Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontravam e conversavam sobre tudo e nada.
Na conferência O Futuro dos Media, o Governo apresentou o Plano de Ação para os Media, com cerca de 30 medidas, algumas das quais deixam mais preocupações e inquietações do que esperança para o setor e os seus profissionais. Tem sido mais do que badalado o estado presente do jornalismo em Portugal: os desafios, os riscos, as novas exigências, a fragilidade e precariedade do setor, a ética e o rigor profissionais. Num outro prisma, há ainda a interrogação sobre a (...)
(capa do Diário de Notícias da edição de 20 de janeiro de 2024) Amanhã é dia de Greve Geral no jornalismo. Não sei se será assim tão geral como deveria ser e como seria expectável que fosse. Seria, de facto, se a solidariedade no setor fosse uma realidade e não uma utopia. Os jornalistas e a sociedade envolveram-se, e bem, na crise do JN, do Jogo e da (...)
pela dignidade do jornalismo e dos jornalistas, pelo seu papel na democracia
mparaujo
Há alguns meses a TSF silenciava a sua voz durante um dia, como forma de protesto dos profissionais daquela rádio. Hoje é o Jornal de Notícias que não saiu para as bancas, pela primeira vez desde 1988 (há 35 anos), pelos mesmos objetivos: pelo JN (por extensão, pelo grupo da Global Média), pelo jornalismo e pelos leitores. E sem qualquer constrangimento, porque não, pelos próprios jornalistas. Até porque esta tem sido um luta transformada em movimento cívico #SomosJN (...)
À comunicação social exige-se (e auto exige-se) rigor, transparência e independência para que a sua particular e principal função/missão possa ser cumprida: retratar a verdade dos factos. E, desta forma, contribuir para o fortalecimento da democracia e do "espaço público". Nestes princípios, cabe à comunicação social o papel escrutinador dos poderes públicos, nomeadamente os políticos, como forma de garantir o legítimo funcionamento de um Estado de Direito Democrático. Tu (...)
O dia é marcado pela participação da selecção portuguesa no último jogo de fases de grupos do Euro2016 que se realiza em França. Face à alteração introduzida pela UEFA nos quadros competitivos, este foi uma primeira fase de um Europeu carregado de matemática, estatística e máquinas de calcular com a possibilidade de passagem à fase seguinte dos quatro melhores terceiros classificados de todos os grupos. Enfim... vale o que vale. Deste modo poderá bastar à selecção (...)
O dia 3 de maio assinala o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. O direito a informar e a ser informado de forma livre, sem pressões ou constrangimentos. Qualquer democracia e Estado de Direito precisam, na sua estrutura, de uma comunicação social independente, livre, atenta, rigorosa e que fale, acima de tudo, verdade. Importa, (...)
Temos este péssimo "código genético": o da incoerência, o de agir em função do vento e das modas, o de tomar posições em função dos nossos interesses e do que mais nos convém. É péssimo e é condenável. Importa, primeiramente, afirmar: não gosto do Correio da Manhã, nem da CMTV, bem pelo contrário. Isso é público e já por várias vezes (...)
publicado na edição de hoje, 4 de maio, do Diário de Aveiro. Debaixo dos Arcos Da ética à coerência Só por distracção ou pelo desviar de atenções que o final do campeonato de futebol ou as peripécias da greve da TAP possam provocar, já para não falar no lançamento da biografia de Passos Coelho, é que nos são indiferentes (...)
Ontem foi assunto do dia, de todo o dia, as reacções do advogado de José Sócrates, João Araújo, em relação à imprensa, nomeadamente à forma como tratou a jornalista do Correio da Manhã e CMTV, Tânia Laranjo, no seguimento da decisão do Supremo Tribunal de Justiça em rejeitar o quinto pedido de Habeas Corpus para o ex (...)
A propósito do texto anterior solidário com o massacre na redacção do jornal Charlie Hedbo, "A morte nunca há-de ser solução..." encontrei nas redes sociais três enormes expressões solidárias com o Charlie, entre um número interminável de textos, imagens, post's, comentários, ... Importa, por isso, por imperativo de consciência e de condenação da barbárie de hoje, em (...)
Por alguma razão a vida é o direito mais fundamental e inalienável. A morte nunca foi, é ou há-de ser solução (Massacre na sede do semanário "Charlie Hebdo", em Paris) O ultrapassar as barreiras que limitam a liberdade de expressão e opinião, se caso for, combate-se com os mecanismos judiciais existentes (e até são muitos, em muitos (...)
No seguimento do post "Palavra contra Palavra" não podia estar mais de acordo com a visão sobre este processo por parte da jornalista/comentadora Fernanda Câncio, no programa 25ª hora na madrugada do dia 23 de maio, na TVI24. (clicar (...)
A relação entre a Política e a Comunicação Social nunca foi pacífica, nem me parece que algum dia vá ser. São tidas como "normais" as pressões que são exercidas várias (demasiadas) vezes sobre os órgãos de comunicação social e/ou os jornalistas. Veja-se, a título de exemplo e cronologicamente recentes, os casos que envolveram também o jornal Público na direcção (...)
Hoje, 3 de Maio, celebra-se o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Hoje é tema corrente de discussão, aos mais diversos níveis, o presente e o futuro da Comunicação Social, nomeadamente na sua liberdade e na sua isenção. Vários são os contextos e realidades que se apontam: o impacto das novas tecnologias e dos novos suportes de comunicação e informação; a (...)
É certo que a Comunicação Social vive um momentos de indefinição, de readaptação a novas realidades e desafios, vive algum inconstância, tem graves crises existenciais (a todos os níveis: estruturais, laborais, profissionais, de sustentabilidade), há mau e deficiente jornalismo, e não é isenta de erros (uns mais graves que outros).Veja-se o caso da notícia da Lusa em relação à demissão do treinador do Sporting, Domingos Paciência ao invocar "fonte anónima" ou "fonte (...)
José Manuel Fernandes lançou o seu mais recente livro: "Liberdade e Informação", numa edição da Fundação Francisco Manuel dos Santos.Neste seu ensaio, o ex-Director do jornal Público (para mim há-de ser sempre "o Director") reflecte sobre a liberdade de (...)
Foram já muitas as “vozes” que se insurgiram sobre a alegada espionagem ao jornalista Nuno Simas (à data jornalista do jornal Público – actualmente director-adjunto na LUSA) por parte do SIED – Serviço de Informações Estratégicas de Defesa, ou seja, uma das (...)