Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

19
Out 16

untitled.JPGO Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Rocha Andrade, volta a estar nas bocas do mundo depois da polémica com as viagens da Galp ao Euro2016.

No seguimento de todo esse comportamento, no mínimo, pouco ético e pouco recomendável para um cargo público, Rocha Andrade viu o exercício da sua função menorizada por força de impedimentos decisivos e governativos.

Rocha Andrade volta a ser notícia pelas piores razões.

No âmbito das várias posições públicas políticas e técnicas, quer do Governo, quer da oposição, quer da "sociedade civil", em relação ao próximo Orçamento do Estado, o Diário de Notícias, o Jornal de Notícias e a rádio TSF, entrevistaram conjuntamente o Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais. Enquanto a entrevista abordou as temáticas orçamentais da tributação, da carga fiscal (os impostos, taxas e sobretaxas), das pensões e da economia, goste-se ou não, concorde-se ou não, foi expressa uma posição política (como membro do Governo) de quem tem a corresponsabilidade pela assinatura do documento orçamental do Governo.

O problema, e não será um pormenor, surge quando a entrevista aborda e recorda a polémica da Galp e do Europeu de Futebol realizado em França e se foca no particular e pessoal, mesmo que de âmbito político e governativo.

A determinada altura o Secretário de Estado, Rocha Andrade, afirma categoricamente que "todos os membros do governo carregam consigo uma lista grande de entidades em relação às quais não devem tomar decisões".

Estas declarações de Rocha Andrade são demasiado graves para ficarem no esquecimento ou na indiferença. Do ponto de vista político e da ética governativa serão eventualmente mais graves do que a ida do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais ao jogos do Euro2016 através da Galp. Rocha Andrade não se pode ficar apenas pela frase ou pela resposta dada. Os portugueses, a Assembleia da República, têm o direito de saber ou perceber quem são os governantes que carregam "grandes listas", porque carregam esses impedimentos, quais são as empresas, quem substitui quem nas decisões governativas, entre outros.

Não colhe a resposta do sigilo fiscal ou da afirmação tomada no "calor" (pressão) da entrevista.

Obviamente...

(créditos da foto: Álvaro Isidoro - diário de notícias online)

publicado por mparaujo às 15:09

11
Jul 14

A 14 de Junho, poucos dias após a notícia do despedimento colectivo na Controlinveste (DN, JN, TSF, O Jogo, Global Notícias e Notícias Magazine), mostrava com todo o respeito a minha solidariedade para com os profissionais da comunicação social envolvidos. Aliás, tal como o manifestei em relação a outras situações noutros Órgãos de Comunicação Social (por exemplo, no Público, grupo RTP...): Solidariamente... camaradas.

Depois das vigílias marcadas, da petição assinada, resta-me, neste dia 11 de julho, de novo a minha SOLIDARIEDADE para com os profissionais da Controlinveste.

quando o rigor, a exigência, a experiência, a competência, a verdade, dão lugar à massificação do jornalismo...
quando, apesar das alterações conceptuais e das novas realidades dos meios, se esquece que, em primeiro lugar está um leitor que não deve, nem pode, ser subestimado...
quando o "poder económico" prevalece sobre o direito a informar e a ser informado, de forma livre e verdadeira...

publicado por mparaujo às 09:57

03
Fev 14

Tudo indica que será esta semana, em princípio no dia 7 de fevereiro, que a Assembleia da República discutirá os novos estatutos da RTP, bem como consequentes revisões da Lei da Televisão e da Lei da Rádio. Para já, a “novidade” (se é que haverá algo que mude a influência do poder tutelar na RTP) é a criação de um Conselho Geral que surgirá rotulado de independente. Só que tal não será mais que uma nova roupagem nos estatutos da televisão pública e uma ilusão a ideia da diminuição da interferência do poder político no grupo RTP.

Segundo o interessante trabalho publicado na edição de ontem do jornal Público, “Governo terá pelo menos metade do poder decisório no novo conselho geral independente que vai criar para a RTP, a que se soma o parecer prévio e vinculativo sobre o administrador responsável pela área financeira. O Estado mantém também na sua alçada a assembleia geral, composta exclusivamente por membros designados pelo Governo. Um cenário que contraria a intenção a montante da criação do novo órgão: a desgovernamentalização da RTP” (via clube dos jornalistas).

O Governo, através do seu ministro Poiares Maduro, tem feito da desgovernamentalização da RTP a principal bandeira que sustenta a proposta dos novos estatutos da RTP. Não será, com este tipo de articulações, que tal acontecerá face ao continuar da gestão governamental (directa ou indirectamente) da televisão e rádio públicas.

Na entrevista que o Público realizou a Poiares Maduro, em relação a este novo modelo de gestão da RTP, Maria Lopes e Miguel Gaspar questionam o ministro sobre a posição do Conselho de Administração da RTP (sabida que é a sua discordância) face à proposta do Governo. A resposta é, no mínimo, inquietante: “Eu compreendo que um CA [Conselho de Administração] nomeado com um certo modelo de governo da empresa possa sentir algum desconforto por a meio desse mandato ver esse modelo alterado. Mas um Governo não pode esperar pelo fim dos mandatos dos CA das empresas públicas para mudar os modelos de governo das empresas. O importante é o CA estar ou não disponível para funcionar de acordo com este modelo. E está.” Mas será?

Mas em relação a Alberto da Ponte, presidente do Conselho de Administração da RTP, não será de estranhar uma oposição à proposta do Governo, nomeadamente no que diz respeito à questão dos financiamentos, da TDT e do recurso (ou a ausência) a fundos publicitários.

O que não admira. É certo que o grupo RTP tem a urgente necessidade de uma reavaliação do seu projecto, da sua missão e função públicas, e, obviamente, da sua gestão financeira. Mas não será com declarações bombásticas, sem respeito pelos profissionais (e muitos deles excelentes profissionais), pelo seu trabalho e pelo seu mérito, que a RTP construirá o seu futuro, de forma consistente, equilibrada e pacífica. Polémico e mal-amado desde que iniciou as suas funções à frente da RTP, não me parece que a visão que muitos têm da sua gestão melhorará, nem a imagem da falta de competência para o cargo que desempenha, quando, ao Jornal de Notícias, Revista Notícias TV, afirmou que “(…). Continuo a ver na RTP profissionais que trabalham 13 e 14 horas por dia e continua a haver na RTP profissionais que não trabalham puto. (…) Há gente na RTP que não trabalha puto. E não sou eu que o digo, são os próprios colegas dessas pessoas, que eu não vou identificar, naturalmente, mas que estão identificadas, que o dizem”.

É gravíssimo quando um administrador diz que, na empresa que (supostamente) deveria gerir e liderar, há quem não se esforce (mas que eventualmente é premiado) à custa dos colegas. Mais grave ainda é o facto de Alberto da Ponte fazer uma gestão empresarial da RTP com base no “diz que disse” e dos queixumes de alguns (não se sabe se muitos ou poucos) dos funcionários da empresa pública de rádio e televisão. E ainda mais grave é que condicione a sua reflexão sobre o mérito, o valor e o desempenho dos profissionais da RTP com base em apenas um dos seus funcionários, ao caso, do jornalista José Rodrigues dos Santos, sem que se perceba o porquê da “bitola profissional”, relegando para segundo plano todo o mérito e valor profissionais dos inúmeros jornalistas e trabalhadores da RTP (grupo).

Alguém que salve a RTP… porque se (eventualmente) há quem "não faça puto", é mais que óbvio que também há, na RTP, quem não "gere puto".

publicado por mparaujo às 10:47

22
Jan 14

a imbecilidade do machismo e da cultura nacionais.
e o mais grave é a preocupação da comunicação social (não foi apenas o JN) em dar eco e cobertura a essa imbecilidade.

não se trata do "protocolo" ou da quebra do mesmo. isso é preocupação para a Casa Civil da Presidência da República.
trata-se do "fait divers", da "cusquice", da mentalidade cultura e social, da "inveja" e de isto ser notícia.

"Saia de assessora de Cavaco "ofusca" Ronaldo"

 

Saia de assessora de Cavaco
(créditos da foto: Gustavo Bom - Global Imagens, in JN)
publicado por mparaujo às 11:35

03
Jun 13

A 2 de junho de 1888 era publicada a primeira edição do Jornal de Notícias (com quatro páginas, segundo reza a história).

Ontem, 2 de junho de 2013, o Jornal do Notícias fez 125 anos de história, de muitas histórias, gentes e notícias, tornando-o, a par com o Diário de Notícias, curiosamente do mesmo grupo (quase a fazer 150 anos), um dos órgãos de comunicação social mais antigos ainda com “vida”.

Tive o prazer, melhor dizendo, o enorme prazer em ter como professor um dos seus antigos (ainda dos tempos difíceis da censura) chefe de redacção (à moda antiga), o Prof. Costa Carvalho.

Tenho hoje o igual prazer de ter convivido (e conviver) com alguns profissionais deste jornal que é, rotulagens de “referências” à parte, um marco no jornalismo nacional, nomeadamente pelo sentido e valor que dá às regiões e localidades deste país.

Para além do ciclo de conferências que tem promovido por diversas zonas do país para celebrar estes 125 anos (por exemplo, a realizada no dia 20 de maio na Universidade de Aveiro) em dia de aniversário, o JN (ou como em muitos locais mais recônditos do país, nomeadamente a norte, é apelidado simplesmente do “Jornal”) lançou mais uma ferramenta comunicacional que o aproxima dos seus leitores e da sociedade: o JN Live, um canal de televisão/vídeo na internet. PARABÉNS.

(notícia da RTP – 3 de junho de 2013)

(vídeo: Viagem aos 125 anos do Jornal de Notícias)

Ao grupo Controlinveste, ao director Manuel Tavares e adjuntos Alfredo Leite e Fernando Santos, a todos os profissionais do JN (jornalistas ou não) o meu obrigado pela longevidade e presença diária. De modo particular aos que fizeram e ainda fazem um JN mais próximo de Aveiro (João Paulo Costa, Salomé Filipe, Zulaya Costa e… Carlos Naia, Zé Carlos Maximino, Jesus Zing, Paula Rocha).

Um especial abraço ao Prof. Costa Carvalho.

publicado por mparaujo às 15:52

19
Out 12

Sei que a "principal" (?) característica de Manuel António Pina era a de escritor: é vasta a sua obra infanto-juveni, são vários as suas obras poéticas, com lagumas incursões na escrita para o teatro e na ficção.

Como poesia não é, propriamente, uma das minhas opções literárias, sempre associei e identifiquei Manuel Pina na comunicação social/jornalismo, nomeadamente pela sua longevidade nas páginas do Jornal de Notícias.

Quando soube da notícia, a meio da tarde, esta foi a minha reacção:

Morreu Manuel António Pina.
Escritor, Jornalista, Cronista
A escrita e o jornalismo não serão mais o que eram com Manuel Pina.
As palavras também não...
R.I.P.

Há uma página do Jornal de Notícias que vai ficar, para sempre, vazia.
Há um espaço na prateleira dos livros que ninguém vai preencher.
Obrigado por tudo...

Por sinal, é grande o reconhecimento da importância cultural e social de Manuel António Pina.
Felizmente que a última página do Jornal de Notícias será sempre olhada com respeito e saudade: "Na TSF, o director do Jornal de Notícias (JN), Manuel Tavares, recordou um «grande amigo e cidadão português» e garantiu que «naquele espaço [na última página do jornal] mais ninguém escreverá»" (fonte: tsf).

Manuel António Pina nasceu no Sabugal a 18 de Novembro de 1943. Licenciou-se em Direito, em Coimbra, mas foi jornalista. Não largou o Jornal de Notícias (JN) durante 30 anos. Repórter, redator, editor, chefe de redação, e assinou, até ao dia 3 de agosto, no JN, da crónica "Por Outras Palavras" (fonte: tsf).

publicado por mparaujo às 22:42

19
Abr 12

No seguimento da notícia divulgada na edição de hoje, 19 de abril 2012, do Jornal de Notícias – página 27, secção Norte/Sul, com o título “Construtor desiste de fazer ponte polémica sobre a ria” não queria deixar de tecer algumas considerações que me parecem pertinentes, face à ilusão que a situação possa criar.

É curioso que, aquando deste meu texto (“No aproveitar nem sempre está o ganho…”) e apesar da sua leitura ter sido descontextualizada (como posteriormente esclarecei – “Esclarecimento para ‘Amigos’…”), fui imediatamente alvo de críticas e de divulgação das mesmas pela maillinglist, sob a “condenação” de parcialidade, falta de rigor e injustiça. Isto porque recaiu sob a leitura do texto, apenas e isoladamente, o facto de eu ter referido que os Amigos d’Avenida não eram democráticos, nem pluralistas.
Acontece que, mesmo após o texto legítimo de contraditório e publicado no Diário de Aveiro (“Transparência, pluralidade e democracia participativa!), surgiram dois artigos de opinião manifestando a sua concordância com a construção da ponte pedonal sob o canal central ("A Torre Eiffel e o Canal Central" de Ferreira Seabra e "As Pontes" de Lacerda Pais, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro)… Nem uma referência aos mesmos.

Mal foi noticiado pela Rádio Terra Nova o parecer favorável à construção da ponte por parte a Agência Portuguesa do Ambiente, surgiu de imediato a resposta pronta contestando a autorização oficial para a construção da ponte (“O Movimento Cívico por Aveiro – Contra a Construção da Ponte Pedonal, contesta licença para a construção da ponte”). Aliás, é conhecido o parecer da ARH Centro que, apesar das 3500 assinaturas recolhidas, emitiu autorização/licenciamento para a construção da ponte, mas não é público o parecer que a própria ARH Centro solicitou à Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas.

Por outro lado, o que nos leva a podermos afirmar que a razão está do lado do empreiteiro e não do lado da câmara?!
O empreiteiro apresenta a sua versão: atraso no início da execução da obra para reclamar a desistência e respectiva indemnização. No entanto, é curioso que o mesmo defende uma rescisão por mútuo acordo. O que leva a prever que, em caso de recurso judicial, a garantia de sucesso será muito difícil. Então vejamos mais pormenorizadamente: alegar e reclamar atraso na obra porque foi solicitada a sua suspensão temporária por causa das festas de S. Gonçalinho é, no mínimo, absurdo. Porque, tendo acontecido de facto, tal situação requereu a sua concordância. Então reclama de quê? Da sua própria opção?
Todos os que lidam com contratações públicas (seja ao nível autárquico, seja que nível for) por certo são conhecedores de mil e uma histórias e situações de derrapagens dos valores das obras às custas das mais-valias e trabalhos a mais. Era assim até há pouco tempo atrás. Acontece que os hábitos não mudaram, mas a lei é que foi, felizmente, sendo ajustada, limitando percentualmente os valores dos trabalhos a mais.
É que antigamente ganhavam-se concursos por valores apresentados relativamente baixos que depois eram compensados por trabalhos a mais e mais valias nas obras. Hoje quem assume um valor concursal tem de assumir a responsabilidade do mesmo e os compromissos assumidos.
Nem tudo o que parece… é!

publicado por mparaujo às 23:56

19
Fev 12
A propósito do post anterior JN com "cara lavada" as actualizações vindas de um dos jornais com mais história no jornalismo nacional, caem em catadupa:

publicado por mparaujo às 01:21

18
Fev 12
É já amanhã, domingo (19.02.2012), que o Jornal de Notícias (JN) surgirá nas bancas com uma novo design e nova imagem.

Mantendo a tradição e a sua história com um formato mais apelativo que "tornará o jornal mais ágil, mais surpreendente, mais hierarquizado, mais variado" (fonte: JN).

 

publicado por mparaujo às 21:21

01
Fev 12

A tarde foi invadida por uma notícia no JN digital para a qual todos os adjectivos que se conhecem não são minimamente suficientes para a qualificar. Não do ponto de vista jornalístico, mas sim pelos factos descritos ou narrados.
Quando nos deparamos com um título como este “Multado por tapar um buraco na estrada” (JN - 01.02.2012), numa primeira análise tudo do mais humorístico surge nas nossas mentes: desde o buraco das contas da Madeira e de Alberto João Jardim até ao menos indicado para mentes mais fechadas.

Mas quando nos deparamos com o corpo da notícia, só nos assola uma vontade de gritar bem alto que este país não existe, não há qualquer sentido do ridículo, do absurdo, do irreal, do sensato.
Os factos são muito simples e fáceis de descrever: um cidadão, em Azambuja, tapou um buraco de cerca de um metro quadrado existente num caminho agrícola (de terra batida) que serve várias propriedades, por sugestão e pedido dos vizinhos, com resíduos de construção (fragmentos de tijolos, pedras, material cerâmico). Foi autuado pela GNR com o fundamento de ter tido uma conduta "negligente" e "censurável" e condenado, pela Inspecção Geral do Ambiente e do Ordenamento do Território, ao pagamento de coima no valor de 20 mil euros – eu repito VINTE MIL EUROS – por “Contra ordenação ambiental muito grave”.

Isto que poderia muito bem ser uma anedota do mais humorística que se pudesse imaginar é, afinal, uma triste realidade.
Um cidadão prestou um serviço à comunidade, coisa que as autoridades e as entidades públicas não o fizeram.
Uma força de segurança e vigilância como a GNR, de facto, não tem muito mais que fazer neste país onde a segurança cada vez mais se torna débil do que andar atrás de quem “tapa buracos” inofensivamente (aliás o relatório refere a ausência de dolo no acto).
Como é que depois desta verdadeira comédia querem que se acredite no país, no ridículo de um país que tem atitudes destas?! Como é que se acredita no Estado e na Justiça?!
Venham as Troika’s que vierem… seja lá quem nos governe (interna e externamente)… apliquem-se as medidas de austeridade para salvar as contas… tomem-se as políticas de desenvolvimento económico que se quiserem implementar… este país NÃO EXISTE. Tornou-se (há muitooooo) uma Comédia e uma Vergonha.
Sim o Governo poderá ter razão… mais vale EMIGRAR.
publicado por mparaujo às 22:40

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