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Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

22.Mar.20

Da vergonhosa política em tempos de crise

mparaujo
É nos tempos marcadamente de crise que se evidenciam aqueles que são, verdadeiramente, essenciais ao funcionamento da sociedade. Felizmente, por mais negros que venham a ser os tempos pós-crise, não são os sectores como os mercados e os bolsistas, a banca e os seus banqueiros ou os gestores de fundos monetários; não é o milionário e obscuro mercado desportivo. Estes dias que vivemos mostram-nos quem são os verdadeiro heróis (...)
15.Mar.20

Também eu Aplaudo (e venero e respeito). MAS...

mparaujo
Vamos por partes que o caso tem contornos distintos, mesmo que relacionados. Por norma, salvo raríssimas excepções (felizmente), os portugueses têm uma capacidade solidária enorme. Gigantesca, mesmo. Seja em iniciativas próprias, seja por correntes internacionais. Ao caso, refiro-me à iniciativa que gerou a salva de palmas colectiva (ontem, às 22h00) de agradecimento aos profissionais de saúde pelo HERÓICO esforço que têm realizado no combate à COVID-19. Exaustos, sem muitas (...)
08.Mar.20

Os "generais" e a batalha política governativa

mparaujo
Mudar ou não mudar "generais" na batalha política. Para o Governo e António Costa, depende se, politicamente, dá jeito ou não. O Presidente da República, agora em casa de pantufas e termómetro na mão, enalteceu, ontem, a forma “madura, tranquila e serena” (sic) como os portugueses estão a reagir ao COVID-19. Embora a observação presidencial seja marcadamente cívica (e, face ao que é o notório alarmismo social, algo questionável) se os portugueses têm sido maduros e (...)
07.Mar.20

Em tempos de crise... o portuguesismo saloio

mparaujo
Em tempos de crise o racionalismo, a responsabilidade, o respeito pelo outro, o sentido colectivo/comunidade, a serenidade deveriam ser princípios fundamentais. E são-no por muitos desses países fora, nomeadamente em grande parte da Europa. Em Portugal... também não! Em tempos de crise somos um país carregado de parolos, chicos-espertos, sem qualquer pingo de responsabilidade e moral. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) o uso de máscaras é recomendado para quem estiver (...)
04.Mar.20

Coronavírus nacional: a contagem

mparaujo
(créditos: Anthony Wallace/AFP, in CBN) A Directora-Geral da Saúde, Graça Freitas, numa das excessivas e dispensáveis conferências de imprensa sobre o COVID-19, afirmou que seria expectável que Portugal pudesse, no limite, ter cerca de 1 milhão de infectados (em vários graus de intensidade)... o que representa 10% da população nacional. Valor apontado face ao que foi a previsão da epidemia da gripe em 2009 (fixada em 7% na avaliação final). Perfeitamente lógico e enquadrado. Voltemo (...)
01.Mar.20

Diagnóstico: virose alarmista e informativa

mparaujo
(créditos: LUSA, in Sapo lifestyle) Uma epidemia ou uma pandemia, tendo níveis de impacto diferenciados, não deixam de ser preocupantes e merecem particular atenção. O que é diferente de alarmismo e histerismo social. O COVID-19 (uma das formas e estirpe do Coronavirus... que existe há alguns anos e que, por exemplo, se manifesta, sazonalmente, em Portugal através das gripes, pneumonias e viroses de inverno) já infectou cerca de 80.000 pessoas e vitimou perto de 3.000 (...)
15.Set.19

Evocar nomes em vão, não! Pela nossa rica saúdinha...

mparaujo
Reza o segundo dos 10 Mandamentos que não se deve invocar o nome de Deus em vão. A propósito de se assinalar, hoje, o 40.º aniversário da criação do Serviço Nacional de Saúde (SNS), António Costa evocou a memória de Mário Soares e de António Arnaut para os qualificar de "pai e mãe" do SNS. Importa, primeiro, dar nota que, aquando da criação do SNS (1979), António Arnaut era Ministro de Estado dos Assuntos Sociais, no II Governo Constitucional liderado por Mário Soares em (...)
23.Jun.19

Pela nossa (santa) saúde...

mparaujo
Se há algo que este Governo (e por consequência, a "geringonça") nunca teve foi uma "boa saúde". Aliás, desde como (e quando) chegou ao poder que saúde foi algo que nunca abonou a governação de António Costa. Nem a governação, nem a relação com BE e PCP. Desde a falta de investimento, a estruturação do sector, a forma como um governo/partido que apregoa a paternidade e a titularidade do SNS mas que o tratou pior do que nos tempos mais difíceis da(s) crise(s), passando pela (...)
12.Mai.19

Sra. Ministra... a ingenuidade, na saúde, paga-se bem caro.

mparaujo
Nalguns casos.... demasiadamente caro. Numa entrevista à revista Notícias Magazine, a Ministra da Saúde, Marta Temido, afirma que «foi ingénua e garante que para a próxima vai “desconfiar” da outra parte (BE», a propósito da proposta/documento da Lei de Bases da Saúde. Mas a "ingenuidade" da ministra e do Governo, na área da saúde (e não só), não se resume ao conflito com o parceiro legislativo Bloco de Esquerda. Mais do que preocupada com a guerrilha política e a (...)
06.Fev.19

Uma greve é propriedade de quem?

mparaujo
A governação de António Costa tem enfrentado uma realidade mais dura que a governação de Passos Coelho, no tempo da Troika, com uma clara insatisfação social patente no volume de pré-avisos e de greves concretizadas (apesar de menos greves gerais, o Governo do PS enfrentou um acréscimo considerável de greves sectoriais). Contexto que contrasta com a bandeira do Governo de que o país estaria, agora, bem melhor. Mas a verdade é que há mais vida para além do défice. E o país (...)
15.Out.18

A cosmética política

mparaujo
No dia em que o Governo entrega na Assembleia da República a proposta do Orçamento de Estado para 2019, tomaram posse quatro novos Ministros: Defesa (João Gomes Cravinho), Saúde (Marta Temido), Economia (Siza Vieira) e Cultura (Graça Fonseca). E como diz (e suspeita) o povo... "isto anda tudo ligado". Vejamos... Porquê e para quê esta remodelação governamental? e ainda estão para vir os Secretários de Estado... Várias razões e nenhuma substância concreta... Excluindo o (...)
24.Set.18

Não é teatro político... é o direito à saúde.

mparaujo
Não tem sido nada fácil para o Governo, nomeadamente para o ministro Adalberto Campos Fernandes, a gestão da pasta da saúde durante o presente mandato. Inclusivamente, a realidade apresenta-se pior do que os exigentes e apertados anos da Troika. Conflitualidade laboral nos mais diversos sectores profissionais, demissões atrás de demissões, serviços vazios e sem resposta, falta de investimento, ausência de cumprimento dos compromissos financeiros, cativações inexplicáveis. Para (...)
13.Mai.18

Muitos até podem ser Centeno... mas poucos serão Adalberto

mparaujo
(créditos da foto: Global Imagens, in Notícias ao Minuto) É um pormenor - um pormenor que apenas serve para desviar as atenções - se o deputado do PSD pediu a demissão do ministro da Saúde ou se cometeu um excesso de retórica e apenas queria sugerir, tal como o fez o partido, que Adalberto Campos Ferreira se demitisse. Para o caso, pessoalmente, é e vai dar ao mesmo. A verdade é que a saúde tem sido um calcanhar de Aquiles nesta governação e à vista dos portugueses, dos seus (...)
27.Mar.18

"Pavor social" a seringas

mparaujo
Por hábito, por muito bom hábito (diga-se), não costumo perder tempo com Prós e Contras. A menos que, de quando em vez, haja motivos para uma excepção, nem que seja originada por um ocasional e fortuito zaping televisivo. Aconteceu ontem... Tema do programa: Vacinação, sim ou não. Esta é uma não questão, seja do ponto de vista científico (como referiu, e bem, o bioquímico presente no painel), deseja do ponto de vista social. Do ponto de vista médico e científico a (...)
26.Mar.18

Há outros desígnios nacionais para recordar

mparaujo
Praticamente desde o início do ano que não se fala noutra coisa, com um ou outro intercalar, que não seja a limpeza das florestas e terrenos, tendo a temática, nesta semana, assumido contornos de desígnio nacional ao ponto de assistirmos, no terreno, ao "exemplo" do Presidente da República e do Primeiro-ministro. Se os incêndios do verão de 2017 foram marcantes na sociedade portuguesa e deixarão, infelizmente por muitos anos, marcas muito significativas em muitas comunidades e (...)
22.Nov.17

O Presente envenenado e o Rebuçado final.

mparaujo
Aquando da polémica que envolveu a decisão de Portugal candidatar a cidade do Porto para sede da Agência Europeia do Medicamento afirmei que este era um presente político envenenado para Rui Moreira. Não se tratou de nenhum reconhecimento do Governo pela importância do Porto, por razões de descentralização ou de melhores condições garantidas pelo litoral norte do país. Tratou-se, sim, da clara noção da difícil tarefa (se não quase impossível) de garantir a vitória da (...)
20.Abr.17

É tão mais fácil atirar pedras...

mparaujo
Uma morte, em contexto de saúde (internamento, urgências, tratamento hospitalar, entre outros), não é, infelizmente, caso esporádico e único ou raro, independentemente dos factores que a originam. Para além do lamento agregado a qualquer perda da vida, seja em que circunstâncias for, todo o mediatismo em torno da morte da jovem de 17 anos vítima de uma pneumonia bilateral - sarampo, para o qual a jovem não estava imune (vacinada), serviu para nada ou muito pouco. Ou melhor... (...)
05.Jan.17

O país do "vale tudo"...

mparaujo
É frequente ouvirmos quem se queixe do direito português e do universo judicial pelo facto de ser relativamente fácil o recurso à difamação e à acusação sem provas (boato) através do anonimato, a título meramente exemplificativo. Sobre o acusado é que recai a prova de inocência e não sobre quem acusa. Isto de forma muito linear e, obviamente, simplicista. Mas é a percepção do comum dos mortais sobre a justiça em Portugal. Mas podíamos ir ainda mais longe nesta realidade. (...)
23.Dez.15

CRP - Artigo 64º (pela saúde de todos)

mparaujo
O nº 1, do artigo 64º, da Constituição da República Portuguesa (VII Revisão Constitucional - 2005) reza assim: "Todos têm direito à protecção da saúde e o dever de a defender e promover." Recentemente, a opinião pública foi confrontada com a tragédia (seja qual for a idade e as circunstâncias, a morte é sempre trágica) de uma (...)