Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontravam e conversavam sobre tudo e nada.
Há contextos e situações para as quais não tenho, por norma, o hábito de comentar: a desgraça alheia, o mal dos outros... doença/saúde incluída. A menos que haja algum “contexto” óbvio. Não vou, por isso, alimentar “teorias da conspiração” sobre alegada teatralidade eleitoralista do caso de saúde de André Ventura, durante um jantar/comício em Faro. Embora possa reconhecer a responsabilidade do próprio partido e seus líderes, já que essas reações não são mais (...)
Hugo Soares é, desde há vários anos, o espelho do pior que os partidos têm no que respeita a incompetência e desonestidade políticas. Isto sem esquecer a ausência de ética democrática e, também, política, tantas vezes manifestada no seio do próprio PSD, no qual ele sobrevive à custa do “carneirismo” e da devoção a algumas lideranças, como as de Passos Coelho ou Luís Montenegro (basta lembrar os episódios com Rui Rio, após 2015). Só superado por Paulo Rangel, um dos (...)
A um governo a democracia exige responsabilidade, ética e honestidade política. O seu contrário, para além do perigo político que é a aproximação ao populismo fácil e leviano que alimenta os extremismos e radicalismos, significa enganar os cidadãos e ludibriar a realidade. É, por isso, inaceitável esta manifesta arrogância pífia permanente, por parte do Governo da AD. E para se ser respeitado, há que se dar, em primeiro lugar, ao respeito. Muito menos é aceitável a (...)
Da honestidade… Há algumas coisas e contextos que facilitam as críticas ou as apreciações negativas ao Serviço Nacional de Saúde ou, até, à saúde em Portugal, de forma geral. Mas há outras que ultrapassam qualquer questão governativa, política, ideológica, estrutural, etc., etc. Não sei, nem tenho qualquer informação concreta que me permita emitir qualquer tipo de “julgamento” ou avaliação, ou, ainda, atribuir qualquer responsabilidade direta. Mas sejamos, no (...)
(fonte da foto: portal SNS) Não foi a oposição ou a sociedade que impuseram o que quer que fosse ao Governo na área da saúde. Até mesmo o setor e os seus profissionais limitam-se à contestação da realidade e à reivindicação do que foi prometido. E aqui é que reside o problema. Para conquistar o eleitorado, a AD prometeu tudo e mais alguma coisa, de forma irrealista e irresponsável. A afirmação e o compromisso são do Governo: apresentar, em 60 dias, um plano para a saúde (...)
(crédito da foto: Helena Morais) É indiscutível a pressão que existe no Serviço Nacional de Saúde (que, teimosamente, continua distante de um desejado Sistema Nacional de Saúde). A insatisfação, apesar da confiança, no serviço do SNS, por parte dos utentes. O descontentamento dos seus profissionais quanto às condições, regras e exigências profissionais. O reconhecido esforço do Governo e, recentemente da Comissão Executiva do SNS (apesar de achar redundante a sua (...)
(crédito da foto: João Relvas, in SIC Notícias) António Costa, sem que a maioria de nós desse conta, fez mais uma "renovação governamental cirúrgica". Após a demissão de Marta Temido e a tomada de posse de Manuel Pizarro há dois meses, o Ministério da saúde ganha mais um "ministro" (cumulativamente): Fernando Araújo, ex Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Universitário São João (Porto), é a gora o "CEO" da Saúde em Portugal, após entrar em (...)
uma demissão mais que óbvia e demorada, mas que poderia ter sido poupada.
mparaujo
Para que fique bem claro - sem qualquer tipo de dúvidas - antes que caiam, logo à partida, os habituais juízos de valor ou de personalidade, e o tradicional choro das 'virgens ofendidas': o SNS é uma das enormes conquistas políticas e sociais pós 25 de Abril. É irrevogável. Porque é sobre o SNS que recai o impacto da demissão (e da governação) de Marta Temido. (crédito da foto: Mafalda Gomes, in ionline) as evidências... Se para António Costa o pedido de demissão (...)
Politicamente - e basta isso - já é penoso manter a ministra Marta Temido no cargo.
mparaujo
(crédito da foto: Mário Cruz / LUSA, in TSF online) Não sei se é uma questão de assessoria de imprensa/comunicação, erros na gestão de crise e da imagem política da ministra Marta Temido ou se, simplesmente, é mesmo um problema político e de governança (ou vários) pessoais. Chorou no Parlamento e numa conferência de imprensa (o que, acreditando na sinceridade do facto, apenas revela cansaço... e só me cinjo a isso - as emoções fazem parte da vida); em final de 2021, (...)
Depois do aeroporto, já podemos voltar à Saúde (ou à falta dela)?
mparaujo
(fonte da imagem: Jornal da Madeira - JM Madeira online) A polémica em torno do despacho do ministro Pedro Nuno Santos e da sua imediata revogação, em plena crise da Saúde, teve o condão de resfriar e desviar a atenção sobre o SNS, por (...)
Parte II (no seguimento "Entre uma mão cheia de nada e a confusão do costume"). Da falta de novidade (ou quase nenhuma novidade) do rescaldo do Conselho de Ministros Extraordinário há, no entanto, um contexto relevante na declaração de António Costa: o Serviço Nacional de Saúde. Importa destacar dois aspectos que têm marcado o discurso político do Governo na (...)
tal como comunicar muito não significa comunicar bem, também falar muito, depressa e alto significa
mparaujo
Há, entre as várias teorias da comunicação, duas que espelham e explicam a surreal, deplorável e degradante conferência de imprensa da Ministra da Saúde, Marta Temido, hoje, por volta das 19h30: a teoria da Agenda-Setting, de McCombs e Shaw, ou a teoria da Tematização, de Luhmann. A razão é simples: o Governo precisava de criar ruído mediático com novas percepções que desviassem a atenção da "bofetada política" que o BE deu em relação ao Orçamento do Estado para (...)
Vamos por partes que o caso tem contornos distintos, mesmo que relacionados. Por norma, salvo raríssimas excepções (felizmente), os portugueses têm uma capacidade solidária enorme. Gigantesca, mesmo. Seja em iniciativas próprias, seja por correntes internacionais. Ao caso, refiro-me à iniciativa que gerou a salva de palmas colectiva (ontem, às 22h00) de agradecimento aos profissionais de saúde pelo HERÓICO esforço que têm realizado no combate à COVID-19. Exaustos, sem muitas (...)
Se há algo que este Governo (e por consequência, a "geringonça") nunca teve foi uma "boa saúde". Aliás, desde como (e quando) chegou ao poder que saúde foi algo que nunca abonou a governação de António Costa. Nem a governação, nem a relação com BE e PCP. Desde a falta de investimento, a estruturação do sector, a forma como um governo/partido que apregoa a paternidade e a titularidade do SNS mas que o tratou pior do que nos tempos mais difíceis da(s) crise(s), passando pela (...)
(créditos da foto: Global Imagens, in Notícias ao Minuto) É um pormenor - um pormenor que apenas serve para desviar as atenções - se o deputado do PSD pediu a demissão do ministro da Saúde ou se cometeu um excesso de retórica e apenas queria sugerir, tal como o fez o partido, que Adalberto Campos Ferreira se demitisse. Para o caso, pessoalmente, é e vai dar ao mesmo. A verdade é que a saúde tem sido um calcanhar de Aquiles nesta governação e à vista dos portugueses, dos seus (...)
Praticamente desde o início do ano que não se fala noutra coisa, com um ou outro intercalar, que não seja a limpeza das florestas e terrenos, tendo a temática, nesta semana, assumido contornos de desígnio nacional ao ponto de assistirmos, no terreno, ao "exemplo" do Presidente da República e do Primeiro-ministro. Se os incêndios do verão de 2017 foram marcantes na sociedade portuguesa e deixarão, infelizmente por muitos anos, marcas muito significativas em muitas comunidades e (...)
publicado na edição de hoje, 28 de janeiro, do Diário de Aveiro.
Debaixo dos Arcos Saúde em ‘coma induzido’.
Não vale a pena tentarmos iludir a realidade e os factos. A saúde está mal em Portugal. E a amálgama de circunstâncias, de contextos, de episódios é tal que, neste momento, afigura-se complexo isolar acontecimentos e factos. Não me refiro à infelicidade do número de mortes que, por meras circunstâncias médico-biológicas, normalmente ocorrem nos picos do (...)
O sector da saúde em Portugal está há alguns anos doente e a precisar urgentemente de cuidados paliativos, antes que entre, definitivamente, em coma.
São os recursos financeiros que sofrem cortes em áreas da responsabilidade do Estado (colocando em causa o próprio SNS), a má gestão de algumas unidades, a falta de equipamentos e profissionais em muitos locais, os encerramentos e concentração de valências hospitalares, a subvalorização das Unidades de Saúde Familiares, os (...)
Por isso é que me parece cada vez mais consistente a necessidade de uma austeridade (mesmo que com outras medidas) que coloque as contas públicas na ordem e desenvolva a economia nacional.E a razão é simples... embora para muitos a memória seja, cada vez mais, selectiva e tenda a esquecer rapidamente cada passado mais recente! Como é que um país pode ser tão displicente e negligente com o bem público, com a ética, com a moral e com o profissionalismo?Como é que alguém ainda (...)