Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

13
Set 15

Prós-e-Contras.jpgAmanhã regressa ao écran da RTP1 o programa "Prós e Contra", moderado e conduzido pela jornalista Fátima Campos Ferreira.

E regressa da pior forma, demonstrando que vamos ter mais uma "temporada" de momentos hilariantes e que irão, com certeza, alimentar muito humor nas redes sociais e na opinião pública.

Para segunda-feira a equipa coordenadora do programa escolheu o tem da Justiça para assinalar o regresso após o período de férias. Em "palco" vão estar magistrados, a Bastonária da Ordem dos Advogados, um sociólogo e jornalistas (alguns) como Miguel Sousa Tavares e Octávio Ribeiro (escolhas questionáveis, obviamente).

O tema em si é, por infinitas razões, sempre pertinente. Para a sociedade a questão da Justiça traz sempre um conjunto de interrogações e críticas, sendo que para um normal funcionamento de um Estado de Direito (e não do Direito) a Justiça é um dos pilares basilares. Haveria, por isso, inúmeros exercícios que podiam ser feitos na abordagem à problemática: os recursos da Justiça, o acesso à Justiça, a equidade na e da Justiça, o segredo de justiça, os vários códigos processuais e a sua estruturação, os procedimentos de investigação, a separação de poderes.

Pelo contrário, pegar na afirmação polémica, que já fez correr bastante "tinta", de Paulo Rangel na Universidade de Verão do PSD ("Teríamos um ex-primeiro ministro preso se o PS fosse governo?") e fazer dela o mote e o slogan do programa é, independentemente de estarem presentes ou não políticos no debate, politizar o tema da Justiça. Algo perfeitamente dispensável e recusável. E muito menos colhe o argumento usado pela jornalista Fátima Campos Ferreira quando afirma que "os cidadãos merecem saber, em fase eleitoral, se há interferência da política na justiça". Não.... os cidadãos, em fase eleitoral, precisam de saber quais as propostas políticas para melhorar a Justiça e o Direito em Portugal. Saber se há interferências políticas, ou não, na justiça é algo que preocupa os portugueses em qualquer momento. Usá-lo em plena campanha, seja pelos partidos, seja por quem for, é, claramente, politizar a discussão, mais ainda quando o contexto da afirmação proferida por Paulo Rangel era notoriamente político-partidário e tinha um alvo perfeitamente definido: José Sócrates. Aliás, importa ainda recordar o contexto em que a frase foi proferida pelo social-democrata e a argumentação política que a sustentou: "Não é mérito deste governo, mas foi durante este governo que pela primeira vez houve um ataque sério à corrupção" e "Uma coisa é certa: o ar democrático em Portugal hoje é mais respirável", acrescentou, na altura, Paulo Rangel.

No fundo, o programa de amanhã servirá para a milésima "aparição" do ex Primeiro-ministro na campanha e no confronto político-partidário, sendo cada vez mais o centro eleitoral apesar de ter estado sujeito a sufrágio em 2011.

publicado por mparaujo às 21:01

01
Set 15

paulo rangel universidade de verao 2015.jpgNão vou discutir, do ponto de vista jurídico ou judicial, se as afirmações de Paulo Rangel quanto ao sistema da Justiça portuguesa e a eventuais pressões políticas sobre o mesmo têm ou não fundamento. Principalmente, porque essa abordagem não é, seja qual for o contexto e a "atmosfera" política no governo, de todo isenta, para além de entender que, seja o PS, seja o PSD, houve, há e infelizmente haverá sempre telhados de vidro.

No entanto, por outro lado, as considerações (acusações) que Paulo Rangel proferiu sobre a Justiça na Universidade de Verão do PSD/JSD não são isentas de um significativo impacto político, por mais desculpas esfarrapas que queira agora acrescentar ou por mais ajudas surreais que queira ter, como a de Marques Mendes que afirmou que as declarações de Paulo Rangel iriam ofuscar o discurso (seja ela qual for) de António Costa.

A verdade é que tudo o que Passos Coelho já comentou, tudo o que possa ser dito para desvalorizar as afirmações de Rangel, apenas têm um objectivo que não o de confirmar ou condenar as observações feitas aos sistema judiciário português.

Paulo Rangel ao referir especificamente o caso José Sócrates trouxe de novo um velho tema: a politização do processo que levou à prisão do ex Primeiro-ministro e trouxe para a campanha o que o PSD menos desejava... José Sócrates.

Ao contrário do que Marques Mendes referiu o colossal lapso político de Paulo Rangel acabará por ofuscar mais o discurso da coligação do que do PS.

publicado por mparaujo às 16:01

24
Fev 14

Até sexta-feira passada as expectativas em relação ao 35º Congresso do PSD (40 anos da história do partido) eram mínimas. Uma moção de Passos Coelho e a confirmação da sua candidatura à liderança sem oposição ou alternativa internas. E as expectativas eram tão baixas que as anunciadas ausências de ex-líderes do partido (normalmente presentes nos anteriores congressos) eram significativas. E até mesmo as vozes críticas não se faziam, a priori, representar.

O discurso de abertura do congresso fazia prever tudo isso… uma “bajulação” ao líder e um conjunto de banalidades demagógicas para consumo interno, para combate político externo (concretamente em relação ao PS) ou para a descrição de uma realidade do país bem diferente da que os portugueses vivem no dia-a-dia.

Mas eis que o quadragésimo aniversário tinha reservado surpresas suficientes para “alegrar” o fim-de-semana laranja. Ao ponto de não se perceber o anúncio socialista do cabeça-de-lista às europeias (Francisco Assis), em pleno encerramento do congresso social-democrata.

É que o congresso acabou por ter motivos de sobra para que a agenda política do fim-de-semana se colorisse de laranja.

Dos discursos e reflexões políticas ficaram ausentes temas como o desemprego, a emigração, a reforma do Estado, o pós-troika, as europeias (apesar do anúncio feito), as presidenciais (apesar da breve referência na moção da recandidatura de Passos Coelho), a dívida pública, os cortes impostos pela Troika no valor de 3 mil milhões de euros, o referendo da co-adopção, etc. E até as críticas aos críticos internos acabaram por ter um efeito oposto.

Luís Filipe Menezes ainda não conseguiu digerir a derrota no Porto e o fantasma Rui Rio; Pedro Santana Lopes surgiu, mais uma vez, candidato a candidato de alguma coisa mesmo que o partido continue a dispensar; a muitos passou despercebido o recado (interessante) de Morais Sarmento dirigido, essencialmente, aos fervorosos defensores de Passos Coelho. E foi Marcelo Rebelo de Sousa (um dos anunciados ausentes) que acabou por marcar o Congresso. Não sou, nem por sombras, um convicto marcelista. Antes pelo contrário. Mas tal como aconteceu aquando do anúncio da recandidatura e da apresentação pública da moção (quando Pedro Passos Coelho afastou candidaturas às presidenciais assentes no populismo e no mediatismo) também agora, no congresso, com a mestria que se reconhece (goste-se ou não) Marcelo Rebelo de Sousa, contrariando as expectativas, apareceu no Coliseu dos Recreios, apoderou-se do palco e do microfone. Durante cerca de meia hora, empolgou os congressistas, colocou em pé o Coliseu, deleitou a comunicação social, e, mais uma vez, criou uma provável contrariedade política a Passos Coelho ao posicionar-se, frente aos militantes, como um sério candidato às presidenciais. E tudo com o mediatismo e o populismo que Passos Coelho pretendeu eliminar. Estava criado o ponto alto deste XXXV Congresso do PSD.

Mas apesar disso houve outras notas dignas de relevância política. A primeira, o anúncio esperado de Paulo Rangel como cabeça-de-lista às eleições europeias, neste caso em coligação com o CDS. A segunda nota para o regresso à vida política e partidária de Miguel Relvas, quase um ano após a sua saída do Governo. O que revela o peso que o antigo ministro tem no partido de Passos Coelho, nomeadamente em momentos eleitorais. Nesta fase em que se aproximam importantes batalhas políticas (europeias, legislativas e presidenciais, saída da Troika) aquele que foi o pilar da ascensão de Passos Coelho ao poder laranja está de regresso. Mas não foi, nem é, um regresso triunfal. Antes pelo contrário. Eram muitas as vozes discordantes e os resultados da eleição para o Conselho Nacional são disso reflexo. Apesar de ter sido eleito presidente do Conselho Nacional, a lista encabeçada por Miguel Relvas apenas obteve 23% dos votos e 26% dos lugares de conselheiros (18 dos 70 possíveis). A terceira nota, pouco abordada pela comunicação social e pouco analisada pelos comentadores ao Congresso, tem a ver com as críticas internas ao afastamento ideológico do partido, à estratégia governativa nomeadamente em relação ao poder local, às assimetrias regionais, à distribuição nacional do investimento público.

Por último, uma quarta nota mais relevante. Entre as surpresas já referidas, o encerramento do congresso reservava lugar ao discurso do líder reeleito. Qual não é o espanto, a cereja em cima do bolo de tantas surpresas, quando Passos Coelho, o primeiro-ministro que aconselhou os portugueses (principalmente os jovens) a emigrarem, o primeiro-ministro que irá tornar os cortes nos salários da função pública permanentes, o primeiro-ministro que não consegue estancar a taxa de desemprego, o primeiro-ministro que terá ainda que impor mais austeridade face ao valor da dívida pública e às exigências da Troika no corte de 3 mil milhões de euros de despesa, destaca no seu discurso de encerramento a importância crucial da problemática da natalidade. Um país que “obriga” os jovens a emigrarem, que não apoia as famílias, que não estanca o desemprego, não cria riqueza… a natalidade surge como preocupação primária.

Ou seja, nos próximos três meses, a procriação será a preocupação fundamental deste Governo. A natalidade é, assim, a “filha” deste 35º Congresso do PSD, para além da procriação de inúmeras surpresas.

publicado por mparaujo às 17:09

10
Fev 10
Paulo Rangel apresentou a sua candidatura à liderança do PSD.
Uma apresentação pública em que se apresenta sozinho mas, de certeza, com muitos apoiantes.
Do seu discurso realce para a análise do país - economia, educação, empreendedorismo.
Um discurso que assentou na tónica da necessidade de Rotura com as políticas do governo.
Além disso, Paulo Rangel foi dando alguns recados interessantes à candidatura de Pedro Passos Coelho e apresentou-se como um candidato de unidade.
Pelo seu discurso, percebe-se porque razão teve o notável resultado nas eleições europeias.
Muito dificilmente Paulo Rangel não chegará à liderança social-democrata.
publicado por mparaujo às 20:15

29
Jan 10
Paulo Rangel na tomada de posse dos novos corpos sociais da Concelhia do PSD de Aveiro, hoje, em Aveiro (20:00H)
Nada disse directamente quanto a uma eventual candidatura à liderança social-democrata.
Mas o discurso "inflamado" que proferiu bem podia ser um discurso de candidato a dar um rumo ao partido.
Após as palavras circunstâncias relacionadas com a ocasião, o deputado europeu não perdeu tempo a centrar as suas atenções no Governo, em José Sócrates, no Orçamento de Estado, no Ministro das Finanças e nos investimentos que apelidou de "faraóticos" (TGV, Aeroporto e Auto-estradas).
Por inúmeras vezes, Paulo Rangel foi desferindo os seus ataque ao governo que apelidou de "amnésico, irresponsável e incompetente".
Responsabilizando-o pelas fracas políticas económicas, pela baixa aplicação dos fundos comunitários, pelo desemprego, pelo desprezo pelas famílias.
A terminar, o eurodeputado social-democrata foi apresentando a sua visão do que deve ser o PSD face ao Governo, ao País e o caminho que deve tomar.
Será que o Conselho Nacional ou o Congresso ditará a verdade sobre a liderança partidária?!
A ver vamos...
publicado por mparaujo às 21:43

pesquisar neste blog
 
arquivos
2019:

 J F M A M J J A S O N D


2018:

 J F M A M J J A S O N D


2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


2006:

 J F M A M J J A S O N D


2005:

 J F M A M J J A S O N D


mais sobre mim

ver perfil

seguir perfil

28 seguidores

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Setembro 2019
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30


Siga-me
links