Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

13
Mar 16

A propósito do Congresso do CDS que elegeu ou confirmou Assunção Cristas na liderança centrista após a saída de Paulo Portas.

Sem qualquer pretensão analítica, do ponto de vista político, este congresso do CDS que marca uma difícil e imprevisível era "pós-Portas" fez-me recuar até ao "day after" das eleições presidenciais de janeiro passado e às infelizes (no mínimo) referências de Jerónimo Sousa à candidatura de Marisa Matias pelo Bloco de Esquerda.

E fez-me recordar a história política dos partidos com assento na Assembleia da República nestes quase 42 anos de liberdades após o 25 de Abril (deixemos a democracia para o 25 de novembro de 75).

PSD
Liderança do partido (secretária geral) entre 2008 e 2010: Manuela Ferreira Leite

PS
Presidência do partido entre 2011 e 2014: Maria de Belém
(é um facto que ainda não houve nenhuma secretária geral)

Bloco de Esquerda
Liderança do partido desde 2015: Catarina Martins

CDS
Liderança do partido (eleita hoje, 13 de março de 2016): Assunção Cristas

Partido Comunista Português
Lideranças femininas: 0
ahhh, claro... as caras larocas ou bonitinhas estão todas nos outros lados.

publicado por mparaujo às 22:31

13
Set 12

Ontem, mesmo que por uns meros 25 minutos, o país viu regressar à nação a social-democracia de outros tempos, o verdadeiro PPD/PSD, através de Manuela Ferreira Leite (via TVI24).

Para alguns foi apenas um acto de ressabiamento, de vingança política interna (e apesar desta se servir fria, ontem foi servida completamente gelada).

Para muitos, próximos da coligação que suporta este governo (filiados, apoiantes, simpatizantes, decepcionados com a governação anterior, meros votantes, etc.) foi mais uma voz que trouxe algum “conforto” à decepção, desilusão e fúria que sentem em relação à prestação do executivo de Passos Coelho. E quando digo “algum conforto”, o ‘algum’ tem, obviamente, uma dimensão considerável.

Para outros, ainda, nomeadamente a oposição socialista, foi o gáudio total. Em 45 minutos de entrevista, Manuel Ferreira Leite conseguiu fazer mais oposição ao governo, de forma crítica, eficaz, coerente, até com alguma ironia, do que António José Seguro desde as eleições de 2011.

As manchetes, títulos, temas de conversa (mesmo que de café), podem ser “aproveitadoras” do momento de ontem à noite (por exemplo, “Manuela Ferreira Leite arrasa novas medidas do governo” ou “Ferreira Leite arrasa Vítor Gaspar” ou “Ferreira Leite: país está a caminho de ficar destroçado” …) mas a verdade é que o sentido crítico, a forma coerente com que sempre defendeu a sua posição e opinião, e a abordagem às questões (até mesmo em relação ao Presidente da República, já que outra posição não seria de esperar de Manuela Ferreira Leite) foram uma verdadeira avaliação ao governo que envergonharia o melhor de qualquer relatório produzido pela Troika.

Entrevista de Manuela Ferreira Leite no programa "Política Mesmo" da TVI24, na íntegra.

 

publicado por mparaujo às 11:12

27
Set 09
Os erros de uma campanha (e as influências externas e paralelas) que levaram de uma vitória europeia a uma derrota nacional.
A campanha eleitoral, para o PSD e Manuela Ferreira Leite, deveria ter terminado no último debate televisivo.
Até uma semana antes das eleições as sondagens (as mesmas que acertaram nos resultados finais) indicavam um empate técnico, entre o PS e o PSD.
Em pouco mais de 3 dias, tudo desmoronou.

Falar de Asfixia Democrática e visitar a Madeira... um erro!
Não explorar melhor o caso TVI... um erro!
Não apresentar medidas concretas para as propostas apresentadas (por exemplo, baixa dos impostos, IVA, etc)... um erro!
Falar de Verdade e colocar António Preto nas listas... um erro!
Faltou capitalizar a imagem de verdade, coerência, sinceridade e as políticas alternativas ao PS.

Houve lateralização a mais na campanha do PSD.
E uma machadada final: a posição de Cavaco Silva em relação às "suspeitas" de escutas...

Tomando como exemplo, o acto eleitoral na Madeira, um outro dado parece relevante: a abstenção penalizou o PSD (repare-se que pouco mais de 50% de eleitores votaram na Madeira). Algo para reflectir!!!
publicado por mparaujo às 21:18

21
Ago 09
Legislativas 2009, entrevista à RTP1:
publicado por mparaujo às 00:11

24
Jul 09
Outros poderão vir (entrar).
Enquanto a Assembleia da República vê partir o seu deputado poeta, e consequentemente, José Sócrates e o PS ficam mais aliviados internamente, Manuela Ferreira Leite e o PSD pderão vir a ter o seu próprio "Manuel Alegre", personalizado por Pedro Passos Coelho.
É interessante o artigo de opinião de João Miguel Tavares, no DN do passado dia 21 de Julho.
Posso concordar com a reflexão de João Miguel Tavares, mas também posso alvitrar um outro desfecho, que não o "engolir o sapo" que o jornalista adianta.
É que não incluir Pedro Passos Coelho numa lista (elegível) de um circulo eleitoral para as próximas legislativas poderá ser analisada por duas perspectivas:
1. Retirar do hemicíclo legislativo uma voz, porventura, dissonante e incómoda (tal como o tem feito, exceptuando a fase pós-europeias).
2. E, em caso de vitória eleitoral nas próximas legislativas, o tempo se encarregará de "abafar" e "esconder" Pedro Passos Coelho.
No entanto, não há bela sem senão, seja na vida, seja na política.
A opção de não incluir Pedro Passos Coelho num circulo eleitoral poderá "vitimizar" o político e lançá-lo como alterantiva ao poder "laranja", caso Manuela Ferreira Leite perca o combate com José Sócrates.
É uma questão de ponderação dos riscos... e ver até que ponto Manuela Ferreira Leita vence esta batalha interna.
publicado por mparaujo às 14:43

23
Nov 08
Da forma como decorre a história política portuguesa actual, até eu era capaz de ser eleito Primeiro-Ministro.
Conforme dizia Churchil, a câmara do parlamento britânico: "à minha frente estão os meus adversários, nas minhas costas estão os meus inimigos" (colegas de partido).
Em Portugal, é caso para dizer que, para o PS, os seus adversários (fraquinhos) estão à sua esquerda (BE e PCP) e ao centro (CDS) e seu inimigo é o professor, o médico, o juiz, o funcionário público, o operário e o agricultor.
Porque o seu verdadeiro amigo, está na liderança do PSD e chama-se Manuela Ferreira Leite. É que com oposição como esta, dúvidas para 2009 só quem não quiser ver.
publicado por mparaujo às 01:41

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