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Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontravam e conversavam sobre tudo e nada.

25.Nov.25

Um outro 25 de novembro: retrocesso civilizacional (a Violência contra as Mulheres continua a persistir)

mparaujo
Enquanto alguns se focam em revisitar e reescrever a história que tanto os derrotou (direita e extrema direita) como ao extremo que dizem combater, numa pífia tentativa de “Spinolizar” a conquista da liberdade e da democracia, há um outro 25 de novembro que precisa, urgentemente, de um 25 de Abril (aquele que, verdadeiramente, conta). Em pleno século XXI, Portugal continua confrontado com uma realidade brutal: a violência contra as mulheres persiste e intensifica-se, prejudicada (...)
03.Nov.25

As “burcas” do nosso (des)contentamento

mparaujo
Ainda sobre a recente polémico em torno da proibição do uso da “burca” (que muitos confundem com outras vestes ou outro vestuário feminino islâmico ou muçulmano). Ou muito mais que isso. A proposta de lei que foi recentemente aprovada na Assembleia da República (ainda carece de promulgação), apesar dos pareceres negativos do Conselho Superior do Ministério Público, a Ordem dos Advogados, a Associação Portuguesa de Mulheres Juristas, a Amnistia Internacional ou a CGTP (...)
04.Ago.25

A hipocrisia política e governativa: uma ofensa à mulher

mparaujo
A hipocrisia política é uma das piores imagens do atual Governo. Depois do ataque às mulheres, nomeadamente às mulheres mães (e, consequentemente, um ataque à família), com a Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, em várias entrevistas, a levantar suspeitas sobre o direito ao período de amamentação, sem qualquer fundamentação ou argumentação concreta (apenas com base em perceções e no seu pseudo conhecimento pediátrico)... Depois da Ministra questionar, (...)
08.Mar.25

Às mulheres...

mparaujo
No Estado Novo, o direito das mulheres ao voto era, para além de reduzido, extremamente condicionado. A liberdade tinha acentuados constrangimentos patriarcais e mesmo o exercício de uma profissão, ou era vedado (juízas ou diplomatas) ou condicionado (professoras na zona residencial, enfermeiras apenas solteiras. O que a ditadura de Salazar impunha às mulheres era a sua redução (mesmos que pejorativa) à preferencial condição de donas de casa, de mães, quando muito o trabalho (...)
24.Jan.25

O melhor dos três mundos: um livro, um filme e uma excelente atriz

mparaujo
Nem sempre é fácil, por mais teorias e conceções pessoais, garantir que o livro que sustenta o argumento é sempre melhor que o filme ou vice-versa (quando o filme superar a narrativa literária). No melhor dos dois mundos, a obra e o filme são ambos (“os dois”) bons. Transpondo o contexto, nem sempre é linear ou transparente afirmar-se que o filme é que faz a atriz ou o ator, ou, pelo contrário, o papel desempenhado eleva e releva o filme, principalmente no que toca ao seu (...)
31.Ago.24

O 'olhar' pelo véu do presente no Afeganistão

mparaujo
(ilustração de Marilena Nardi https://www.instagram.com/_marilena_nardi_/, em jornal Público) Assinalaram-se, ontem, três anos (30 de agosto de 2021) após a retirada das forças militares da NATO (Estados Unidos, Reino Unido, França, Canadá, Alemanha, juntando-se, a estas forças, a Austrália) do Afeganistão, avivando a memória dos dantescos acontecimentos no aeroporto de Cabul. Em 2 anos, com o mundo a (...)
16.Jul.24

Das coincidências ou da falta delas: um dia no feminino.

mparaujo
O Parlamento Europeu, de acordo com a sua regulação, escolheu, hoje, quem assumiria a sua presidência. Independentemente das questões ideológicas, que estão, obviamente, também presentes, já que se trata de um cargo político, é importante dar nota que em causa estava a escolha entre duas mulheres para a ocupação do cargo ou para o exercício da função. Num universo de 720 eurodeputados, não deixa de ser relevante, notório e merecedor de destaque. Mesmo que isso deixe (...)
11.Abr.24

Vale a pena pensar nisto #10

mparaujo
Numa altura em que muito se fala (mal, diga-se) do papel da mulher e da família (ou de "alguma" família, diga-se também), voltamos à questão do marketing das causas e do ativismo publicitário. E bem. Desta vez o lançamento da campanha "O assédio em locais públicos não é uma brincadeira", lançado pela L'Oréal Paris, recentemente, em Portugal. O verdadeiro papel da mulher, um papel digno, igualitário e respeitado, seja na família, seja na sociedade... não é brincadeira de (...)
11.Mar.24

Compromisso por um futuro (rápido) igualitário

mparaujo
Publicada na edição de hoje, 11 de março, do Diário de Aveiro (pág. 23) Ainda a propósito do Dia Internacional da Mulher, assinalado na passada sexta-feira, porque esta luta, infelizmente, ainda tem que ser diária e travada. E ainda, porque esta, por respeito e dever cívico, deve ser uma causa também dos homens. Que mais não seja, pelo respeito e pelas desculpas que são devidas às mulheres, pelos nossos comportamentos, as nossas ações, as nossas omissões, os nossos (...)
05.Dez.23

Das (grandes) vitórias dos Direitos Humanos em 2023

e da liberdade e da dignidade humana

mparaujo
Numa altura em que é óbvia a influência, na conflitualidade no Médio Oriente, de um dos Estados mais ditatoriais, autocráticos e teocráticos do mundo, a libertação (em fevereiro) de Yasaman Aryani e da sua mãe, Monireh Arabshahi, após quatro anos prisioneiras por defenderem os direitos das mulheres no Irão, é uma das marcas deste ano de 2023. No mesmo ano em que, a 6 de outubro, a Academia Nobel decidiu atribuir o Prémio Nobel da Paz 2023 a Narges Mohammadi, jornalista e (...)
25.Nov.23

Nem mais um dia normal.

mparaujo
25 de novembro A frase (título) parece algo parodoxal fora do contexto e da circunstância. Mas é, somente, o plágio assumido da campanha da APAV para assinalar mais um 25 de novembro (o 23.º depois da ONU ter declarado, pela resolução 54/134, de 17 de dezembro de 1999): Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher. Enquanto o edil de Lisboa, em tiques de egocentrismo e narcisismo populista, político e ideológico, prefere reescrever a história e vestir o (...)
16.Abr.23

Não é NÃO!

mais do que o alegado caso Boaventura Sousa Santos e o CES.

mparaujo
Sobre os denunciados casos de assédio sexual que envolvem o professor universitário Boaventura Sousa Santos e o Centro de Estudos Sociais, em Coimbra há demasiados contextos que não podem ser, depois de tudo o que algumas das mulheres passaram e disseram (mais uma vez, as Mulheres!!! - a lembrar Maria Botelho Moniz, por exemplo), ignorados ou marginalizados. 1. A (...)
06.Abr.23

Ainda a abjeta crónica misóginia

porque ainda há mais a dizer...

mparaujo
Nunca será a via do silêncio ou do "deixa andar/isto afinal é o dia-a-dia" que marcará a minha opção de criticar ou condenar tudo o que vá contra os valores, a dignidade e a integridade da pessoa. E sobre a (ainda) recente polémica do deplorável texto e vil "body shaming" a que foram sujeitas Maria Botelho Moniz e Cristina Ferreira, nem tudo foi aqui dito. Podíamos (...)
03.Abr.23

Curto e grosso: REPUGNANTE! NOJENTO!

a misoginia e o androcentrismo no seu (pior) melhor...

mparaujo
(fonte da foto: Espalha Factos, março de 2020) O que está em causa: um deplorável e condenável texto publicado no jornal Correio da Manhã (onde mais poderia ser) por um 'suposto' jornalista, criticando o aspeto físico de uma apresentadora de televisão (Maria Botelho Moniz - SIC)... curiosamente sem uma referência ao profissionalismo da visada. Entre outras pérolas do pior da misoginia e do androcentrismo está este parágrafo: «mulher simpática mas robusta, com tendência para (...)
16.Mar.23

Maior do que o seu (este) país

2023 um ano feminino. Como todos os anos… como todos os dias.

mparaujo
(crédito da foto: Arquivo Global Imagens, in Delas/JN) A 16 de março de 1993 o país era confrontado com a notícia do falecimento de Natália Correia. Celebram-se, hoje, 30 anos, precisamente no ano em que se regista, igualmente, o centésimo aniversário do nascimento da escritora, ativista dos direitos humanos e das mulheres e política (deputada pelo PSD e PRD). Face à sua vertente poética, são muitos os que hoje registam este 30.º aniversário com inúmeros poemas da escritora (...)
22.Jan.23

O sentido de responsabilidade política no feminino

sobre a decisão da Primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, em deixar o cargo

mparaujo
Jacinda Arden foi eleita Primeira-ministra da Nova Zelândia a 26 de outubro de 2017, tornando-se a terceira mulher a ocupar o principal cargo governativo naquele país, entre 40 titulares registados na história política neozelandesa. Há ainda a registar o facto de ter sido, à data, uma das mais jovens políticas a ser eleita para o cargo, em todo o mundo, com 36 anos. Mas o que há de especial para falarmos de Jacinda Arden? Muito... e de forma exemplar. Mais do que sublinhar - e já (...)
27.Nov.22

Em cada número, muito mais que um rosto... uma vida.

Não à violência...

mparaujo
O princípio é, ou deveria ser, mais que óbvio: a violência, como manifesta forma de atropelo aos mais elementares direitos humanos e um atentado à dignidade humana, é condenável e reprovável. Se a isto acrescentarmos a "fragilidade" (no seu sentido mais lato) da vítima, passa a ser repugnante. Em todos os casos, é CRIME. No caso da violência contra as mulheres, representa um medievalismo repulsivo, uma total incapacidade na integração e aceitação do outro (seja qual for a (...)
26.Jun.22

Dos retrocessos civilizacionais...

quando 2022 vive, cultural e socialmente, como há 2 ou 3 séculos.

mparaujo
Vivemos dias e tempos, no mínimo, esquisitos. Quando mais o tempo passa e pensamos que a sociedade cimenta e consolida a sua maturidade e o seu progresso, surgem preocupantes e criticáveis passos - alguns de gigante - bem atrás. Há opções de vida e opções na vida que compaginam a esfera privada e individual de cada ser humano. Não colidem com a vivência social e com o sentido de comunidade (tenha ela que dimensão tiver). São isso mesmo, opções de vida pessoais, individuais. E (...)
11.Mai.22

Há a condenável guerra na Ucrânia... e depois há as outras "guerras" ainda por combater

em pleno século 21, vivemos ainda entre contextos medievais

mparaujo
dos estigmas, estereótipos e "medievalismo" social e cultural. (fonte: SIC Notícias) "Mulher condenada a 30 anos de prisão em El Salvador por ter sofrido um aborto espontâneo". Ao cuidado da Sociedade, da defesa dos valores dos Direitos Fundamentais e da Amnistia Internacional, quando recordamos que a luta pelos direitos (...)