Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

21
Set 11
Enquanto a RTP lançava, nesta segunda-feira, a renovada RTPN com o surgimento da RTP I(nformação) lia este excelente texto da Estrela Serrano "A televisão pública não existe para “derrotar” as privadas", e assolava-me apenas um pensamento: a RTP afundou-se, perdeu uma oportunidade única de marcar a diferença, de se afirmar como verdadeiro serviço público, algo que vai descurando e desvirtuando. Aliás, sobre as propostas (e o próprio comentário de Nuno Santos - pena que a Estrela Serrano tenha sido "politicamente correcta") apraz-me referir: gosto muito de humor, tenho razoável sentido de humor, mas entendo que há coisas que devem ser tratadas com seriedade (pelo menos a possível) e que não basta o mediatismo da figura pública para garantir qualidade (quando muito o sucesso de ganhar audiências)... infelizmente é disto que vai vivendo muita da comunicação social portuguesa, bem como com a mistura perigosa entre informação e programação.

Já aqui o afirmei, a RTP perdeu uma preciosa oportunidade, no âmbito do tão badalado processo de reestruturação (que me parece mais exclusivamente economicista que estrutural), de dar dimensão, qualidade "competitiva", verdadeira concepção de serviço público, ao relançar e renovar a RTP N com o lançamento, nesta segunda-feira, da RTP I. É que teria sido muito mais vantajoso,a todos os níveis (informativos, formativos, sociais e culturais, de recursos financeiros, técnicos e humanos), se tivesse havido uma fusão entre a RTP 2 e a nova RTP I.
É que tirando o processo de naming, alteração de cenários e logotipagens ou grafismos, e uns esforçados (mesmo que bem conseguidos) "mais-valias" ou "Justiça Cega", que se espera não caia num banal "casos de polícia" ou no "crime" ou mediatismo fácil de muita imprensa actual, não se nota qualquer inovação, redimensão, para além de ser dúbia a capacidade para competir com a SIC N ou mesmo a ainda "criança" TVI24.
E mais se lamenta a oportunidade perdida porque, diga-se em abona da verdade, é notória a capacidade profissional da globalidade dos seus jornalistas (só, pura e simplesmente, a título de exemplo: Alberta Marques Fernandes, Sandra Pereira, Estela Machado, Cristina Esteves, Daniel Catalão, Fátima Araújo, Carla Trafaria, Maria Flor Pedroso, Carlos Daniel, Sandra Felgueiras, Cecília Carmo, Inês Gonçalves e Luís Castro, entre outros).
publicado por mparaujo às 01:27

06
Set 11
No âmbito do processo de privatizações, dentro do lote conhecido de empresas a privatizar, concessionar ou retirar a participação do estado, a RTP tem sido a mais mediatizada, nestes últimos tempos.
Primeiro, com a criação de um grupo de missão com o objectivo de avaliar o “serviço público” prestado pelo grupo RTP. Embora este seja um aspecto importante e de natural antagonismo nas opiniões
(como se pode verificar, a título de exemplo), de um modo muito simplicista e linear, tendo a concordar que a questão do “serviço público” não deve condicionar a tutela directa de um órgão de comunicação, por parte do Estado, (para isso já existe a Lusa como agência de informação do Estado), mas deve estar “condicionado” a uma regulação do sector da comunicação muito mais incisiva e eficaz, e que defenda e proteja (também) os interesses e direitos dos cidadãos.
E quando políticos e partidos (ao caso, o PS) afirmam que o
"carácter obrigatório da existência de uma estrutura do Estado que preste um serviço público de rádio e de televisão, é um instrumento essencial para assegurar a liberdade e a independência dos órgãos de comunicação social perante o poder político", é, no mínimo, demagogia e retórica política.

Porque, independentemente da situação de crise e da necessidade de contenção da despesa pública, é, em qualquer situação e realidade, incompreensível que um “serviço público” custe, ao Estado e, por conseguinte, a todos os cidadãos (mesmo os que não gostam), 225 milhões de euros (dois terços da dívida da RTP e que será paga pelo Estado).

Além disso, apesar da insularidade das regiões autónomas, é perfeitamente cabal a inserção de conteúdos regionais na programação dos canais de televisão ou o acesso à informação por parte dos madeirenses e dos açorianos, sem o recurso de encargos na ordem dos 24 milhões de euros anuais. O que seria da RTP e do Estado se qualquer outra das regiões do país (Algarve, Alentejo, Beiras, o cada vez mais desertificado Interior) exigisse um canal regional, mesmo que apenas emitisse quatro horas diárias?!

Daí que seja lógico e compreensível que o Governo estude uma reestruturação do Canal Público de Rádio e Televisão, perspectivando todo e qualquer cenário possível. Mas de forma abrangente e não pontual.
Neste quadro, fazendo fé no que veio a público (RTPN passará a chamar-se RTP Informação a 19 de Setembro; RTPN muda identidade para RTP Informação) não se percebe que haja uma consolidação e uma redefinição do canal RTP N, embora com o nobre objectivo de relançar a informação e posicionar o canal, sem que essa reestruturação não englobe, por exemplo, a RTP2. Esta seria uma excelente oportunidade para uma fusão dos dois canais, melhorando os recursos, o serviço prestado, a qualidade informativa e formativa, dando uma maior dimensão.

Para terminar, e a título de curiosidade, é interessante perceber até que ponto a tutela conseguirá “negociar” a reestruturação o grupo RTP com esta quantidade “colossal” de representações sindicais dentro da mesma empresa: Sindicato dos Meio Audio Visuais, STT, SINTTAV, Federação dos Engenheiros, SITIC, SICOMT, FETESE, SITESE e Sindicato dos Engenheiros da União Europeia (fonte: Sábado online).

Por fim… declaração de interesses. “Toda e qualquer opinião aqui expressa nada tem a ver com o reconhecido profissionalismo de todos os funcionários do grupo RTP, nomeadamente os seus jornalistas, dos quais alguns são amigos pessoais há quase 30 anos, outros são-no há menos tempo mas nem por isso menos importantes. Acredito que o excelente trabalho que produzem (com todos os erros inerentes à profissão, como em qualquer lado) terá a mesma qualidade (ou até mais) se as circunstâncias da RTP se alterarem”. Disse!

publicado por mparaujo às 11:45

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