Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

13
Fev 14

A UNESCO instituiu, em 2012, o dia 13 de fevereiro como o Dia Mundial da Rádio, como forma de promover um dos meios de comunicação mais difundido e mais requerido pelos cidadãos.

Eu que despertei para a comunicação social nas longínquas rádios piratas (ou, disfarçadamente, e já na altura, rádios locais para retirar o estigma do “ilegal”) como a Emissora Voz da Bairrada e, durante vários anos, na Rádio Oceano, não posso esquecer os quase três anos de Rádio Terra Nova (já na fase “legal”). Quem passa pelos “aquários” de uma rádio nunca o esquecerá.

A rádio mudou muito. Quer do ponto de vista jornalístico, de conteúdo, quer ainda do ponto de vista técnico (já ninguém “carrega” toneladas de discos em vinil e tem de estar, meticulosamente, a “apontar” o arranque das músicas nos dois pratos da misturadora). Mas não só… os desafios que se colocam à comunicação social são, em muitos aspectos, os mesmos que se colocam à Rádio: as novas plataformas digitais, a velocidade a que corre a informação, novos processos comunicacionais.

Só não percebo a relação da temática. Sendo um claro defensor da igualdade do género (entre outras vertentes) haveria outros momentos para que a UNESCO se pudesse debruçar sobre esta temática e deixasse o dia para a celebração da Rádio e a reflexão sobre o seu presente e futuro.

Uma nota de reconhecimento, pessoal, para a Terra Nova, a TSF, a RR, a Antena 1, a Comercial, a RFM, a Antena 3 e a Megahits.

Portal do Dia Mundial da Rádio

Mensagem da Diretora Geral da UNESCO

publicado por mparaujo às 10:57

03
Mai 13

Em 1993 a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamava o dia 3 de Maio como o "Dia Mundial da Liberdade de Imprensa".

Hoje, 3 de maio, decorrem 20 anos sobre aquela data.

Há sempre, nesta questão das efemérides, o risco das análise sustentarem-se em clichés ou chavões pré-concebidos.

É sabido que a monopolização dos meios de comunicação social implica a minimização da pluralidade e da livre concorrência. É sabido que o excessivo controlo dos meios de comunicação social por grupos económicos limita o livre exercício do rigor, da independência e da imparcialidade, bem como, por razões de mercado e de lucro (às vezes mais que a sustentabilidade), tem dado origem a um elevado número de desempregados na área do jornalismo (segundo dados do Sindicato dos Jornalistas, cerca 500 nos últimos três anos). São conhecidas as pressões políticas e económicas que são exercidas junto dos jornalistas e das direcções de informação dos vários órgãos de comunicação social. É sabido que não existe, verdadeiramente, uma imprensa livre do controlo/pressão governamental, política e económica. Tudo isto, obviamente, condiciona a liberdade de informação.

Infelizmente á ainda outra realidade: a Directora-geral da UNESCO teve a "necessidade" de condenar o assassinato de 121 jornalista em 2012 (quase o dobro do valor registado em 2010 e 2011, sendo que na última década esse número ronda os 600 profissionais). Já para não falar do elevado número de jornalistas presos indiscriminadamente, raptados ou desaparecidos.

Neste 20º aniversário do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, a UNESCO reforça os princípios estabelecidos em 2007 (Declaração de Medellín - Colômbia): garantir a segurança dos jornalistas e lutar contra a impunidade dos crimes cometidos contra os mesmos e a liberdade de imprensa, reforçada pela declaração de Cartago (Tunísia) em 2012. O lema escolhido foi "Falar sem Risco: pelo exercício seguro da liberdade de expressão na comunicação social", assente na segurança dos jornalistas e no combate à impunidade dos crimes contra a liberdade de informação.

Por cá, se felizmente não há registos de violência (a estes niveis) em relação aos profissionais, são bem conhecidos inúmeros casos de limitação ao direito de informar e de ser informado, o elevado número de encerramentos de órgãos de comunicação social e despedimentos, a indefinição em torno do serviço público (RTP, RDP e Lusa) e da função do Estado nesta área, o papel da ERC, do próprio Sindicato dos Jornalistas e Comissão da Carteira Profissional (nunca mais surge a Ordem Profissional).

Mas o que me causa mais espécie e desencanto é a insignificante importância que o dia representa para o Jornalismo Português.

Bem sei que, mesmo não o aceitando e não o compreendendo, o jornalismo gosta muito pouco (ou nada) de falar sobre Jornalismo.

Mas o que é mais preocupante (e já o é há bastante tempo, infelizmente há demasiado tempo) é o facto do jornalismo não pensar sobre o Jornalismo.  O que me parece tão problemático como a limitação ao exercício livre da profissão.

publicado por mparaujo às 22:21

13
Fev 12
Após o determinação da UNESCO no final do ano passado, hoje comemora-se o 1º Dia Mundial da Rádio.

Longe vão os tempos, mas saudosos, da Emissora Voz da Bairrada, depois a Rádio Oceano e, mais tarde, a Terra Nova...
Principalmente a quem resiste, na Terra Nova, de forma heróica ao passar dos anos e a todos os "amigos" por essas rádios fora... PARABÉNS!


publicado por mparaujo às 22:34

27
Nov 11

Não sou, de todo, alguém que goste particularmente deste género musical: muito próprio das vivências bairristas de Lisboa, mesmo que tornado popular por força dos seus intérpretes (Amália, Marceneiro, etc), do cinema nacional, da revista, do teatro...
Aliás, mesmo que considerado elitista (e, de facto, sexista - só cantado por homens), gosto muito mais do Fado de Coimbra.

E como eu há mais pessoas... Por isso afirmar-se que este é um momento nacional ou de importância relevante para todos os portugueses é uma falácia. O Fado que se fala é de Lisboa. Por isso é que lá esteve presente o presidente da autarquia lisboeta e não o do Porto, Aveiro ou Faro.
É o mesmo que dizer que os Pastéis de Belém são uma referência nacional, quando o que se "come" por esse Portugal inteiro são pastéis de nata.

Mas pior ainda é o aproveitamento político, mesmo que dissimulado, do acontecimento: o que é que esta distinção (mesmo que meritória) tem a ver com "inspiração para os portugueses"?! Por favor... Menos demagogia aprecia-se!
Assim como, apesar da relevância, se mostra prudente alguma contenção nas euforias. Porque todos pagamos!
publicado por mparaujo às 18:04

pesquisar neste blog
 
subscrever feeds
arquivos
2019:

 J F M A M J J A S O N D


2018:

 J F M A M J J A S O N D


2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


2006:

 J F M A M J J A S O N D


2005:

 J F M A M J J A S O N D


mais sobre mim

ver perfil

seguir perfil

28 seguidores

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Setembro 2019
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30


Siga-me
links