Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

30
Nov 15

O encerramento de uma qualquer actividade económica será sempre motivo de apreensão e lamento.

O encerramento de um órgão de comunicação social, neste caso dois, independentemente de gostarmos mais ou de gostarmos menos das suas orientações editoriais, é motivo para tristeza e redobrado lamento.

Tristeza porque afectará sempre um número significativo (nem que fosse um, apenas) de profissionais que ficarão sem os seus postos de trabalho, limitados no exercício da sua profissão/missão e do seu rendimento salarial. As notícias divulgadas sobre este fim anunciado do semanário e do diário avançam para cerca de 120 despedimentos e apenas a previsão de 60 profissionais com eventual participação num novo projecto informativo que fundirá os dois títulos (até agora pertença maioritária da empresa Newshold).

Redobrado lamento porque, goste-se ou não destes jornais, acresce um vazio no olhar escrutinador e atento sobre a sociedade e o mundo. Perde a democracia, perde o fundamental exercício do direito à informação e de informar.

Solidariamente... um abraço aos profissionais dos jornais sol e i.

varios jornais.jpg

 

publicado por mparaujo às 15:39

02
Abr 15

Goste-se ou não, o assunto dá teses e teses, o jornalismo (seja qual for a sua área) é fértil em polémicas exógenas, em situações umas caricatas outras infelizes, seja por questões de profissionalismo ou ética, seja pelo simples erro/gafe a que qualquer profissão está sujeita.
Mas há uma outra nota relevante: o jornalismo não deixa de surpreender.
Como é que isto é possível?
Como é que falha a revisão/edição?

(entrevista do semanário Sol à ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque)

perguntas sol a MLA.jpg

publicado por mparaujo às 14:19

27
Nov 14

Ontem Mário Soares levantou "o dedo" para a comunicação social, avisando os jornalistas de se estarem a "lixar".
Hoje, foi a vez de José Sócrates "lixar" alguma comunicação social, trocando as voltas a quem (por sinal dois jornais) esperaria manter a "exclusividade" da razão e do processo.
Mas eis que José Sócrates apenas "telefonou" ao Público, (ou apenas atendeu o Público) deixando a roer de ciúmes o Sol e o CM.
Que maldade... não se faz.

capa do Publico - 27-11-2014_caso socrates.jpg

publicado por mparaujo às 12:03

28
Mar 14

Pela enésima vez, Santana Lopes (o Pedro) apresenta-se como candidato a um cargo político. Mesmo que assuma que lhe faltam condições "profissionais e pessoais". O mesmo significará que lhe falta o apoio político necessário.

E se alguns se surpreenderam e, inclusive, se indignaram com a minha observação em "Santana presidenciável...", fica aqui, para memória colectiva, e para que se esclareçam as dúvidas.
"Presidenciais: Santana à espera" (jornal Sol)

publicado por mparaujo às 16:36

15
Mai 12

Depois da campanha bombástica do 1º de Maio, das reacções e comentários, como por exemplo em "Pingo Doce... pela metade", depois do anuncio dos descontos de 50% para os funcionários da empresa, eis que chega mais uma campanha (embora ache esta "fraquinha" e mais do usual).

E com mais este anúncio que reforça o posicionamento no mercado desta cadeia de distribuição, é altura para ler, com toda a atenção, este excelente artigo da Inês Pedrosa...

Algo que muitos gostaríamos de ter sabido dizer (embora tenha andado lá perto...) apenas em 2400 caracteres.

 O horror do povo a comprar

publicado por mparaujo às 21:59

25
Set 11
A capa do semanário "Sol" da sua edição de 23 de Setembro comporta, em destaque, uma foto do corpo de Rosalina Ribeiro, no caso em investigação no Brasil e que envolve o advogado português Duarte Lima.
Em si mesma a foto não é das mais chocantes do ponto de vista da sensibilidade e da emotividade. Mesmo que entenda que a morte deve ter a mesma dignidade que a vida.
Mas é sobre este ponto, o da preservação da dignidade da pessoa humana, que incide a crítica e a contestação a uma falha deontológica, editorial, significativas, já que a tentativa de mediatismo e de sensacionalismo em nada beneficia o jornalismo. Para além da foto em destaque não trazer nada de relevante ou acrescentar informação à notícia.
Lamenta-se...

Atenta esteve a Entidade Reguladora ao abrir um processo de averiguações.  A questão é que os resultados da ERC são pouco penalizadores face a tantos atropelos editoriais da Comunicação Social em Portugal. 
As sanções são muito benevolentes, os "delitos" justificam o risco face às penalizações.  A ver vamos.
publicado por mparaujo às 00:34

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