Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

07
Out 16

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Em 1994, o Comité Norueguês da Fundação Nobel, responsável pelo Nobel da Paz atribuía o galardão ao então (recentemente falecido) Primeiro-ministro Israelita, Shimon Peres e ao líder da Palestina, Yasser Arafat, simultaneamente (ou repartidamente... ou sendo ainda mais correcto tripartidamente já que foi igualmente galardoado o então ministro da Defesa de Israel, Yitzhak Rabin).

O reconhecimento do esforço mútuo e do empenho de ambas as partes envolvidas no processo de Paz Israel-Palestiniano deu origem à singularidade da atribuição tripartida do Nobel da Paz, sendo óbvio que os acordos alcançados merecem o reconhecimento do empenho mútuo e para serem firmados precisam da concordância de ambas as partes.

Há poucas semanas era significativo o regozijo pela celebração do Acordo de Paz na Colômbia, entre o presidente colombiano e as forças rebeldes das FARC, colocando um ponto final numa guerra com mais de 50 anos e que vitimou milhares de colombianos: mais de 260 mil mortos, 45 mil desaparecidos e quase 7 milhões de deslocados (fonte: diário de notícias). Ao fim de quatro anos foi possível ser escrita uma parte importante da história da Colômbia, mesmo que ainda seja necessário percorrer um difícil caminho e obstáculo criados pelos resultados do referendo à ratificação do acordo celebrado: o "não" à ratificação venceu (50,2%) com uma diferença de cerca de pouco mais que 60 mil votos, com uma elevadíssima taxa de abstenção na ordem dos 63%, o que faz transparecer o medo e a sede de justiça que 52 anos de conflito armado permanente deixaram, claramente, marcas nos colombianos.

A maioria dos apoiantes do "não" no referendo são distanciados das FARC, apoiam o Governo ou simplesmente não conseguiram, neste processo, ultrapassar o trauma da guerrilha de mais de 50 anos de sequestros, sangue, terror e narcotráfico. Mesmo que o acordo assinado tenha sido um evidente passo para o fim de um dia-a-dia colombiano constantemente assombrado pelo sobressalto.

Assim, regista-se com alguma surpresa e estranheza, que o Comité do Nobel da Paz, em Oslo, na Noruega, não tenha acompanhado quer o pulsar da sociedade colombiana, quer o reconhecimento da comunidade internacional nos esforços alcançados para a paz na Colômbia.

Não faz sentido que o Nobel da Paz seja apenas atribuído ao Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, e tenha deixado de lado a outra face necessária e relevante no processo, o líder das FARC, Rodrigo Londoño.

Das duas uma... ou o acordo só tem uma assinatura ou então serviu fins claramente de lavagem da imagem política do presidente colombiano.

É que para dançar tango são precisos dois... e de preferência, bons dançarinos.

publicado por mparaujo às 15:29

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