Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

07
Jan 14

… ou como diz o ditado: “preso por ter cão e preso por não ter”.
Os portugueses têm dos políticos, da política ou dos partidos uma péssima imagem que, com o correr dos tempos, cada vez se vai deteriorando mais. Com mais ou menos razões, sendo certo que, neste caso como em muitos outros, pagará sempre o “justo pelo pecador”, pelos erros que cria qualquer generalização dos casos e dos factos.
Mas esta é uma verdade. Basta ir para a rua, para as conversas em família, nos empregos (aqueles que os têm e onde podem conversar) ou nas mesas dos cafés. Basta olhar para os números da abstenção eleitoral ou para os movimentos de independentes (embora aqui com especiais reservas).
Mas há a outra face da moeda. A política, os políticos e os partidos que temos resultam, também, da mentalidade e maturidade (ou da falta delas) política dos portugueses. O deixa andar, o não pedir responsabilidades, o não assumir o direito e o dever cívico do voto, a ausência de participação noutros espaços de cidadania, a não envolvência na “cousa” política, seja local, regional ou nacional.
E para além disso, acresce ainda uma das facetas da identidade lusa: o criticar a “torto e a direito”, o “dizer mal por dizer”, o tal “preso por ter e preso por não ter”. É assim, normalmente, no nosso dia-a-dia, assim também o é na forma como olhamos a política, os políticos e os partidos.
A propósito, o grupo parlamentar do PSD perspectiva propor, na Assembleia da República (órgão competente para o efeito), honras de Panteão Nacional para o Eusébio.
Ora… caiu o “Carmo e a Trindade”. Ou como se diz aqui, por terras da beira-mar, “o S. Gonçalinho caiu do altar” (aproveitando a proximidade das festas em honra do santo). Não pelo facto de se questionar se Eusébio merece a distinta honra ou não, sendo certo que já lá está, por exemplo, a fadista Amália Rodrigues. Não se questiona sequer isso (o que, eventualmente, teria sido a lógica e legítima discussão).
Nada disso… discute-se sim o oportunismo, o eleitoralismo, da posição do grupo parlamentar do PSD.
E o que tem de ilegítimo ou de imoral (politicamente) esta posição do PSD da Assembleia da República? Nada. Simplesmente, nada.
E mal será se os portugueses definem o seu sentido de voto por uma posição mais que natural tomada pelo PSD, depois de toda a recente legítima homenagem prestada ao Eusébio da Silva Ferreira. Isso só demonstraria a imaturidade democrática e política dos portugueses. Isso só significaria que teríamos os partidos, os políticos e a política que merecemos e queremos.
Ou será que… não, recuso-me a acreditar.

publicado por mparaujo às 12:07

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