Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

23
Out 11
Na última década, a procura justiceira por garantir uma determinada liberdade em vários pontos do planeta foi, essencialmente, marcada pelo envolvimento de parte da comunidade internacional e da ONU numa relação de forças com a Al Qaeda (Bin Laden) e Iraque (Sadam).
Para além disso, mantém-se historicamente a relação de forças e o conflito latente entre Israel e Palestina, sem resolução previsível.
Mais recentemente, esta cruzada pela libertação dos povos da tirania terminou com o caso Líbia e com a captura e morte de Muammar Kadhafi (embora seja de prever que, apesar dos acontecimento e do júbilo, muita instabilidade e conflitualidade ainda está para surgir na Líbia pós-Kadhafi).
O mais curioso neste processo de libertação da humanidade é a hipocrisia e os interesses escondidos, e a ingerência selectiva na história de alguns países, sempre com a bandeira justiceira hasteada com o símbolo da ONU, da NATO, por influência directa das últimas e actual Administrações Americanas.
Primeiro, o sentimento de vingança pelos atentados 11 de Setembro (compreensível mesmo que questionável, já que se sabe que violência gera violência), com a declaração de guerra ao inimigo público nº1 dos americanos (extensível aos espanhóis e ingleses, após os respectivos atentados da Al Qaeda).
Segundo, a falhada argumentação das armas de destruição "escondidas" em território iraquiano e a sustentação de que o regime de Sadam era a fonte e o apoio directo à Al Qaeda justificaram a invasão do território, a imposição de novas forças governativas.
Terceiro, a importância geoestratégica e geopolítica que Israel tem para os Estados Unidos na correlação de forças e presença na região é inquestionável. Daí o adiar permanente da resolução do conflito, que tem mais de político do que histórico, com a Palestina.
Quarto. Por último, após várias agitações sociais na região - a Primavera Árabe - que começaram na Tunísia no final de 2010 e início de 2011, e passaram por Marrocos, Egipto, Síria, entre outros, terminando, esta semana, na Líbia com a morte de Kadhafi. Não deixa de ser um facto relevante a determinação do povo em se libertar de décadas de opressão, perseguição, mortes, ausência de liberdade e democracia. Os povos sentiram espaço social, público e político, e aproveitaram a oportunidade para exprimirem o seus gritos do "Ipiranga".
Mas há, inquestionavelmente, uma clara hipocrisia na fundamentação de toda esta cruzada pela libertação dos "oprimidos". Ou por razões políticas, ou por razões geoestratégicas, ou, acima de tudo, por razões económicas, principalmente relacionadas com o petróleo.
Porque não actuam a ONU, a NATO ou os Estados Unidos, na Coreia do Norte ou em muitos recônditos da Ásia (como foi, por exemplo o caso da Indonésia vs Timor)? Porque, ao fim de tantos e tantos anos, África continua a ser esquecida, abandonada e ignorada?
No caso da Líbia, tal realidade é gritante. Kadahfi serviu, em pleno regime ditatorial e de terror, diversos interesses europeus (desde a França a Portugal) e internacionais. Independentemente da situação interna do país, todos os olhares internacionais se fechavam face aos interesses económicos. Quando esse ficaram postos em causa, o "amigo" controverso passou de cerca de 40 anos para, em seis meses, um dos ditadores mais cruéis da história da humanidade. Tal como o interesse na "democratização" do Iraque.
E mais hipócrita se torna esta ingerência nos processos sociais de alguns países que o "day after" se torna tão convulsivo como o processo de "libertação". Veja-se o caso da Tunísia que vai hoje a votos mas onde a desilusão impera, com a intenção de grande parte dos jovens que deram início à revolta popular nem sequer participarem no processo eleitoral face à crise económica, ao desemprego e ás dúvidas quanto ao futuro político do país.
Provavelmente, a "Primavera Árabe" necessitará ainda de um Verão ou Outono para se consolidar.
Espera-se que de forma mais pacífica e livre de interesses obscuros.
Nota final: independentemente do que tenha sido o "reinado" déspota de Muammar Kadhafi, o resultado final, a forma como lidaram com a captura do ditador mancha, e de sobremaneira, todo o esforço para libertar a Líbia. A execução sumária e bárbara do ex-líder líbio não é, em nada, diferente das execuções sumárias do regime. Não foi um acto de combate, de confronto, foi um acto desprezível e de pura vingança. A lei abominável do "olho por olho, dente por dente".
publicado por mparaujo às 01:02

11
Set 11
Publicado na edição de hoje, 11 de Setembro, do Diário de Aveiro.

Cambar a Estibordo...
Após dez anos… pouco e muito tempo.


O mundo relembra, hoje, o infausto dia 11 de Setembro de 2001. É inevitável não recordar os acontecimentos.
Os Estados Unidos da América, mesmo considerando os atentados de Oklahoma City de 19 de Abril de 1995, iniciavam o dia estupefactos e incrédulos com o que estava a acontecer nas Torres Gémeas de Nova Iorque (às 8:46 – voo 11 American Airlines e às 9:03 – voo 175 United Airlines, horas locais), no Pentágono (às 9:37 – voo 77 American Airlines ) ou na Pensilvânea (às 10:03 – voo 93 United Airlines) com um ataque perpetuado (reivindicado) pelo exterior: a Al-Qaeda, de Bin Laden. Em causa estava o “coração” do poder político, militar e económico dos Estados Unidos: as Torres do World Trace Center (economia); o Pentágono (militar) e, embora não tenha sido atingido o alvo, o Capitólio ou, noutra teoria, a Casa Branca (político). Os números, oficiais e apurados, prevendo-se que os mesmos pecam por defeito, são elucidativos da dimensão dos atentados: cerca de 3000 mortes e um número ainda por estimar mas que se calcula superior a 6000 feridos, de cidadãos de 70 países. A América, e uma parte do Mundo, estava em choque.
E estes dez anos volvidos parecem, de facto, muito curtos face à memória que as imagens e os acontecimentos reservaram nas pessoas de todo o mundo e de todos os recantos.
Os embates dos aviões, a estupefacção inicial originada pelo factor surpresa, a queda das torres, a correria das pessoas em fuga, a azáfama dos bombeiros e das forças policiais, e… a imagem mais marcante de algumas pessoas em queda nas Torres.
No pós 11 de Setembro, são ainda marcantes as iniciativas para retomar o quotidiano, os memoriais, as celebrações de pesar e de homenagem às vítimas… mas os sinais dos atentados estavam bem marcados no rosto das pessoas e no espaço físico.
Mas dez anos volvidos são, igualmente, muito tempo. Muito tempo porque o Mundo não foi mais o mesmo após os atentados de 11 de Setembro de 2001.
O terrorismo passou a ser a bandeira e o lema das relações internacionais, mesmo que muitas das acções levadas a cabo tenham tido fundamentações questionáveis, como é o caso da invasão do Iraque com a argumentação das armas de destruição (para esconder a necessidade do reforço geopolítico face ao Irão).
Mas a verdade é que muita coisa aconteceu.
Dois anos após os ataques, o Iraque era invadido por forças internacionais e Saddam Hussein deposto e morto, mesmo que isso não tenha trazido, de imediato, a segurança e estabilidade ao país.
Enquanto se reforçavam as acções de combate ao terrorismo e na perseguição daquele que foi considerado o inimigo público número um – Bin Laden – Madrid sofria os horrores das acções terroristas (11 de Março de 2004) vitimando cerca de 200 pessoas e mais de 1700 feridos, seguido de mais uma acção no metro de Londres a 7 de Julho de 2005 (52 mortos e mais de 700 feridos).
Imediatamente aos acontecimentos de 11 de Setembro, as forças norte-americanas invadiam o Afeganistão onde sempre se suspeitou ser o “abrigo natural” da Al-Qaeda e de Bin-Laden, que, curiosamente, também ao fim de dez anos, é capturado e morto (2 de Maio de 2011) no Paquistão, por tropas de elite da Marinha americana.
Pensava-se, desta forma, que o Mundo ficaria mais sossegado.
Mas, mesmo que pela ânsia de liberdade, pela vontade de alterar a história, por uma sociedade mais justa e mais fraterna, o mundo não sossegava. Se por um lado, a crise económica do mercado da globalização criou uma instabilidade social, já há muitos anos não vivida (que os acontecimentos de Londres e outras cidades inglesas são a imagem mais visível e real), também a vontade dos povos surgia em gritos de revolta de mudança e de uma sociedade mais justa e democrática: Marrocos, Egipto, Tunísia, Líbia, Síria e, até mesmo, em Israel.
Por isso, a pergunta mantém-se: o Mundo estará melhor?! A resposta é difícil… mas há uma certeza: após o dia 11 de Setembro de 2011 o Mundo não foi mais o mesmo.

Uma boa semana… espera-se com mais paz.
publicado por mparaujo às 06:15

10
Out 09
Declaração de princípios: respeito a América, reconheço o seu valor e a sua importância no contexto internacional, a sua potência (ou mesmo super-potência). Nunca gostei de Bush e acho que a América e o Mundo só ganhou com a eleição de Barack Obama.
Mas não sou, fanaticamente, pró-americano... acho que a América ainda precisa de "crescer" muito mais: falta-lhe democracia, humildade, reconhecimento do valor dos outros e que o Mundo não gira apenas à sua volta. Falta-lhe aceitar a pluralidade (apesar da diversidade): que país se afirma democrático e livre e não consegue aceitar e perceber que o "seu" presidente (representante máximo dessa democracia e liberdade) possa falar aos alunos do país que governa e dirige?! Se há local de fanatismos, extremismos, ignorância e visões medíocres... esse local é nos Estados Unidos da América.
À parte destes pequenos (grandes) pormenores, é evidente que, numa hipotética "invasão" (excluindo a espanhola) de Portugal, nada melhor para me defender do que ter um soldado americano à minha porta. Ponto!
Estava, por isso, preparado para expressar a minha surpresa e admiração pela atribuição do Nobel da Paz a Barack Obama... simplesmente porque não consigo encontrar (por mais que procure) justificação para tal... só pelas intenções?! É que falta muito por fazer. E de intenções está o inferno cheio. Afeganistão, Iraque, Palestina, a impunidade dos militares americanos, a forma de "estar" na ONU, na NATO, etc. E uma ano apenas de presidência americana é muito pouco para se tirar ilações. Será que a postura e as intenções de Barack serão possíveis de colocar em prática?! Para quem, internamente, tem dificuldade de impor políticas que marcaram a sua eleição (como o serviço de saúde), como poderá conseguir fazer face às pressões internas e externas em matéria de segurança e paz?! A ver vamos...
Por isso reitero, completa e totalmente, a "antecipação" de João Pedro Dias, na Caso dos Comuns: "Prémio Nobel da Paz para Barack Obama - ou como se desqualifica um prémio"
publicado por mparaujo às 22:07

15
Mai 09
Bem podia ser um jogo de quebra-cabeças de uma revista qualquer.
Ou então, poderíamos denominar "O regresso ao Passado".
E se alguém pensava que promessas não cumpridas era apanágio da política portuguesa, está bem enganado.
TRISTEMENTE...
Afinal, pouco ou nada mudou.
Apenas o cão, que agora é de raça lusa!
publicado por mparaujo às 22:18

22
Jan 09

Publicado na edição de hoje - 22.01.2009 - do Diário de Aveiro.

Sais Minerais
A Má e a Boa!

Ou como, popularmente, se ousa dizer:”tenho duas notícias. Uma é má e a outra é boa. Qual vai ser primeiro?”
É, nalguns casos um dilema opcional.
Hoje, opto por esta sequência, mesmo sem ter a certeza do porquê.
A Má.
Já se ouve há alguns anos e desde dois governos anteriores (se quisermos recuar aos tempos governativos de António Guterres e de Durão Barroso) falar de crise. Concretamente, sempre no final de cada ano civil se ouvia dizer: o próximo ano será um ano difícil por causa da crise.
No entanto, apesar dos diversos alertas sempre se foi alimentando a esperança de que, tão malfadada realidade, não surgisse na prática.
Mas a verdade é que 2008 acabou por ser o ano da confirmação profética do descalabro financeiro e económico que assolou o planeta. Além disso, o ano de 2008 reafirmou o discurso anterior: o próximo ano será um ano difícil por causa da crise.
Mas nem por isso, conforme já foi escrito neste espaço e proclamado por tantos especialistas, o Governo de José Sócrates se inibiu de apresentar um Orçamento para 2009 cheio de investimentos, obras, de recursos, de aumento das despesas (o das receitas por força dos impostos).
Má hora (e má notícia). O orçamento previsto e apresentado falhou, é irrealista e incoerente com a realidade. Há que rectificar.
Porque a verdade dos factos impõe: o crescimento previsto para 0,6% será de -0,8% (valor negativo); o défice ultrapassará a barreira imposta, pela União Europeia, para o Pacto de Estabilidade e Crescimento, e situar-se-á nos 3,9% e os valores da dívida pública estão projectados para 70% do Produto Interno Bruto.
E a agravar esta realidade, o desemprego aumentará 8,5% em 2009 (contra os 7,7% previstos).
Face a estes cenários (acrescentado o aumento dos preços de alguns produtos e serviços), a tão mediatizada baixa das taxas de juro, nomeadamente com impactos nos créditos, é uma gota de água.
Mas, claro, temos o TGV para nos alegrar.
A Boa.
Nunca uma eleição para a Presidência Norte-Americana tinha sido tão global.
Nunca uma tomada de posse de um Presidente Norte-Americano tinha sido tão mediática.
Pelo menos nos tempos mais próximos…
Mais de 2 milhões de pessoas assistiram, ao vivo, a tomada de posse de Barack Obama, sem contar com aqueles que acompanharam, via televisão ou internet, o acontecimento.
É que se a América esperava ansiosamente por Barack Obama, o resto do Mundo também e de forma muito semelhante.
Seja-se anti-americano, apenas mais-ou-menos ou pró-americano por completo, a dinâmica das sociedades (sejam elas quais forem) internacionais vivem numa certeza: quando os Estados Unidos espirram o mundo constipa-se.
Daí que tenham depositadas expectativas, eventualmente demasiado altas, neste mandato do 44º Presidente Norte-Americano.
Os Americanos (segundo um estudo da ABC TV e referido na última edição do Expresso) esperam uma retirada célere das tropas no Iraque; esperam reformas profundas no sistema nacional de saúde; esperam medidas concretas no combate às alterações climáticas (recorde-se que os Estados Unidos, por força da Administração Bush forma o único país que não ratificou o Protocolo de Kyoto, apesar de o ter assinado); esperam políticas de combate à crise financeira instalada, nomeadamente no campo imobiliário e indústria automóvel.
Já o Mundo, espera por uma posição geopolítica e geoestratégica mais diplomática, mais pacificadora e mais mediadora dos conflitos internacionais (concretamente no Médio Oriente). Os restantes países aguardam pelas melhorias económico-financeiras americanas para a estabilização dos mercados internacionais e por posições mais realistas e concreta na defesa ambiental do planeta. E essencialmente esperam por um Mundo mais estável.
Estará Barack Obama preparado? E estará a América e o Mundo preparado para Barack Obama?
Para já a Esperança… depois o tempo dirá.
Ao sabor da pena…

publicado por mparaujo às 18:41

20
Dez 08
E para o bem...
Se alguém ainda teria dúvidas sobre o efeitos mediáticos da televisão ou sobre os efeitos da construção do social pelo Comunicação Social, aqui fica o "tira teimas": Fonte Expresso On-line.
Há alguém que se lembra do que disse o Presidente Americano?!
publicado por mparaujo às 20:53

15
Nov 08

Publicado na edição do dia 12 de Novembro de 2008, do Diário de Aveiro.

Sais Minerais
A reviravolta do Tio Sam.

É indiscutível que a clara vitória de Barack Obama nas eleições presidenciais norte-americanas, representou um “marco histórico” na história dos Estados Unidos da América, onde, em pouco mais de duzentos anos, já quase tudo aconteceu (falta, provavelmente, eleger um presidente índio).
Marco pela viragem política, pela eleição do primeiro presidente negro e pela forma como o mundo vibrou com esta eleição.
Os americanos e o mundo esperam muito deste novo presidente, colocando as expectativas e as esperanças a um nível bem elevado.
É pacífico observar que os vários cantos do planeta, estão preparados para esta nova era: o governo cubano saudou a vitória de Barack Obama; Hu Jintao, Chefe de Estado Chinês, assumiu a vontade de reforçar as relações entre a China e os Estados Unidos; Medvedev e Obama falaram na necessidade de organizar em breve um encontro; e a Europa arrecada uma enorme confiança no fortalecimento das suas relações transatlânticas, curiosamente muitos (ou alguns) dos que estiveram ao lado de Bush na questão do Iraque.
Internamente, há várias leituras e conclusões que se podem retirar deste importante momento: a grande vontade e ânsia dos americanos em promoverem uma sentida mudança; um “não” evidente ao desastre da governação da administração Bush; a clareza, frontalidade e consistência das propostas do candidato democrata Obama e esse evidente e desastroso “erro de casting” que foi a escolha para candidata a lugar de vice-presidente, Sarah Palin (uma governadora do Alasca que nunca visitou todo o seu estado; uma governadora que não sabe que África é um continente; uma governadora que “cai” inocentemente na farsa, montada por um actor Canadiano, do suposto telefonema de Sarkosy, etc.).
Colocam-se, a Barack Obama, indiscutíveis desafios urgentes e importantes, quer interna, quer internacionalmente.
Internamente, Obama tem o especial desafio de lidar com uma crise financeira de avultada escala; os problemas energéticos; a reforma social, nomeadamente no campo da saúde; e a questão ambiental (Quioto)
Além disso, internacionalmente, exige-se à nova administração americana a continuação ao combate ao terrorismo (que mais que uma causa ideológico-partidária, é uma causa naciona); o Afeganistão, o Iraque, o Médio Oriente e o Irão; a sua postura geoestratégica e geopolítica; Guantanamo; a Nato e a ONU; as relações com a Rússia e a China; e as relações com a América Central (Cuba) e a América do Sul.
Mas é igualmente marcante o “facto” histórico da eleição de um presidente reflexo de uma minoria ou da marginalização social de uma raça. Facto que ainda hoje levanta algumas dúvidas. Apesar dos considerandos tidos atrás, se Hillary Clinton tivesse sido a candidata democrata escolhida, ganharia ou, pelo menos, conseguiria de forma tão clara?!
E se numa nação, onde, até há cerca de 40 anos, as questões raciais eram muito extremadas (apesar de tudo, mais que agora), o novo presidente está pronto para a América. Mas, e a América?! Estará, ela, pronta para Barack Obama?!
Uma coisa é certa, a América pode ficar diferente e o Mundo mais seguro, a partir de Janeiro de 2009, quando Barack Obama tomar posse como o 44º Presidente dos Estados Unidos da América.

Ao sabor da pena…

publicado por mparaujo às 22:18

11
Nov 08
Após a confrangedora e marcante derrota eleitoral, a vice-candidata republicana, Sarah Palin, afirmou que "confia em Deus para lhe mostrar o caminho para a Casa Branca".

Eu, como crente nestas coisas divinas, também não tenho dúvida alguma que, em 2012, Deus lhe mostrará o Caminho... mas para a sua casa, no "refrescante" Alasca. Se é que não mostrou já.
publicado por mparaujo às 23:36

05
Nov 08
Desde o 11 de Setembro que a América não estava diferente e o Mundo mais seguro.
Indiscutivelmente...

publicado por mparaujo às 13:35

01
Out 07
Não basta parecer; é preciso também ser.
Este é um ditado antigo mas muito assertivo.
Quando se convida alguém para publicamente proferir um determinado ponto de vista, qualquer cultura, por mais tirana ou ditatorial que seja, tem a regra de ouro da boa educação. Isto significa que, mesmo que o ponto de vista seja oposto ao nosso, manda qualquer e boa educação que o convidado, pelo menos, não seja ofendido na sua honra e bom nome.
Infelizmente, à má maneira americana, a mania da superioridade (mesmo que ela não exista) levou a que o Presidente Iraniano (mesmo que seja tudo e mais alguma coisa) tenha sido ofendido e insultado pelo presidente da Universidade de Columbia, que convidou o líder do Irão a visitar e a falar naquela Instituição.
Polémicas à boa maneira mediática americana, rolaram em catadupa.
Mas nem tudo ficou por aí…
Vem agora o reitor de uma universidade iraniana de Ferdowsi convidar o presidente norte-americano Bush, a falar para professores e estudantes e responder às suas questões sobre direitos humanos, terrorismo e Holocausto.
E agora, Mr. Bush?!
Há moralidade ou não?!
Há coragem política ou não?!
publicado por mparaujo às 22:33
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17
Jun 07
Esta é a demonstração real da máxima "mais vale tarde que nunca".
E assim foi... Mississipi em Chamas (um dos melhores filmes já produzidos na abordagem da questão racial, de 1988 e realizado por Alan Parker, com Gene Hackman no principal papel) foi a julgamento.
James Seale, ex-polícia e membro do Ku Klux Klan, foi condenado pelo rapto e morte de dois jovens negros em 1964, em plena crise dos direitos cívicos nos Estados norte-americanos do Sul. Para as famílias das vítimas, a justiça foi feita ainda que tarde.
Para a justiça portuguesa e especialmente para os suterfúgios que permitem "esconder" a verdade, desculpar os responsáveis e prescerver a culpabilidade, fica o exemplo.
Mais vale tarde que nunca...
publicado por mparaujo às 10:36

06
Jun 07
A reunião do G8 na Alemanha está envolta na polémica e no confronto USA-Rússia, a propósito do sector Defesa e da instalação do escudo "anti-mísseis na Europa.
Esta reacção do Presidente Putin a este contexto de defesa, tem como suporte o "complexo" da perda da influência no pós guerra-fria e no desmembramento da antiga URSS, pelo facto de os instrumentos de defesa serem instalados em países de Leste, nomeadamente Polónia e República Checa, outrora aliados da Federação Russa.
Por outro lado, a crescente influência (derivada dos processos de solicitação e de adesão dos países de Leste) da NATO até às fronteiras Russas cria alguma sensação de instabilidade e receio.
É difícil determinar se este recente conflito culminará no retorno ao passado do confronto político e estratégico do período pós II Guerra Mundial (até porque as realidades políticas e geográficas são diferentes). Mas é certo que culminará numa nova guerra-fria, já que é ilusório pensarmos que a Rússia adormeceu militarmente e estrategicamente. Se tal aconteceu, durante a década de 90, pelas alterações geopolíticas resultantes da queda do muro de Berlim e do desmembramento da URSS, não deixa de ser notória a influência, as novas alianças geoestratégicas e as recentes movimentações militares que a Rússia tem desenvolvido na zona mais a Leste da Europa e na Ásia, nomeadamente com a China.
Avizinham-se por isso, tempos controvados e inquietantes.
Depois não digam que não avisei.
Como se isso tivesse algum peso, mas enfim... está dito, está dito.
publicado por mparaujo às 13:41
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09
Mar 07
Publicado na edição de hoje (9.03.07) do Diário de Aveiro.
Post-its e Retratos
Os senhores do mundo…


É uma das temáticas académicas deste início do segundo semestre a questão da globalização.
O extremar de posicionamentos face a esta realidade retira a capacidade de análise racional sobre a problemática. Não se tem que ser a favor ou contra a globalização, já que esta não é fruto da actualidade e muito menos, conforme se quer mistificar, resultado de uma americanização do mundo.
A globalização é um fenómeno que é histórico e longínquo, dinâmico e mutável ao longo dos tempos. Para além de ser um fenómeno perfeitamente transversal na sociedade, completamente abrangente. Não se reduz apenas à vertente económica ou comercial. A globalização é social, política, histórica e cultural.
Ela surgiu quando nasceram as primeiras intercomunicabilidades entre pessoas e povos, gerando interacções. E estas mudaram e condicionaram as pessoas, as sociedades, os povos e as nações.
Para não recuar demasiado no tempo, pode-se afirmar que a globalização nasceu com o início da época dos descobrimentos e com as interacções daí resultantes, tenham sido elas do ponto de vista social, cultural, político ou económico.
Portanto, convém desmistificar esta problemática de que a globalização corresponde, mais ou menos, a esta recente invasão do Tio Sam.
No entanto, também não deixa de ser uma realidade que a presença americana no mundo tem condicionado, para o bem e para o mal, as relações entre os povos, a todos os níveis.
Esta nova unipolaridade da hegemonia americana conduz a uma visão muito restrita da política internacional. Ao ponto de esta hegemonia resultar num evidente complexo de superioridade que transforma o americano no “senhor do mundo”.
Esta visão é de tal forma marcante que as suas acções chegam ao ponto de serem desencadeadas à margem ou paralelamente ás instituições e normas internacionais. Temos sempre presente o caso Iraque.
Mas a ingerência norte-americana nas soberanias nacionais não se fica por aqui.
Foi notícia esta semana o relatório que o Departamento de Estado dos EUA produziu sobre violações dos direitos humanos em vários países, nomeadamente Portugal.
Neste campo particular (e eventualmente noutros) a necessidade que os EUA têm de se imiscuírem nas soberanias dos outros povos, começa a ter contornos pueris.
Em primeiro lugar porque não existiu qualquer determinação internacional para legitimar tal relatório.
Segundo, é interessante verificar alguns aspectos desse mesmo relatório, incluindo os pontos referentes ao nosso país, já que muitos espelham a própria realidade norte-americana.
Que legitimidade, autoridade ou isenção têm os EUA para virem criticar países que, por força de uma cultura social ainda muito enraizada em princípios ancestrais, fazem da morte um regra de justiça, quando, em pleno século XXI há estados Norte-Americanos que ainda não aboliram a pena de morte?!
Onde está a condenação americana à violação dos direitos dos homens no processo do enforcamento de Sadam Hussein?!
Como pode um relatório por em causa acções das forças polícias de outros países, quando são mais que sobejamente conhecidos os abusos de autoridade cometidos pela polícia americana?!
Desde quando é que os EUA são o poço de virtudes na questão dos direitos raciais e étnicos, na exploração sexual, na pedofilia e nos crimes e violência domésticos, para porem em causa as realidades dos outros países?!
Desde quando é que os EUA têm já controlada a problemática da clandestinidade e da sua relação com a exploração da mão-de-obra?!
Ontem comemorou-se o Dia Internacional da Mulher. Um dos aspectos focados no caso português, respeita ao aumento do número de casos de violência doméstica. Se por um lado, é uma triste realidade social que urge combater, também não deixa de ser verdade que o aumento numérico dos casos resulta numa maior predisposição para a acusação e no aumento estatístico na identificação de casos.
E mesmo aqui, não é exemplo a realidade americana.
Os EUA não têm, por si só, que publicamente teorizar sobre as realidades dos outros países.
Esta é uma forma de esconder a sua triste realidade social e cultural no que respeita à violação dos direitos humanos.
Seria bom que o governo Norte Americano olhasse primeiro para o seu espelho e “arrumasse” a sua própria casa.
Para este papel fiscalizador já existe a isenção, a credibilidade e a legitimidade de instituições como os organismos não-governamentais como a Amnistia Internacional, assim como o Conselho da Europa e as Nações Unidas.
publicado por mparaujo às 13:45

30
Dez 06
As minhas previsões estavam certas. Não que isso me traga qualquer rasgo de felicidade. Bem pelo contrário. Infelizmente só acerto no que não é racional e benéfico. (por isso é que para a semana à jackpot no euromilhões).
A reacção óbvia ao enforcamento de Saddam Hussein - Aqui.
A estupidez habitual no discurso de quem pensa que é dono do mundo e das pessoas, mais a sua real aliança - "A execução do antigo ditador iraquiano é "uma etapa importante" no caminho para a democracia no Iraque, afirmou o presidente norte-americano George W. Bushqui".
E a hipocrisia europeia da condenação do acto, mas com o habitual lavar de mãos historicamente herdado de Pilatos - Aqui.
publicado por mparaujo às 13:07

Por uma questão de princípio (valores), pela defesa da vida, por razões sociais, culturais e por razoabilidade civilizacional: pena de morte… NUNCA!
Como diz a Carta dos Direitos Fundamentais: "ninguém pode ser condenado à pena de morte, nem executado".
Ninguém. Nem mesmo por razões que a emotividade e o irracional desconhece.
Ao fim de um julgamento, que contemplou situações mais próximas do dantesco, do polémico e do anárquico, do que propriamente do conceito de justiça e do judicial, Saddam Hussein foi esta madrugada enforcado (publico on-line). Condenar o que foram os 24 anos de ditadura e as atrocidades étnicas, religiosas e políticas cometidas pelo regime de Saddam é relativamente fácil e óbvio.
Por outro lado, para quem defende a dignidade humana e o valor da vida, é racionalmente espontânea a oposição consciente à pena de morte. O princípio defendido que punir um crime com outro crime corresponde à lei do “olho por olho, dente por dente”. Nada justifica um crime com outro crime.
Aliás, até que ponto o cumprimento da sentença já algum tempo proferida, não irá desencadear uma onda de revolta na minoria sunita, transformando Saddam Hussein num verdadeiro mártir?!
Onde está a coerência da Europa (bastião da defesa da abolição total da pena de morte) que publicamente condenou, as atrocidades do regime de Saddam e que, apesar disso, se opôs igualmente (salvo as excepções conhecidas - Inglaterra, Espanha e Portugal) à intervenção norte-americana?!
Que relevância ou pressão diplomática junto da Administração Bush tem a posição Europeia na condenação da sentença, no sentido de exigir a face inegociável de um princípio como o da defesa da dignidade humana e da vida?!
Uma Europa que, num verdadeiro instinto de avestruz, traduzido pela subserviência aos Estados Unidos, diz-se revoltada, mas amorfa na defesa da sua Carta Europeia dos Direitos Fundamentais.
Hoje, não deixa de ser verdadeiramente importante reflectir-se o que foram estes últimos anos de Iraque, após a “captura” de Saddam: um incalculável (porque contraditório) número de mortes, atentados diários, insegurança e instabilidade (medo), crise social e económica instalada. A democracia tão apregoada, continua uma miragem na aridez dos desertos iraquianos. A isto tudo, acresce os conhecidos e polémicos casos de abuso das forças militares estrangeiras, nomeadamente as americanas e britânicas, que em nada se inferiorizam aos acontecimentos do então regime iraquiano.
A razão e a legitimidade assiste a quem souber fazer e pautar-se pela diferença. E não pelos mesmos meios que nunca justificam os fins.
Assim termina um 2006 que em nada augura um melhor 2007.
publicado por mparaujo às 12:12

08
Nov 06
O Partido Democrata conquista o Senado Americano, com relativa vantagem em relação aos Republicanos de George W. Bush.
Uma das razões para tal resultado, prende-se com o cansaço da sociedade norte-americana e a necessidade de mudança, principalmente ao nível da política externa, já que no essencial a visão social e económica dos dois partidos são muito semelhantes.
Foi portanto, a realidade da Guerra do Iraque e a forma como os Estados Unidos lidaram com o pós 11 de Setembro que marcaram estas eleições, de uma forma demonstrativa do "apertar o cerco" a Bush.
E em política estas realidades fazem normalmente "vítimas".
Fazem-no durante as campanhas e no pós votações.
Em campanha, quando Kerry, "brincou" com a realidade da guerra do iraque e beliscou a estrutura militar, quase que deitando por terra os trunfos dos democratas, foi imediatamente retirado.
Após a divulgação dos resultados, aquele que foi, publicamente, o rosto da sustentação cega da guerra do Iraque - nomeadamente com a questão do fantasma das armas escondidas, teria que ser a próxima "vítima": Donald Rumsfeld apresentou a sua demissão do cargo de secretário da defesa americana.
Tem agora tempo para procurar e provar a sua teoria das armas de destruição maciça.
Se preferir, no terreno!
publicado por mparaujo às 22:21

15
Set 06
A data que mudou o mundo deve merecer momentos importantes de reflexão. Mesmo aqui, neste “paraíso” aveirense.
O 11 de Setembro de 2001, é um acontecimento que dificilmente se poderá esquecer, muito menos apagar da memória de milhares de pessoas e da história contemporânea.
Mas sempre pelos piores fundamentos.
Passados 5 anos, o que mudou então?!
Ficou o mundo mais seguro?!
A resposta óbvia e coerente é não! Claro que não!
Os acontecimentos de Manhattan - New York, Washington e Pennsylvania naquele fatídico dia chocaram a América e o Mundo. E a esta distância temporal, no regresso ao passado, as imagens ainda chocam e transportam uma perplexidade difícil de explicar.
A poderosa e inatacável América tornou-se vulnerável.
O Mundo tornou-se mais frágil e inseguro. Tornou-se um palco de conflitualidade, de violência, de guerra e de morte.
No pós 11 de Setembro, já tivemos 200 mortos no Bali (Outubro de 2002), 190 mortos em Madrid (Março de 2004), 70 mortos em Londres (Julho de 2005) e 200 mortos em Bombaim (Julho de 2006).
É a expressão real da máxima: violência gera violência; conflito gera conflito. Da irreflexão do ataque ao Afeganistão, até à incompreensível e infundada invasão do Iraque.
Não queiram entender nestas palavras qualquer movimentação anti-americana. Por princípio ideológico não o poderia fazer.
Mas é um facto que até ao dia 11/9 e mesmo após essa data, nas acções de segurança interna de vários países, o mundo sempre soube “capturar” terroristas sem recorrer ao confronto bélico.
Daí que necessidade de invadir um país como o Afeganistão, para capturar Usama bin Laden, pela responsabilização dos atentados de 11/9 foi um acto irreflectido. Passados 5 anos, Bin Laden continua algures entre o Paquistão e o Afeganistão. Passados 5 anos o sul do Afeganistão volta a “cair” nas mãos dos talibãs.
E nesta data, é importante e relevante a captura do líder da Al-Qaeda?! Não é.
Mesmo após algumas figuras da rede terem sido atingidas, mesmo que há cerca de dois anos não se saiba nada do seu líder, a Al-Qaeda já ultrapassou a sua essência. Hoje mais que uma associação, a Al-Qaeda transformou-se num conjunto de células espalhadas por todo o mundo, baseadas no seu princípio.
E hoje a sua importância, mormente o renascimento do “talibanismo” no Afeganistão, começa a ser repensada. Tão ou mais importante é o papel da Síria, do Irão, do Hezbollah no Líbano e os xiitas na Arábia Saudita.
A Al-Qaeda não criou o Jihadismo. Ela baseia-se na Jihad islâmica. E este fundamentalismo é “universal” no mundo islâmico e muçulmano.
E esta é que é a verdadeira questão.
O mundo, após os ataques às Torres Gémeas e ao Pentágono(!), tornou-se mais vulnerável, mais inseguro pelo aumento do terrorismo assente num aumento do ódio entre o mundo ocidental e o mundo islâmico.
A totalmente questionável e irreflectida invasão do Iraque, sem a descoberta das armas químicas, sem a prova da ligação de Saddam Hussein a Bin Laden ou de Bagdad (Iraque) aos atentados de 11/9 (aliás, recentemente reconhecido pelo senado americano), tornou o terrorismo mais forte. Criou um maior antagonismo entre os dois mundos, tão distintos. Aumentou o ódio entre islâmicos e muçulmanos e ocidentais. Aumentou o receio, a desconfiança política, reflexo das sucessivas acções e “mentiras” desta administração do presidente Bush. Aumentou os atropelos ás liberdades fundamentais e aos estados de direito, como o comprovam os voos da CIA e as prisões secretas americanas espalhadas na Europa.
Reconheço o direito de quem é atacado em se defender. Ninguém ficaria indiferente se atacassem a Torre Eifel, a nossa Torre de Belém, etc. Não reconheço que a sua defesa se faça na base do “olho por olho, dente por dente”, no uso e justificação de quaisquer meios para atingir um fim. Ao fazê-lo as circunstâncias e os papéis são iguais. Tornamo-nos, obviamente, terroristas.
O mundo passou a ser “governado” por um submundo cheio de secretismo, de interesses obscuros, sem respeito pela dignidade humana, pelos direitos fundamentais.
A realidade é que, nestes últimos 5 anos, o ocidente ficou refém do terrorismo que “ajudou” a aumentar e a espalhar, mesmo para dentro das suas fronteiras e da declaração de “guerra santa” do mundo islâmico.
A realidade é que o ocidente está refém de uma economia que se baseia essencialmente, se não exclusivamente, no petróleo, riqueza e matéria-prima do mundo árabe.
Por estes princípios, é difícil o combate desta dualidade Ocidente-Islamismo através da via do diálogo, da tentativa de democratização e socialização do mundo árabe.
As consequências e as opções tomadas após o do dia 11 de Setembro e 2001, das quais se destacam as invasões ao Afeganistão e Iraque, o conflito recente Israel-Libano, o desenvolvimento nuclear no Irão, começam a tomar proporções maiores que os ataques daquele dia.
A intolerância, o ódio, os preconceitos, o desrespeito pela condição humana, aumentaram.
O mundo tornou-se mais dividido, com maiores divergências políticas ou económicas, principalmente mais relevantes naqueles que eram, até há 5 anos atrás, os maiores aliados (Europa e Europa-Estados Unidos).
Hoje, volvidos apenas 5 anos, no mundo há mais terrorismo, há mais guerra, mais violência e mais mortes.
Hoje, a Humanidade morreu.
O mundo precisa de voltar a mudar.
(publicado na edição de 16.09.2006 no Diário de Aveiro)
publicado por mparaujo às 10:40

11
Set 06
O Dia em que o terrorismo mudou o Mundo.




Sem mais pelo respeito às vítimas.
publicado por mparaujo às 10:45

07
Set 06
é verdade, amanhã é mentira.
Matematicamente, como a ordem dos factores é arbitrária, o ditado poderá igualmente tomar a forma de: o que hoje é mentira, amanhã é verdade!
Este é um princípio lastimoso e infelizmente corrente (demasiadamente corrente) na nossa política, começando igualmente a transbordar para a própria sociedade e as suas relações.
E este é um campo perigoso.
Desacredita a tão já pouca confiança na política, nas instituições, nos políticos e governantes.
São estas atitudes dúbias e de incertezas, cobertas de incoerências e meias-verdades, para não dizer falsidades e mentiras, que tornam o nosso dia-a-dia cada vez mais afastado da política.
Há uns meses atrás, o Prof. Freitas do Amaral, enquanto Ministro dos Negócios Estrangeiros, negava categoricamente a passagem pelo espaço aéreo nacional de voos secretos da CIA. Negava igualmente qualquer paragem nos nossos aeroportos desses voos.
Felizmente, após a sua demissão (!), envia uma carta à eurodeputada Dra. Ana Gomes, que, como sempre não consegue “aguentar as urinas” sem por a “boca no trombone”, onde relata a passagem por Portugal de tais voos. A verdade é feita de azeite. Vem sempre ao de cima.
Para colocar a cereja no cimo do bolo, o presidente dos USA não deixou de parte a sua verdadeira veia artística, ao revelar o que há um ano negava com uma firmeza acutilante: os USA/CIA mantêm, sob o efeito do anti-terrorismo, prisões secretas no continente europeu. Nem sempre, ou melhor, nunca os fins devem justificar os meios. Sob pena dos fins e dos objectivos, por mais válidos que sejam, deixarem de ser coerentes, fundamentados e justificados.
Assim vai a nossa política e a dos outros.
publicado por mparaujo às 20:38

27
Abr 06
Última chamada.
Sr. Bin Laden e Sr. Líder do Hamas. Última chamada para o voo C.I.A. Air Lines.
Queiram, com urgência, dirigir-se à gare A.
A viagem está prestes a iniciar-se, com paragens nas principais capitais europeias e destino parasidíaco, perfeitamente secreto.
Mas, por favor, não digam nada... é segredo!
publicado por mparaujo às 20:10

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