Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

08
Set 19

Por mais que se queira negar os factos, a verdade é que desde a última tomada de posse nos comandos do destino brasileiro, aumentaram cerca de 80% as queimadas na Amazónia brasileira.

A mais recente tragédia ambiental assume uma dimensão não só natural, mas social e humanitária. À devastação do "pulmão verde do planeta", segue-se a apropriação abusiva das terras e da madeira, e, principalmente, um claro ataque aos direitos dos Povos Indígenas da Amazónia e dos seus territórios, supostamente, protegidos, culminando numa clara e inaceitável crise de direitos humanos. São sete as regiões que acomodam 28 tribos.
Na região de Acre: Amawáka; Arara; Deni; Nawa. Na região de Amapá: Karipuna; Palikur; Wayampi. Na região de Amazonas: Kambeba; Jarawara; Korubo; Wanana. Na região de Pará: Anambé; Jaruna; Kayapó; Munduruku. Na região da Rondónia: Arara; Aruá; Nambikwara; Tupari. Na região de Roraima: Macuxi; Yanomami; Waiwai; Ingaricô. Na região de Tocantins:  Apinaye; Guarani; Karaja; Kraho; Xerente

5 500 000 km² de floresta tropical, mais 1 500 000 km² de bacias hidrográficas (como o Rio Amazonas, entre muitos outros), numa extensão geográfica (quase duas vezes a União Europeia) que integra grande parte do Noroeste Brasileiro (60% da floresta encontra-se no Brasil), o Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa, incorporam a maior biodiversidade do planeta (2,5 milhões de espécies de insectos, pelo menos 40 000 espécies de plantas, 3 000 de peixes, 1 294 aves, 427 mamíferos, 428 anfíbios e 378 répteis foram classificadas cientificamente na região).

(dever cumprido: https://www.amnistia.pt/peticao/queremos-a-protecao-dos-direitos-dos-povos-indigenas-e-da-amazonia/)

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(crédito da foto: Amnistia Internacional Portugal)

publicado por mparaujo às 14:46

20
Mar 19

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(fonte da foto: REUTERS, in RFI)

Apesar da proximidade geográfica ser um factor emocional de envolvência em contextos trágicos, a distância não é, na maioria dos casos, factor de indiferença, apatia ou insensibilidade.

No caso, acentua-se a empatia e a sensibilidade dado que a tragédia envolve portugueses (dados oficiais apontam para a dificuldade de contacto com 30 cidadãos portugueses) e um longo percurso histórico (não muito distante, diga-se) implica "um dever e uma obrigação moral" de um olhar mais atento e um dever solidário mais forte:  Região da Beira, Moçambique (furacão Idai) - 200 mortos e meio milhão de desalojados (dados em constante actualização).

A par com um turbilhão de sentimentos e de emoções, a par da dimensão dos números das vítimas da tragédia e da devastação geográfica, o impacto do ciclone na região central e costeira de Moçambique revela-nos três realidades que merecem reflexão adicional.

Primeiro, o abandono a que África é votada pela comunidade internacional, a exploração económica a que a maioria dos países africanos está condenada, relegando milhares e milhares de pessoas para a pobreza mais extrema, para uma vida sem qualquer dignidade, para comunidades e comunidades devastadas pela fome, guerra, corrupção, exploração, para um total desrespeito, por razões culturais, étnicas e religiosas, pelos direitos humanos mais elementares e fundamentais.
No caso de Moçambique e da região da Beira, basta olharmos para as inúmeras imagens que espelham o que são as condições de vida das populações atingidas.

Segundo, Moçambique é antes e será depois desta tragédia natural um país que precisará de um outro olhar solidário, de uma ajuda efectiva, por parte da comunidade internacional. Infelizmente, os impactos e as consequências da devastação do Idai irão deixar marcas bem acentuadas por muitos anos.

Terceiro, há uma entidade que se assume como um "fórum multilateral privilegiado para o aprofundamento da amizade mútua e da cooperação entre os seus membros" e que tem como um dos principais objectivos "a cooperação em todos os domínios, inclusive os da educação, saúde, ciência e tecnologia, defesa, agricultura, administração pública, comunicações, justiça, segurança pública, cultura, desporto e comunicação social". No entanto, da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) ou, mais propriamente, dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) apenas se conhece uma nota pública de "solidariedade a Moçambique".

No entanto, felizmente, há já várias organizações que têm unido esforços para ajudar as vítimas afectadas pelo ciclone Idai, como por exemplo a Cáritas (recebe donativos a partir da conta PT50 0033 0000 01090040150 12) ou a Cruz Vermelha Portuguesa (transferência bancária PT50 0010 0000 3631 9110 0017 4  -  multibanco/Pagamento de Serviços entidade 20 999 e referência 999 999 999  -  ou através da internet.

publicado por mparaujo às 22:59

23
Dez 18

Portugal tem mar e costa.
A Indonésia tem mar e costa.
Portugal tem praias e turismo balnear.
A Indonésia tem uma imensidão de praias e um turismo inquestionável e difícil de igualar.
Mas onde está a diferença?! Infelizmente, é fácil perceber...

O Natal acontece, ciclicamente, desde o século III (tal como é assinalado pelo cristianismo - cristãos católicos, ortodoxos e arménios). Mas não é para todos, nem sempre...

O "Anel de Fogo do Pacífico" resolveu "marcar", tragicamente, o Natal na Indonésia... e fez lembrar o ano de 2004.

Merecem um verdadeiro "conto de Natal" e uma referência muito especial os 222 mortos, os 843 feridos e os 28 desaparecidos (últimos dados oficiais).

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(créditos da foto: Azwar Ipank - AFP, in Revista Veja, edição Brasil)

 

publicado por mparaujo às 21:23

05
Out 18

Há, precisamente, uma semana, a Indonésia era abalada por um sismo de magnitude variável entre os 5.9 e os 7.7, seguido de um tsunami com ondas a varreram a costa a mais de 190 km/hora... e como se não bastasse a terra teimava em continuar a tremer juntando-se-lhe agora uma intensa actividade vulcânica.

Mas a "revolta da natureza" traz ainda outra realidade que nos suspende a respiração: para além da destruição estão, para já, contabilizados 1424 mortos; um número incalculável de desaparecidos; 66 mil edifícios arrasados; 200 mil pessoas, entre as quais milhares de crianças, necessitam de ajuda urgentemente.

E a Terra não pára de se agitar na região.

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(crédito da foto: Reuters - in JN edição online 02-10-2018)
publicado por mparaujo às 23:29

04
Mar 09
Um programa para 5 anos de duração e um investimento de cerca de 96 milhões de Euros para requalificar, recuperar, promover e potenciar o maior património da Região de Aveiro: a sua Ria.
Um projecto verdadeiramente importante (Polis Litoral Ria de Aveiro), que tem merecido a preocupação dos autarcas e que mereceu, igualmente, a deslocação ao distrito de Aveiro do Primeiro-Ministro e do Ministro do Ambiente (que quase ninguém vê ou ouve).
publicado por mparaujo às 19:41

18
Fev 08
Chove a potes. Chove a cântaros.
Chove e bem...
A natureza é sempre imprevisível. Muitas vezes incontroláveis os seus desígnios.
Mas a ciência, a técnica, a tecnologia, a sabedoria humana, têm hoje argumentos mais que suficientes para, pelo menos minimizar os impactos ambientais.
Mas a incoerência, o laxismo, o oportunismo imobiliário, a incúria, ..., são mais fortes.
Tão fortes que se continua a "(de)bater" no molhado (literalmente), sem que, na prática, se notem os resultados de tantas soluções teóricas.
E nem mesmo a morte (hoje, pelo que se conhece 3 ou 4) liberta as consciências e responsabiliza quem de direito.
Portugal no seu melhor... e no pior.
publicado por mparaujo às 22:50

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