Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

10
Jan 20

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Ou como, facilmente, se atira a ética política para o lixo.

Nesta campanha para as eleições directas para a presidência do PSD já não bastava a bipolarização "pró ou contra" Rui Rio para termos assistido, desde a primeira hora, a um chorrilho de demagogias inconsistentes e incoerentes, nomeadamente por parte de Luís Montenegro.
À falta de uma alternativa consistente em relação à liderança de Rui Rio, à falta de uma argumentação sólida que colocasse em causa, de forma rigorosa, Montenegro refugiou-se numa estratégia baseada num pressuposto errado e falso: uma suposta (que nunca existiu, nem nunca foi anunciada) aliança ou submissão do PSD ao PS. Isso é uma pura falácia, engodo político, demagogia eleitoral e uma tentativa deplorável de denegrir o carácter e a imagem de Rui Rio.
Confundir "sentido de Estado" ou superior interesse do país e dos portugueses (incluindo todos os sociais-democratas com "muletas", "vassalagens", "submissões", é apenas irresponsabilidade política e partidarismo balofo.
Para além de desvirtuar, esgotar ou despojar o PSD da sua génese e posicionamento ideológico (bem definido por Rui Rio... ao CENTRO), é totalmente irracional a estratégica de Luís Montenegro de querer colocar o partido num espaço político liberal e conservador, perfeitamente alheio aos valores e princípios da social-democracia. Para isso já existe o CDS ou a Iniciativa Liberal, para isso já nos bastaram alguns anos de sacrifício partidário.

Mas a inconsistência da campanha e estratégia de Montenegro esteve também presente num conjunto de mensagens e afirmações incoerentes. Para além de não trazer nada de novo ao que é qualquer estratégia óbvia de liderança do partido (tal como sempre afirmou Rui Rio: ser Governo, ser alternativa ao actual estado do país, liderar o maior número de autarquias) Montenegro procurou dividir, criar a dúvida e desvalorizar a presidência e a actuação de Rui Rio. Basta recordarmos, como mero exemplo, a obsessão pela pressa na definição do sentido de voto do PSD em relação ao Orçamento de Estado. Mesmo que isso significasse uma tomada de posição sem qualquer fundamentação e argumentação válidas ou que soasse apenas a ruído político (muito à semelhança da identidade discursiva da esquerda).

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E é importante recordar a incoerência e a deriva política de Luís Montenegro: quando líder da bancada parlamentar do PSD, bem ao lado de Pedro Passos Coelho, o PSD anunciava, a 22 de fevereiro de 2016, o voto contra a proposta de Orçamento do Estado para 2016. Até aqui nada de anormal... apenas não fosse o caso da discussão o OE2016, na Assembleia da República ter início nessa mesma tarde. Nessa altura também não era enganar e iludir os sociais-democratas e os portugueses? Ou a realidade é só quando nos convém, tipo catavento?
Mais ainda... a tentativa de Luís Montenegro colar Rui Rio a António Costa, para além de ridículo, cai facilmente nas imensas contradições das posições do ex-líder parlamentar. É de uma enorme incoerência acusar Rui Rio para, publicamente, defender uma recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa depois de um mandato onde o Presidente da República andou com o Governo claramente "ao colo" e defendeu a união das esquerdas em torno do OE2020 e da sua aprovação.

Por isso...
contra o "ressaibismo" partidário...
contra a deterioração e esvaziamento programático do partido...
pela afirmação do PSD no centro da ideologia política portuguesa...
pela ética e responsabilidade políticas...
pelo rigor e firmeza na liderança partidária...
pela preservação dos valores e princípios da social-democracia...
por um PSD ao serviço de Portugal e dos Portugueses...

EU VOTO RUI RIO. Porque é a melhor liderança para o PSD... a melhor alternativa a António Costa... a melhor proposta para recentrar o PSD e devolver a sua relevância autárquica.

publicado por mparaujo às 21:06

16
Mai 19

Até aos finais do século XVII, nas monarquias europeias, o Bobo da Corte tinha como funções fazer rir/divertir o Rei e a Rainha, a Corte do Reino, usando a ridicularização e o sarcasmo, sem sofrer consequências dos seus actos. Além disso, através do escárnio, apontava os vícios e as características da sociedade de modo grosseiro.

Em plena campanha eleitoral europeia e em plena Comissão Parlamentar, o "Reino" sobressaltou-se com a perturbadora surpresa ao descobrir que tinha um "bobo" de serviço.

A presença e as declarações de Joe Berardo na Comissão Parlamentar de Inquérito à CGD, na Assembleia da República, suscitaram um dos maiores "rasgar de vestes" no país. Como se o "elefante não tivesse estado, há vários anos, no meio da sala", sem que ninguém reparasse nele.

Neste âmbito tendo a concordar e a sublinhar (mesmo que a custo) com o comentário de Pacheco Pereira, no último programa da Circulatura do Quadrado (TVI e TSF) de ontem.

A indignação geral que tem mobilizado um coro de críticas e um massivo pedido de retirada do grau de Comendador (1985) e da Grã-cruz da Ordem do Infante (2004).
Nem as comendas retiram a imagem do "sorriso de gozo" com que brindou os deputados, nem terão qualquer efeito prático no que verdadeiramente está em causa.

O que devia preocupar a Justiça, a Assembleia da República, o sistema bancário (forte com os fracos e fraquíssimo com os poderosos/ricos) e os que, pela sua conivência e inacção, permitiram este estado de coisas, é se, de facto, há matéria penal e criminal (salvaguardando-se, aqui como em tudo, a presunção de inocência, até prova em contrário).
E este é que é o problema do país, nestas matérias: a capacidade de provar responsabilidades e julgar actos ilícitos. O resto é, como diz Pacheco Pereira, um "festival de hipocrisia".
O que leva a crer que tudo vai ficar na mesma: o "riso" e os factos (que poderão levar ainda a uma longa batalha jurídica com o Estado).

Os indícios e a sinopse da história, segundo o jornal Expresso.

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(crédito da foto: Pedro Catarino - fonte: jornal de negócios - 10/05/2019)

publicado por mparaujo às 23:14

31
Dez 14

aviso laranja.jpgPortugal é um dos poucos países da Europa onde, nas televisões, o Boletim Meteorológico há muito deixou de ser apresentado por um meteorologista.

Por outro lado, o ano de 2014 registou, infelizmente, o falecimento de um dos rostos da história e memória da metereologia e da apresentação, em televisão, do Boletim Meteorológico: Anthímio de Azevedo.

Mas eis que, chegados ao Natal, surge sempre uma surpresa (agradável ou não) no "sapatinho", debaixo da árvore de natal. Portugal tem um Primeiro-ministro com qualidades ímpares, sobressaindo a sua vertente meteorológica: Passos Coelho afirmou, na sua mensagem de Natal, que estão dissipadas as nuvens negras no horizonte dos portugueses. Ou seja, céu limpo, mesmo com um frio de rachar. Portanto... na mouche, Sr. Primeiro-ministro.

Para tal, Passos Coelho apresenta as fundamentações científicas (geofísicas e climatéricas/climáticas) para estas "excelentes"(?) condições atmosféricas: a saída 'limpa' da Troika sem auxílio de programa adicional; a recuperação económica sustentada nas exportações; a criação de emprego; a recuperação do poder de compra; o aumento dos rendimentos das famílias (através do IRS e da Reforma Fiscal); o aumento do valor salarial (descongelamento do salário mínimo); e, por último, a aprovação de um Orçamento do Estado com um baixo défice.

Só que o "meteorologista" principal do nosso Governo esqueceu-se de um pormenor: até quando os portugueses poderão contar com este "céu limpo" (embora gélido) nos seus horizontes.
É que em relação à saída da Troika e aos défices orçamentais, a mesma comissão tece duras críticas em relação à consolidação orçamental para este ano (que deverá ficar acima dos 4% previstos, muito por força ainda dos impactos do BPN e agora com a "bomba" do BES); tece ainda mais críticas face ao Orçamento apresentado para 2015, face ao abandono do esforço de consolidação orçamental pelo lado da despesa; sem esquecer que a Troika (UE, BCE e FMI) apontam para um incumprimento do défice apontado para 2015 (2,7%), prevendo um valor na ordem dos 3,3%.
Mas há mais... Pedro Passos Coelho esqueceu-se da fragilidade política do fim do mandato que se aproxima, face ao próximo processo eleitoral legislativo e à indefinição e incerteza de eventual, ou não, coligação pré-eleitoral com o parceiro de governação (apara além da incerteza do desfecho final das eleições). Sobre isto, nem uma única "nuvem" no discurso.
Além disso, importa recordar as "intempéries" que pairaram sobre 2014 e que teimam em não arredar pé para o horizonte de 2015: as trapalhadas nos ministérios da Justiça e da Educação, o caos do Serviço Nacional de Saúde (infelizmente, há sempre quem "pague uma factura" demasiado alta: «Homem morre após seis horas à espera de ser atendido»). E ainda... uma Reforma do Estado tão prometida e tão (irrevogavelmente) esquecida; o aumento da dívida pública, apesar das quedas das taxas dos juros; o ligeiro aumento de emprego que não contraria a elevada taxa de desemprego; o agravamento da carga fiscal, seja a título do rendimento, seja ao nível dos consumos e da economia; e o país não pode estar, real e verdadeiramente melhor, quando a realidade social reflecte um aumento das desigualdades sociais, um aumento da pobreza (nomeadamente nos mais novos e mais idosos, mas também nos activos, conforme os relatórios do INE), uma diminuição dos apoios sociais, sobrecarregando ao limite a "caridade" institucional particular (menos subsídio de desemprego, menos RSI, menos abono de família, menos pensões).
E o tal "horizonte de céu limpo" que o Primeiro-ministro salientou na sua mensagem de Natal, escondeu algumas nuvens sombrias e tempestuosas: a factura da luz vai subir 3,3% no consumo doméstico; as comunicações sobem 3%; e a água, dependendo das realidades municipais (empresas intermunicipais, Águas de Portugal, exploração directa municipal, etc), irá, em média, rondar um aumento superior a 1 euro); o valor do IMI. Falta apurar o futuro do gás, sendo expectável que os transportes não aumentem, fruto da queda do preço do petróleo, mas o mesmo não se pode esperar em relação aos combustíveis, já que estes sofrerão um aumento 'indirecto', por via das medidas do Orçamento do Estado para 2015 no que respeita à inovação da "fiscalidade verde".
Ora mantendo-se a perspectiva de alguma recuperação da economia por força das exportações, alguma recuperação dos rendimentos familiares por via de parte da reforma fiscal e de não haver forte e significativa derrapagem das contas públicas, o cenário plausível para as "condições atmosféricas" em Portugal, em vez do tão badalado "céu limpo", seria mais do género "céu nublado com fortes possibilidades de aguaceiros" (é certo que o Anthímio de Azevedo explicaria isto muito, mas mesmo muito, melhor).

Para todos os que têm demonstrado o gosto de passar por "Debaixo dos Arcos", votos de um excelente e próspero 2015 (quer chova, quer faça sol).

publicado por mparaujo às 14:57

09
Ago 11
Um contrato de gestão do Estádio Municipal de Aveiro, a celebrar entre a EMA/CMA e o Beira Mar, esteve na origem, pelo menos pública, de uma crise política quer no interior do Executivo Camarário, quer nos partidos da coligação, provocando a perda da maioria no Executivo: quatro da Coligação, três do PS e os dois Vereadores "dissidentes" como independentes após perda da confiança política do PSD e do CDS.

A cerca de dois anos do final deste mandato o "quadro" político aveirense alterou-se e perspectiva algumas dificuldades para o trabalho autárquico, sendo certo que quem irá "perder" com todas as novas circunstâncias será sempre Aveiro e os Aveirenses.
E não será fácil a tarefa para o Presidente da Câmara Municipal de Aveiro e para os outros três Vereadores a tempo inteiro que completam o Executivo.
Pelo menos a fazer fé nas declarações públicas prestadas e aos mais recentes acontecimentos.
Em Aveiro não há "silly season"...


Aveiro precisa, urgentemente, de paz!
publicado por mparaujo às 15:31

04
Jun 11
Em REFLEXÃO!
Não incomodar
(há pelo menos 15 dias)
publicado por mparaujo às 00:13

13
Abr 11
Publicado na edição de hoje, 13 de Abril de 2011, do Diário de Aveiro.

Preia-Mar
O espectáculo está montado.

A frase é mítica no mundo do espectáculo: “the show must go on”.
Aconteça o que acontecer, seja qual for a realidade, será difícil fazer parar o “circo” eleitoral.
Os dados foram lançados durante a rejeição do PEC IV, no mês passado. As cartas foram lançadas pelas posições dos partidos da oposição, pela demissão do Governo de José Sócrates.
A campanha, mesmo que ainda distante do seu arranque oficial, já começou. E começou, precisamente, neste fim-de-semana passado, em Matosinhos, com a realização do Congresso do Partidos Socialista.
Este congresso foi, essencialmente, a referência e a imagem do que pode vir a ser a campanha eleitoral que se avizinha.
O discurso de José Sócrates não trouxe uma única medida para o país. Não revelou uma única posição e estratégia. Apenas transpareceu o que já era conhecido: a vitimização balofa, a desresponsabilização política, a incapacidade de assumir erros e falhas governativas, o “sacudir a água do capote”, o não reconhecimento de seis anos de medidas que afundaram o país (números históricos do desemprego, economia estagnada, duplicação da dívida pública).
Mas o congresso socialista trouxe uma certeza: a união e “devoção” em torno da personalidade e ambição de José Sócrates. E essa conquista pessoal foi, claramente, ganha. Sem oposição interna, sem contestação de fundo e de peso (por exemplo, Ana Gomes falou para um congresso quase vazio, propositadamente, vazio; o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado esteve longe da ribalta; aquele que é o eterno substituto de Sócrates, José Seguro, entrou mudo e saiu calado).
Este vai ser o mote da campanha: acusações, desresponsabilização, promessas, demagogias e retóricas. Tudo aquilo que os cidadãos já se fartaram de ouvir, tudo aquilo que fez afastar os eleitores dos eleitos e dos partidos, tudo aquilo que criou uma imagem negativa dos políticos.
Esta campanha vai lançar novos desafios eleitorais, concretamente ao PSD como maior partido da oposição. Depois de ter caído na “armadilha”, lançada por José Sócrates, que foi o PEC IV, o Partido Social Democrata vai ter de realizar um esforço muito grande para provar ser alternativa, para falar verdade e claro aos portugueses, para, independentemente dos custos eleitoralistas que daí possam advir, apresentar propostas e medidas concretas para a inversão do rumo do país.
Porque o país e os portugueses precisam de saber que diferenças há entre o PS e PSD, o que os move na conquista do poder, quais as suas concepções sobre a sociedade e a economia, e, principalmente, que mensagem e propostas têm para mobilizar os cidadãos até às mesas de voto, contrariando a tendência, cada vez mais agravada, para a abstenção.
Mas esta não vai ser uma campanha “normal”. Vai ser uma campanha “vigiada” e condicionada pela comunidade internacional, concretamente, pelo Fundo Europeu e pelo FMI e pelas medidas necessárias para o sucesso do resgate financeiro. E vai ser, ainda, uma campanha condicionada por um confronto muito directo, provavelmente pouco ético. O que resulta na necessidade do PSD encontrar, internamente, consensos muito fortes, um sentido de união eficaz e incontestável, e trazer para as fileiras da frente o seu histórico e património político.
Não pode ser tempo de experiências, de paternalismos, de cidadanias controversas e contraditórias, de tiros nos pés.
A máquina socialista há muito tempo que está montada, oleada e pronta para o embate.
O marketing político é uma das armas inquestionáveis deste PS socrático.
Só muita ponderação, clareza, transparência, certeza nas estratégias poderá contrariar uma campanha de vitimização, de engano, de deturpação da realidade que foram seis anos de governo socialista e que o discurso de encerramento do congresso de Matosinhos veio provar e demonstrar.
E como os cidadãos têm a memória curta… e como é identidade nacional a solidariedade para com quem se vitimiza, nada será de espantar uma vitória socialista nas próximas eleições.
A menos que alguém faça acordar o país!
publicado por mparaujo às 06:36

17
Fev 11
Face à realidade do país e da conjuntura internacional, face às políticas e medidas de austeridade às quais se somam os erros da gestão governativa deste (des)governo, face à instabilidade social e à crescente insatisfação dos cidadão, ainda estão vamos, de certeza, assistir a mais greves, mais contestação, mais insatisfação.
E face a toda esta realidade e à pressão e impacto que possa ter no Governo, o PS tratou logo, pelo próprio líder da bancada parlamentar, assegurar que não incomodassem o Presidente da República, não vá Cavaco Silva irritar-se e usar a "bomba presidencial", após a tomada de posse!
Já diz o sábio povo: "quem tem cú tem medo"!

publicado por mparaujo às 23:05

15
Fev 11

Está, como já estaria logo à “nascença”, condenada ao insucesso a moção de censura do BE, anunciada para 10 de Março. Isto, independentemente da posição do PCP, pelo facto do CDS e do PSD terem já manifestado a sua intenção de voto, caso se concretize a apresentação da moção de censura ao governo: abstenção.
Nada seria mais lógico pela forma politicamente irresponsável como o Bloco de Esquerda apresentou a sua intenção.
Sem argumentos e fundamento válidos, fora de tempo, a despropósito, depois de Louçã quatro dias antes ter acusado o PCP por este ter anunciado um hipotética moção. Pior “a emenda que o soneto” seria a tentativa de “amolecer” o impacto negativo da decisão de Francisco Loução, com Fazenda a dizer que a moção era contra o Governo e contra a direita. A tal “maldita” direita que tanto era precisa para aprovar a moção. Ou seja, o Bloco de Esquerda “votou” contra a sua própria moção, ao aniquilá-la à nascença.
A única coisa que o Bloco de Esquerda conseguiu foi permitir ao Governo e a José Sócrates saírem por cima desta embrulhada, fazendo mais um número de vítima e de “Madalena arrependida”, e sacudir a água do capote da responsabilidade de tornar o país num caos ingovernável.

A argumentação do PSD afigura-se responsável e coerente, embora a expressão utilizada não seja a mais perfeita (“Este ainda é o tempo para o PS governar”). O que se afigura mais lógico é que esta ainda não será a altura para o PS sair. Porque esse tempo irá chegar pelas circunstâncias e por demérito próprio. Não fazia qualquer sentido que o PSD fosse assumir, nesta data, o derrube do Governo quando ainda estamos longe do balanço da execução orçamental.

E todo este “alarido” só serviu para desviar as atenções, mais uma vez, do essencial e dar tempo a José Sócrates de respirar: Portugal é dos países europeus onde há maior taxa de desemprego, onde o PIB menos cresceu, onde a economia estagnou.
Portugal vendeu dívida pública a longo prazo a uma taxa de 7,6% enquanto a vizinha Espanha vendeu a 5,25%. Portugal desespera por uma decisão da União Europeia (que na melhor das hipóteses será decidida em finais de Março) sem encontrar respostas próprias. Os portugueses já recorrem ao crédito para pagar medicamentos. E ainda somos enganados com uma operação fantasma do Instituto da segurança Social ao eliminar 100 postos de chefia que, afinal, se vem a verificar estarem vazios.
publicado por mparaujo às 23:10

02
Out 10

Em recente entrevista à RTP 1, o Primeiro-ministro, José Sócrates afirmou que em 2011 não será preciso um novo plano de austeridade, face às medidas de austeridade agora aplicada.
No que nos diz respeito, agradecemos porque mais aperto que este já ninguém aguentaria.
Por outro lado, também não queremos que o nosso Primeiro-ministro passe o tempo com "apertos no coração", até porque é conhecido o estado da nossa saúde (encerramento de centros de saúde, listas de espera, preço dos medicamentos, etc.).
Mas será que alguém ainda acredita em José Sócrates...
É que ainda há poucos meses atrás, em Maio - na aprovação e implementação do PEC II - o mesmo Primeiro-ministro garantia que as medidas então tomadas na altura (por exemplo o IVA a 21%) eram as necessárias,  suficientes e e dispensariam um novo aumento de impostos nos próximos dois anos...
Dois anos muito, mas mesmo muito, curtos...
Em 2011 logo se vê, se ainda for o Primeiro-Ministro! 
publicado por mparaujo às 20:07

27
Set 10
Em política nada é tido como certo (nem as filiações, nem os votos), como garantido, como conclusivo ou final.
Como diz o ditado: “o que hoje é verdade, amanhã pode ser mentira”.
Se retirarmos toda a carga depreciativa e pejorativa da expressão, o seu sentido revela que, em função das circunstâncias em cada momento, podemos esperar sempre recuos e avanços das várias forças partidárias em confronto.
Para já, temos um facto: PSD não negoceia o Orçamento de Estado para 2011 sem conhecer as regras ou os princípios que o governo quer aplicar ao documento. Ou seja, segundo as recentes posições de Pedro Passos Coelho (ainda no rescaldo da reentré política no Pontal) não há “cheques em branco” para este Orçamento, tendo o social-democrata referido que não viabilizaria um orçamento onde constassem aumentos de impostos ou mais deduções fiscais.
À parte as recentes tricas políticas e os “fait divers” que só desviam as atenções do essencial, a falta de argumentação e sustentação políticas dos objectivos do Governo para a concretização do Orçamento, acrescido da incapacidade de diálogo de José Sócrates que apenas sabe governar (nos momentos vitais para o país) em maioria (algo que perdeu nas últimas eleições), fez regressar o conceito chantagista da negociação política: “ou fazem o que eu quero e peço, ou eu bato com a porta”.
A questão está em saber se o sentido de Estado e o da responsabilidade política cabe apenas à oposição e, concretamente (face à obsessão do PS pelo PSD), aos social-democratas.
Porque se assim for, face a esta incompreensível e inaceitável postura de José Sócrates (o retomar da vitimização política – algo que os portugueses já abominam), entendo que o sentido de estado, a coerência e responsabilidade políticas, a alternativa governativa, só pode resultar na coragem do PSD e de Pedro Passos Coelho para dizer “basta”. Se o Governo e José Sócrates não sabem ou não querem negociar e aceitar outras alternativas orçamentais então, de facto, que se demitam porque há quem possa fazer melhor pelo país.
publicado por mparaujo às 07:13

11
Set 10
11 de Setembro de 2001.
A América e o Mundo acordavam num pesadelo com os atentados no WorldTraceCenter, no Pentágono e a queda do terceiro avião na Pensilvânia.
Tudo poderia ter ficado circunscrito ao pesadelo do povo americano que nunca pensou sofrer tal ataque, no seu próprio território. Mas não... o Mundo não foi o mesmo depois de 11 de Setembro de 2010 (seja qual for a posição de cada um).
Entre promessas de queima de livros sagrados, bandeiras rasgadas e queimadas, apedrejamentos, ataques suicidas, ..., o 11/09 foi e ainda é uma "guerra religiosa e política".
Foi e é uma "guerra" entre o Islão e o Cristianismo. Foi e é uma "guerra" política entre o Oriente e o Ocidente.

Hoje em dia, o 11/09 é também motivo de divisão nos Estados Unidos: entre os que defendem ou criticam a construção de uma mesquita no "Ground Zero".
O que, por si só, confirma o que referi: uma questão político-religiosa.

E o problema pós-11/09 já não é (só) a segurança, dominados e dominadores, democratização (??) de estados... o problema que agora persiste tem maior relevância: chama-se tolerância e direito à diferença.
publicado por mparaujo às 18:32

20
Jun 10
A Federação distrital do PS - Setúbal promoveu a "Universidade de Verão, sob o tema: "A Crise, o Rumo da União Europeia, Os Desígnios Nacionais e o Papel dos Partidos".
Dois dos oradores convidados - Freitas do Amaral, antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros de José Sócrates e fundador do CDS, e Mário Soares, fundador do PS, antigo Primeiro-Ministro, ex-Presidente da República, e chefe do governo em 1986 aquando da adesão de Portugal à CEE (UE) - teceram criticas à actuação do actual Governo face à crise.

(fonte: Rádio Renascença on-line)
publicado por mparaujo às 18:03

17
Abr 10
Tenho que reconhecer (e nada de começarem já a chover comentários politicamente incorrectos), neste caso particular, que Louçã tem razão.

De facto José Sócrates está mais "soft", menos acutilante e menos agressivo... (na opinião do Coordenador do Bloco de Esquerda, José Sócrates "está mais manso"). É do desgaste governativo e do horizonte financeiro nos poder colocar ao lado da Grécia (ou seja, o fim...).

E digo que acho o Primeiro-ministro mais "soft", precisamente pela resposta que este deu a Louçã: "manso é a tua tia, pá".

Ora bem... quem é cagaréu de gema, aveirense de todos os costados (e mais alguns), ou mesmo, quem abraçou esta cidade de corpo e lama, sabe muito bem que, em AVEIRO, quem é "manso é corn**".

Muito soft que está José Sócrates...

Ou seja, o Parlamento continua um palco de virtudes (e vicissitudes, também)...
Mas, ainda, concordando com Francisco Louçã: o país continua... mal, mas continua.
publicado por mparaujo às 21:43

19
Mar 10
Publicado na edição de hoje, 19 de Março 2010, do Diário de Aveiro.

Cheira a Maresia!
A Lei da Rolha… e os tiros nos pés!

Terminou mal o 32º Congresso do PSD que se realizou no passado fim-de-semana.
E terminou mal pela controvérsia e polémica que a alteração estatutária criou, ao ponto de se transformar em agenda política semanal: a denominada “lei da rolha”.
Só quem nunca passou por congressos é que pode ficar admirado por tais acontecimentos, não podendo ser alheia a mediatização que os meios de comunicação e as novas tecnologias permitem enfatizar.
É certo que seria evitável se o congresso não deixasse para o fim (face ao cansaço e desgaste, e pelo facto da relevância se centrar nas candidaturas à liderança) e sem qualquer discussão prévia as alterações estatutárias. Mas isso faz parte do espírito dos congressos.
Por outro lado, a controversa (?) alteração estatutária é uma questão puramente interna e que apenas ao PSD diz respeito.
Trazer o tema para a agenda política nacional é de todo descabido. Pior ainda… querer o PS transpor esta temática apara o seio do órgão máximo da nação – a Assembleia da República – é o maior disparate, de um “sound bite” absurdo e uma clara tentativa para desviar de atenções do que é verdadeiramente importante para o País e da pressão social que se manifesta em relação ao governo.
Um verdadeiro tiro no pé, até porque é sabido que os próprios estatutos do Partido Socialista contemplam medidas similares, e é divergente a opinião de constitucionalistas sobre a eventual inconstitucionalidade da alteração estatutária, apresentada por Santana Lopes e aprovada (mesmo que de forma inconsciente).
Querer usar esta questão como confronto político, colocando-a na agenda do debate parlamentar (como parece ser a vontade do líder da bancada socialista Francisco Assis), é querer reduzir a inteligência dos portugueses a um nível insultuoso.
É que por mais demagogia e folclore político que queiram impor, os portugueses não esquecem o aumento do custo de vida (por exemplo, o aumento dos combustíveis), a diminuição do PIB, o aumento da taxa de desemprego, a estagnação da economia, e a corrupção.
E não esquecem também o Plano de Estabilidade e Crescimento para 2010 e as medidas de desestabilização social e penalizadoras para os cidadãos e as famílias: redução dos benefícios fiscais em sede de IRS, desequilíbrios regionais nos investimentos do país, redução dos apoios, congelamentos salariais.
Assim como não é possível esquecer, nem ser indiferente, que, em claro momento de crise e de sacrifício para os que maiores dificuldades atravessam, as empresas públicas paguem prémios (já para não falarmos dos vencimentos) no valor de milhares de euros a gestores estatais.
No mínimo, a este governo, pedia-se coerência, moralidade e justiça.
Se calhar, não ficava mal uma “rolha” a todos…
publicado por mparaujo às 18:01

17
Mar 10
Não posso estar mais de acordo com o Ministro da Economia - Vieira da Silva.
E 100% de acordo... sem qualquer dúvida.
O PEC não é só contenção, é também crescimento...
Claro que sim, Sr. Ministro.
Cresce: o desemprego, o endividamento familiar, a carga fiscal, o nível de vida, o desapoio social... tudo cresce com este PEC.
publicado por mparaujo às 00:24

14
Mar 10
(créditos da foto: expresso on-line)

O congresso extraordinário do PSD, que decorreu durante este fim-de-semana em Mafra, para além dos procedimentos estatutários e respectivas alterações, teve como ponto alto a audição dos quatro candidatos à liderança do PSD e de alguns ex-líderes como Marcelo rebelo de Sousa, Santa Lopes, Marques Mendes e Filipe Menezes.
Sendo certo que este congresso extraordinário do PSD não elege, em si mesmo, o futuro presidente do partido, é relevante que o mesmo marca a recta final (15 dias) para as eleições do futuro líder.
Pela análise das sondagens divulgadas na comunicação social, é um facto que a disputa eleitoral está focalizada nas candidaturas de Paulo Rangel e de Pedro Passos Coelho, dadas as diferenças para os outros candidatos, Castanheira Barros e Pedro Aguiar Branco. Não sendo certo que uma desistência de qualquer destes candidatos garanta, a priori, a eleição dos primeiros.
Se Paulo Rangel manteve a postura e a coerência de discurso igual ao que desenvolveu nas eleições europeias e que resultou num claro resultado positivo, bem como manteve a argumentação crítica em relação ao governo na linha das suas posições públicas, já Pedro Passos Coelho apresentou-se ao congresso demonstrando uma postura estadista, egocêntrica e claramente num acerto de contas com o partido que sempre o colocou à margem após a sua atribulada e polémica passagem pela JSD (excepção feita para um curto ano de vice-presidência). E mais do que se saber se Pedro Passos Coelho está preparado para a liderança é perceber se o PSD está preparado para receber Passos Coelho como líder.
Na sua primeira intervenção foi notória a necessidade de valorização das virtudes pessoais (anos de militância, direcção da “jota”, candidatura “contra” Manuela Ferreira Leite) como se as capacidades de liderança advenham do currículo temporal resultante do número de quotas pagas.
Por outro lado, a insistência na ruptura com o passado e o presente do partido representa uma grave estratégica, já que a política também é feita da história e da consolidação ideológica partidária. O contrário leva à descaracterização e esvaziamento (ou, como são alguns exemplos, ao surgimento de novas forças partidárias, normalmente votadas ao fracasso).
Para além disso, as posições de Pedro Passos Coelho demonstram alguma irresponsabilidade política (e partidária) já que esta não deve viver de radicalismos e de posições extremistas, mas deve ser construtiva, dialogante e crítica em função dos interesses de cada partido, mas também dos cidadãos e de Portugal. E é notório que Passos Coelho, não entende isso ao marcar um radicalismo perigoso de eleições antecipadas e de ruptura total. Nem o País, nem o PSD seriam capazes de “liquidar” uma factura de um processo eleitoral extraordinário.
Aliás, foi nesse sentido que várias vozes no Congresso (excepção para o polémico Filipe Menezes), como Marcelo rebelo de Sousa, Santana Lopes e Marques Mendes, foram emitindo alguns “recados” para a candidatura de Passos Coelho: sentido de responsabilidade política nacional, de diálogo, de crítica construtiva e de unidade. Tal como já o fizera durante a semana passada, o Presidente da República, com o qual Pedro Passos Coelho tem uma relação inquieta.
E também neste ponto é destoante a posição do candidato à liderança do PSD. Em congresso foi o único, nos dois discursos públicos, a não mencionar claramente apoio a uma reeleição de Cavaco Silva, quando é sabida a convergência partidária em relação a este tema. Sendo legítimo o levantamento de uma pertinente questão: será que Cavaco Silva aceita uma recandidatura tendo na liderança do PSD a equipa de Pedro Passos Coelho?!
No dias das directas logo se verá… e seria interessante que a proposta apresentada por Santana Lopes (o tal adverso a estatutos) que determina a eleição do líder a duas voltas (caso não obtenha a maioria na primeira volta), o que legitima de forma mais clara a liderança eleita, não tenha sido aprovada (falta de quórum) e tivesse entrado já em vigor.

publicado por mparaujo às 16:04

13
Mar 10
Em noite eleitoral - sexta-feira, 12 de Março, o PS Concelhio de Aveiro regressa ao "passado" com a eleição de Eduardo Feio para presidente da concelhia socialista (com 92 votos contra os 81 recolhidos por Pedro Pires da Rosa).
Uma curiosidade deste processo eleitoral foi a eleição de Raúl Martins (ausente das "luzes da ribalta") para presidir à Assembleia Geral, com 142 votos, após as criticas que lhe foram dirigidas no último processo eleitoral autárquico.
A Eduardo Feio e Raúl Martins os votos de boa sorte, do Debaixo dos Arcos, para o trabalho político que se segue.

(fonte - Noticias de Aveiro)
publicado por mparaujo às 15:35

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