Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

15
Abr 19

Poucas horas, cerca de duas, bastaram para destruir um património secular.

'Nascida' no ano de 1163, a Catedral gótica de Notre-Dame de Paris foi devorada pelo fogo.

Símbolo do cristianismo (catolicismo)...
Referência do património da humanidade...
Ligada à literatura (Victor Hugo escreveu, em 1831, o romance “Notre-Dame de Paris”, O Corcunda de Notre-Dame)...
Ícone do turismo parisiense, competindo com a Torre Eiffel e o Louvre...
Com forte ligação à Revolução Francesa e ao espírito republicano da "Igualdade, Liberdade e Fraternidade"...

Perdeu Paris... Perdeu a França... Perdeu a Europa... Perdeu o Mundo...

Perdemos TODOS!

fogo-notre-dame12.jpg

(créditos da foto: Benoit Tessier/AFP)

publicado por mparaujo às 20:22

17
Fev 18
O futuro de um país e/ou de uma comunidade constrói-se na preservação da sua identidade e do seu património, como forma de valorizar, perpetuar e dignificar a sua história.
 
Adriano Miranda produziu um inquestionável trabalho (não só) fotográfico de excelência sobre as Minas do Pejão (lugar de Germunde, freguesia de Pedorido, município de Castelo de Paiva - distrito de Aveiro) - Carvão de Aço, que resultou no reavivar da memória material e imaterial de uma comunidade e de muita das suas gentes. Este trabalho veio a público numa publicação editada em maio de 2017 e voltou a ser lembrado no passado dia 27 de janeiro, numa exposição patente no espaço cultural Mira Forum, em Campanhã, no Porto, com o título "Minas do Pejão - Resgate da Memória".

01 - Carvao de Aco - Adriano Miranda - Mira Forum

02 - Carvao de Aco - Adriano Miranda - Mira Forum (créditos das fotos: Mira Forum, abertura da exposição fotográfica de Adriano Miranda - 27JAN2018 - "Minas do Pejão - Resgate da Memória")

É no seguimento desta reflexão no Porto que surge a necessidade partilhada de preservar a identidade e a história de uma comunidade, bem como as memórias das suas gentes. Nascia a vontade da criação de um núcleo museológico que perpetuasse o património material e imaterial do Pejão.
E isto serve como exemplo para tantas e tantos casos por esse país fora. Felizmente há casos de "sucesso" em muitas das localidade e regiões, mas infelizmente serão ainda demasiados os casos em que as comunidades, o poder local, o tecido empresarial, as entidades culturais e os governos, viram as costas ao seu passado, como se cada vivência presente, cada futuro que se projecta, surgisse do Nada ou do Zero.
 
Uma forma de pressionar a opinião pública (mormente as inúmeras peças publicadas na comunicação social, nomeadamente no jornal Público) e as entidades públicas (e privadas) é trazer para a discussão esta temática. É certo que a pequenez da infantilidade humana não tardou muito a banalizar as "petições públicas". No entanto e apesar disso, elas são um instrumento válido para que, por exemplo, após 4000 mil assinaturas um tema tenha de ser agendado para o plenário da Assembleia da República, de acordo com o direito Constitucional e a regulamentação do Parlamento.
 
Pelas gentes, pela história, pelo património, pela identidade e pela memória das Minas do Pejão, lugar de Germunde, freguesia de Pedorido, município de Castelo de Paiva e distrito de Aveiro... e por tantas e tantas histórias e memórias eu já ASSINEI.
Petição Pública: MINAS DO PEJÃO - Resgate da Memória.
(fotos de Adriano Miranda: Carvão de Aço - Minas do Pejão)

Carvao de Aco - Adriano Miranda - 01.jpg

Carvao de Aco - Adriano Miranda - 02.jpg

publicado por mparaujo às 10:09

23
Nov 17

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Não é preciso ter-se nascido há muitos anos para ainda haver a memória da ligação de Aveiro a Ílhavo pela travessia dos canaviais da Sacor em direcção à Barra, com acesso à praia através da ponte de madeira no Forte da Barra/Oudinot.

Passados estes tempos de fraldas e calções, a ligação a Ílhavo e à Gafanha da Nazaré faz-se também das memórias longas e regulares com a Colónia Agrícola. Obviamente que a referência tem um contexto temporal bem recente, no pós 25 de abril... bem longe do contexto histórico da sua implementação, criação, ocupação e expansão, surgidas entre as décadas de 30 a 50.

Mas é bem presente a memória de muitas "estórias" que, por força da ligação profissional materna durante significativos anos, ainda constroem uma história recente da relação com a Colónia Agrícola da Gafanha da Nazaré (N. Sra. dos Campos).

Por isso, não deixa de merecer especial destaque e relevância a segunda iniciativa do programa "Olhar por Dentro", do projecto cultural municipal 23 milhas, que tem a assinatura da Talkie-Walkie.

Depois de ter sido possível revisitar a história da arquitectura com vida da Vista Alegre, no passado mês de outubro, "Olhar por dentro" leva-nos, agora, até aos olhares sobre a paisagem e o território da Colónia Agrícola.

Partindo de um trabalho de investigação alargado ao país (há muitos outros exemplos similares) “Colónias Agrícolas Portuguesas construídas pela Junta de Colonização Interna entre 1936 e 1960 - A casa, o assentamento e o território”, sábado, 25 de novembro, o projecto 23 de Milhas da Câmara Municipal de Ílhavo promove um regresso à memória histórica de uma das zonas mais significativas (mesmo que das mais polémicas social e economicamente) do Município e da Gafanha da Nazaré.

Programa: 23 Milhas - "Olhar por Dentro".

Talkie-Walkie nasce da experiência de vários anos na divulgação da arte e da arquitetura, através de visitas e workshops para diferentes públicos. Ana Neto Vieira e Matilde Seabra acreditam que a arquitetura, pela sua abrangência disciplinar, é o ponto de partida para conhecer o território, a cultura e o património. (fonte: município de ílhavo)

publicado por mparaujo às 11:21

11
Nov 17

mw-860.jpg

Não tem havido tema mais criticado e polémico na agenda de hoje, mesmo que no país haja, de facto, assuntos mais prementes (por exemplo, saúde e educação... lá iremos)

Mas o facto é que muitos portugueses indignaram-se com a realização do jantar de encerramento da Web Summit 2017 que teve lugar, pasme-se, em pleno Panteão Nacional (na Igreja de Santa Engrácia) mesmo ao lado dos túmulos de Amália, Eusébio, Humberto Delgado, Aquilino Ribeiro, Óscar Carmona, Teófilo Braga, Guerra Junqueiro, Sidónio Pais, Manuel de Arriaga, João de Deus e Almeida Garret. Onde podia estar também o Nobel da Literatura, José Saramago, entre outros, não tivesse expresso vontade contrária.

É certo que se não fosse o condenável, indigno e criticável jantar da feira web summit em pleno centro patrimonial e histórico nacional muito poucos seriam os portugueses que saberiam que tais eventos estão, desde 2014 (em plena governação de Passos Coelho pela mão do então Secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier) perfeitamente enquadrados legalmente (Diário da República, 2ª série, nº122, de 27 de junho de 2014) e permitidos sob autorização e despacho prévios por parte da Direcção-Geral do Património Cultural, seja no Panteão Nacional (na Igreja de Santa Engrácia), nos Jerónimos ou whatever, infelizmente por razões meramente economicistas.

E o facto de tal regulamentação ser oriunda da governação de Passos Coelho não é, para o caso, displicente.

É que sem que a maioria das críticas tivesse tecido qualquer contextualização político-partidária, a verdade é que muitos socialistas viram-se na obrigação partidária de vir a terreiro tentar limpar a imagem política do Governo. E mal... tiveram dois anos para "limpar" a Lei e nada obrigava a cedência e autorização para a realização do evento por parte do Ministério da Cultura (tal como descreve o artigo 3º - Princípios gerais do contexto legislativo: «1. todas as actividades e eventos a desenvolver terão de respeitar o posicionamento associado ao prestígio histórico e cultural do espaço cedido. (...) 3. Serão, ainda, rejeitados os pedidos que colidam com a dignidade dos Monumentos (...).»).

Mais ainda... a autorização cheira a submissão e favor e vale muito pouco a reacção de chocado ou de indignação de António Costa porque não é convincente a pretensão do Primeiro-ministro em querer mudar o enquadramento legislativo. É hipocrisia política.

Não fosse o coro de críticas e, eventualmente, o ininterrupto tocar do telemóvel do Primeiro-ministro (importa referir que há muito familiar vivo dos actuais "inquilinos" do panteão Nacional) tudo tinha permanecido na mesma e sem qualquer preocupação governativa. Não é credível, nem compreensível, que o Primeiro-ministro, orador na Web Summit, não soubesse do evento ou até o seu Gabinete, acrescido ainda do facto de haver membros do Governo no jantar. Não nos façam de burros.

Soa a indignação de "lágrimas de crocodilo". Não queiram fazer o povo estúpido só para tentar limpara a "borrada" (grave) que foi feita. E nem colhe a tentativa fracassada de passar culpas para a anterior governação. Sendo certo que a infeliz e inaceitável legislação vem datada de 2014 também é verdade que a mesma não obriga a "deferimento obrigatório".

publicado por mparaujo às 17:31

22
Nov 11
25 de Novembro - Biblioteca Municipal de Aveiro

"Jornadas de História Local e Património Documental"

Organização conjunta entre a Aderav – Associação para o Estudo e Defesa do Património Natural e Cultural da Região de Aveiro e a Câmara Municipal de Aveiro.

Integrada na missão de valorizar o património documental da região de Aveiro, para desse modo preservar a memória colectiva da comunidade local, partindo das temáticas de valorização do documento como elemento de registo de informação essencial à partilha do conhecimento.


Esta iniciativa, que tem reunido anualmente um conjunto de investigadores e interessados nas diversas vertentes do desenvolvimento cultural, económico e natural de Aveiro, constitui-se como um momento de debate público, aberto a toda a comunidade aveirense, onde todos podem e devem participar.
publicado por mparaujo às 19:45

22
Ago 10
Porque esta é a melhor cidade e região do mundo (e arredores), o "Debaixo dos Arcos" abre um espaço onde são divulgadas referências ao património natural, histórico e cultural de Aveiro, à sua história e gentes.
"Olhares... sobre Aveiro"!
publicado por mparaujo às 15:33

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