Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

06
Jan 13

Ainda a tempo...

Escrevi aqui, em “Sociedade Civil RTP”, uma forte preocupação quando se perspectivou, em Março de 2012, um eventual fim do programa diário da RTP2, “Sociedade Civil”.

Se é verdade que tudo tem um fim, nada é eterno, não tenho como sempre válida a máxima de que “ninguém é insubstituível”. Claro que há quem seja insubstituível. Mas já lá vamos…

Para já retomo alguns apontamentos do texto de 2012:

Claramente mais preocupada com as audiências e a concorrência (informação em "A RTP tem razão" de Estrela Serrano) do que com a qualidade, a diferença e o verdadeiro serviço público, existe a eventualidade da direcção de programação poder terminar com o programa da RTP2 "Sociedade Civil". Para além de terminar com um programa que é referência no segundo canal da televisão pública (?) - e que ainda há bem pouco tempo, no dia 18 de Fevereiro, comemorou a milésima emissão (programa 1000) , para além de inúmeros prémios conquistados - há um claro sentimento de desilusão e de decepção por parte dos cerca de 120 parceiros do programa. Todos!!! O que leva a questionar como é que se pode terminar com um programa que é uma evidente mais-valia para a estação e para os espectadores.

Neste momento, a RTP decidiu não acabar com o programa, mas “refundá-lo” (mais depressa do que o Governo quer fazer com o Estado Social) ao ponto de lhe retirar toda as características e estrutura que fizeram do “Sociedade Civil” um programa de referência, de excelência, na televisão portuguesa. Entre alguns factores decisórios está a questão financeira (que mais poderia ser), como se o que tem qualidade e tem valor não tivesse, obviamente, os seus (justificados) custos, e que reduziu em 65% o orçamento do programa (o que significa reestruturar mais de metade do programa), bem como o facto de terminarem com uma das suas principais razões existenciais: a participação do público, da “sociedade civil”. Para quê ter um programa “Sociedade Civil” sem a participação da sociedade?!

Em relação à questão dos custos e encargos, volto a repetir o que afirmei quando escrevi sobre o fim do “Câmara Clara”:

Quando se retomou a discussão da viabilidade da RTP (porque o processo não é, de facto, novo) por mais que uma vez aqui, neste espaço, defendi que o Governo e a Administração tinham uma solução para a redução de custos no canal público: para tal bastava juntar o que de melhor tem a programação da RTP2 com o que de melhor tem a informação na RTP Inf num único canal. O difícil seria, eventualmente, escolher, porque qualidade não falta nas duas grelhas, deixando a RTP1 para a exclusividade da programação generalista. Mas as várias Administrações e este Governo insistem que a vida e a sociedade gira em torno de folhas de excel, de cálculo financeiro. Infelizmente não percebem que há realidades sociais que não têm preço. O saber, o valor, a crítica, a qualidade, a cultura e a arte, são valores que não têm preço pela importância e relevância que têm na construção do espaço público e do desenvolvimento das comunidades.”

Regressemos à temática do “ninguém é insubstituível”. Não está, nem quero colocar, em causa a competência e o profissionalismo da nova apresentadora do “refundado” Sociedade Civil, Eduarda Maio. Mas, ao caso, há alguém que tenho de considerar insubstituível: a jornalista Fernanda Freitas.

Acima de toda esta “tragédia” comunicativa e de atentado a um verdadeiro serviço público, há um desperdício de um recurso humano de uma qualidade superior indiscutível, quer a nível profissional, quer humano. A sua inteligência, a sua “liberdade” (não alinhamento), o seu sentido cívico e crítico, o seu lado emocional e humano (basta recordar o seu importante papel no Ano Europeu do Voluntariado), e, obviamente, a sua capacidade e empenho profissionais. Enquanto a Fernanda não regressar e abraçar outro projecto televisivo, a RTP e a televisão não serão as mesmas. Porque há pessoas que são insubstituíveis.

publicado por mparaujo às 22:22

21
Jul 12

Há alturas em que a vida é madrasta... por natureza ou porque não sabemos "cuidar" dela.

Há alturas em que são mais os motivos de desânimo do que a vontade de rir, por mais optimistas e alegres que sejamos.

Há alturas em que deixamos de acreditar face às decepções e ao rumo dos acontecimentos.

Mas também há alturas em que alguém, um facto, um pequeno pormenor, uma grande notícia, um enorme gesto, nos fazem acreditar, sorrir, achar que valeu a pena sofrer, lutar e todos os sacrifícios... porque como diz o ditado: "a esperança é sempre a última a morrer".

Graças à luta e preserverança (sempre com um sorriso) da Carla e do Miguel, graças ao esforço de alguns amigos e de muitas participações, graças à empresa Thyssen, a Mariana vai ter a tão desejada cadeira elevatória ("o nosso objectivo foi alcançado: a Mariana já tem uma cadeira!").

Não podia ter recebido melhor notícia. Valeu o esforço, a dedicação e uma responsabilidade social empresarial que funcionou (e bem).

 

De forma muito pessoal e particular aqui fica o meu comentário no "Unidos com a Mariana"

Mariana, Carla e Miguel. Hoje não podia ter tido melhor notícia. Acreditem que nada me fez sorrir e chorar tanto ao mesmo tempo como o facto de saber que já conseguiram a cadeira. É tão bom... valeu o vosso esforço e a vossa dedicação. Um enorme beijo e abraço.
A vida não pode ser sempre "madrasta". E vocês merecem tanto....

Esta foi uma verdadeira causa... E hoje foi um enorme dia!

 

publicado por mparaujo às 20:14

04
Mar 12
É notório que a Comunicação Social vive um momento crítico: renovações de projectos e conteúdos mais mediáticos e mais perto das "necessidades" das audiências; redução de custos; adaptação às novas realidades da informação.
Infelizmente, há o caso mais recente do Diário das Beiras (em Coimbra), mas também na TSF, Público, SIC, entre outros, que se vêm na contingência de reduzir recursos humanos.
Mas há também, por diversas e distintas razões, alguns órgãos de comunicação social onde a estratégia adoptada passa pela renovação de conteúdos e imagem. Já aqui foi feita a referência ao JN (JN de Cara Lavada) e ao Diário de Aveiro (Diário de Aveiro regenerado), e espera-se a novidade da "nova imagem" do jornal Público que amanhã surgirá nas bancas assinalando os 22 anos de actividade informativa.

Mas infelizmente, nem tudo são boas notícias...

Claramente mais preocupada com as audiências e a concorrência (informação em "A RTP tem razão" de Estrela Serrano) do que com a qualidade, a diferença e o verdadeiro serviço público, existe a eventualidade da direcção de programação poder terminar com o programa da RTP2 "Sociedade Civil".
Para além de terminar com um programa que é referência no segundo canal da televisão pública (?) - e que ainda há bem pouco tempo, no dia 18 de Fevereiro, comemorou a milésima emissão (programa 1000) , para além de inúmeros prémios conquistados - há um claro sentimento de desilusão e de decepção por parte dos cerca de 120 parceiros do programa. Todos!!
O que leva a questionar como é que se pode terminar com um programa que é uma evidente mais valia para a estação e para os espectadores.

Mas para além disso tudo, há obviamente um criticável desperdício de um recurso humano de uma qualidade profissional e humana indiscutível: Fernanda Freitas.
Desde o seu regresso a 16 de Setembro de 2007 à apresentação e coordenação do "Sociedade Civil", a que acresce a sua admirável "mais-valia" pessoal com as experiências que tem ao nível do voluntariado, do exercício de cidadania e da participação cívica, é notório que o programa se transformou numa referência na programação televisiva nacional.

Numa palavra: RTP - Condenável!
publicado por mparaujo às 21:40

pesquisar neste blog
 
arquivos
2019:

 J F M A M J J A S O N D


2018:

 J F M A M J J A S O N D


2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


2006:

 J F M A M J J A S O N D


2005:

 J F M A M J J A S O N D


mais sobre mim

ver perfil

seguir perfil

28 seguidores

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Outubro 2019
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9

14
15
16
17
18
19

22
23
24
25
26

27
28
29
30
31


Siga-me
links