas dos semanários - fim de semana 13 e 14 de Agosto de 2010
publicado por mparaujo às 12:32

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