Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

11
Ago 18

Os factos:
1. Pedro Santana Lopes (PSL) abandonou o PSD e pode vir a formar um novo partido ou a aproveitar alguns dos movimentos "emergentes" (por exemplo, o Democracia 21)
2. Pedro Duarte (PD) que provocar eleições internas e derrotar Rui Rio.

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Há três factores que ligam os dois propósitos e que os (con)fundem.

Primeiro, o crescimento do populismo tem servido de arma e estratégia políticas para o conforto demagógico dos (politicamente) derrotados, enfraquecendo a ética, a ideologia e os valores programáticos que sempre sustentaram a democracia, a política e os partidos.

Segundo, ao fim de cerca de 40 anos como militante do PSD, que sempre disse defender e a quem o partido deu, demasiadas vezes e de forma sobrevalorizada, excessivo palco mediático e político, Santana Lopes anunciou a sua desvinculação como militante e a eventual formação de um novo partido (estruturalmente liberal, mesmo que PSL defenda uma crescente e forte intervenção do Estado, por exemplo, na saúde, ou se tenha tornado mais eurocéptico).
Para os cerca de 19 mil social-democratas a quem PSL acusa agora de não o terem sabido escutar, este é um verdadeiro apunhalar pelas costas, uma sensação de terem sido usados e traídos, sentindo-se (legitimamente) envergonhados e a "face perdida". Mas é também algo que não surpreende (vindo de quem vem) e algo que seria perfeitamente esperado. Só se deixou enganar e iludir por Santana Lopes quem quis... a história sempre falou por si mesma. Três tentativas de presidência do Partido redundaram em três expressivas derrotas (em 1996 contra Marcelo Rebelo de Sousa, em 2008 contra Manuela Ferreira Leite e Pedro Passos Coelho e em 2018 contra Rui Rio), para além de muitos avanços e recuos e de muitos outros tantos anúncios.
Finalmente, parece que PSL vai poder ser Presidente (não importa porquê, nem a quê, nem com que "bandeira partidária").
Santana Lopes não faz falta à política e, muito menos, ao PSD. Não deixará saudades... como já poucas (ou nenhumas) saudades restam da sua curta chefia do Governo (que abriu as portas à chegada triunfal de José Sócrates) ou das suas passagens pelas Autarquias da Figueira da Foz ou de Lisboa.
Numa coisa, tendo em conta a afirmação produzida na carta de despedida, Santana Lopes tem razão e com a qual estou inteiramente de acordo: «o PSD nunca quis saber». Não quis saber dele e haverá muitos poucos que, neste momento, queiram saber se continua por aí, por ali ou por acolá na política portuguesa.

Por último, Pedro Duarte é o eterno esquecido (ressuscitado durante a campanha presidencial de Marcelo Rebelo de Sousa), permanentemente desvalorizado e incompreendido pelos pares (militantes e pelo partido). É aquele repetido congressista orador (quando vai) que na hora do seu discurso 99,9% dos presentes aproveita para ir fumar, tomar café ou, simplesmente, esticar as pernas e apanhar ar.
Afirma PD que «o PSD tem sido um aliado do Governo socialista porque a estratégia tem sido quebrar a actual forma governativa, retirando o BE e o PCP da solução».
Duas notas a uma afirmação que comporta, por um lado, uma errada avaliação política e, por outro, uma óbvia estratégia há muito desejada no PSD.
Comecemos pelo fim... foi a actual forma governativa (a Geringonça) que retirou ao PSD a legitimidade governativa em 2015. É o actual acordo político-parlamentar que tem esvaziado o papel social do Estado, a sua relevante referência e intervenção na sociedade e tem diminuído a importância económica das empresas e dos portugueses para o desenvolvimento do país, nomeadamente no esforço que foi feito por TODOS durante os quatro anos da Troika e a saída, em tão pouco tempo, do Programa de Ajustamento Externo. Ter como objectivo a desvalorização da actual Geringonça nada tem de questionável para o PSD, é uma estratégia tão legítima e democrática como a que ainda hoje (e apenas) sustenta os actuais acordos à esquerda:manter a direita fora da governação custe o que custar, mesmo que isso represente, nomeadamente para o Bloco de Esquerda, a fragilidade das convicções e princípios programáticos até sempre defendidos.
E é neste âmbito que reside a errada avaliação política de Pedro Duarte sobre a actual conjuntura do partido. Nunca Rui Rio escondeu ao que vinha e o que propôs aos militantes do PSD nas eleições interna: renovar o partido, recolocá-lo no seu espectro político-ideológico, ser uma alternativa e referência à actual governação e, se caso fosse, colocar os interesses nacionais em primeiro plano. E esta é que é a confusão de Pedro Duarte. O PSD querer reconquistar e ganhar o seu espaço no Centro Político da democracia portuguesa não é a mesma coisa, nem tem que ser, retomar o "fantasma" do Bloco Central (mesmo que não veja nada de errado nisso, antes pelo contrário).
A realidade é que erradamente sempre se catalogou o PSD de partido de direita, algo que nunca, e muito menos para Sá Carneiro, esteve sequer na génese da fundação do Partido. A Social-democracia, principalmente a particularidade com que a mesma alicerçou o PPD-PSD, não se define, nem se situa, dogmaticamente à direita, mas sim ao centro (se quisermos ao centro-direita).
Mas obviamente tudo vale, até a demagogia e o populismo, para Pedro Duarte vir dizer, tal como dizia Santana Lopes, «ando por aqui». Aliás, Pedro Duarte afigura-se, no PSD, como o novo e futuro Pedro Santana Lopes: o sonho pessoal (diga-se, legítimo) de querer ser Presidente e o facto de, tal como a Santana Lopes, ninguém lhe ligar nenhuma. Bastava, pelo menos, ter vindo a votos nas últimas eleições do PSD.

E isto tudo nem para silly season serve.

 

publicado por mparaujo às 13:22

20
Ago 14

publicado na edição de hoje, 20 de agosto, do Diário de Aveiro.

Debaixo dos Arcos

Um Verão esquisito… até nisto.

Não tem sido um Verão de pasmar, de encher o olho, de bronzear, de muitas idas às praias… imaginem que até no sul do país as águas mornas/quentes de outros verões desapareceram este ano. Com mais ou menos graus, o calor deste verão tem sido esquisito, excepções à parte que apenas confirmam a regra. Aliás, excepções que não o seriam se tivéssemos tido, até à data, um Verão “normal”.

Para além das temperaturas inconstantes, da incerteza quanto ao “brilhar” (ou não) do sol, a incapacidade de planear e programar, atempadamente, as férias ou as simples idas à praia, já para não falar da confusão que roda em torno da problemática do vestuário e calçado, há ainda um outro dado que torna este Verão fora do rotineiro e normal dos últimos anos. Neste caso, ainda bem. Tem havido menos incêndios, menos casos de acidentes envolvendo bombeiros nos combates às chamas. Ao menos valha-nos isso neste Verão.

Não quero com isto dizer que, apesar de tudo, tem sido um ano calmo. Aliás, ainda recentemente, os distritos da Guarda e, particularmente, de Viseu, têm dado provas da necessidade de estado de alerta permanente por parte dos Bombeiros e Protecção Civil. Mas a verdade é que o número total de incêndios e de área ardida tem sido, significativamente, mais baixo que nos dois/três anos anteriores.

Do ponto de vista político e estrutural é sabido que existiu um acréscimo de investimento e de planeamento por parte do Governo, da Autoridade Nacional da Protecção Civil (ANPC), das Corporações de Bombeiros e das suas Instituições Associativas, mesmo que isso signifique ainda muito caminho a percorrer e muito trabalho ainda por desenvolver. Face às dificuldades vividas no sector, é certo que por muito que se faça saberá (justificadamente) sempre a pouco. Mas houve este esforço, é importante reconhece-lo, tal como o fez publicamente, por exemplo, o ainda líder do Partido Socialista, António José Seguro, quando da visita que realizou à sede da ANPC. Também é claro que uma maior fiscalização e regulamentação legislativa sobre a manutenção e protecção florestal tem contribuído para um menor número de incêndios. Mesmo assim, restará sempre a dúvida, apesar dos recursos, investimentos e fiscalização: se o Verão tivesse sido “normalmente” quente teríamos o mesmo cenário e as mesmas circunstâncias?

Por último, que não em último. Infelizmente, pelas piores e, normalmente, trágicas razões, os bombeiros são, ou têm sido, nos últimos anos os principais protagonistas do cenário dos incêndios de Verão. Os elevados números de casos de morte e de ferimentos graves ocorridos, por exemplo, no ano passado, passaram a ser capa de jornal, abertura de noticiário ou títulos de notícias. Mas este ano, felizmente pela ausência de trágicas realidades, os bombeiros praticamente desapareceram das principais notícias sobre os, também felizmente, menos incêndios que têm ocorrido. É uma boa notícia? Se atendermos ao facto de não ter havido perdas humanas e ferimentos graves nas corporações dos bombeiros, sim… é uma excelente notícia. Mas repita-se… é uma boa notícia? Excluindo a realidade da primeira resposta… Não. E não porque os bombeiros continuam a ser os principais protagonistas da triste e vergonhosa realidade dos incêndios de Verão. Porque se é verdade que houve mais investimento, planeamento, aumento de recursos e maior fiscalização, é pena que não se refira que os Bombeiros Portugueses estão mais bem preparados, mais eficientes, continuam dedicados e destemidos na protecção dos bens e das pessoas, do próprio devastar ambiental nacional. E por isto, os bombeiros mereciam continuar a ser notícia e a serem os protagonistas de mais um Verão. Nem só de lágrimas e tragédia se faz a história e se vive o dia-a-dia.

Pessoalmente continuarei a dizer: “Muito Obrigado”. Por irem e voltarem sempre…

publicado por mparaujo às 10:46

19
Ago 12

Publicado na edição de hoje, 19 de agosto, do Diário de Aveiro.

Entre a Proa e a Ré

Sirvam-se as entradas…

Na gastronomia há quem as prefira e há quem as dispensa. Aí como na política passa-se o mesmo. As entradas (reentrés) são para todos os gostos (e para os não gostos) mas indiscutivelmente marcam os finais de cada verão.

Nesta semana, como vem sendo hábito, o PSD, com a sua tradicional festa do Pontal abriu as hostilidades. Só que este ano, a festa “laranja” teve algumas condicionantes, do ponto de vista político, óbvias: não foi ao ar livre e em espaço público por claras e compreensíveis razões de segurança (só não entendíveis por Marcelo Rebelo de Sousa porque não é ele que tem de dar a “cara e o corpo ao manifesto”); o habitual discurso interno, face à posição governativa, transferiu-se para a “obrigação” de um discurso de estado; a próxima avaliação da Troika, numa fase crucial do processo de resgate, também condicionou o “show-off” social-democrata.

Das palavras do líder do PSD e primeiro-ministro há a destacar a continuidade de um discurso que afinal não trouxe nada de novo, a não ser a “embrulhada” criada pelo Tribunal Constitucional em relação ao corte dos subsídios. De resto, continua-se a denotar uma dificuldade na implementação de medidas estruturais que consolidem as contas e que complementem a necessária (mas até agora única) exigência dos sacrifícios impostos aos cidadãos, a falta de reestruturação da função do Estado e a sua organização, a necessidade de cortar despesas sem aniquilar a função social do Estado, a incapacidade de “lutar” contra poderes e pressões instalados, a recuperação económica marcada para finais de 2013 (ou seja daqui a um ano). Só que da teoria à prática vai uma grande distância e, no caso português, uma evidente grande distância. É louvável o esforço que tem sido feito e que tem dado frutos no sector das exportações, mas não deixa de ser preocupante que o consumo interno caia consecutivamente, as empresas fechem diariamente, o desemprego aumente descontroladamente e as receitas fiscais (directas ou indirectas) fiquem aquém das expectativas e das necessidades do equilíbrio das contas públicas. O ano de 2013 afigura-se uma miragem e um obstáculo difícil (para não dizer impossível) de ultrapassar.

Para além do PSD, também o Bloco de Esquerda, mesmo sem o palco do mediatismo político, marca este final de Agosto com a questão da sucessão da liderança. Aliás, não da liderança mas sim da função e porta-voz já que o partido não tem (pelo menos nestes 13 anos) um líder mas sim um porta-voz. Francisco Louçã, uma das figuras (ou a figura) mais emblemática do BE despede-se da ribalta e propõe a continuidade numa função repartida entre João Semedo e Catarina Martins. O mais relevante deste momento na vida do mais jovem partido parlamentar é o fim do ciclo dos seus fundadores (Loução, Miguel Portas, Luís Fazenda e Fernando Rosas) e um evidente desgaste político e ideológico, mesmo que o BE seja uma mistura “explosiva” de valores ideológicos. A verdade é que o BE está distante dos tempos idos de há 13 anos e dos 16 deputados eleitos em 2009: está menos marcante na sociedade, menos vigoroso, mais cotado com uma imagem pública de radicalismo e extremismo, situação à qual não será alheia as divergências internas (Rui Tavares, Daniel Oliveira, etc), bem como alguns erros graves do ponto de vista político como foi o caso da Moção ao governo de José Sócrates e a ausência no processo das reuniões com a Troika. Numa sondagem promovida pelo jornal Expresso e a SIC a Eurosondagem revela que metade dos inquiridos afirma que nada irá mudar no BE com a saída de Francisco Louçã. Nada mais de errado. Já há cerca de dois anos que muita coisa tem vindo a mudar no seio do Bloco e goste-se ou não, concorde-se ou não, critique-se com mais ou menos veemência, a verdade é que Francisco Loução personaliza o Bloco. Pelo menos, este BE. E por mais valor que tenha João Semedo (e tem) ou Catarina Martins o Bloco de Esquerda não será o mesmo.

Resta-nos a Festa do Avante (“não há festa como esta”) para ouvirmos o discurso habitual da esquerda comunista centrada no ataque à austeridade, na defesa dos direitos adquiridos no trabalho, contra a Troika. Também aqui nada de novo se espera.

O que será uma incógnita, até para o próprio partido, é o discurso da reentré socialista. O PS mantém-se na encruzilhada, na indefinição de posicionamento, no balançar entre a oposição ao governo e os compromissos assumidos com o memorando, para além da responsabilidade governativa nos últimos anos. E em nada a próxima avaliação da Troika, sendo positiva (mesmo que ligeiramente positiva) facilitará a posição e o discurso de José Seguro. A não ser um conjunto de frases e conceitos fora da realidade, sem conteúdo, sem propostas concretas sobre áreas fulcrais como as contas públicas, o desemprego, a saúde, o ensino, a justiça e a reforma da administração local, por exemplo.

É que esta liderança do PS tem sido demasiadamente invulgar por evidente falta de posicionamento ideológico, de conceitos e propostas concretas e alternativas à situação que se vive no país. O discurso socialista tem andado demasiadamente ao sabor da agenda do momento, sem qualquer perspectiva futura, nem opções válidas. Daí não se estranhar que, mesmo face a todo o desgaste do governo, as últimas sondagens conhecidas não retirem o PS dos valores alcançados nas últimas eleições legislativas de há pouco mais de um ano.

Uma boa semana.

publicado por mparaujo às 14:46

01
Ago 12

Publicado na edição de hoje, 1 de agosto, do Diário de Aveiro.

Debaixo dos Arcos

É Verão, mas…

Mesmo com uma irregularidade climatérica nada vulgar para este período do ano, a verdade é que estamos no Verão, no seu pleno período. E mesmo que o sol e o calor teimem em procurar outras paragens, este período não tem sido, nem se afigura no imediato, de todo sereno.

1. Incêndios. Não importa explanar aqui questões relacionadas com a força da natureza, o crime e a irresponsabilidade humana ou a especulação imobiliária e do comércio da madeira. Com mais ou menos relevo, estes são os aspectos que sustentam o terrível ciclo dos incêndios em Portugal, ano após ano, com mais sol ou menos sol de Verão. As entidades competentes, desde o governo, poder local e justiça, passando pelos próprios cidadãos, devem assumir as devidas responsabilidades e tomar as respectivas medidas para minorar os respectivos impactos. Impactos que, para além da questão ambiental, têm um lado extremamente dramático: a perda de bens pessoais e de vidas. Nada se afigura mais assustador, mesmo apenas para quem vê os relatos, do que, em fracções de minutos ver toda uma vida, todo um esforço, tudo o que lhe pertence por direito, a esfumar-se entre a força das chamas. Além disso, é óbvio que toda e qualquer morte faz pouco sentido e é sempre “estúpida”. Muito mais o é quando se trata de alguém que tentou sobreviver e salvar o que é seu património ou, num exercício de puro e desinteressado voluntariado, falece a ajudar o outro. Não há fundamentação, nem teorias, que aliviem este drama.

2. Nova avaliação. Este mês, que hoje se inicia, é mais um período de agitação nacional com nova presença da comissão da Troika para mais uma avaliação ao cumprimento do memorando de ajuda externa, numa fase cítica. Com o aproximar do final do período de compromisso (segundo o governo, 2014) Portugal já recebeu 3/4 do valor acordado mas surgem as dúvidas quanto à capacidade de se cumprir a meta do défice público assumido nos 4%. São os receios do próprio ministro das Finanças que admitiu um aumento considerável dos riscos e incerteza quanto ao futuro. As metas de redução têm sido atingidas essencialmente à custa dos salários (com um peso significativo para o não pagamento, em 2012, de alguns dos subsídios de férias e natal na administração central e local), do aumento de impostos, da redução das prestações sociais do Estado. Mas o aumento da despesa com o desemprego e a diminuição das receitas provenientes de impostos sobre o consumo (IVA) ou a fraca execução em áreas como as portagens, fazem prever consideráveis dificuldades ao governo no cumprimento das metas propostas. Além disso, a falta de intervenção política no sector das rendas energéticas, nas parcerias público-privadas, nas fundações e institutos públicos, e em outras “gorduras” do Estado, deixa ainda pairar sobre a sociedade portuguesa uma outra dúvida, que tem dividido a opinião pública: saber até que ponto será possível (e permitido, do ponto de vista social) implementar mais medidas de austeridade, numa sociedade marcada por uma diminuição dramática do valor salarial, de condicionalismos acentuados no acesso ao emprego, na redução da acção social do Estado, concretamente na saúde, justiça, mobilidade e educação.

publicado por mparaujo às 07:38

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