Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

15
Jan 14

De facto, o Congresso do CDS, que se realizou no fim-de-semana passado em Oliveira do Bairro, não trouxe nada de relevante do ponto de vista político. Excepção feita para o anúncio da coligação CDS-PSD para as próximas eleições europeias, sem qualquer definição em relação às legislativas de 2015, à fase pós-Troika, ou para a moção da Juventude Popular (matéria do artigo de hoje no Diário de Aveiro).
E como somos um país do entretém e do “fait divers”, nada melhor que um “caso alimentar” para se tornar um “virose política”.
Reza a história, que não vou comentar porque comporta contornos por esclarecer, de parte-a-parte, e é, no mínimo, surreal, que um grupo de congressistas do CDS do Algarve, 15 elementos,  almoçou num conhecido restaurante da Mealhada (“A Meta dos Leitões”). Após terem pago a conta verificaram existir um erro, já que a mesma referia 19 refeições quando eles apenas eram 15. Ao solicitarem a correcção do lapso, supostamente, receberam como resposta da gerência do restaurante que, sendo apoiantes do Governo e o tendo o mesmo roubado os portugueses, o dono do restaurante sentia-se no direito de os “roubar” a eles. Olho por olho, dente por dente.
Mas o que importa realçar não é a história em si. Isso respeita aos lesados e ao restaurante. O que se lamenta são dois factos: primeiro, a celeridade e os termos usados pelo CDS do Algarve em, publicamente e nas redes sociais, vir fazer eco da “desgraça”. Segundo, a forma como as “redes sociais”, mais uma vez de modo “virosal”, reagiram à notícia. Principalmente pela quantidade de “vozes” que aplaudiram a posição tomada pela gerência do restaurante.
É claro que somos sempre muito mais “generosos” nas críticas e nos aplausos quando toca aos outros.
Fora de qualquer contextualização político-partidária, era interessante conhecer as reacções dos que tão generosamente louvaram a posição do restaurante, se alguém fosse lá, almoçasse e viesse embora sem pagar, alegando (legitimamente, diga-se) o facto da restauração ser um dos sectores comerciais, em Portugal, que mais foge às suas responsabilidades fiscais, sem qualquer respeito pelo resto dos contribuintes ou pelo esforço que todos nós fazemos, nesta dolorosa fase.
Gostaria, de facto, de ver os mesmos ou mais aplausos.
E gostaria de conhecer alguém que tenha conseguido, para o seu negócio, tanta publicidade "à borla".

publicado por mparaujo às 09:49

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