Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

30
Nov 15

O encerramento de uma qualquer actividade económica será sempre motivo de apreensão e lamento.

O encerramento de um órgão de comunicação social, neste caso dois, independentemente de gostarmos mais ou de gostarmos menos das suas orientações editoriais, é motivo para tristeza e redobrado lamento.

Tristeza porque afectará sempre um número significativo (nem que fosse um, apenas) de profissionais que ficarão sem os seus postos de trabalho, limitados no exercício da sua profissão/missão e do seu rendimento salarial. As notícias divulgadas sobre este fim anunciado do semanário e do diário avançam para cerca de 120 despedimentos e apenas a previsão de 60 profissionais com eventual participação num novo projecto informativo que fundirá os dois títulos (até agora pertença maioritária da empresa Newshold).

Redobrado lamento porque, goste-se ou não destes jornais, acresce um vazio no olhar escrutinador e atento sobre a sociedade e o mundo. Perde a democracia, perde o fundamental exercício do direito à informação e de informar.

Solidariamente... um abraço aos profissionais dos jornais sol e i.

varios jornais.jpg

 

publicado por mparaujo às 15:39

15
Abr 14

Lá diz o dito popular, ou já que o latim agora está na moda governamental, lá diz a "vox populi" que "presunção e água benta cada um toma a que quer". O mesmo será dizer que há "honestidades" e "honestidades", obviamente, dependendo dos "olhares" e das perspectivas.

Mas o que não pode haver lugar é à deturpação, à viciação e à deformação da história, dos seus factos e das suas realidades (sociais, políticas, culturais, económicas, etc.).

Numa sondagem publicada ontem (15 de abril) pelo jornal i, da responsabilidade da empresa Pitagórica, revela que os portugueses não confiam nos políticos actuais, que não são de confiança, nem honestos, e há demasiada corrupção. Sobre esta realidade (mesmo que não a fundamente com números, propositadamente) não há muito a contestar. Aliás basta folhear as páginas dos jornais ou ouvir os espaços informativos nas televisões e rádios para darmos conta das contradições, falsidades, incoerências, casos de justiça (mesmo que prescrevam), etc.

Mas é, no mínimo, questionável e criticável que 46,5% dos portugueses considerem que os políticos no Estado Novo (ditadura) eram mais honestos que os actuais, contrapondo com apenas 17,7% que pensa o contrário. Pior ainda quando 43,2% dos inquiridos acha que os políticos do período anterior ao 25 de Abril de 74 eram mais bem preparados.

É questionável e criticável... a mim, não me espanta quando ainda há alguns anos (poucos, aliás) para um programa da RTP a maioria dos portugueses elegeu Salazar como a figura portuguesa do século.

Mas nada melhor do que a "resposta" a esta triste realidade pela pena de Porfírio Silva em "os facistas é que eram sérios".

Mesmo não concordando inteiramente com o título... está, perfeitamente, soberbo e genial.

A LER.

publicado por mparaujo às 16:13

13
Mar 12
A administração do Jornal "i" decidiu demitir a direcção do jornal que era composta pelos jornalistas António Ribeiro Ferreira e Ana Sá Lopes, director e directora-adjunta, respectivamente.

Em teoria, face às alterações na administração em fevereiro último, após Jaime Antunes ter vendido a sua parte na empresa à gráfica que imprime o jornal (Sagopol), é normal (?) alterações estruturais e organizativas e a colocação de pessoas de confiança nos lugares-chave.

Mas não deixa de ser uma coincidência interessante e curiosa o facto de tais alterações terem acontecido tão no imediato e logo após o "anúncio/previsão" da demissão do ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, preconizada pelo texto de Ana Sá Lopes...

Pelos visto, caiu mais depressa o "jornal" do que o Ministro.
publicado por mparaujo às 23:58

20
Out 11
José Manuel Fernandes lançou o seu mais recente livro: "Liberdade e Informação", numa edição da Fundação Francisco Manuel dos Santos.
Neste seu ensaio, o ex-Director do jornal Público (para mim há-de ser sempre "o Director") reflecte sobre a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa como sendo valores que, mesmo consagrados formalmente como direitos universais do Homem, continuam a ser objecto de vivas controvérsias, bem como de inaceitáveis atropelos.
Daí que José Manuel Fernandes entenda ser relevante e premente importa defender o jornalismo profissional e independente, porque este desempenha um papel central no equilíbrio dos sistemas nas democracias modernas.
Neste sentido, é interessante a entrevista que o jornalista concedeu ao jornal "i". Uma análise, mesmo que sumária à questão da liberdade de informação, à sustentabilidade do jornalismo, o peso do factor económico na comunicação social, o serviço público. Até aqui só tenho de concordar com a visão da realidade de José Manuel Fernandes.
Mesmo concordando (até porque referência pessoal) com quase todo o pensamento de José Manuel Fernandes, a verdade é que "esbarramos" no que respeita à RTP e ao seu eventual processo de privatização.
Principalmente quando o jornalista refere que "fechava a RTP informação já amanhã".
É que os argumentos não me convencem, neste caso. Já o defendi publicamente que acho uma perda de uma excelente oportunidade de reestruturar significativamente a RTP aquando do "maning" da RTP N para RTP i. Mas não como defende José Manuel Fernandes. Não vejo qual seja o problema da RTP ter um canal noticioso, mesmo que já existam dois privados. Pela mesma ordem de ideias, os outros canais já têm desporto, filmes, debates, concursos, manhãs e tardes (esquisitas), ... .
A minha opinião, repito-a, é a de que a RTP perdeu uma excelente oportunidade de proceder à fusão da RTP2 e RTPN num novo canal, reforçando qualidade, alternativa, conteúdos, informação, verdadeiro serviço público.
Na minha opinião... "Eu fechava amanhã a RTP1".
(alguma vez tinha de discordar do Mestre)
publicado por mparaujo às 22:38

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