Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

03.Jan.21

da birrinha à infantilidade política

porque é que, pela primeira vez, uma sondagem não me espanta?

mparaujo
As sondagens são exercícios estatísticos e matemáticos que tentam espelhar os sentidos de voto ou as opções/opiniões de uma amostragem (de um determinado universo), trabalhados "laboratorialmente". Valem o que valem... umas vezes muito, outras vezes desvalorizadas. Normalmente, são relevadas em função de interesses. Se favoráveis são 99,99% correctas e fiáveis... se desfavoráveis são, na maioria dos casos e para além de desvalorizadas, consideradas exercícios de (...)
29.Dez.20

27 dias até Belém...

os primeiros apontamentos das Presidenciais de 24 de janeiro de 2021

mparaujo
Estamos a pouco menos de um mês (27 dias) das próximas eleições Presidenciais, agendadas para 24 de janeiro. Entregues as respectivas assinaturas e formalizados os processos de candidatura junto do Tribunal Constitucional, validados (a priori) 7 dos 8 candidatos (é surreal que alguém ache que entregar 11 das 7.500 assinaturas necessárias é um acto de democracia e liberdade... enfim), realizadas já algumas acções de campanha e entrevistas televisivas, aproxima-se o arranque (...)
27.Dez.20

Da série... os inconseguimentos #09

Um CDS manifestamente perdido, sem rumo e a cair, tão fácil e ingenuamente, nas malhas da tragédia d

mparaujo
(créditos da foto: Tiago Petinga / Lusa) Vamos aos factos. O presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, condenou, hoje, aquilo que considerou o espectáculo mediático do arranque do plano de vacinação contra o SARS-CoV2. No comunicado oficial do partido, o líder centrista destacava, como fundamento da sua crítica, a prestação da ministra da Saúde, Marta Temido, e, pasme-se, a SMS enviada pela Protecção Civil aos portugueses. Mas não só... a ânsia política foi (...)
18.Dez.20

Em política as palavras contam e têm peso

os riscos (demasiado elevados) do trumpismo da comunicação política

mparaujo
(créditos da foto: mário cruz / lusa, in expresso) As palavras têm uma força considerável e, muitas vezes, imensurável, capazes de mobilizar causas e movimentos, tão fortes que geram revoluções e dinâmicas sociais. Ganham esta dimensão de forma ainda mais relevante quando as palavras são enquadradas nos princípios e na ética política, que devem (ou deveriam) estar permanentemente preservados na função e no exercício dessa mesma política. Ganham dimensão ou mesmo tempo (...)
27.Nov.20

Um vírus congressista...

da perseguição à vitimização. O Congresso do PCP em contexto pandémico.

mparaujo
O XXI Congresso do PCP arranca hoje debaixo de polémica, uma chuva de críticas e consideráveis "salva de palmas". Mas acima de tudo, o Congresso avança, com toda a confiança, contra toda e qualquer pandemia. Dois considerandos preliminares. 1. Não sendo pacífica a interpretação constitucional sobre restrições de direitos, liberdades e garantias em contexto de Emergência, a verdade é que a única interpretação que parece ter fundamento e sustentação é a que nos é (...)
08.Nov.20

Há linhas que são intransponíveis... a bem de Tudo!

não interessa se são linhas vermelhas, azuis, rosas, laranjas ou arco-íris. Mas são linhas, claramen

mparaujo
Tal como em vários contextos da vida, também na política há (e deve haver sempre) "Linhas Limite", intransponíveis custe o que custar, mas que preservem a ética política, o adn e identidade ideológico e partidário. Durante a presente legislatura, foram várias as "ameaças" a esses limites, alguns sinais de que facilmente (por ambição desmedida e desproporcionada) a linha seria ultrapassada: "O perigo de se assobiar para o lado (...)
07.Nov.20

Yes... they did: make america (e o mundo) free again!

a América liberta-se, ganha novo fôlego e volta a respirar. E com ela... o mundo inteiro.

mparaujo
Declaração de Interesses: não tenho grande empatia (muito pouca, aliás) pelos Estados Unidos da América, quer do ponto de vista geopolítico, quer do ponto de vista social/sociedade. No entanto, como diz o ditado e face ao que o país representa no xadrez mundial... do mal o menos. Havia quem tivesse ainda muitas esperanças no volte-face eleitoral e mantivesse o indesejável Donald Trump mais quatro dolorosos e penosos anos na Sala Oval da casa Branca. Apesar de alguns ainda (...)
26.Out.20

do sofrível ao medíocre

tal como comunicar muito não significa comunicar bem, também falar muito, depressa e alto significa

mparaujo
Há, entre as várias teorias da comunicação, duas que espelham e explicam a surreal, deplorável e degradante conferência de imprensa da Ministra da Saúde, Marta Temido, hoje, por volta das 19h30: a teoria da Agenda-Setting, de McCombs e Shaw, ou a teoria da Tematização, de  Luhmann. A razão é simples: o Governo precisava de criar ruído mediático com novas percepções que desviassem a atenção da "bofetada política" que o BE deu em relação ao Orçamento do Estado para (...)
25.Out.20

Crise? Qual crise?!

ano após ano,ciclicamente na mesma altura do ano, regressa o recreio político em tempos de orçamento

mparaujo
(imagem in motor24) Desde 2015, após a "apelidada" geringonça entrar em funções governativas, que assistimos ciclicamente ao drama político pré-aprovação do Orçamento do Estado, numa mais que dispensável demagogia balofa de sucessivos anúncios de crise política. Nada mais enganador. Ano após ano o mesmo teatro, os mesmos dramas, a mesma retórica. Acresce ainda o "alto patrocínio" da Presidência da República que costuma abrir as hostes do chorrilho de ameaças, (...)
06.Out.20

"L' État c'est moi" à Donald Trump

o novo absolutismo do presidente sol norte-americano a raiar a sociopatia política

mparaujo
(créditos da foto: Win McNamee/Getty Images/AFP,  in SAPO) Donald Trump é sempre um tema que não me deixa qualquer ponta de orgulho ao reconhecer que determinada reflexão escrita bateu na "mouche". Exemplo mais recente é esta publicação de ontem, anterior ao anunciado regresso de Trump à Casa Branca, após estadia efémera num hospital com uma eventual e hipotética (...)
27.Set.20

Quando o " dia de reflexão" eleitoral faz todo o sentido.

tudo por culpa da última decisão do Conselho Nacional do PSD

mparaujo
Contam-se pelos dedos de uma mão as vezes que, em vésperas de alguns actos eleitorais, precisei, de facto, do chamado "dia de reflexão" para definir o meu sentido de voto. Isto pela necessidade de encontrar um sentido de voto válido em alternativa ao princípio, que sempre defendi e defendo, da abstenção não ser uma opção/solução (excepto motivos de força maior, obviamente). Apesar do voto em branco ser "um mal menor" é sempre o exercício do direito e dever cívico que a (...)
14.Set.20

Da responsabilidade e ética política... ou a falta dela

À mulher de César não basta ser... tem que parecer.

mparaujo
Premissa... o exercício de um cargo público - agravado pela grau de responsabilidade pública que comporta - exige ao seu detentor um princípio acrescido de equidade, imparcialidade, responsabilidade e ética. António Costa, enquanto Primeiro-ministro, tem todo a legitimidade de exigir, para si, o cumprimento do exercício do direito de cidadania. É inquestionável... deve agir em função das suas opções e convicções pessoais. Assim como as suas preferências desportivas, as suas (...)
31.Ago.20

Não há Festa como esta... nem como outra qualquer.

duas ou três coisas sobre embirrações comunistas...

mparaujo
Podem juntar o Pontal e a Universidade de Verão do PSD, os "comícios nacionais" do PS ou do CDS e os acampamentos, mais ou menos anárquicos ou mais ou menos psicadélico do BE que a realidade é só uma: Não há Festa como esta (Avante). Só quem nunca quis ou nunca teve essa oportunidade de marcar presença, pelo menos uma vez, é que não consegue visualizar e compreender a dimensão da Festa do Avante. Se do ponto de vista político-partidário ela não difere muito dos outros (...)
24.Ago.20

Caiu a máscara... em "off" ou em "on"

«A Política sem risco é uma chatice e sem ética uma vergonha» - Francisco Sá Carneiro

mparaujo
"Preâmbulo"... Uma declaração off the record pressupõe uma aceitação de não divulgação de informação. Algo que não será tão linear e tão absoluto. Primeiro porque, para quem tem décadas de experiência política, declarações off the record são, muitas vezes, usadas para pressionar e condicionar. Segundo porque, mesmo parecendo contraditório (e não é), face ao teor das declarações e à sua importância ou relevância política podem (e devem) ser tornadas públicas. (...)
02.Ago.20

O perigo de se "assobiar para o lado"

o pior que a política pode ter são momentos de avestruz...

mparaujo
(créditos das fotos: Tiago Sousa Dias) É conhecido a expressão popular "fazer como a avestruz e enterrar a cabeça na areia" (fingindo não ver nada, alheando-se das adversidades... mesmo que tal afirmação não corresponda à realidade da sua natureza animal). Mas é esta a analogia e a alegoria populares. Na política, esta realidade é o pior dos seus mundos, criando um sentimento público de incoerência, de falta de responsabilidade e de ausência de identidade ou personalidade (...)
19.Jul.20

Reflexões da Semana... #04

conceito/ideia em destaque durante esta semana, no "Debaixo dos Arcos"

mparaujo
(de 19 a 25 de julho) Já dizia Francisco Sá Carneiro no Congresso do PPD em 1978. Os portugueses têm sempre correspondido em alturas de crise. As elites, as chamadas elites políticas, é que quase sempre os traíram, e nós estamos a ver mais uma vez que o Povo Português foi defraudado da sua boa-fé. tão actual...
28.Jun.20

O Estado a que isto chegou... 2 que fossem já seriam demasiados

Há diversas modalidades de Estado. O Estados Social, o Corporativo e o estado a que chegámos (Salgue

mparaujo
A propósito de uma pseudomanifestação, liderada pelo partido Chega que pretendeu afirmar que "Portugal não é Racista" e que teve lugar ontem (27 de junho), na Avenida da Liberdade e na Praça do Comércio, em Lisboa. Só me surge na memória um nome e uma imagem, mais que históricas, da nossa Liberdade: SALGUEIRO MAIA. (crédito da foto: Alfredo Cunha) Os números variam (nos registos e nas opiniões) entre uns 600 a 1.300 apoiantes na tal concentração de ontem. Há quem entenda (...)
20.Jun.20

Penálti Falhado...

o mesmo será dizer: bola ao lado com a baliza escancarada.

mparaujo
Relembro, antes de tudo: em março, todos nós batemos muitas palmas à janela e à varanda como reconhecimento pelo trabalho dos (todos) Profissionais da Saúde. Já na altura, mesmo com a vénia devida, lançava um... MAS! Continuando... Estava tudo a correr demasiado bem para não se desconfiar que, nos momentos mais importantes e cruciais, tínhamos que bater (...)
13.Mai.20

#poracasofoiideiaminha (02)

Presidencialismos e eleições presidenciais. Futurologia política.

mparaujo
Não sei se mais mas pelo menos ao mesmo nível que a polémica da injecção secreta de capital no Novo Banco por Mário Centeno (o agente 007 ministerial do governo), a agenda política mediática de hoje ficou marcada pela declaração de António Costa no apoio claro à recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa ao segundo mandato presidencial. O facto teve lugar na visita conjunta, hoje, à Autoeuropa, um dos grandes motores da economia nacional, mas que terá deixado Presidência da (...)
13.Mai.20

Da série... os inconseguimentos #05

Uma falha de comunicação ou Mário Centeno borrifou-se para António Costa?

mparaujo
De forma telegráfica... conta-se rápido: o Ministro das Finanças do XXI Governo Constitucional de Portugal, Mário Centeno, quer sair do Governo. Mais... Mário Centeno fez tudo para criar ou potenciar uma crise política governamental. Mas....... com o consentimento (e, porque não, apoio) do próprio Primeiro-ministro, António Costa, apesar de todos os disfarces e ilusionismos políticos. Por partes... Mário Centeno já tinha afirmado na Assembleia da República (há cerca de dois (...)