Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

13
Out 19

Dois anos após os trágicos incêndios de outubro de 2017 (quatro meses depois de Pedrógrão Grande) fica a memória da devastação de 290 mil hectares, atingidos 38 municípios, 490 empresas e da destruição total de cerca de 400 casas (mas foram afectadas mais de mil).
Mesmo assim, apesar de todos os programas (tipo REVIA), de todos os fundos implementados (mais de 60 milhões de euros), ainda há quem olhe, há 730 dias consecutivos, para as mesas ruínas, com a esperança (à qual se junta a paciência) de ver erguer a sua casa (há 40 habitações por (re)construir.

Para ler, mais detalhadamente, neste excelente trabalho da jornalista Luísa Pinto, jornal Público (13-10-2019): “Olham para nós mas parecem que não nos vêem. Somos transparentes”.

O fotojornalista (um dos mellhores, diga-se) do jornal Público, o aveirense Adriano Miranda, voltou ao lugar negro da história e memória de muita gente, da que conseguiu sobreviver, e das comunidades que testemunharam o inferno à superfície da terra.
Regressou para que a memória não se apague, para honrar a memória dos que partiram, para não permitir que o país se esqueça dos que ainda esperam "regressar à vida": "Incêndios de Outubro: o que mudou em dois anos?".

incêndios - 2 anos depois - Adriaano Miranda - 13

(créditos da foto: Adriano Miranda - Público, 13OUT2019)

publicado por mparaujo às 20:51

26
Out 16

_UpvfQEy.jpgÀ comunicação social exige-se verdade e rigor, mais até que isenção (que serão outras núpcias). Aliás, é a própria comunicação social que autodetermina essa mesma necessidade (nos dispositivos legislativos, na ética, na deontologia).

Muito recentemente foi noticiada, a propósito de habilitações académicas, a demissão de um dos adjuntos do Primeiro-ministro António Costa: ao seu (agora ex) adjunto para os Assuntos Regionais, Rui Roque.

Neste processo informativo o jornal Público e a SIC falharam claramente no dever de informar com rigor e exactidão. E não é um pormenor.

Os títulos de duas notícias espelham essa falha lamentável e dispensável (pelo menos).

No jornal Público é noticiado que se demitiu adjunto de António Costa que tinha falsa licenciatura. Por seu lado, a SIC informa na sua plataforma online que o adjunto de António Costa demitiu-se mas cai no mesmo erro do jornal Público ao referir no lead da notícia que o mesmo terá declarado uma falsa licenciatura.

Apetece mesmo dizer que, face aos dois exemplos, o que é falso são as notícias do Público e da SIC.

Rui Roque cometeu o grave erro político e ético de declarar publicamente habilitações académicas que, de facto, se comprovaram não ter. É grave porque espelha uma imagem degradada dos políticos. É lamentável porque a sociedade portuguesa continua a olhar para as capacidades dos seus cidadãos em função do "canudo" ou do currículo académico (com todo o respeito pelas habilitações alheias, incluindo as minhas). Mas a verdade é que em pleno século XXI, em algo que a Europa já ultrapassou há décadas, não não for doutor, engenheiro ou afins, dificilmente tem uma oportunidade.

E é isto que está em causa. Grave e lamentável.

O que é igualmente grave e lamentável é que Público e SIC se refiram ao caso como falsa licenciatura. Não existe nenhuma licenciatura falsa. Isso implicaria a obtenção de falso diploma, o não cumprimento de regras académicas e do ensino superior e uma consequente investigação criminal. Não é nada disso que se trata. Não queiram fazer disto o espelho do caso Miguel relvas (e mesmo esse...).

Haja rigor.

publicado por mparaujo às 09:46

11
Mar 15

Tiago Paralisia Cerebral - Publico.jpgNão se trata da polémica que envolve os lapsos do cumprimento das obrigações contributivas do Primeiro-ministro. Para esse "peditório" já dei que chegasse aqui.

O jonal Público, na P3, traz uma foto-reportagem "Paralisia cerebral: o Tiago enganou os médicos", com a excelente assinatura da fotógrafa Sara Correia, e que foi partilhada pela Fátima Araújo (RTP), na sua página do facebook.

A par da partilha, a Fátima acrescentou como comentário: «Quando os enganos dos médicos são boas notícias!
E como também se pode fazer arte com as coisas más!».

A nossa vivência desenfreada do dia-a-dia, as mil e uma preocupações que nos assolam, deviam-nos de muitas coisas essenciais, muito mais significantes, de causas que nos tocam e sensibilizam mas que depressa "escondemos".

E de repente, veio-me à memória.

A 20 de outubro de 2014, na Casa da Música, no Porto, a Fátima Araújo lançava o seu (primeiro) livro "Por acaso..." (com prefácio do neurocirurgião Lobo Antunes), baseado num trabalho jornalístico que realizou e  que se debruça, precisamente, sobre a complexidade e as experiências vividas por quem sofre de paralisia cerebral.

A 8 de novembro, por curiosidade (obviamente, também pela amizade) estive em terras de Santa Maria da Feira para assistir à apresentação do livro. Inquietante, inesquecível...

O dia-a-dia pode-nos fazer esquecer, facilmente, o essencial... mas a memória não apaga o que é importante. Felizmente...

Capa e etiquete livro Por acaso_JPG.jpg

publicado por mparaujo às 17:59

05
Mar 15

Parabéns ao jornal Público pelo seu 25º aniversário.

Amado por muitos, indiferente a alguns e motivo de alguns ódios, a verdade é que, num curto espaço de 25 anos, face ao que é o panorama da idade média da imprensa nacional, o Público soube posicionar-se no jornalismo de referência, apesar de algumas polémicas fortes (relembro o caso de Miguel Relvas e a jornalista Maria José Oliveira, muito mal gerido internamente e condenável) ou os despedimentos de um considerável número de jornalistas e profissionais.

Apesar disso, continuamos ligados...

PARABÉNS.

25 anos Publico.jpg

publicado por mparaujo às 11:16

18
Out 12

E a ler os outros com uma clara sensação de completa empatia com o texto.

Este texto (SOBERBO) do João Vasco Almeida é um daqueles textos que gostaríamos de ter escrito.
Letra e letra, palavra a palavra, parágrafo a parágrafo. Com as mesmas vírgulas, reticências, exclamações, interrogações e pontos-finais (nem seriam precisos os comentários lá colocados).

Apesar da frieza e da clareza das ideias e dos conceitos, com as quais me identifico e concordo na plenitude, não me impede de manifestar (de novo) a minha solidariedade pelos profissionais da Lusa e do Público. Os Amigos, os conhecidos e todos os outros...
Solidariamente!!!
(transcreve-se o texto porque foi publicado na página do facebook do autor, não estando, por isso, acessível a todos. Publicado hoje, 18.10.2012, cerca das 2:00 horas)
Este arrepio que agora passamos começou há muito e a culpa foi nossa. Nossa, da classe que se calou quando levaram, primeiro, os mais velhos, os da memória. Lembro-me do Afonso Praça me dizer: "Eles já não me querem para nada", enquanto me perguntava como se mexia na Internet, no único PC que dava acesso a essa estranha e novel rede.
Lembro-me ainda dos camaradas com 50, 60 anos serem corridos das redacções ou postos naquele lugar extraordinário de "grande repórter", com dossiers sem fim e histórias para compêndio que os geniais editores lhes iam dando.
Acabaram, primeiro, com o respeito aos gajos que tinham memória.
Depois, acabaram por sentar à secretária e ao telefone os mais novos.
Depois ainda, acabaram com o tabaco, com o vodka, com todos os vícios comuns em quem cria e escreve.
Higienizaram a profissão. Deram-lhe um ar de "produtividade".
Anos depois ficaram dependentes da Lusa, os telexes passaram a takes.
Entrou uma geração que ainda vinha de ler "O Jornal", o "Se7e", o "Bisnau", o "Tal&Qual"; que se entusiasmou com o Indy.
E deixaram morrer todos esses títulos.
A profissão e os camaradas entenderam com a modernidade costumeira a entrada das agências de comunicação nas manchetes. Acharam que haver centrais de compras a pagar 10 por cento por página de publicidade não era com eles.
Porque o jornalista é tão impoluto que não se metia nessas coisas. Fantasiou para si mesmo que pagava o jantar com o seu talento da prosa, nunca com as páginas desprezíveis de publicidade.
Depois, o Sindicato desapareceu. A Comissão da Carteira foi em procissão entregar a dita carteira a Pinto Balsemão, em mão, num número de circo que era o auge de toda a concentração dos meios de comunicação.
Meia dúzia indignou-se. Outros, assobiaram.
Festas e jantares confundiram-se com "proximidade com as fontes". Ia-se ao baptizado do neto do deputado e ao casamento da estrela da bola, como convidado, como "amigo pessoal". E era tudo normal.
E os jornais concentraram-se.
E o poder passou para a mão de seis pessoas.
E os departamentos de RH e a "área do negócio" tomaram conta das "orientações" das empresas.
Depois, começaram a despedir os gajos incómodos.
E os mais-ou-menos contestatários.
E os caros.
E os mais-ou-menos caros.
Abriram-se estágios pornográficos, à borla ou, "vá lá, pagam-lhe o passe e o subsídio de refeição". E o Sindicato, a Comissão, a Erc, o Provedor, a comissão de trabalhadores, os conselhos de redacção calados. Nem "piu".
Agora, claro, tocou a todos.
Mas há muito tempo que tocou a todos.
Há 20 anos que andava a tocar a todos.
O Eduardo Leão Maia, que além de exímio jornalista foi o tradutor inicial do Asterix que tomos lemos, dizia, por piada, duas coisas que a memória deve guardar.
A primeira era sobre a atitude dos geniais jornalistas que passavam de assessores para as redacções, das redacções para as agências, das agências para Marte, e que sabiam das tricas sem saber da coisa em si, sem ler um jornal que fosse - liam clippings(?). Dizia o Maia: "Ler jornais? O jornalista está cá para informar, não para ser informado".
A mais dura, porém, e mais real, é a que se passa hoje. Suspirava, impedido de baforar o cachimbo, no meio de um texto qualquer: "Um dia, para esta gente, a leitura ainda há-de ser um derivado do leite".
publicado por mparaujo às 21:19

05
Jun 12
O Prémio Jornalismo Contra a Indiferença, promovido pela AMI destina-se a destacar um trabalho jornalístico que represente um testemunho e uma contribuição válida para que a indiferença dos poderes de opinião pública não permitam cobrir com um manto de silêncio situações intoleráveis, do ponto de vista humano, social, económico ou outro, em qualquer parte do mundo (fonte... site oficial da AMI).
A XIV edição do Prémio AMI - Jornalismo Contra a Indiferença já tem vencedores (dois):
“Nas Asas do Desejo” (TVI) de Alexandra Borges, com imagem de João Franco, edição de Miguel Freitas e grafismo de Ricardo Rodrigues (o direito à sexualidade na deficiência)
e
“Os Novos Portugueses” (Público) de Susana Moreira Marques (retrato da multiculturalidade da segunda geração de imigrantes em Portugal).

O Júri do Prémio AMI – Jornalismo Contra a Indiferença premiou ainda, com menções honrosas, os trabalhos:
“Da Minha Ilha Não se Vê o Mar” (SIC) de Carlos Rico, com imagem de José Caldelas, edição de António Soares e grafismo de Isabel Cruz;
“Vermelho da Cor do Céu” (TSF) de Ana Catarina Santos, com sonoplastia de Luís Borges;
“Os Novos, os Velhos, os Problemas Deles e uma Boa Ideia” (SIC) de Miriam Alves, com imagem de José Eduardo Zuzarte, edição de Ricardo Tenreiro e grafismo de Patrícia Reis.
publicado por mparaujo às 23:04

13
Mar 11
A ler.... Uma única palavra: ESPECTACULAR!

"Os mitras, os boys e os betos", por Maria Filomena Mónica, na edição de hoje do Público.
publicado por mparaujo às 21:21

26
Nov 10
Uma visão futurista que pode correr o ricos de se tornar pura realidade...
Com perigos ou virtudes?! Só o tempo o confirmará...

Crónica de José Manuel Fernandes, hoje, no Público. Ler aqui!
publicado por mparaujo às 22:36

29
Mar 10
Não podia deixar de fazer referência a este excelente texto do António Marujo.
A maior crise da Igreja Católica dos últimos 100 anos.

(fonte: edição do Público do dia 27 de Março de 2010 - sábado)
Lido e relido...
publicado por mparaujo às 22:54

27
Dez 09
In "Clube dos Jornalistas"

Ao fim de dois anos a falar para os leitores, o provedor despede-se dirigindo a última crónica à redacção. Sem deixar de mencionar (concorde-se ou não) o caso polémico e controverso das escutas noticiadas naquele órgão de comunicação (embora uma visão que não partilhe na totalidade).

Carta aos jornalistas do PÚBLICO.
publicado por mparaujo às 16:01

05
Mar 09
A história é construída pelos momentos que "marcam" a diferença e o quotidiano social, num determinado espaço e tempo. (por exemplo, na construção do "espaço público" de Jürgen Habermas).
Por isso, é inquestionável que haja, na Comunicação Social, concretamente a escrita, um tempo antes e depois do "Público". Principalmente, pela diferença, qualidade, valores e rigor.

Parabéns ao Jornal Público pelos 19 anos de Comunicação e Informação.
publicado por mparaujo às 20:02

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