Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

16
Jul 19

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O Parlamento Europeu escolheu, hoje, por uma margem reduzida (383 votos a favor, 327 contra, 22 abstenções e 1 nulo) o sucessor, ou neste caso, a sucessora de Jean-Claude Juncker para presidir à Comissão Europeia: a alemã, democrata-cristã, Ursula Von der Leyen (vice-Presidente da CDU e Ministra da Defesa do governo da Chanceler Angela Merkel).
A tomada de posse da nova líder da Comissão deverá acontecer em novembro deste ano, faltando ainda a escolha dos 27 comissários europeus.

  • Apesar de eleita pelo Parlamento Europeu esta era uma eleição (mais voto, menos voto) expectável, fruto das negociações de bastidores e corredores do Conselho Europeu, na qual se enquadrou (como moeda política negocial) a escolha do socialista italiano David-Maria Sassoli para presidir aos destinos do Parlamento. A Presidente da Comissão Europeia foi sempre uma candidata do Conselho Europeu e nunca do Parlamento, que se limitou a uma mera e óbvia eleição. Ora bolas... 1!
  • A tão badalada, proclamada e quase inquestionável, coligação progressista europeia de António Costa foi o maior flop político que o país e a Europa assistiram. O que demonstra que o PS "progride" muito em função dos interesses (próprios) do lado do poder ou das circunstancias que podem levar a esse poder. Cá, mesmo não tendo ganho as eleições em 2015 (independentemente da fundamentação legal parlamentar), a coligação "fantasma" à esquerda teve apenas como objectivo ganhar o poder e manter-se nele. Na Europa, o "progressismo de esquerda" de António Costa, em função do (lado do) poder e do seu enquadramento partidário (grupos europeus) fez-se, pasme-se, com Conservadores e Liberais. Ora bolas... 2!
  • A esquerda europeia (a mais à "esquerda") preparava-se para rasgar as vestes com os habituais discursos de ataque ao conservadorismo e com a tentativa de colagem da direita ao extremismo (como se este fosse apenas uma realidade à "direita"). Saiu-lhe o tiro pela culatra... Ursula (cuidado com os erros de grafismo) Von der Leyen só pôde respirar de alívio e agradecer o facto da extrema direita e os eurocépticos terem votado contra a sua eleição. Ora bolas...3!
  • Ursula Von der Leyen é a primeira mulher eleita para o cargo de Presidente da Comissão Europeia.
    No seu discurso pré-eleitoral, Von der Leyen traçava os principais objectivos para o eventual mandato (concretizado): preocupação ambiental; sustentabilidade e crescimento económico; preocupação humanitária e social com a crise dos Refugiados; possível revisão do artigo 50.º ou adiamento da questão do Brexit. Mas a principal nota de destaque do seu discurso foi para a temática da Violência contra as Mulheres.
    Ora, perante o seu discurso e sendo a primeira mulher a ocupar o cargo, não podiam faltar as congratulações (fundamentalistas) "feministas". Ahhh, esperem... é uma mulher da direita. Ora bolas... 4!
publicado por mparaujo às 21:17

03
Jul 19

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Apesar de alguns dos resultados das negociações de bastidores na União Europeia necessitarem do escrutínio final são já conhecidas as atribuições de alguns cargos e as propostas de nomes para outros.

Quer numa circunstância, quer noutra, há, no entanto, um facto inquestionável: o eixo franco-germânico continua a dominar a política e a economia da Europa (com todo o afundar do peso britânico com o processo do Brexit), ao qual se junta a actual capacidade negocial de países nos quais cresce o extremismo e o eurocepticismo, como a Polónia, República Checa, Hungria e Eslováquia, juntando ainda a "outsider" (e eternamente secundarizada) da política europeia, a Itália.

Depois da euforia dos resultados eleitorais de 26 de maio, depois das tão badaladas e propagadas reuniões e cimeiras nos corredores de Bruxelas/Estrasburgo, depois do mediatismo e da esperança na estratégia política do PS/António Costa na ribalta europeia, eis que chega a frustração, o desalento e a, praticamente, derrota. Como o próprio reconheceu de viva voz («Eu acho que tudo correu mal e obviamente o resultado é muito frustrante»).

A realidade e os factos, comprovam o "estado de alma" do Primeiro-ministro português:
1. A esquerda que segurou a governação de António Costa nos últimos quatro anos e algumas vozes no interior do Governo/PS (por exemplo, Pedro Nuno Santos), foram sempre críticas da "coligação negocial" entre liberais e socialistas.
2. António Costa, ainda as negociações davam os primeiros passos, afirmava que depois da presidência italiana do Parlamento Europeu e do BCE era imperativo uma mudança de 'nacionalidades'. Só acertou no mais óbvio: o BCE. O italiano (socialista) David-Maria Sassoli sucede ao italiano (conservador) Antonio Tajani.
3. No caso do BCE, para além da surpresa, fica o "amargo de boca" português pela eleição da ex-ministra francesa (aposta ganha de Macron) e ex directora-geral do FMI, Christine Lagarde, para a presidência do Banco Central Europeu (sucedendo ao italiano Mario Draghi) cujo nome e personalidade não deixam quaisquer saudades a Portugal pelas posições assumidas durante a passagem da Troika pelo país. Para além do que antagonismo que representa para a visão estratégica do PS para a economia e finanças nacionais.
4. Aparentemente, a "maior desilusão" para António Costa terá sido a vitória do grupo PPE e, principalmente, de Angela Merkel, com a nomeação da ex-ministra da Defesa do governo alemão, Ursula von der Leyen, para presidir aos destinos da Europa: a Comissão Europeia.
5. Salvou-se a eleição de Pedro Silva Pereira para vice-presidente do Parlamento Europeu. E, mesmo assim, com um sabor agri-doce. Depois de todo o afastamento político-partidário entre José Sócrates e o PS, importa, no entanto, recordar que Pedro Silva Pereira transporta ("eternamente") a imagem do "político sombra" de José Sócrates.

publicado por mparaujo às 22:55

14
Mar 17

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O mês de março iniciava-se com as polémicas, condenáveis e abjectas declarações do eurodeputado polaco a poucos dias do Dia Internacional da Mulher, aqui retratado (A questão de altura, força e QI.) e destacado pela equipa do Sapo.

Felizmente, as várias reacções junto do Parlamento Europeu viram alguma luz ao fundo do túnel. Não tenho a certeza de se ter feito justiça, mas pelo menos houve um sinal positivo por parte do Parlamento Europeu no que respeita à liberdade de expressão/opinião e a defesa da dignidade humana e dos mais elementares direitos humanos fundamentais, ao caso, os direitos das mulheres.

Repito que não sei se foi feita justiça mas pelo menos que sirva de exemplo e de aviso.

Na altura o eurodeputado polaco, Janusz Korwin-Mikke, afirmou, em pleno plenário e sem qualquer tipo de constrangimento ou pudor, que as mulheres devem receber menos salário do que os homens porque são mais fracas, mais frágeis e menos inteligentes.

Volvidos pouco mais de 15 dias o Parlamento Europeu sancionou o ignóbil eurodeputado com a exclusão do plenário por um período de 10 dias, a perda de ajudas de custo diárias durante 30 dias e a proibição de representar o Parlamento Europeu durante um ano.

É pouco perante o que esconde a afirmação proferida: o crescimento do fundamentalismo e do extremismo, a defesa da misoginia, do racismo, da homofobia e da xenofobia.

publicado por mparaujo às 14:44

02
Mar 17

Ou melhor dizendo... como a estupidez humana nos revela seres abomináveis e deploráveis. E não é, infelizmente, de tempos a tempos... é regular e frequentemente.

A notícia é, em primeira instância, revelada pelo El País (a fonte recolhida é através do Diário de Notícias).

Um eurodeputado polaco, Janusz Korwin-Mikke, em pleno Parlamento Europeu, afirmou, com justificações completamente surreais e vergonhosas, que as mulheres deviam receber menos salário que os homens porque, pasme-se, são "mais fracas, mais pequenas e menos inteligentes". E as justificações são inqualificáveis: "sabem que posição as mulheres ocupavam nas olimpíadas gregas? A primeira mulher, digo-vos eu, ocupou a posição 800. Sabem quantas mulheres há entre os primeiros 100 jogadores de xadrez? Eu digo: Nenhuma". Isto.. assim, a seco.

Mas há, infelizmente, o outro lado da moeda desta condenável realidade.

Primeiro, é que a dita personagem foi eleita e houve quem nele votasse.

Segundo, numa foto recolhida de uma campanha eleitoral é perfeitamente visível, junto aos apoiantes do ignóbil eurodeputado algumas mulheres.

Terceiro, como é que é possível o Parlamento Europeu ter destas personagens pré-históricas, com afirmações políticas e públicas desta natureza, e, apesar da reacção de alguns eurodeputados, o Parlamento Europeu ainda ir reflectir e pensar se haverá ou não lugar a sanções?

Dia 8 de março é o Dia Internacional da Mulher... infelizmente ainda há muito para conquistar e percorrer. E estamos em pleno século XXI.

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publicado por mparaujo às 16:45

13
Ago 14

publicado na edição de hoje, 13 de agosto, do Diário de Aveiro.

Debaixo dos Arcos

O defraudar político

É geneticamente uma realidade portuguesa, não tenhamos dúvidas. Injustamente, os portugueses facilmente incorrem na crítica fácil aos políticos, aos partidos políticos, à democracia, às instituições, ao sistema. Porque são isto, são aquilo, não servem para nada, não fazem nada, só estorvam, têm uma péssima imagem e credibilidade. E quando se está do outro lado da barricada, do lado de “fora”, muito mais fácil se assume o tom crítico. Mas não há um fundo de verdade nas críticas? Há. Sejamos honestos. Em muitas ocasiões, é a própria realidade política (os partidos, os político, etc.) que fomenta essa imagem. Basta ver o que se passa com a actual disputa pela cadeira do poder socialista que provoca um impacto inverso ao esperado: em duas recentes sondagens apresentada este fim-de-semana a coligação governamental PSD/CDS obtêm mais 2,7% da preferência do eleitorado que o PS (34,8% contra 32,1%) na sondagem apresentada pelo Expresso (Eurosondagem) e mais 5% de diferença para os socialistas, na sondagem apresentada pelo Jornal I/Pitagórica (35% PSD/CDS e 30% PS).

Mas se há algum fundamento na imagem que os portugueses têm dos políticos e do sistema partidário, também não deixa de ser verdade que está na génese da identidade nacional a capacidade de alterarmos as nossas concepções em função da nossa posição. A notícia teve honras de destaque no Jornal de Notícias da passada semana, prontamente replicado pela comunicação social. Dois títulos mereceram destaque: "Marinho e Pinto vai abandonar Parlamento Europeu” e “Sete dias bastaram para Marinho e Pinto regressar a casa” (se bem que o regresso está agendado para daqui a um ano).

Segundo ao antigo Bastonário da Ordem dos Advogados, eleito eurodeputado nas últimas eleições europeias pelo Movimento Partido da Terra, com uns surpreendentes (embora questionáveis) 7% dos votos (o que levou, inclusive, à eleição de um segundo eurodeputado), as razões são essencialmente três (pelo que refere nas suas declarações à imprensa): a desilusão face ao projecto europeu: "o elemento agregador da Europa não está nos ideais nem nas políticas, mas no dinheiro". Ora bem... em que planeta vivia Marinho e Pinto quando se candidatou ao Parlamento Europeu? Sendo candidato em Portugal, por um partido português, numa altura em que o país ainda estava sob o programa de ajustamento (Troika), Marinho e Pinto acreditava mesmo que a economia tinha um papel secundário nos actuais destinos do mundo?; a questão salarial: "o rendimento auferido pelos eurodeputados, que pode chegar aos 17 mil euros/mês, é vergonhoso". Tapar o sol com a peneira ou tratar os portugueses por parvos é que não. Há, em Portugal, valores salariais (excepções, mas há) muito superiores a 17 mil euros. Por outro lado, tratando-se do Parlamento Europeu onde se encontram eurodeputados de 28 países, onde nalguns deles o salário mínimo nacional é 4 ou 5 vezes maior do que o de Portugal, não se percebe a vergonha (ou até mesmo a obscenidade) do valor auferido por um eurodeputado. O problema não está na vergonha dos 17 mil euros/mês... a vergonha está no valor médio de 800 euros dos salários em Portugal. Além disso, este valor é por demais sabido e público, até para o politicamente mais "comum" e "distraído" do cidadão. Marinho e Pinto já o sabia na altura das eleições. Pior… apesar do valor vergonhosamente alto do salário de um eurodeputado, Marinho e Pinto não abdica dele, pelo menos, durante ano com a ‘desculpa’ de que “precisa de dinheiro para viver”. Também milhares e portugueses; a realidade nacional: o quase futuro ex-eurodeputado afirma que projecta uma candidatura presidencial por entender que "os problemas nacionais são mais graves do que os europeus". Que a realidade nacional é o que é, está enferma e não tem sido fácil viver cá e aguentar toda esta crise, é um facto. Mas é a realidade que Marinho e Pinto poderia constatar no dia-a-dia dos portugueses na altura da campanha eleitoral. Porque é que avançou e não se afirmou antes como futuro candidato presidencial?

Do ponto de vista pessoal, a minha análise já tinha feito na altura da avaliação dos resultados eleitorais mas que se completa com esta notícia de hoje:

1. Marinho e Pinto não tinha nenhuma afinidade político-partidária com o partido que o elegeu (Movimento Partido da Terra). Apenas o mediatismo público.

2. No Parlamento Europeu, eurogrupo/família parlamentar “O Verdes” não o aceitou.

3. Sempre disse que era um "fiasco" em termos políticos, mesmo quando muitos vaticinaram projecções legislativas e presidenciais futuras.

Deste modo, aqueles que, pelo mediatismo do candidato ou porque quiseram demonstrar o seu descontentamento face ao sistema político e aos partidos políticos, votaram em Marinho e Pinto (e não no MPT) sentem-se hoje perfeitamente "defraudados". E sentem a política e os partidos mais distante. Com exemplos destes…

publicado por mparaujo às 10:32

08
Ago 14
http://images.cdn.impresa.pt/sicnot/2014-05-25-h264_thumb4_sec_44.png19

Do dicionário... defraudar: (...), lesar, fraudar, iludir, enganar.

Concentremo-nos nestes últimos dois sinónimos de defraudar.

A notícia é "fresca" (logo a abrir a manhã): "Marinho e Pinto vai abandonar Parlamento Europeu". Após a chegada ao Parlamento Europeu, sete dias bastaram para Marinho e Pinto regressar a casa.

Segundo ao antigo Bastonário da Ordem dos Advogados, eleito eurodeputado nas últimas eleições europeias pelo Movimento Partido da Terra, com uns surpreendentes (embora questionáveis) 7% dos votos (o que levou, inclusive, à eleição de um segundo eurodeputado), as razões são essencialmente três (pelo que refere nas suas declarações à imprensa):

- a desilusão face ao projecto europeu: "o elemento agregador da Europa não está nos ideais nem nas políticas, mas no dinheiro"; "saio menos europeísta do que quando entrei". Ora bem... em que planeta vivia Marinho e Pinto quando se candidatou ao Parlamento Europeu? Sendo candidato em Portugal, por um partido português, numa altura em que o país ainda estava sob o programa de ajustamento (Troika), Marinha e Pinto acreditava mesmo que a economia tinha um papel secundário nos actuais destinos do mundo?

- a questão salarial: "o rendimento auferido pelos eurodeputados, que pode chegar aos 17 mil euros/mês, é vergonhoso". Tapar o sol com a peneira ou tratar os portugueses por parvos é que não. Há, em Portugal, valores salariais (excepções, mas há) muito superiores a 17 mil euros. Por outro lado, tratando-se do Parlamento Europeu onde se encontram eurodeputados de 28 países, onde nalguns deles o salário mínimo nacional é 4 ou 5 vezes maior do que o de Portugal, não se percebe a vergonha (ou até mesmo a obscenidade) do valor auferido por um eurodeputado. O problema não está na vergonha dos 17 mil euros/mês... a vergonha está no valor médio de 800 euros dos salários em Portugal. Além disso, este valor é por demais sabido e público, até para o politicamente mais "comum" e "distraído"do cidadão. Marinho e Pinto já o sabia na altura das eleições, em maio passado.

- a realidade nacional: o quase futuro ex-eurodeputado Marinho e Pinto afirma que projecta uma candidatura presidencial (em 2015, note-se) por entender que "os problemas nacionais são mais graves do que os europeus". Que a realidade nacional é o que é, está enferma e não tem sido fácil viver cá e aguentar toda esta crise, é um facto. Mas que a realidade que vivíamos até ao final do Programa de Ajustamento, mesmo que tenuemente, era pior também não restam dúvidas era a mesmíssima realidade que Marinho e Pinto poderia constatar no dia-a-dia dos portugueses na altura das eleições. Porque é que avançou e não se afirmou antes como futuro candidato presidencial, quando tantos nomes já foram tornados públicos?

Do ponto de vista pessoal, a minha análise já tinha feito na altura da avaliação dos resultados eleitorais mas que se completa com esta notícia de hoje:

1. Marinho e Pinto não tinha nenhuma afinidade político-partidária com o partido que o elegeu (Movimento Partido da Terra). Apenas o mediatismo público.
2. No Parlamento Europeu, nenhum eurogrupo/família parlamentar o aceitou. Ficou politicamente órfão.
3. Sempre disse que era um "fiasco" em termos políticos, mesmo quando muitos vaticinaram projecções legislativas e presidenciais futuras. Aqui está a prova, mesmo que o próprio tenha referido publicamente a sua intenção de concorrer a Belém.
4. No entanto, nunca fez qualquer sentido político estar a extrapolar resultados (nº de votos e percentagens) eleitorais entre Europeias ou Legislativas e, muito menos, Presidenciais. Já para não falar nas autárquicas. Aliás, basta recordarmos o que aconteceu com o PS nas referidas europeias e os impactos internos que teve.

Deste modo, aqueles que, pelo mediatismo do candidato ou porque quiseram demonstrar o seu descontentamento face ao sistema político e aos partidos políticos, votaram em Marinho e Pinto (e não no MPT) sentem-se hoje perfeitamente "defraudados".

E afinal o problema não está apenas na imagem dos políticos e nas estruturas partidárias... a falta de ética e princípios políticos está-nos no sangue. É geneticamente portuguesa.

publicado por mparaujo às 15:20

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