Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

24
Jan 14

Começo já por dizer que o texto nada tem a ver com “praxes académicas”. Segundo, não vou minimamente tecer qualquer comentário sobre as mesmas, sendo certo (a bem da verdade) que fui praxado, praxei e fui presidente de associação académica.

O que me leva a escrever estas linhas tem a ver com a tragédia ocorrida na praia do Meco, na noite de 15 de dezembro, e que vitimou seis jovens, por sinal alunos da Universidade Lusófona (infelizmente, sempre na boca do mundo pelas piores razões).

Os factos ocorreram em dezembro de 2013. Face ao natural e legítimo desespero dos familiares em encontrarem uma resposta cabal que justifiquem a tragédia, surgiu, paralelamente, a teoria de que tudo estaria relacionado com algum ritual de praxe académica (sendo esquisito que alunos trajados sejam praxados já que a mesma diz, por norma, respeito a alunos caloiros que não trajam, bem como, segundo rezam as informações, o facto de as vítimas pertencerem à Comissão de Praxe, logo não seriam praxados). Mas facto de serem alunos universitários, trajados e em período de praxes académicas, acrescida da “amnésia selectiva” do único sobrevivente da tragédia (líder da Comissão de Praxe) terá levantado as suspeitas e sustentado a teoria.

Em relação a isto, e registe-se, pela própria memória dos jovens e respeito pelas famílias, apenas me resta aguardar pelo processo de investigação e que o jovem João Gouveia recupera a memória e, principalmente, a coragem para falar. Merecem os jovens que faleceram, merecem as suas famílias.

O que me faz alguma confusão é toda a informação atirada a avulso, despropositadamente, sem consistência e veracidade, na e pela comunicação social. Principalmente os mais recentes acontecimentos, volvidos, pasme-se, 40 dias sobre a fatídica noite.

É curioso que surjam agora vídeos de telemóveis e testemunhos de quem presenciou factos que se mostram relevantes para a averiguação dos acontecimentos. Mas… só agora??? Só agora, depois de tanta escrita, tantos desabafos e lamentos por parte dos familiares, tantas interrogações, é que se recordam de vir para a comunicação social falar no “rastejar”, nas “pedras nos tornozelos” e nas “meias rotas”??? Ao fim de 40 dias???

E a comunicação social deleita-se em dar eco…

Respeitem (todos) a memória dos jovens e o sofrimento das famílias.

(créditos da foto: João Girão - Global Imagens, in jornal i)

publicado por mparaujo às 14:20

6 comentários:
a propósito
"Sexta às 9" - RTP, desta sexta-feira (24 janeiro)
http://www.rtp.pt/play/p1047/e141785/sexta-as-9-ii
mparaujo a 26 de Janeiro de 2014 às 17:03

Mais um inútil que chegou a DUX, a praxe é simplesmente um grupinho que gosta de mandar, antes de se mandar para o desemprego. Pena que não tenham estudado a força da natureza na escolinha
Anti a 24 de Janeiro de 2014 às 18:51

Não acho estranho só agora as pessoas falarem, então quem devia falar passados 40 dias, ainda não falou!!! As pessoas é que só agora se estão a ver confrontadas com a possibilidade de que aquilo que viram não foi normal, que aquilo que viram afinal tem história, que aquilo que viram é importante ...até há bem pouco tempo 6 jovens tinham morrido por uma onda gigante e agora se começa a saber, passados 40 dias que se calhar não foi bem assim...
Dina Teresa a 24 de Janeiro de 2014 às 16:23

O Dux é a hierarquia máxima que se pode atingir enquanto aluno participante nas praxes. Reza a tradição de que é soberano sobre todos os alunos da universidade que tiverem menos tempo de casa que ele, e por isso pode praxar mesmo quem anda trajado.
Você tem poucos conhecimentos sobre a vida académica. Fui praxada e diverti-me muito! Quando praxei fiz questão que os caloiros se divertissem, porque a ideia das praxes é ajuda na integração dos novos alunos.
Márcia a 24 de Janeiro de 2014 às 16:08

"(sendo esquisito que alunos trajados sejam praxados já que a mesma diz, por norma, respeito a alunos caloiros que não trajam, bem como, segundo rezam as informações, o facto de as vítimas pertencerem à Comissão de Praxe, logo não seriam praxados)"

Com todo o respeito, vindo de um estudante académico membro da praxe, que praxe frequentou? São poucas, ou nenhumas, as que conheço em que se deixa de ser praxado assim que se traja. Não se pode ser praxado em frente a elementos de hierarquias inferiores, mas devo dizer que já fui por várias vezes praxado trajado, assim como toda a gente das mais variadas academias que conheço pelo país fora. Se a sua intenção é esclarecer o público leigo à praxe, agradecia que o fizesse com dados verídicos, e não com "informação atirada a avulso".
Joao a 24 de Janeiro de 2014 às 14:48

João... não sei que idade tem, nem quando foi praxado.
Nem estou preocupado com as suas insinuações.
Digo-lhe apenas que não conhece Aveiro, nem foi praxado no mesmo sítio que eu e muito menos no mesmo local.
No meu tempo só eram praxados os caloiros que apenas trajavam após a semana do enterro (noutros locais a semana académica ou as queimas), no princípio de maio, já na parte final do primeiro ano lectivo. Estamos em Dezembro...
mparaujo a 25 de Janeiro de 2014 às 11:03

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