Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

27
Fev 15

passos e portas.jpgSurgiu neste texto do Francisco Castelo Branco (no blogue associado "Olhar Direito") uma curiosa abordagem ao que tem sido o tabu pré-eleitoral das legislativas deste ano. Primeiro porque são conhecidos os principais actores candidatos ao cargo de primeiro-ministro; segundo porque é normal este estádio de limbo enquanto se afinam as “armas” que se levaram a combate quando se acenderem as luzes da ribalta da campanha eleitoral.

É, por isso e nesta altura, a principal interrogação eleitoral: o tabu que gravita em torno de eventual coligação pré-eleitoral PSD-CDS ou da ida às urnas separadamente. A esta questão o Francisco adicionou a liderança do CDS. E bem… porque as duas questões não são dissociáveis.

Decorria o ano de 1982 quando me filiei na Juventude Centrista. Percorri, desde essa altura, muitos anos de militância, de campanhas, de concelhias (uma das quais já pelo CDS). Há vários anos que a veia ideológica social-democrata teimava em demonstrar-me alguma diferenciação partidária entre as convicções e a militância centrista. Mas, mais importante ainda, foi a minha decepção (tal como o Franscisco refere) na excessiva personificação partidária do CDS, após o falecimento de Adelino Amaro da Costa e do fim da AD. Refiro-me, por exemplo, a Freitas do Amaral, a Manuel Monteiro e a Paulo Portas. Excepção feita, diga-se em abono da verdade, para essa personalidade de excelência que foi (e é) Adriano Moreira. Impunha-se esta declaração de interesses para que não haja qualquer tipo de dúvidas.

Tenho, por isso, algumas concepções diferenciadas do texto do Francisco.
Desde há muito que as lideranças do CDS sempre foram, principalmente pela questão da personificação do cargo, muito frágeis, tal como o posicionamento do partido no espectro partidário nacional. Basta recordar que foi sempre pela mão de coligações/acordos pós-eleitorais que o CDS chegou ao poder (com Mário Soares, com Durão Barroso, com Passos Coelho).

Neste momento, em contexto de ano eleitoral, o CDS só tem à sua frente um único destino: a sua perda de relevância na política nacional.

Razões:

  1. Não pode, nem consegue, negar o seu passado recente enquanto parceiro e membro deste Governo e corresponsável com as políticas que foram implementadas. Concordasse ou não com elas. Irrevogavelmente não bateu com a porta, não deu um murro na mesa, assinou sempre por baixo (mesmo que contrariado). Tem, por isso, a colagem ao Governo e a tudo o que foi feito.
  2. Ir isoladamente a eleições é o mesmo que um suicídio político, já que não consegue encontrar discurso que o afaste destes últimos anos.
  3. Propondo-se a uma eventual coligação pós-eleitoral com o PS (tal como muitas vezes já foi referido e escrito) seria a pública adjectivação de um partido apenas preocupado com a cadeira do poder.
  4. Alterar a liderança, nesta fase, era mais um tiro na já frágil sobrevivência partidária. Seria uma enorme divisão interna e seria, publicamente, uma tentativa incompreensível e condenável de desresponsabilização pelos anos de governação. O eleitorado e os eleitores não iriam aceitar.

Portanto, ao CDS resta manter-se (em “coma”) ligado à máquina da coligação, esperar que o PS continue a não ser alternativa (ou a não descolar nas intenções de voto) e assim ter a esperança de, pelo menos no nome, continuar a ser relevante em mais quatro anos, caso a coligação vença.

Tenho muitas dúvidas, como se sabe.

publicado por mparaujo às 11:10

14
Out 14

logo blogue olhar direito.jpg

Blogue "Olhar Direito" celebra, hoje, o seu sétimo aniversário.

Há alguns meses passou a ser blogue associado do Debaixo dos Arcos, por responsabilidade acrescida do Francisco Castelo Branco que teve a amabilidade de me enviar um convite para fazer parte da sua equipa. O que aceitei com todo o gosto.

Parabéns ao Francisco que, com inquestionável mestria, soube manter um blogue dinâmico, interessante, com acções complementares (como as Conferências "Olhar Direito", por exemplo).

Se mais não der, pelo menos, que venham mais sete anos.

publicado por mparaujo às 11:00

06
Out 14

reduzida Foto Fátima Araújo (cores)_JPG.jpgO Francisco Castelo Branco teve a brilhante iniciativa de entrevistar a jornalista da RTP, Fátima Araújo, a propósito do lançamento do seu primeiro livro (espera-se que o primeiro de vários) "Por acaso..." que terá lugar já no próximo dia 20 de outubro, na Casa da Música, no Porto.

A interessante entrevista pode e deve ser lida no "Olhar Direito" (a 'segunda casa' do "Debaixo dos Arcos").

A Fátima Araújo (RTP) em discurso directo no Olhar Direito, por Francisco Castelo Branco, a propósito do seu livro "Por acaso..."
E também... esse paradoxo circunstancial de que tem pavor a aviões mas tem como paixão viajar (e muito).

Capa e etiquete livro Por acaso_JPG.jpg

publicado por mparaujo às 14:15

14
Set 14

Uma parceria "Debaixo dos Arcos" e "Olhar Direito" pelo convite do Francisco Castelo Branco.

publicado por mparaujo às 22:46

pesquisar neste blog
 
arquivos
2019:

 J F M A M J J A S O N D


2018:

 J F M A M J J A S O N D


2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


2006:

 J F M A M J J A S O N D


2005:

 J F M A M J J A S O N D


mais sobre mim

ver perfil

seguir perfil

28 seguidores

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Novembro 2019
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

18
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30


Siga-me
links