Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

23
Jun 19

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A 23 de junho de 2018, um grupo de 12 jovens e o seu treinador, com idades entre os 11 e os 17 anos, desaparecia no complexo de grutas de Tham Luang, na Tailândia.
Grande parte da comunidade internacional ficava suspensa... durante 10 dias, o grupo, sobrevivia sem comida, luz, com oxigénio muito reduzido.
A 3 de julho, dá-se o "milagre": foram encontrados vivos. O resgate duraria 7 dias, até que, a 10 de julho, o último elemento do grupo, o treinador, era resgatado.

Hoje, volvido um ano, mais de um milhão de turistas visitou Tham Luang, que, entretanto, se transformou num verdadeiro destino turístico com hotéis e lojas.

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(créditos da foto: Lillian Suwanrumpha/AFP/Getty Images)

publicado por mparaujo às 21:11

09
Nov 17

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A solidariedade e a defesa dos direitos fundamentais e da dignidade humana de qualquer cidadão, por razões acrescidas quando se trata de crianças, não deve conhecer fronteiras nem distâncias.

No Gana, bem no coração dessa África esquecida e explorada, os pais vendem os seus filhos por menos de 30 euros a traficantes que os revendem aos pescadores do Lago Volta. Estas crianças são obrigadas a trabalhar 14 horas por dia, 7 dias por semana, a troco de um único prato de mandioca. Há, naquele país da África ocidental, 240 mil crianças vítimas de trabalhos forçados e 6,3 milhões de crianças nunca entraram numa sala de aula.

Está nas mãos de todos nós, os que podemos, não ficar indiferentes e tomarmos uma atitude, por mais singular e singela que seja.

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Há dez anos (em 2007), a jornalista Alexandra Borges foi ao Gana para realizar uma reportagem sobre violação dos direitos humanos. A reportagem e a experiência pessoalmente vivida transformar-se-ia na sua missão pessoal, no seu objectivo de vida. Resgatar o maior número que pudesse de crianças (começaram por ser três) daquele verdadeiro flagelo humano e proporcionar-lhes uma esperança e um futuro, a começar pela sua educação e formação.

Hoje, o centro de resgate, acolhimento e formação, em Kumassi (Gana), numa parceria entre a associação que fundou (Filhos do Coração) e a congénere americana Touch a Life kids, conta já com cerca de uma centena de crianças que voltaram a poder sorrir e viver.

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Como a Alexandra Borges afirma não é só o tráfico de crianças é também a "indiferença que mata as crianças no Gana".

Apesar de cada ano ter 365 dias e o sofrimento das crianças ser permanente a época natalícia é sempre propícia à solidariedade e é uma época em que os alertas e as denúncias e o activismo pelos direitos humanos tem mais dimensão e impacto.

É, por isso, uma oportunidade para podermos ajudar a resgatar sorrisos e vidas.

Neste Natal, no Corte Inglês, na Staples, no Pingo Doce ou online no site da organização (www.filhosdocoracao.org) podemos ajudar a educar e a formar estas crianças resgatadas comprando e oferecendo a agenda solidária "Smile" (preço unitário: 10 euros).

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 As reportagens da jornalista Alexandra Borges, TVI.

publicado por mparaujo às 22:00

18
Dez 13

Publicado na edição de hoje, 18 de dezembro, do Diário de Aveiro.

Debaixo dos Arcos

Tic, Tac… Tic, Tac…

Descobriu-se, neste últimos dias, o novo fetiche político do governo: relógios. Não sei se Omega, Tissot, Longines, Swatch, Balmain ou Gucci. Acho até que para o caso, face às circunstâncias que impõem alguma contenção e moderação na despesa, pode ser Casio. Daqueles digitais, com cronómetro e alarme.

Paulo Portas, aproveitando a realização do congresso da juventude popular, inaugurou, este domingo, um relógio com a contagem decrescente para a saída Troika do nosso país. Até poderíamos dar “de barato” esta iniciativa já que, desde 2011, que se sabia a data do fim do memorando de ajuda externa a que nos tivemos de sujeitar. Do ponto de vista político e comunicacional (algo que este governo, para além de outras inúmeras coisas, não sabe tratar eficazmente) era, aliás, muito mais coerente e consistente, teria muito mais impacto se o relógio fosse inaugurado logo a seguir à assinatura do memorando.

Mas o que preocupa, nesta iniciativa ‘populucha’, é o júbilo que provoca nos membros do governo essa “saída” da Troika do país. E são várias as razões. Primeiro, é espantoso que a memória seja tão curta ao ponto do governo se esquecer quem é que ‘forçou’ a entrada da Troika e clamou por uma ajuda externa. Segundo, é notória a “ingratidão” por quem, apesar de todos os sacrifícios que foram impostos aos portugueses (ou à maioria), foi ‘convidado’ a fazer o que vários governos e políticos não conseguiram: gerir o país. Culpar a Troika é fácil. Diria mesmo, sempre foi facílimo. Assumir os erros, tomar as medidas necessárias e justas, ter a consciência do bem público, gerir o país, responsabilizar os erros e os prejuízos causados ai país, é que os portugueses não viram, nem avistam, há décadas e décadas da nossa democracia. Mas há mais… Já que o vice Primeiro-ministro, Paulo Portas, gosta tanto de relógios e contagens decrescentes, seria bom que, complementarmente, pudéssemos ver relógios e contagens decrescentes para a próxima decisão do Tribunal Constitucional sobre o Orçamento do Estado para 2014; para os resultados das próximas eleições europeias; para o valor da taxa do desemprego e das dificuldades de milhares de portugueses e famílias no próximo ano; para o valor da dívida pública; para o valor do crescimento da nossa economia.

E mais ainda… um relógio (com muitos anos e dias) de contagem decrescente para que Portugal consiga equilibrar as suas contas públicas, que a economia estabilize e que a crise seja, verdadeiramente, atenuada e diluída. Sim, porque nada garante que a saída da Troika signifique o fim da crise do país (algo que se estima que perdure por cerca de três décadas). E se quisermos ser claramente conscientes, transparentes e verdadeiros… Um relógio com contagem decrescente para o programa cautelar que virá no pós-Troika (garantido pelo presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi) e que, na prática, encontremos os argumentos que quisermos, será um segundo resgate. É que mesmo sem a Troika, mesmo quando os dígitos do relógio do Governo ficarem a “zeros”, nós não somos (nem nunca a nossa crise o foi) iguais à Irlanda que com muitos cortes, sacrifícios, medias drásticas, desemprego alto, soube manter o sentido de Estado e compromisso entre partidos, para além de ter conseguido manter a sua economia e industrialização vivas. Ao contrário, quando chegarmos aos zeros do relógio de Paulo Portas, ainda nos restarão muitos anos de contagem decrescente com austeridade, com salários baixos, com desemprego, com a ausência de um Estado Reformado, com uma economia débil (sem indústria, sem pescas, sem agricultura – “obrigado” senhor presidente da República). O “sucesso deste resgate externo” (??) não pode ficar apenas pelos números impostos para o cumprimento do défice. Falta a este “sucesso”, se é que existe, a consolidação e o desenvolvimento do país.

E a menos que surja algum “fenómeno do Entroncamento”, esse relógio decrescente (do pós-Troika) vai durar muito mais que os 6 meses, 3 dias, 8 horas, 21 minutos e 51 segundos (à data da “inauguração). Seja ele de que marca for.

publicado por mparaujo às 09:24

13
Nov 13

Publicado na edição de hoje, 13 de novembro, do Diário de Aveiro.

Debaixo dos Arcos

Porque não se calam?!

A conhecida e célebre expressão do Rei Juan Carlos dirigida a Hugo Chaves (“¿Por qué no te callas?”) mantém uma actualidade imensa quando transposta para a realidade portuguesa.

Para além da questionável e criticável competência política deste Governo e das medidas e estratégia aplicadas para criar condições para Portugal sair, o mais rapidamente possível, da crise em que se encontra, é indiscutível que a equipa governativa liderada por Pedro Passos Coelho tem um infindável complexo comunicacional. Ou melhor, uma evidente falha nesta área deveras importante para a cabal informação (e formação) dos portugueses.

Esta realidade vem desde o início do mandato legislativo (não é novidade) e são mais que inúmeros os factos que a fundamentam: o Governo gere mal o processo de comunicação e a sua relação com a informação. Até no sentido mais lato como é o caso da sua relação com o grupo RTP ou os “casos” que envolveram o então ministro Miguel Relvas (jornal Público ou Antena 1, por exemplo).

Mas nada seria de estranhar ou de sublinhar se esta “conflitualidade” se resumisse ao confronto Governo vs Imprensa. Uma relação tradicionalmente conflituosa entre poder político e comunicação social, transversal aos vários governos (lembre-se, a título de exemplo, da relação entre o Independente de Paulo Portas e o Governo de Cavaco Silva, ou José Sócrates e o Correio da Manhã). O problema é que a dificuldade de lidar com processos comunicacionais (ampliada pelos microfones, câmaras ou páginas dos jornais) vai muito para além da relação com a imprensa. É uma questão de gene e como se diz na família, em jeito popular, “não se aguentar as urinas”. Nunca houve, neste Governo, um cuidado especial com a comunicação, com o que se diz, da forma como se diz e onde se diz. Há, neste caso, um claro excesso de exercício do direito fundamental de liberdade de expressão.

Recentemente, são disto exemplo os tão “badalados” briefings diários do Governo, lançados inovadoramente antes das férias deste ano, com a responsabilidade do secretário de Estado Pedro Lomba por esta área. Mas mal começaram, nasceram tortos. Mal surgiu a crise política lançada pela irrevogável demissão de Paulo Portas, o Governo decidiu suspender a iniciativa até as “águas agitadas acalmarem”. O que é um verdadeiro contrassenso, atendendo à função ou objectivo de um briefing. Trapalhada após trapalhada, gestão difícil de vários temas, eis que surge a “cereja em cima do bolo” no que respeito às dificuldades comunicacionais, pela voz do recentemente nomeado Ministro dos Negócios Estrangeiros: Rui Machete. E logo numa pasta em que a diplomacia e o bom-senso devem imperar. Primeiro o caso BPN, depois o “mea culpa” angolano e, recentemente, a dissonância interna criticável em relação à ajuda externa e a um eventual segundo resgate. Não bastava o enorme disparate das declarações públicas do Ministro que fixavam a saída da Troika e uma quase certa segunda intervenção externa em função das taxas de juro (4,5%), o espaço e local onde foram produzidas, como as possíveis consequências financeiras para Portugal. Mas ainda mais grave é a imagem política deste Governo. Após estas declarações, Rui Machete tentou limpar a “asneirada” com contradições após contradições, foi contrariado pelo vice-Primeiro Ministro Paulo Portas e pela própria União Europeia.

Falta consenso no Governo, falta estratégia governativa, falta um único rumo e uma única voz.

É caso para pedir, como várias personalidades já o fizeram, que Pedro Passos Coelho "deve advertir os ministros para terem cuidado na linguagem” (sic, Nogueira Leite) ou, como António José Seguro que sugeriu ao Primeiro-ministro que "ponha juízo nos seus ministros para que eles não criem mais problemas para o país”. Por mim bastava um curto e grosso: Porque não vos calais?! E já agora… aproveitem e governem.

publicado por mparaujo às 09:18

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