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Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

13.Out.19

370 dias depois... as mesmas ruínas e um olhar de sobrevivência

mparaujo
Dois anos após os trágicos incêndios de outubro de 2017 (quatro meses depois de Pedrógrão Grande) fica a memória da devastação de 290 mil hectares, atingidos 38 municípios, 490 empresas e da destruição total de cerca de 400 casas (mas foram afectadas mais de mil). Mesmo assim, apesar de todos os programas (tipo REVIA), de todos os fundos implementados (mais de 60 milhões de euros), ainda há quem olhe, há 730 dias consecutivos, para as mesas ruínas, com a esperança (à qual (...)
11.Ago.18

A "vitória moral" do Governo, em Monchique

mparaujo
Primeira nota. Não há nada, nem coisa alguma, que tenha igual ou mais valor que a vida. É o direito mais supremo, inalienável, sem qualquer preço. Daí que seja perfeitamente admissível e normal que em qualquer situação e, nomeadamente, em circunstâncias extremas, a prioridade seja o valor da vida e a sua defesa/preservação. Que mais não fosse pelos exemplos de Pedrógão Grande, Pampilhosa, Góis, em 2017. Mas daí a vermos o ministro da Administração Interna a agitar a (...)
17.Jun.18

"Pedrogão" NUNCA MAIS...

mparaujo
Um ano depois... mal começava Junho, começava o inferno na terra. Por mais distantes que queiramos ser e estar Pedrogão (tal como Entre-os-Rios) ficará sempre na memória como o dia em que Portugal não soube cuidar e salvar os seus. Esta será sempre uma memória colectiva na qual, pessoalmente, há-de perdurar esta soberba imagem do Adriano Miranda, carregada de todo o simbolismo da tragédia vivida por muitos e sentida por quase todos, em 2017. Que Pedrogão não se repita NUNCA MAIS.
13.Mai.18

E o Presidente Marcelo "escorregou" em... 1, 2, 3.

mparaujo
Os que sempre "desalinharam" com e eleição e a presidência de Marcelo Rebelo de Sousa tiveram que esperar mais de dois anos para ver o "Presidente dos Afectos" a "deslizar politicamente" três vezes só no espaço de uma semana. Sendo que os "deslizes" não são, por sinal, meros pormenores displicentes. 1. O "fogo" da não recandidatura. Que Marcelo Rebelo de Sousa não se queira recandidatar, em 2021, a novo (e último) mandato presidencial é algo que lhe assiste, simplesmente. Sem (...)
07.Jan.18

Dos preconceitos e dos (pré)conceitos...

mparaujo
(créditos da foto: Gerardo Santo / Global Imagens) Esta semana foi divulgado pela Porto Editora o óbvio e o mais que esperado: a palavra do ano de 2017 é "Incêndios". Também esta semana, ao fim de tantas interrogações, pressões, polémicas e indecisões que não são facilmente compreensíveis quer para os interessados, quer para a opinião pública e política, o Primeiro-ministro António Costa assinou o despacho que determina o pagamento das primeiras indemnizações aos (...)
18.Out.17

Cheira a terra queimada

mparaujo
publicado na edição de hoje, 18 de outubro, do Diário de Aveiro. Debaixo dos Arcos Cheira a terra queimada Extintos ou em fase de extinção a totalidade dos mais de 500 fogos que se registaram entre domingo (15 de outubro) e segunda-feira (16 de outubro) Aveiro, e julgo grande parte do país a norte do Tejo, acordou ontem com um desprezível e incómodo cheiro a terra queimada. Não era para menos. A chuva que caiu durante a noite, ajudando o esforço heróico de populações, (...)
17.Out.17

Um puxão de orelhas... com afecto presidencial.

mparaujo
Na deslocação prometida e anunciada de Marcelo Rebelo de Sousa às várias localidades fustigadas pelos incêndios, hoje em Oliveira do Hospital, o Presidente da República foi contundente nas palavras que proferiu e demonstrou que uma presidência de afectos também se faz de gestão política. A António Costa foi directo quanto a uma necessária e óbvia remodelação governamental que só o Primeiro-ministro, por teimosia política, não quer ver. Tal como o Primeiro-ministro (...)
16.Out.17

Decepcionante, Sr. Primeiro-ministro.

mparaujo
O país não merecia... As populações, as empresas, as comunidades, os combatentes deste flagelo, não mereciam... As vítimas e as suas famílias muito menos mereciam... Foi mau, muito fraquinho, soube rigorosa e objectivamente a nada. A tragédia, o dantismo, a inferno que se vive desde ontem não precisa de ser comparado a Pedrógão Grande. Não tem que ser comparado. Pedrógão teve o impacto do número de vítimas e a trágica forma como faleceram; o cenário que se vive a norte (...)
15.Out.17

A (ir)responsabilidade incendeária

mparaujo
Não estão fáceis os tempos para a Ministra da Administração Interna, para o Secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes e para a Autoridade Nacional da Protecção Civil... Mas não estão nada mais fáceis para as populações, para as comunidades, onde têm deflagrado as centenas de incêndios, nomeadamente os mais de 300 fogos que se registaram só hoje e que têm trazido a tragédias e o desespero a tantas localidades de norte a sul de Portugal. Não pretendo (...)
16.Set.17

O bode expiatório

mparaujo
A demissão do Comandante da Autoridade Nacional da Protecção Civil, Rui Esteves, não é mais do que o reflexo do ditado "a montanha pariu um rato". Querer, como quis a presidente do CDS, Assunção Cristas, tirar daí dividendos políticos é um risco significativo para um verdadeiro tiro no pé. Daí que seja louvável o (mais ou menos) silêncio do PSD em relação à polémica que envolve o processo de licenciatura do agora ex-comandante da ANPC. Isto porque a demissão do (...)
20.Ago.17

Duas perguntas que nunca ouvi colocarem...

mparaujo
Dois meses passados sobre a tragédia de Pedrógão Grande e do Pinhal Interior o inferno dos fogos não tem dado tréguas às populações e a diversas comunidades. Aliás... tem sido verdadeiramente devastador. Desculpem-me os meus amigos fotojornalistas e fotógrafos... mas esta imagem (que tem a assinatura de Lucília Domingues (que desconheço, deparei-me com a foto no mural da jornalista Rosa Veloso) espelha de forma perfeita a realidade do flagelo dos incêndios desta ano da graça (...)
15.Ago.17

Já não é possível evitar...

mparaujo
Há um cansaço enorme numa grande parte da população portuguesa... Há um desespero enorme em muitos portugueses... Há uma frustração e uma desilusão consideráveis na sociedade e nas comunidades... Há dor, luto, devastação que não pára, não estanca... que acende e reacende constantemente. BASTA! É demasiada terra queimada, demasiada floresta devastada, demasiado património desfeito, demasiadas mortes (nem que fosse uma apenas), demasiados feridos, demasiada dor, (...)
26.Jul.17

das Liberdades...

mparaujo
publicado na edição de hoje, 26 de julho, do Diário de Aveiro Debaixo dos Arcos das Liberdades A agenda dos últimos dias tem sido marcada pelo claro e notório confronto de ideias e opiniões, sejam elas de âmbito social ou político, tornadas conhecidas por força do papel e da missão da comunicação social. A par das discussões, mais ou menos públicas, mais ou menos mediáticas, surge sempre a argumentação da Liberdade. As afirmações pouco gentis de Gentil Martins O (...)
25.Jul.17

As 24 horas de ultimato

mparaujo
Há sociais-democratas, alguns dos que ainda restam imbuídos do verdadeiro adn do PSD/PPD, que devolvem a Hugo Soares o dislate político de ontem: o agora recentemente eleito líder da bancada parlamentar do PSD tem 24 horas para pensar, seriamente, na sua vida política. É agora mais que claro e óbvio, até há minutos mais que expectável, que o PSD se deixou levar infantil e inocentemente por uma notória especulação informativa, principalmente alimentada pelo jornal Expresso (...)
19.Jul.17

Deixem o eucalipto em paz

mparaujo
publicado na edição de hoje, 19 de julho, do Diário de Aveiro. Debaixo dos Arcos Deixem o eucalipto em paz Passado um mês após a tragédia que assombrou Pedrógão Grande, Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos e Góis, vitimando 65 pessoas; deixou cerca de 200 feridos; queimou perto de 53000 hectares; destruiu várias habitações, empresas e campos agrícolas; deixou várias centenas de cidadãos com os empregos em risco; matou inúmeros animais que eram a subsistência das (...)
16.Jul.17

Obviamente… demita-se o défice

mparaujo
publicado na edição de hoje, 16 de julho, do Diário de Aveiro. Debaixo dos Arcos Obviamente… demita-se o défice O cumprimento, nos últimos anos, das metas do défice impostas pelas regras europeias; a perspectiva de Portugal poder cumprir, neste ano de 2017, mais um objectivo no controle das contas públicas; a anunciada saída do país do Procedimento por Défice Excessivo; são, obviamente, excelentes notícias apesar das dúvidas no que respeita às cativações, ao aumento da (...)
21.Jun.17

É fogo que arde e se vê.

mparaujo
publicado na edição de hoje, 21 de junho, do Diário de Aveiro. Debaixo dos Arcos É fogo que arde e se vê. Já cá faltava. Bastaram menos de quarenta e oito horas, menos tempo do que muitos dos portugueses precisaram para perceberem e se inteirarem da tragédia que se abateu sobre a região de Pedrógão Grande, menos tempo do que foi preciso para dar impulso às inúmeras campanhas de solidariedade que surgem pelo país (e não só). Mas, infelizmente, tinha já decorrido o tempo (...)
18.Jun.17

Solidariamente... com Pedrógão Grande

mparaujo
Inacreditável. Arrepiante. Doloroso. Trágico. Inimaginável. Serão poucos os adjectivos que possamos encontrar para o que se está a viver na zona de Pedrógão Grande, Góis, Castanheira de Pêra e Figueiró dos Vinhos. Quatro frentes activas e descontroladas resultaram em 19 mortes, 21 feridos, habitações destruídas. Não há memória, nem registo temporal próximo, de uma tragédia destas proporções em casos semelhantes (fogos rurais). Por Pedrógão Grande, Góis, Castanheira (...)
21.Out.16

Quantos é que já esqueceram os bombeiros?

mparaujo
Apesar dos acontecimentos ainda serem recentes (pouco mais de mês e meio) o flagelo dos incêndios deste ano, o esforço inquestionável e inegável dos bombeiros portugueses, as tragédias vividas por comunidades e famílias, pelo decorrer do tempo e dos tempos, por novos episódios do quotidiano e da agenda política e da sociedade, todas as realidades vividas e sentidas em Agosto deste ano (essencialmente) foram caindo no esquecimento colectivo, foram perdendo relevância. Foram (...)
14.Ago.16

O fogo das hipocrisias

mparaujo
publicado na edição de hoje, 14 de agosto, do Diário de Aveiro. Debaixo dos Arcos O fogo das hipocrisias Só por excepcionalidade temática é que este espaço repete, de forma consecutiva, uma mesma abordagem. Mas numa semana em que o país, muito particularmente a região de Aveiro, vive momentos particularmente preocupantes no que respeita (...)