Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

23
Jun 19

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A 23 de junho de 2018, um grupo de 12 jovens e o seu treinador, com idades entre os 11 e os 17 anos, desaparecia no complexo de grutas de Tham Luang, na Tailândia.
Grande parte da comunidade internacional ficava suspensa... durante 10 dias, o grupo, sobrevivia sem comida, luz, com oxigénio muito reduzido.
A 3 de julho, dá-se o "milagre": foram encontrados vivos. O resgate duraria 7 dias, até que, a 10 de julho, o último elemento do grupo, o treinador, era resgatado.

Hoje, volvido um ano, mais de um milhão de turistas visitou Tham Luang, que, entretanto, se transformou num verdadeiro destino turístico com hotéis e lojas.

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(créditos da foto: Lillian Suwanrumpha/AFP/Getty Images)

publicado por mparaujo às 21:11

20
Mar 19

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(fonte da foto: REUTERS, in RFI)

Apesar da proximidade geográfica ser um factor emocional de envolvência em contextos trágicos, a distância não é, na maioria dos casos, factor de indiferença, apatia ou insensibilidade.

No caso, acentua-se a empatia e a sensibilidade dado que a tragédia envolve portugueses (dados oficiais apontam para a dificuldade de contacto com 30 cidadãos portugueses) e um longo percurso histórico (não muito distante, diga-se) implica "um dever e uma obrigação moral" de um olhar mais atento e um dever solidário mais forte:  Região da Beira, Moçambique (furacão Idai) - 200 mortos e meio milhão de desalojados (dados em constante actualização).

A par com um turbilhão de sentimentos e de emoções, a par da dimensão dos números das vítimas da tragédia e da devastação geográfica, o impacto do ciclone na região central e costeira de Moçambique revela-nos três realidades que merecem reflexão adicional.

Primeiro, o abandono a que África é votada pela comunidade internacional, a exploração económica a que a maioria dos países africanos está condenada, relegando milhares e milhares de pessoas para a pobreza mais extrema, para uma vida sem qualquer dignidade, para comunidades e comunidades devastadas pela fome, guerra, corrupção, exploração, para um total desrespeito, por razões culturais, étnicas e religiosas, pelos direitos humanos mais elementares e fundamentais.
No caso de Moçambique e da região da Beira, basta olharmos para as inúmeras imagens que espelham o que são as condições de vida das populações atingidas.

Segundo, Moçambique é antes e será depois desta tragédia natural um país que precisará de um outro olhar solidário, de uma ajuda efectiva, por parte da comunidade internacional. Infelizmente, os impactos e as consequências da devastação do Idai irão deixar marcas bem acentuadas por muitos anos.

Terceiro, há uma entidade que se assume como um "fórum multilateral privilegiado para o aprofundamento da amizade mútua e da cooperação entre os seus membros" e que tem como um dos principais objectivos "a cooperação em todos os domínios, inclusive os da educação, saúde, ciência e tecnologia, defesa, agricultura, administração pública, comunicações, justiça, segurança pública, cultura, desporto e comunicação social". No entanto, da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) ou, mais propriamente, dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) apenas se conhece uma nota pública de "solidariedade a Moçambique".

No entanto, felizmente, há já várias organizações que têm unido esforços para ajudar as vítimas afectadas pelo ciclone Idai, como por exemplo a Cáritas (recebe donativos a partir da conta PT50 0033 0000 01090040150 12) ou a Cruz Vermelha Portuguesa (transferência bancária PT50 0010 0000 3631 9110 0017 4  -  multibanco/Pagamento de Serviços entidade 20 999 e referência 999 999 999  -  ou através da internet.

publicado por mparaujo às 22:59

17
Jun 18

Um ano depois... mal começava Junho, começava o inferno na terra.

Por mais distantes que queiramos ser e estar Pedrogão (tal como Entre-os-Rios) ficará sempre na memória como o dia em que Portugal não soube cuidar e salvar os seus.

Esta será sempre uma memória colectiva na qual, pessoalmente, há-de perdurar esta soberba imagem do Adriano Miranda, carregada de todo o simbolismo da tragédia vivida por muitos e sentida por quase todos, em 2017.

Que Pedrogão não se repita NUNCA MAIS.

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publicado por mparaujo às 17:47

16
Out 17

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O país não merecia...
As populações, as empresas, as comunidades, os combatentes deste flagelo, não mereciam...
As vítimas e as suas famílias muito menos mereciam...

Foi mau, muito fraquinho, soube rigorosa e objectivamente a nada.

A tragédia, o dantismo, a inferno que se vive desde ontem não precisa de ser comparado a Pedrógão Grande. Não tem que ser comparado. Pedrógão teve o impacto do número de vítimas e a trágica forma como faleceram; o cenário que se vive a norte do Tejo tem uma dimensão enorme, um número de fogos elevadíssimo e um número de vítimas mortais e feridos significativos (porque basta uma morte para qualquer realidade seja trágica).

António Costa limitou-se a falar de um relatório que tem a ver com uma realidade de há quatro meses (projectável no futuro) vivida em Pedrógão...
limitou-se a tentar comprometer a oposição, tendo como argumento o mesmo relatório...
limitou-se a descrever um conjunto de números que não desculpam, por si só, o que se vive (cerca de 500 ocorrências)...
limitou-se a recorrer ao mito político da "mão criminosa"...
limitou-se a um discurso sobre uma estratégia que já se temia e que se afigura completamente errada: o problema não está na agenda ideológica fantasmagórica do Bloco de Esquerda e a psicose do eucalipto e da Celulose: o problema não está na legislação sobre reforma da floresta porque a realidade é muito mais social, demográfica, económica, antroplógica e de ordenamento territorial; o problema não está no combate porque está mais provado o falhanço das políticas implementadas precisamente por António Costa, há cerca de 10 anos, no excesso de foco no combate e desvalorização das políticas territoriais.

Sobre os acontecimentos, sobre as responsabilidades políticas, sobre as consequências e estratégia governativas, ouviu-se muito pouco ou mesmo nada.

O mesmo discurso, a mesma retórica de há quatro meses... mais do mesmo, infelizmente. O Estado falhou com o país, com os portugueses, com as famílias, com as empresas, na protecção, na prevenção, na defesa... Repetidamente.

Se o Estado não é capaz e não serve precisamente para enfrentar os momentos dificíceis e as tragédias, e aí proteger os cidadãos e as comunidades, o Estado não é capaz e não serve para nada. Porque nos momentos fáceis qualquer um sabe governar.

publicado por mparaujo às 20:43

15
Ago 17

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Há um cansaço enorme numa grande parte da população portuguesa...
Há um desespero enorme em muitos portugueses...
Há uma frustração e uma desilusão consideráveis na sociedade e nas comunidades...
Há dor, luto, devastação que não pára, não estanca... que acende e reacende constantemente.

BASTA! É demasiada terra queimada, demasiada floresta devastada, demasiado património desfeito, demasiadas mortes (nem que fosse uma apenas), demasiados feridos, demasiada dor, sofrimento, medo, pânico... demasiado!

E não dá para conter mais. Não sou, de forma alguma, defensor da "caça à bruxa política", da leitura demasiado simplista das "responsabilidades políticas" de quem tutela e de quem governa. Isso é demasiado fácil e é, de facto, querer subjugar a realidade ao jogo da politiquice. Não se faz, não se pode fazer, política com a tragédia, seja ela humana ou apenas material. É uma total falta de respeito pela dignidade humana. Facto.

Mas há um ponto, um momento, em que já não é suportável o silêncio, em que não é possível conter a crítica, em que não é possível permitir confundir ética política com inoperância e ineficácia. E não podemos continuar a aceitar o argumento da ciclicidade dos factos ou da realidade. É verdade que há uma passividade longínqua e transversal a várias governações na gestão dos incêndios florestais de verão. Mas o passado não pode continuar a servir de desculpa até porque, a cada mudança governativa, a cada nova legislatura, tem que corresponder políticas diferentes, acções de governação distintas. Não faz sentido que tudo continue igual. O actual Governo já tinha tido um aviso há precisamente um ano com a tragédia dos fogos na Madeira, tinha tido a oportunidade de redefinir e repensar estratégias e novas políticas. Tudo ficou igual.

Se a realidade deste ano, do após Pedrógão Grande e todo o Pinhal Interior (e já lá vão dois meses), não produz qualquer efeito na gestão política deste grave problema que assola, a cada Verão, o país, cada vida, cada sofrimento, cada perda, cada gesto de solidariedade, perdem todo e qualquer sentido ou respeito. E isso tem que ter uma responsabilidade política que não pode ficar por um "banal" sistema de comunicações falhado ou por uma fútil obsessão ideológica sobre um dos principais instrumentos económicos nacionais (celuloses) ou a diabolização do eucalipto.

É preciso muito mais e não podemos ficar paralisados sob a capa do "não aproveitamento político das tragédias" porque isso não pode significar, mais uma vez, que a responsabilidade se perca no tempo e que a "culpa volte a morrer solteira". Isso é demagogia política.

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publicado por mparaujo às 21:56

18
Jun 17

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Inacreditável. Arrepiante. Doloroso. Trágico. Inimaginável.

Serão poucos os adjectivos que possamos encontrar para o que se está a viver na zona de Pedrógão Grande, Góis, Castanheira de Pêra e Figueiró dos Vinhos.

Quatro frentes activas e descontroladas resultaram em 19 mortes, 21 feridos, habitações destruídas.

Não há memória, nem registo temporal próximo, de uma tragédia destas proporções em casos semelhantes (fogos rurais).

Por Pedrógão Grande, Góis, Castanheira de Pêra e Figueiró dos Vinhos, por todas as suas populações e comunidades, pelas suas gentes, pelos que prontamente acorreram em auxílio... que Deus vos acompanhe.

É demasiadamente doloroso e triste.

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(créditos da foto: Paulo Cunha / EPA)

publicado por mparaujo às 01:11

26
Abr 16

Há pouco mais de uma semana, a 16 de abril, um sismo com a intensidade de 7.8 na escala de Richter abalou a zona oeste do Equador.

As primeiras informações, ainda demasiado prematuras e especulativas, davam contam de cerca de 70 mortos (já por si só um número significativo ao qual se acrescentavam os feridos e desaparecidos).

Mas rapidamente, com as avaliações da tragédia a serem mais precisas e concisas, os números afiguraram-se desbastadores e avassaladores. Uma semana depois o número de mortos subiu para perto dos 700, havendo ainda um registo provisório de 130 desaparecidos e mais de 12 mil feridos. A estes dados acresce ainda uma outra realidade: mais de 26 mil desalojados e um prejuízo a rondar os cerca de 3 bilhões de dólares, segundo as previsões governamentais que estimaram este valor para a recuperação das áreas completamente desbastadas.

Há cerca de 6 anos, em 2010, o Haiti vivia também uma catástrofe e tragédia provocadas pela "fúria" da natureza. Naquele país, sob vigilância militar da NATO e das Nações Unidas, situava-se uma base da ONU. Apesar da diferença significativa do número de vítimas (embora a densidade populacional do Haiti seja 6 vezes superior à do Equador) a verdade é que, tal como na tragédia do Haiti ou nos Tsunamis que avassalam as cotas asiáticas, não surgiram, para além das notícias, nenhuma campanha internacional de ajuda humanitária (apenas apoios avulsos), nenhumas contas bancárias, nem bandeirinhas nas redes sociais.

O mundo esqueceu-se que o Equador, o menor país da OPEP, com graves dificuldades económicas e sociais, também é neste planeta.

A mente humana tem estas contradições e incoerências sem explicação.

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(crédito da foto: Luís Ochoa / AFP)

publicado por mparaujo às 16:12

11
Mar 11
日本人にポルトガルからの抱擁
"Um Abraço para todo o povo Japonês vindo de Portugal"
Tsunami Japão - 11.03.2011
 
publicado por mparaujo às 21:45

22
Fev 10
Eu estive lá em Dezembro de 1995, em data particularmente especial.
Não me lembro, durante 11 dias, de qualquer gota de chuva no Funchal.
Não me lembro de qualquer sinal de tempestade na ilha.
É demasiado trágico.

Politiquices à parte... A MADEIRA PRECISA DE NÓS.

Por exemplo, através da Cáritas (conta - Montepio Geral).

publicado por mparaujo às 20:21

14
Jan 10
Ficar indiferente a esta tragédia, de uma dimensão que muito dificilmente se poderá conceber (apenas a noção do que a comunicação social e as redes sociais conseguem transmitir), só pode revelar egoísmo e estupidez humana.
500 mil mortes e um país completamente de rastos e desbastado, por "força" da natureza.

Eu já contribui.
Acho que uma tragédia desta dimensão e natureza merece o nosso respetio e solidariedade.
Por exemplo... através da Cruz Vermelha.

Pagamento de Serviços
Entidade: 20999
Referência: 999 999 999
Valor: (nem que seja um euro).

(créditos da foto: via rtp - Orlando Barria, EPA)
publicado por mparaujo às 20:32

08
Abr 09
Há coisas que só mesmo lidas eu acredito.
Como é possível, alguém em pleno século XXI, face a uma tragédia como a do sismo em Áquila - Itália em que se registam mais de 250 mortes, inúmeros feridos, desalojados, pessoas desaparecidas e uma cidade completamente destruída, ler isto: Berlusconi pede aos sobreviventes que encarem a situação como "um fim-de-semana no parque de campismo" (fonte: Público).
INACREDITÁVEL E INDISCRITÍVEL.
publicado por mparaujo às 21:54

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